{"id":63264,"date":"2021-11-20T01:13:00","date_gmt":"2021-11-20T04:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63264"},"modified":"2022-01-12T01:15:58","modified_gmt":"2022-01-12T04:15:58","slug":"os-30-anos-de-loveless-do-my-bloody-valentine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/20\/os-30-anos-de-loveless-do-my-bloody-valentine\/","title":{"rendered":"Os 30 anos de &#8220;Loveless&#8221;, do My Bloody Valentine"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto pela equipe do site <a href=\"http:\/\/www.kalporz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kalporz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLoveless\u201d, o segundo disco do My Bloody Valentine, completa 30 anos em novembro de 2021. 10 anos atr\u00e1s, em 2011, Marco Ant\u00f4nio Barbosa <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/04\/06\/1991-the-year-creation-records-broke\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">descrevia aqui no Scream &amp; Yell<\/a>: \u201c\u2019Loveless\u2019 \u00e9 o manifesto definitivo do chamado (\u00e0s vezes pejorativamente) indie guitar rock. A obsess\u00e3o de Shields, que queria a qualquer custo registrar \u2018os sons que ouvia em sua cabe\u00e7a\u2019, rendeu uma obra na qual esporro guitarr\u00edstico se convertia em beleza sinest\u00e9sica. (&#8230;) A simplicidade das melodias e a impenetrabilidade dos vocais ampliavam o potencial de transe das can\u00e7\u00f5es. (&#8230;) Noise esculpido cuidadosamente para gerar encantamento\u2026 e dor de ouvido\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63270\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mybloodyvalentine2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mybloodyvalentine2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mybloodyvalentine2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para marcar os 30 anos de \u201cLoveless\u201d, a equipe da <a href=\"http:\/\/www.kalporz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kalporz<\/a>, site de cultura pop italiano <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/karlporz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parceiro de conte\u00fado do Scream &amp; Yell<\/a>, juntou-se para reconstituir, faixa a faixa, o \u00e1lbum que quase fez o selo Creation fracassar, e que ainda hoje \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel de inspira\u00e7\u00e3o para m\u00fasicos e simples entusiastas. Piero Merola, Matteo Mannocci, Eul\u00e1lia Cambria, Samuele Conficoni, Riccardo Ricci e Matteo Maioli falam em \u201cmistura de sons e feedback\u201d, \u201csonho e a alucina\u00e7\u00e3o perturbadora\u201d, \u201cviagem interestelar\u201d e \u201ca matriz contaminante \u2013 o ru\u00eddo \u2013 e o clima melanc\u00f3lico garantem a reinven\u00e7\u00e3o de uma can\u00e7\u00e3o de amor que Phil Spector ou Lou Reed poderiam ter escrito\u201d, entre outras coisas. Mergulhe (com fones de ouvido!).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63269\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mybloodyvalentine.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"977\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mybloodyvalentine.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mybloodyvalentine-230x300.jpg 230w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01. \u201cOnly Shallow\u201d \u2013 4:17 (Shields\/Bilinda Butcher)<\/strong><br \/>\nTentar definir com palavras de completo significado a sensa\u00e7\u00e3o de estupor gerado pela primeira vez em que ouvimos \u201cLoveless\u201d \u00e9 uma fa\u00e7anha que poucas mentes foram capazes de realizar. Nada \u00e9 mais eficaz, por\u00e9m, do que a introdu\u00e7\u00e3o do disco e a introdu\u00e7\u00e3o de &#8220;Only Shallow&#8221; que em 15 segundos subverte todos os conceitos de rock e vanguarda da \u00e9poca, al\u00e7ando o My Bloody Valentine para o Olimpo para sempre. Para mim, tamb\u00e9m foi a primeira faixa ouvida ao vivo na sensacional turn\u00ea de reuni\u00e3o interna da banda, 13 anos atr\u00e1s, com algumas datas no Reino Unido, incluindo cinco datas no Roundhouse em Londres. Os t\u00edmpanos e muito mais nunca mais seriam os mesmos. (Piero Merola)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine - only shallow (visualiser)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wdXGll5sc6Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine \u2013 only shallow (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nwfCoKNI5hs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02. \u201cLoomer\u201d &#8211; 2:38 (Shields\/Butcher)<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a abertura sensacional de &#8220;Only Shallow&#8221;, Shields e companhia criaram uma das can\u00e7\u00f5es mais mbv poss\u00edveis e um verdadeiro manifesto shoegaze. A can\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes surge da mistura de sons e feedback, marca que tornou a banda irlandesa um \u00edcone. Eis uma m\u00fasica que exemplifica em todos os aspectos aquele estilo \u00fanico, procurado, mas nunca mais encontrado por dezenas de seguidores de dreampop e afins. E o que \u00e9 mais shoegaze do que esta parte do texto cantada por Blinda Butcher: \u201cPretty boys \/ With their sunshine faces \/ Carrying their \/ Heads down\u201d? (Matteo Mannocci)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"loomer\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ASg275COMjg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03. \u201cTouched\u201d &#8211; 0:56 (Colm \u00d3 C\u00edos\u00f3ig)<\/strong><br \/>\n\u201cTouched\u201d \u00e9 uma pe\u00e7a at\u00edpica. \u00c9 uma esp\u00e9cie de interl\u00fadio instrumental muito evocativo, escrito e produzido inteiramente pelo baterista Colm \u00d3 C\u00edos\u00f3ig em total autonomia do resto da banda. Basicamente, surge da intera\u00e7\u00e3o recursiva de tr\u00eas elementos: uma frase de corda, uma interven\u00e7\u00e3o percussiva e um riff do tipo &#8220;v\u00e1 l\u00e1 entender o que foi feito&#8221;. Apesar disso, a m\u00fasica se encaixa perfeitamente no discurso narrativo do \u00e1lbum. A curta trilha sonora de um sonho misterioso. (Eul\u00e1lia Cambria)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"touched\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wJBiks3cf4M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04. \u201cTo Here Knows When\u201d \u2013 5:31 (Shields\/Butcher)<\/strong><br \/>\nEntre os cercos sonoros suspensos entre o sonho e a alucina\u00e7\u00e3o perturbadora de &#8220;Loveless&#8221;, &#8220;To Here Knows When&#8221; \u00e9 talvez o momento mais eleg\u00edaco, de relativa tr\u00e9gua onde o dream pop com aquela sinfonia de drone \u2018ante litteram\u2019 decola levando a voz de Bilinda Butcher em uma dimens\u00e3o que ainda estamos tentando entender. (Piero Merola)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine \u2013 to here knows when (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PpXZAmeQDqY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05. \u201cWhen You Sleep\u201d \u2013 4:11 (Shields)<\/strong><br \/>\nEm muitos dos shows do mbv, o padr\u00e3o policrom\u00e1tico de &#8220;When You Sleep&#8221; vem imediatamente ap\u00f3s o v\u00f3rtice vulc\u00e2nico que \u00e9 &#8220;I Only Said&#8221;, um show de terror vacui que garante uma explos\u00e3o hipertr\u00f3fica de sons e vibra\u00e7\u00f5es assim que o show come\u00e7a. Na obra-prima que \u00e9 \u201cLoveless\u201d, &#8220;When You Sleep&#8221; a precede, criando, tamb\u00e9m neste caso, um turbilh\u00e3o de oscila\u00e7\u00f5es magm\u00e1ticas agudas e pulsantes. Na viagem interestelar que aguarda o ouvinte, as numerosas camadas vocais mergulham nas que s\u00e3o formadas pelos viol\u00f5es e pelo baixo at\u00e9 que uma n\u00e3o se distingue mais da outra. Parecem reiterar que esta forma de fazer m\u00fasica n\u00e3o pode soar sempre a mesma coisa: ela transborda, excita-se e assume caracter\u00edsticas diferentes a cada momento. A voz de Kevin Shields entra na composi\u00e7\u00e3o de forma incerta e impregnada, quase como se quisesse acompanh\u00e1-la pela m\u00e3o at\u00e9 outra gal\u00e1xia, uma dimens\u00e3o on\u00edrica onde o tempo parece passar s\u00f3 para quem olha de fora e n\u00e3o para dentro. \u201cWhen I look at you \/ Oh, I don\u2019t know what\u2019s real\u201d, diz Shields surpreso, e cada imagem parece borrada e distante. Shields posteriormente afirmou que essas camadas de canto nasceram de sua decep\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ser capaz de gravar a voz como ele realmente queria. Nenhuma outra frustra\u00e7\u00e3o deu origem a algo mais et\u00e9reo e suave. (Samuele Conficoni)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"when you sleep\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hcOhXThqh_0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06. \u201cI Only Said\u201d \u2013 5:34 (Shields)<\/strong><br \/>\nSexta na programa\u00e7\u00e3o, &#8220;I Only Said&#8221; \u00e9 uma das can\u00e7\u00f5es que se mant\u00eam na lideran\u00e7a desde os acordes iniciais, gra\u00e7as sobretudo \u00e0 hipn\u00f3tica melodia que se insere entre os versos. Como muitos elementos do \u00e1lbum, \u00e9 dif\u00edcil identificar exatamente o instrumento na origem do som incessante ao longo da faixa. Apresentando as marcas registradas: as guitarras moduladas em n\u00edveis &#8220;mal di mare&#8221; por Kevin Shields, a voz et\u00e9rea de Belinda Butcher, um ritmo &#8220;bugado&#8221; mais relaxado do que o normal. O texto consiste em uma s\u00e9rie de sugest\u00f5es destinadas a criar a atmosfera; um pouco como o que acontece nos sonhos quando parecemos captar revela\u00e7\u00f5es iluminadoras que, assim que acordamos, n\u00e3o podemos mais lembrar. (Eul\u00e1lia Cambria)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"i only said\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o8Iqy46aXuo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07. \u201cCome in Alone\u201d \u2013 3:58 (Shields)<\/strong><br \/>\n&#8220;Come In Alone&#8221; abre o lado B do vinil do segundo \u00e1lbum do My Bloody Valentine com um ritmo marcial e guitarras gigantescas entre tremolos e feedback. Imagino-o como um exemplo de pop circular e vision\u00e1rio, em que a matriz contaminante \u2013 o ru\u00eddo \u2013 e o clima melanc\u00f3lico garantem a reinven\u00e7\u00e3o de uma can\u00e7\u00e3o de amor (&#8220;You Love To Let Go \/ I&#8217;ll Turn You Around&#8221;) que Phil Spector ou Lou Reed poderiam ter escrito. Anedota entre muitas, os engenheiros de som n\u00e3o puderam assistir \u00e0 grava\u00e7\u00e3o dos vocais, que aconteceu \u00e0s 7h30 da manh\u00e3 cobertas por cortinas nas janelas, com as palavras concebidas por Kevin Shields no local. Ainda me lembro hoje do poder do baixo de Debbie Googe no show do Primavera Sound de 2009, em Barcelona, e como os volumes pareciam crescer ao limite de ensurdecedores no minuto final de uma catarse efetiva. (Matteo Maioli)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"come in alone\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uTDZ0Y--5Zg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08. \u201cSometimes\u201d \u2013 5:19 (Shields)<\/strong><br \/>\nPoder\u00edamos defini-la como a \u201cbalada\u201d do disco, a transposi\u00e7\u00e3o agridoce de um amor desigual, desequilibrado e dissonante na letra e na m\u00fasica, que se abre com uma rodada de viol\u00e3o, gradativamente coberta por uma parede de som. Transmitir des\u00e2nimo e ao mesmo tempo apaixonar-se, o desejo de ter ao seu lado algu\u00e9m que, no entanto, pode te fazer mal e que pode ser evasivo. \u00c9 o que sai do texto e provavelmente ser\u00e1 o que Sofia Coppola encontrou numa das maiores obras de Kevin Shields, escolhendo-a como trilha sonora de um dos momentos mais emocionantes e ao mesmo tempo on\u00edricos de \u201cLost in Translation\u201d. Uma Scarlett Johansson muito jovem nos mostra T\u00f3quio \u00e0 noite, com sua vida agitada e suas luzes ofuscantes de dentro de um t\u00e1xi. \u00c9 realmente um t\u00e1xi que te leva para casa, o lugar seguro para refletir sobre como um amor que est\u00e1 nascendo \u00e9 desequilibrado e fugaz, maravilhoso e inating\u00edvel. Um pouco como tudo em \u201cLoveless\u201d, correndo o risco de ser invi\u00e1vel devido aos altos custos que estavam levando a Creation Records \u00e0 fal\u00eancia. (Riccardo Ricci)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sometimes My Bloody Valentine\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1c8Selr9Aec?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09. Blown a Wish \u2013 3:36 (Shields\/Butcher)<\/strong><br \/>\n<em>&#8220;Nothing left to do once in love, I&#8217;ll be the death of you&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa, o topos, \u00e9 a do amor que aprisiona, t\u00edpica da literatura e da arte de todos os tempos. \u00c9 essa hist\u00f3ria de amor e posse total que a voz cada vez mais evasiva de Belinda Butcher nos conta. A mistura sonora criada pelos incont\u00e1veis overdubs \u00e9 capaz de balan\u00e7ar de uma forma t\u00e3o doce e reconfortante que o ouvinte n\u00e3o tem mais nada a fazer a n\u00e3o ser ceder sem hesitar a um caloroso abra\u00e7o s\u00f4nico. (Eul\u00e1lia Cambria)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"blown a wish\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/W8LuKT3n69I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10. \u201cWhat You Want\u201d \u2013 5:33 (Shields)<\/strong><br \/>\nAs tr\u00eas can\u00e7\u00f5es finais de &#8220;Loveless&#8221; oferecem um estado de transe misturado com euforia como se tivessem entre uma rave e uma pista de clube, os altos e baixos derivados da entrada do ecstasy na cena de 1991 em que a m\u00fasica de New Order e Primal Scream serviram como um trilha sonora perfeita: com \u201cWhat You Want\u201d voc\u00ea quer pogar e cantar como se estivesse num cruzamento entre o Sonic Youth destemido de \u201cDaydream Nation\u201d e o The Cure mel\u00f3dico de \u201cThe Head On The Door\u201d. Talvez a faixa mais americana do \u00e1lbum esteja ligada tanto ao estilo punk de um dos cl\u00e1ssicos do disco de estreia do mbv, &#8220;Feed Me With Your Kiss&#8221;, quanto ao indie-rock que era tocado entre Nova York e Minneapolis. O final de \u201cWhat You Want\u201d \u00e9 imperd\u00edvel, um momento tranquilo ap\u00f3s a tempestade que atualiza a li\u00e7\u00e3o experimental de \u201cRevolver\u201d: afinal, \u201cLoveless\u201d, para a Kalporz, \u00e9 um cl\u00e1ssico no mesmo n\u00edvel. (Matteo Maioli)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"what you want\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rPMvuHRao00?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11. \u201cSoon\u201d &#8211; 6:58 (Shields)<\/strong><br \/>\nNo final da programa\u00e7\u00e3o encontramos a majestosa \u201cSoon\u201d, j\u00e1 presente no EP anterior (\u201cGlider\u201d, de abril de 1990), que acompanha suavemente o ouvinte at\u00e9 ao final do disco com seus sete minutos de dura\u00e7\u00e3o (a vers\u00e3o do clipe \u00e9 editada). Muitos? Considerando que o disco se desenvolve por meio de muta\u00e7\u00f5es da forma mais cl\u00e1ssica da can\u00e7\u00e3o, talvez sim. Muitos? Absolutamente n\u00e3o. Com seu ritmo breakbeat, seus riffs de guitarra e suas vozes afogadas em uma atmosfera on\u00edrica, &#8220;Soon&#8221; \u00e9 como um sonho (ou melhor, seguindo o texto, um pesadelo) em que o tempo se expande entre o infinito e o segundo que, de sopet\u00e3o, voc\u00ea acorda. (Matteo Mannocci)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"soon\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DM-KZ74fH_0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine \u2013 soon (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gU7tX5YJghc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado originalmente no site italiano\u00a0<a href=\"http:\/\/www.kalporz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kalporz<\/a>, parceiro do Scream &amp; Yell<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para marcar a data, a equipe da Kalporz, site de cultura pop italiano parceiro de conte\u00fado do Scream &#038; Yell, juntou-se para reconstituir, faixa a faixa, o \u00e1lbum que quase fez o selo Creation fracassar, e que ainda hoje \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel de inspira\u00e7\u00e3o para m\u00fasicos e simples entusiastas.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/20\/os-30-anos-de-loveless-do-my-bloody-valentine\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":98,"featured_media":63268,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5379],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63264"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63276,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63264\/revisions\/63276"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}