{"id":63336,"date":"2021-11-29T01:28:09","date_gmt":"2021-11-29T04:28:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63336"},"modified":"2022-01-06T03:10:56","modified_gmt":"2022-01-06T06:10:56","slug":"entrevista-ana-bacalhau-alem-da-curta-imaginacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/29\/entrevista-ana-bacalhau-alem-da-curta-imaginacao\/","title":{"rendered":"Entrevista: Ana Bacalhau \u201cal\u00e9m da curta imagina\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFico muito satisfeita por haver algo na minha ess\u00eancia que apele \u00e0s pessoas e com a sua rela\u00e7\u00e3o emocional t\u00e3o forte com os Deolinda. Mesmo assim, conseguem estabelecer um v\u00ednculo afetivo comigo e apreciam a minha m\u00fasica\u201d, diz-me Ana Bacalhau quando a questiono sobre a cont\u00ednua ades\u00e3o do p\u00fablico \u00e0s diferentes fases da sua carreira. \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/18YMyHqZFobMCQs86Dmtb0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Al\u00e9m da Curta Imagina\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d (2021), o mais recente \u00e1lbum da cantora lisboeta \u00e9 o tema principal da nossa conversa, onde abordaremos igualmente o seu passado, a atividade presente e tamb\u00e9m o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo trabalho de Ana foi gravado entre Janeiro e Outubro de 2020 (antes da pandemia e depois do confinamento) num misto de intencionalidade na escolha dos m\u00fasicas, mas tamb\u00e9m do que se viveu ao n\u00edvel da interpreta\u00e7\u00e3o. \u201cAcho que, de alguma forma, a viagem que eu fiz e todos fizemos nesse per\u00edodo est\u00e1 refletida no esp\u00edrito do disco\u201d, conta. O \u00e1lbum inclui duas can\u00e7\u00f5es da sua autoria (\u201cN\u00e3o \u00c9 Nada\u201d e \u201cQue Me Interessa A Mim\u201d), bem como can\u00e7\u00f5es de Jorge Cruz, Francisca Cortes\u00e3o e Nuno Prata (que j\u00e1 haviam composto para o \u00e1lbum de estreia de Ana Bacalhau, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/08\/entrevista-ana-bacalhau\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nome Pr\u00f3prio<\/a>\u201d, de 2017) e registra as estreias de \u00c1toa, D\u00b4Alva, Tain\u00e1 e Mafalda Veiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pontos altos do trabalho passam pelo pop irresist\u00edvel de \u201cSou Como Sou\u201d e pela humorada \u201cIsso \u00c9 Que Era Bom\u201d, assim como a intensidade emocional de \u201cQue Me Interessa A Mim\u201d e a simplicidade desarmante de \u201cTudo de Bom\u201d. Comparativamente com \u201cNome Pr\u00f3prio\u201d, o novo disco tem uma tem\u00e1tica mais diversificada que resultou de um processo apurado.\u201dEscolhi um lote de can\u00e7\u00f5es que me pareceu ser mais completo, mostrando aquilo que eu queria dizer na altura. Achei que aqueles discursos correspondiam aos meus sentimentos nesse momento\u201d, explica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63340\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-disco-Alem-da-Curta-Imaginacao-2021.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-disco-Alem-da-Curta-Imaginacao-2021.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-disco-Alem-da-Curta-Imaginacao-2021-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-disco-Alem-da-Curta-Imaginacao-2021-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, Ana Bacalhau participou <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/6na0T3Ynm6iurMgSYDnIx4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">num disco de tributo a Toz\u00e9 Brito<\/a> (um conhecido cantor, letrista, compositor e produtor portugu\u00eas) interpretando \u201cCan\u00e7\u00e3o da Alegria\u201d com a cantora Mit\u00f3, numa experi\u00eancia que lhe agradou bastante: \u201cAdorei a m\u00fasica e gostei muito de cantar com a minha amiga Mit\u00f3. A voz dela, com aquela sensualidade de veludo chocolate, junto com a minha voz primaveril e de gaiata, resultou em algo deveras bonito. Adorei, igualmente, os arranjos e aquele sabor de folk anos 1970. Para al\u00e9m disso, foi uma honra participar numa homenagem ao Toz\u00e9 Brito que tanto deu \u00e0 m\u00fasica portuguesa em todas as suas vertentes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o seu futuro e o da m\u00fasica portuguesa, num contexto que ainda inspira muitos cuidados, a cantora lisboeta exibe uma posi\u00e7\u00e3o determinada: \u201cEstou a torcer para que a cultura n\u00e3o seja novamente parada. Foi muito dif\u00edcil aguentar este embate e se paralisarmos outra vez ainda ser\u00e1 pior. \u00c9 muito importante que nos deixem trabalhar. A nossa atividade \u00e9 como a dos m\u00e9dicos e enfermeiros. Eles curam o corpo e n\u00f3s a alma (risos). Espero que os medicamentos funcionais venham rapidamente para o mercado e andemos para a frente. Sem m\u00fasica, cinema e literatura o que teria sido de n\u00f3s quando estivemos em casa? H\u00e1 muita energia criativa por a\u00ed. Sigamos com ela, porque isso salva-nos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na parte final da conversa, recordo uma pergunta que lhe coloquei em Lisboa, durante o evento Talkfest de 2014, sobre uma reuni\u00e3o futura dos Deolinda, \u00e0 qual Ana respondeu que seria diferente. \u201cN\u00f3s sempre acompanh\u00e1mos o nosso tempo e vivemos o que se estava a passar. Assim sendo, mantenho a opini\u00e3o de que, se voltarmos, regressaremos no esp\u00edrito do tempo em que nos encontrarmos. At\u00e9 porque estaremos mais velhos, maduros e olharemos a vida de outra forma. Por isso, os Deolinda v\u00e3o cantar esse momento, seguramente, e usando o seu pr\u00f3prio ADN\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Ana Bacalhau conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ana Bacalhau - Mem\u00f3ria\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/b29lz1jvC-Q?list=OLAK5uy_l-ZnVyu45FhqoA58j7ULd0hHSxtsd2R_E\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O t\u00edtulo do seu novo disco, \u201cAl\u00e9m da Curta Imagina\u00e7\u00e3o\u201d, derivou do seu estado de esp\u00edrito ou daquilo que as can\u00e7\u00f5es lhe transmitiam?<\/strong><br \/>\nSim, est\u00e1 relacionado com a can\u00e7\u00e3o \u201cTudo de Bom\u201d, do Nuno Prata. Concretamente, o t\u00edtulo do \u00e1lbum corresponde \u00e0 \u00faltima frase dessa m\u00fasica e s\u00e3o, igualmente, as palavras derradeiras do disco. Acho que \u00e9 um libelo bom, no sentido em que obriga a ultrapassarmos aquela imagina\u00e7\u00e3o do dia a dia, na qual planejamos imenso a nossa exist\u00eancia, a curto, m\u00e9dio e longo prazo. Pensamos que temos tudo sobre controle, mas \u00e9 algo que dura pouco, porque esse pensamento n\u00e3o sobrevive aos des\u00edgnios da vida. Por vezes \u00e9 a \u00fanica forma de sobrevivermos a essa imagina\u00e7\u00e3o cruel, porque a realidade pode n\u00e3o ser muito simp\u00e1tica. Na pr\u00e1tica, passa por criar novas coisas, universos e can\u00e7\u00f5es que, no meu caso, depois materializo neste mundo. Parece magia. Uma coisa n\u00e3o existe, a pessoa pensa nela e depois concretiza-a. Atrav\u00e9s desse processo torna o seu mundo mais f\u00e1cil de habitar e muda a sua vida, na verdade. \u00c9 a essa imagina\u00e7\u00e3o superior que eu procuro recorrer e digo que \u00e9 a minha salva\u00e7\u00e3o. At\u00e9 me questiono se a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos salvar\u00e1 a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O single \u201cSou Como Sou\u201d retrata muito bem o seu lado extrovertido e o clipe tem um componente feminino muito vincado. Pode-me falar um pouco destes dois aspectos?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma m\u00fasica que, de fato, pela minha forma de interpretar e estar em palco, me assenta como uma luva. Os D\u2019Alva (escreveram a can\u00e7\u00e3o) conhecem-me bem, j\u00e1 me viram cantando ao vivo muitas vezes e perceberam o meu discurso. Assumo-me como comunista no sentido em que procuro que todas as pessoas, independentemente do seu sexo biol\u00f3gico ou de qualquer caracter\u00edstica f\u00edsica que tenham, possam ser livres, isto \u00e9, sejam quem s\u00e3o para exercerem a sua ess\u00eancia. Eles sabiam disto e ao longo dos tempos falei da rela\u00e7\u00e3o que tenho com a minha imagem atrav\u00e9s do meu percurso. Sabendo de todos esses pormenores, eles entregaram-me aquela can\u00e7\u00e3o, num esp\u00edrito positivo, mas falando de coisas s\u00e9rias. Acho que tamb\u00e9m reflete um pouco a minha postura perante a vida, porque aborda assuntos complicados com um sorriso e numa base dan\u00e7\u00e1vel. Para o clipe, numa can\u00e7\u00e3o que fala do escrut\u00ednio que os outros fazem da imagem das mulheres, achei que fazia sentido trazer v\u00e1rias mulheres para se exprimirem atrav\u00e9s da dan\u00e7a, exporem a sua natureza e mostrarem que n\u00e3o h\u00e1 um feminino, mas sim v\u00e1rios femininos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ana Bacalhau - Sou Como Sou\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C9Qi93-7Iug?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das novidades do \u00e1lbum \u00e9 a batida eletr\u00f4nica que acompanha algumas faixas. A ideia foi sua ou de Lu\u00eds \u201cTwins\u201d Pereira (produtor do disco)?<\/strong><br \/>\nFoi uma ideia que surgiu depois de fazer em 2019 um dueto com o Diogo Pi\u00e7arra (\u201cO Erro Mais Bonito\u201d). Apesar de n\u00e3o estar neste disco, essa can\u00e7\u00e3o \u00e9 minha, mas foi importante comp\u00f4-la para avan\u00e7ar com este \u00e1lbum. \u00c9 um pop e pensei em aproveitar o embalo desse tema para navegar em \u00e1guas onde nunca tinha navegado. Nesse sentido, convidei o Diogo n\u00e3o s\u00f3 para cantar, mas tamb\u00e9m para produzir. Ele tirou-me da minha zona de conforto e eu adorei. Senti que o novo disco, em vez de ser uma continua\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u201cNome Pr\u00f3prio\u201d (2017), fazia mais sentido dar seguimento ao single \u201cO Erro Mais Bonito\u201d, porque queria aprofundar esse som. Por isso decidi que queria elementos eletr\u00f4nicos, sem abandonar os instrumentos. Procurei um produtor que pudesse trabalhar nesses dois mundos e cheguei ao \u201cTwins\u201d. Na minha cabe\u00e7a, o disco era uma coisa e com a pandemia modificou-se. A lista de m\u00fasicas segue a ordem com que grav\u00e1mos, \u00e9 cronol\u00f3gico. O come\u00e7o do \u00e1lbum \u00e9 um pouco faustoso e carregado, mas depois vai-se despindo. Foi um trabalho que partiu de uma inten\u00e7\u00e3o e depois a minha viagem pessoal acabou por o influenciar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ana Bacalhau - O Erro Mais Bonito ft. Diogo Pi\u00e7arra\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GdbhHK36d24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cantora e compositora paraense Tain\u00e1 comp\u00f4s duas can\u00e7\u00f5es do disco. Como surgiu esta parceria?<\/strong><br \/>\nEu conheci a Tain\u00e1 musicalmente e pessoalmente ao mesmo tempo. Fiquei encantada com ela e a sua m\u00fasica. \u00c9 nova, tem tanto conhecimento e \u00e9 mesmo uma alma antiga. A forma como escreve e v\u00ea as coisas fascina-me, tal como canta o amor ou se exprime. Soube logo que a queria interpretar. Pedi-lhe algumas m\u00fasicas que me pudessem servir, ela mandou-me algumas e escolhi duas can\u00e7\u00f5es. A \u201cAinda Te Amo\u201d \u00e9 uma m\u00fasica linda e \u201cEncanto\u201d representa uma forma bonita de confrontar uma rela\u00e7\u00e3o madura com o seu inicio e as saudades da atra\u00e7\u00e3o. Ela veio viver em Lisboa h\u00e1 pouco tempo e ainda n\u00e3o assistiu ao meu show. A Tain\u00e1 sabe quem eu sou, mas n\u00e3o esteve presente nos tempos dos Deolinda. Acho que \u00e9 importante trabalhar com autores mais novos, que n\u00e3o t\u00eam essa percep\u00e7\u00e3o e est\u00e3o livres de me olharem da forma que quiserem. Isso tamb\u00e9m \u00e9 muito interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No show de apresenta\u00e7\u00e3o do disco, a 12 Novembro, em Lisboa, no Cineteatro Capit\u00f3lio, senti que voc\u00ea se superou como int\u00e9rprete e entertainer. De onde lhe veio aquela for\u00e7a?<\/strong><br \/>\nQuando entro no palco algo se liga e n\u00e3o sei bem explicar porqu\u00ea. Sou assim e n\u00e3o ponho um trav\u00e3o nisso. Acho que o segredo \u00e9 n\u00e3o ter medo desse momento. Deixo fluir os acontecimentos e sair a verdade do que estou a sentir, nessa fase. A minha postura, que tem resultado em palco, \u00e9 ser sincera e honesta. Digo ao p\u00fablico que estou num determinado estado emocional e vou soltar qualquer coisa. No meu show faz mais sentido falar sobre mim e, para al\u00e9m das m\u00fasicas, o p\u00fablico sabe que eu gosto disso e fico contente que tamb\u00e9m apreciem. A minha atua\u00e7\u00e3o no Capit\u00f3lio provou o que eu j\u00e1 sabia, a cultura \u00e9 muito necess\u00e1ria para o nosso bem-estar. N\u00e3o s\u00f3 para os artistas, mas tamb\u00e9m para quem vai assistir ao espet\u00e1culo. As pessoas saem com muita vitalidade e h\u00e1 uma troca de energia que \u00e9 fundamental para a vida delas e para o seu equil\u00edbrio mental. Eu sou um pouco \u2018goofy\u2019 (risos) e adoro o humor. Isso \u00e9 muito importante para mim. Normalmente, sigo humoristas e adoro a arte de fazer stand-up comedy. Portanto, em palco, abordo as coisas duma forma libertadora e se puder fazer sorrir as pessoas, melhor. Agrada-me a ideia de levar a tristeza a sorrir e acho que esse \u00e9 o meu lado brasileiro (risos). Quando me chamam fadista eu discordo, porque o fado \u00e9 uma coisa com \u2018gravitas\u2019 e peso. Tamb\u00e9m pode ser leve, mas h\u00e1 ali alguma seriedade. Eu fa\u00e7o o contr\u00e1rio. Pego no pesado, vou at\u00e9 ao fundo, obviamente, mas tento depois que essas coisas se evaporem ou se sublimem num sorriso final. Eu gosto de dar tudo no show para que as pessoas saiam satisfeitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os Deolinda sempre foram muito bem recebidos no Brasil. Gostaria de saber o que recorda desses shows e se est\u00e1 nos seus planos voltar a atuar no Brasil?<\/strong><br \/>\nRecordo esses espet\u00e1culos muito bem. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/30\/deolinda-ao-vivo-no-sesc-santana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No SESC Santana<\/a> (S\u00e3o Paulo), no Festival de Inverno de Garanhuns (Pernambuco), que foi muito fixe (legal) e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/06\/14\/deolinda-ao-vivo-na-praca-xv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na Festa dos Santos Populares Portugueses, na Pra\u00e7a XV de Novembro<\/a> (Rio de Janeiro). Todos esses shows foram intensos e incr\u00edveis. Fomos recebidos no Brasil de uma forma que \u00e9 imposs\u00edvel esquecer. A vontade de voltar \u00e9 enorme. S\u00e3o um p\u00fablico incr\u00edvel e atento a tudo. Eles prestam aten\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00fasicas, \u00e0s letras e \u00e0 performance. Quando gostam grudam mesmo. Isso vale ouro. Eu queria muito voltar ao Brasil em nome pr\u00f3prio. Seria espetacular para entender como \u00e9 que o p\u00fablico brasileiro leria o meu projeto solo em palco. Se os Deolinda regressarem de certeza que faremos shows no Brasil. Eu adoraria fazer uma parceria com a Clarice Falc\u00e3o. A forma dela escrever e ver as coisas diz-me muito. Para al\u00e9m do Caetano Veloso e do Gilberto Gil, como \u00e9 \u00f3bvio (risos). Relativamente \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m gosto d&#8217;O Terno.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ana Bacalhau - Que Me Interessa A Mim\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K7vA_PT49Sw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O novo trabalho de Ana foi gravado entre Janeiro e Outubro de 2020 num misto de intencionalidade na escolha dos m\u00fasicas, mas tamb\u00e9m do que se viveu ao n\u00edvel da interpreta\u00e7\u00e3o. \u201cAcho que, de alguma forma, a viagem que eu fiz e todos fizemos nesse per\u00edodo est\u00e1 refletida no esp\u00edrito do disco\u201d, ela pontua\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/29\/entrevista-ana-bacalhau-alem-da-curta-imaginacao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":63339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1993,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63336"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63336"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63347,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63336\/revisions\/63347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}