{"id":63486,"date":"2021-12-18T11:58:07","date_gmt":"2021-12-18T14:58:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63486"},"modified":"2022-02-27T15:19:15","modified_gmt":"2022-02-27T18:19:15","slug":"faixa-a-faixa-pedro-sa-comenta-todas-as-cancoes-de-um-sua-estreia-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/12\/18\/faixa-a-faixa-pedro-sa-comenta-todas-as-cancoes-de-um-sua-estreia-solo\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: Pedro S\u00e1 comenta as can\u00e7\u00f5es de &#8220;Um&#8221;, sua estreia solo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>introdu\u00e7\u00e3o por Marcelo Costa<\/strong><br \/>\nfaixa a faixa por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100017933298421\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro S\u00e1<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro S\u00e1 \u00e9 um dos grandes nomes da guitarra el\u00e9trica no Brasil, esse instrumento nascido nos Estados Unidos (a partir de modelos ac\u00fasticos espanh\u00f3is) que se expandiu no rock, adentrou o jazz e veio se envolver com a m\u00fasica brasileira atrav\u00e9s de S\u00e9rgio Dias, Pepeu Gomes, Jorge Ben e Lanny Gordin, o que mais aproximou Jimi Hendrix do samba (algo que seria perpetuado por nomes como Gustavo Corsi, do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/22\/10-perolas-raras-do-rock-brasil-anos-80\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Picassos Falsos<\/a>, nos anos 80 e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/16\/faixa-a-faixa-corpo-nos-guilherme-held\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guilherme Held<\/a> nos anos 00). Pedro S\u00e1 segue essa linhagem e seu primeiro \u00e1lbum solo, \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/pedro-sa-um\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um<\/a>\u201d (2021), demostra sua paix\u00e3o pelo instrumento e pelo sotaque brasileiro na m\u00fasica atrav\u00e9s de uma guitarra que \u00e9 suave e doce, percussiva e suingante, grave, arisca e estridente (ou seja, expansiva, como esse instrumento \u2013 tocado muitas e muitas vezes da mesma maneira \u2013 repleto de possibilidades deveria soar sempre).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um disco de guitarra, voz e efeitos eletr\u00f4nicos, \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/pedro-sa-um\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um<\/a>\u201d foi gravado com inspira\u00e7\u00e3o no m\u00e9todo utilizado pela t\u00e9cnica de est\u00fadio Wendy Carlos (artista trans americana que em 1968 lan\u00e7ara \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rmJeXhcQQa0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Switched-on Bach<\/a>\u201d, disco revolucion\u00e1rio de pe\u00e7as cl\u00e1ssicas relidas no sintetizador Moog) no \u00e1lbum branco de Jo\u00e3o Gilberto (&#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XHmO1klmBNg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Gilberto<\/a>&#8221; de 1973). <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/musica\/pedro-sa-encontrei-lugar-da-minha-voz-diz-guitarrista-que-lanca-primeiro-disco-solo-25275505\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro contou em entrevista ao Globo<\/a>: \u201cSe voc\u00ea for reparar bem, o viol\u00e3o desse disco do Jo\u00e3o tem grave \u00e0 be\u00e7a e um agudo muito rico. \u00c9 um som complexo, cheio de nuances. A Wendy abre o est\u00e9reo e joga os graves para um lado e os agudos para o outro, parece algo maior do que um viol\u00e3o s\u00f3. E a voz entra nesse am\u00e1lgama, fica uma coisa s\u00f3, dentro do viol\u00e3o. Eu usava uma afina\u00e7\u00e3o normal de guitarra e acabava sempre me esgoelando quando cantava. Passei a afinar um tom abaixo, encontrei o lugar da minha voz e acabei curtindo a guitarra mais grave, com gordura\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma bagagem extensa que inclui as bandas Mulheres Q Dizem Sim, Rubinho e For\u00e7a Bruta, o projeto +2 (Moreno +2, Domenico +2, Kassin +2) e a big band Orquestra Imperial al\u00e9m de colabora\u00e7\u00f5es com Lenine, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, Tom Jobim, Gal Costa e Maria Beth\u00e2nia, entre tantos, sem esquecer-se de um de seus projetos mais aclamados, a Banda C\u00ea, que acompanhou Caetano Veloso nos discos \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/09\/18\/disco-da-semana-6\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00ea<\/a>\u201d (2006), \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/14\/caetano-veloso-ao-vivo-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zii e Zie<\/a>\u201d (2009) e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/31\/cds-abracaco-de-caetano-veloso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Abra\u00e7a\u00e7o<\/a>\u201d (2012), Pedro S\u00e1 conseguiu traduzir-se de maneira melodicamente po\u00e9tica em \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/pedro-sa-um\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um<\/a>\u201d, que soa experimental e pessoal numa explora\u00e7\u00e3o do instrumento e de sonoridades que, em nomes citados pelo guitarrista no faixa a faixa abaixo, esbarra de Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola a Jimi Hendrix passando por poetas portugueses, italianos e os parceiros mais chegados (Domenico Lancellotti, Kassin e Moreno Veloso). Abaixo, Pedro comenta todas as can\u00e7\u00f5es de \u201cUm\u201d!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Colapso\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ik5BC_gnN38?list=OLAK5uy_nRjOiOUiu7ki1FxLc49EvTfrVxOQXMTuU\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Faixa a Faixa: &#8220;Um&#8221;, por Pedro S\u00e1<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01. Colapso &#8211;<\/strong> Foi das primeiras m\u00fasicas que fiz do disco. \u00c9 fruto das experi\u00eancias percussivas e poli-r\u00edtmicas que exploro na guitarra el\u00e9trica. \u00c9 num compasso de 7\/8, que \u00e9 estranhamente dan\u00e7ante, pois h\u00e1 um compasso bin\u00e1rio por tr\u00e1s que muda o acento forte a cada ciclo. Funciona, no disco, como uma introdu\u00e7\u00e3o. Tem um baixo en\u00e9rgico, e camadas que conversam com o funk carioca e juju music. Tem algo de \u201cYou Got Me Floating\u201d, de Jimi Hendrix, tamb\u00e9m. \u00c9 a fa\u00edsca inicial, que nos p\u00f5e alerta para o que vem a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02. Jo\u00e1 &#8211;<\/strong> Essa \u00e9 um contraste em rela\u00e7\u00e3o a \u201cColapso\u201d pela sua leveza. A mais carioca das m\u00fasicas do disco e curiosamente \u00e9 parceria com um portugu\u00eas, o genial multiartista Tom\u00e1s Cunha Ferreira. Meu \u201cirm\u00e3o\u201d luso. Os versos s\u00e3o de puro desfrute, urg\u00eancia do viver. H\u00e1 uma pureza, sem que se caia em um lugar comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03. Gaivota &#8211;<\/strong> A terceira m\u00fasica vem como um peda\u00e7o da paisagem, uma foto. Sempre fui fascinado por esse p\u00e1ssaro. Me lembro de ficar observando longamente seu voo. \u00c9 uma perfei\u00e7\u00e3o. Pura eleg\u00e2ncia. Letra e m\u00fasica vieram quase simultaneamente de uma s\u00f3 vez. Com a experi\u00eancia vivida dessa vis\u00e3o. Veio uma melodia modal e matem\u00e1tica que vai numa ascendente e depois desce como um grande mergulho. Justeza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04. Dia &#8211;<\/strong> Essa foi a primeira can\u00e7\u00e3o que fiz para esse disco. Marco zero de &#8220;Um&#8221;. A partir dela comecei a desenvolver uma maneira de tocar, cantar e compor que me animaram a gravar um disco solo. Caminhando numa praia deserta de inverno no Rio veio essa can\u00e7\u00e3o, melodia e letra de uma s\u00f3 vez em minha cabe\u00e7a. Chegando em casa peguei na guitarra para toc\u00e1-la e me deu um estalo, entendi que havia uma linguagem pr\u00f3pria ali que eu poderia desenvolver e explorar. Tudo veio a partir dessa epifania na praia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05. Pare de Correr &#8211;<\/strong> &#8220;Pare de Correr&#8221; \u00e9 parceria com outro irm\u00e3o, Domenico Lancellotii. Companheiro de tanta m\u00fasica, arte e vida. Fiz um motivo repetitivo em ostinato na guitarra. Mais uma levada poli-r\u00edtmica, dessa vez em 12\/8. Em cima disso fiz uma melodia bem africana, toda em pentat\u00f4nica que lembra algum canto dos Pigmeus do Gab\u00e3o, ou algo malin\u00eas. Pensei imediatamente no Domenico , que \u00e9 um poeta muito ligado ao ritmo para colocar letra. Otavio Paz dizia que o ritmo na poesia n\u00e3o \u00e9 simples m\u00e9trica e rima, \u00e9 significado. Domenico \u00e9 a perfeita compreens\u00e3o disso. Pra minha surpresa ele fez uma homenagem ao meu filho, Nino, e \u00e0 minha m\u00e3e Tet\u00ea. A av\u00f3 ensinando o neto a observar e escutar a beleza e o drama da vida, da paisagem, dos animais etc. Nessa faixa h\u00e1 um solo de guitarra exclusivamente percussivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06. Um Conselho &#8211;<\/strong> Essa \u00e9 um poema do grande poeta italiano Alfonso Gatto que tive a honra de musicar. Esse poema faz parte de uma s\u00e9rie de poemas infantis. Giorgio Sica, figura genial tamb\u00e9m poeta e italiano, foi quem me apresentou \u00e0 essa poesia maravilhosa, \u00e9 sua a tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. Curiosamente conheci Giorgio numa creche, quando est\u00e1vamos fazendo a adapta\u00e7\u00e3o de nossos filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07. Maior &#8211;<\/strong> Um samba-can\u00e7\u00e3o que fala do sentimento do amor infinito. Termina com um \u201cmar\u201d de guitarras fuzz em camadas sobrepostas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08. Quem &#8211;<\/strong> Uma noite, uma atra\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. A rua noturna da cidade como cen\u00e1rio. Primeiro \u201cacesa\u201d, \u201cde bar em bar sem ter destino\u201d, depois \u201cdeserta\u201d, silenciosa, \u00edntima. Na grava\u00e7\u00e3o um chiado c\u00e1lido faz cama para uma guitarra que conduz sem pressa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09. Madrugada Acordada &#8211;<\/strong> Parceria com meu amigo mais antigo, Moreno Veloso. Outro irm\u00e3o maravilhoso que a vida me deu. O refr\u00e3o dessa m\u00fasica surgiu numa grava\u00e7\u00e3o quando estava passando o som. Pensei imediatamente no Moreno, meu amigo das madrugadas infinitas. Quando \u00e9ramos adolescentes e no in\u00edcio de nossa juventude, var\u00e1vamos madrugadas escutando discos, lendo livros, conversando, tocando, cantando. Considero que essas madrugadas foram uma esp\u00e9cie de universidade para mim. Al\u00e9m disso o silencio da alta noite e da madrugada sempre me encantou, desde crian\u00e7a. A faixa come\u00e7a em fade-in e termina em fade-out, como se fosse a pr\u00f3pria noite chegando e passando. Tem tamb\u00e9m o solo de guitarra mais \u201cnormal\u201d, cl\u00e1ssico, do disco. Um dos raros overdubs deste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10. H\u00e1 Um &#8211;<\/strong> Can\u00e7\u00e3o na linha de Nelson Cavaquinho ou Paulinho da Viola. Fala da solid\u00e3o profunda. Que nos leva a duvidar de nossos sentimentos mais puros, pois boa sentimos sem refer\u00eancia, sem ch\u00e3o. Entrar em conson\u00e2ncia com H\u00e1 Um pode soar um desabafo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11. Rota de Fuga &#8211;<\/strong> A \u00faltima parceria do disco, dessa vez com Alexandre Kassin que escreveu a letra. Outro irm\u00e3o de vida. Nasceu de um encontro que tivemos, de um longa conversa, eu estava me separando e andava escutando um ru\u00eddo agudo constante internamente. Era o tinitus, me disse Kassin. Aparece quando estamos estressados. Depois do papo toquei a m\u00fasica e ele fez a letra na hora, que meio que resumia toda a conversa. Adoro esse nome, &#8220;Rota de Fuga&#8221;. Fiz o arranjo de forma que a can\u00e7\u00e3o \u00e9 entoada uma s\u00f3 vez, sem repetir, direta. Curioso que h\u00e1, de fato, um ru\u00eddo constante, um rame da guitarra do in\u00edcio ao fim da grava\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12. Morma\u00e7o &#8211;<\/strong> \u00c9 uma das primeiras m\u00fasicas que compuse e das que mais gosto. \u00c9 uma imers\u00e3o no morma\u00e7o em si, a sensa\u00e7\u00e3o de estar num dia de morma\u00e7o na cidade. Uma certa opress\u00e3o, quase uma ang\u00fastia. Na grava\u00e7\u00e3o h\u00e1 um efeito de delay que modula a afina\u00e7\u00e3o da harmonia, como se o \u201cch\u00e3o\u201d da m\u00fasica estivesse derretendo. Efeito que vai se intensificando at\u00e9 explodir no final totalmente distorcido, com solo quase atonal. Uma satura\u00e7\u00e3o desse morma\u00e7o, mas tamb\u00e9m uma explos\u00e3o de liberdade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63489\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-capa-Pedro-Sa-300-DPIS.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-capa-Pedro-Sa-300-DPIS.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-capa-Pedro-Sa-300-DPIS-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-capa-Pedro-Sa-300-DPIS-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell desde 2000 e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com uma bagagem extensa que inclui as bandas Mulheres Q Dizem Sim, Rubinho e For\u00e7a Bruta, o projeto +2 (Moreno +2, Domenico +2, Kassin +2) e a big band Orquestra Imperial, Pedro S\u00e1 estreia solo num belo disco de guitarra, voz e efeitos, que ele apresenta faixa a faixa aqui!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/12\/18\/faixa-a-faixa-pedro-sa-comenta-todas-as-cancoes-de-um-sua-estreia-solo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":63490,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5392],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63486"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63486"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63493,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63486\/revisions\/63493"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}