{"id":63079,"date":"2021-11-14T02:21:27","date_gmt":"2021-11-14T05:21:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63079"},"modified":"2022-01-04T13:45:31","modified_gmt":"2022-01-04T16:45:31","slug":"balanco-saiba-como-foi-o-noarcm-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/14\/balanco-saiba-como-foi-o-noarcm-2021\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: Saiba como foi o NOARCM 2021"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"https:\/\/culturarevista.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marco Ant\u00f4nio Vieira<\/a><br \/>\nfotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NOARCM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">NOARCM<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s dois anos sem edi\u00e7\u00f5es presenciais devido a pandemia, o renomado festival pernambucano No Ar Coquetel Molotov retomou as atividades festejando sua 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o com shows no Teatro Guararapes, em Olinda, local que j\u00e1 abrigou outras edi\u00e7\u00f5es do evento, e que nos dias 13 e 14 de novembro iria acolher nomes como Boogarins, C\u00e9u, Mateus Aleluia, Marina Sena e Lia de Itamarac\u00e1, entre outros, seguindo as determina\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os sanit\u00e1rios do estado.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 1<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_63080\" aria-describedby=\"caption-attachment-63080\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63080 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/boogarins.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/boogarins.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/boogarins-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63080\" class=\"wp-caption-text\"><em>Boogarins em foto de Tiago Calazans \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda formada por Fernando Almeida (vocais e guitarra r\u00edtmica), Benke Ferraz (guitarra solo), Ynai\u00e3 Benthroldo (bateria) e Raphael Vaz (contrabaixo) ficou encarregada de abrir as atividades no s\u00e1bado, e o Boogarins mostrou-se \u00e0 vontade e contente no palco, notavelmente relaxados com o tempo de show (a previs\u00e3o era de 1h, passou quase 10 min disso, num line-up com hor\u00e1rio bastante estrito).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve espa\u00e7o para merchan, sorteio de compacto de vinil e camiseta oficial da banda e at\u00e9 men\u00e7\u00e3o a um &#8216;bloco Juliette&#8217; (\u201cDoce\u201d\/ \u201cBenzin\u201d\/ \u201cSei L\u00e1\u201d, alus\u00e3o a nomes iguais de m\u00fasicas presentes no EP da ex-BBB, atual cantora, entre outras atividades, que viraram piada na internet recentemente) numa performance en\u00e9rgica, com a banda entrosada e os volume das caixas de som l\u00e1 em cima.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63082\" aria-describedby=\"caption-attachment-63082\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63082 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ceu.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ceu.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ceu-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63082\" class=\"wp-caption-text\"><em>C\u00e9u e Boogarins em foto de Hannah Carvalho \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, a cantora C\u00e9u pisou no palco dos goianos afirmando estar &#8220;muito feliz, em carne e osso, fazendo que a gente gosta de fazer&#8221;. Esse bloco do show do Boogarins come\u00e7ou com \u201cBenzin\u201d seguida por \u201cMake Sure Your Head Is Above\u201d, essa \u00faltima presente em discos de ambos, em vers\u00f5es diferentes, \u201cCamadas\u201d (composi\u00e7\u00e3o de Fernando Almeida e C\u00e9u) e, por fim, \u201cFoimal\u201d, uma m\u00fasica muito querida pelos f\u00e3s. \u201cE eu s\u00f3 te quero pra cima\u201d foi o verso que encerrou o show em alto astral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com disco celebrado em 2020, Mateus Aleluia entrou em cena sendo recebido pelo p\u00fablico, reverente, todo de p\u00e9. Iniciou com \u201cOgum Pa\u201d, e seu dom\u00ednio de viol\u00e3o encheu o teatro, acompanhado no palco pelo pianista Ubiratan Marques, viol\u00e3o e piano conjugados numa sonoridade delicada. Durante \u201cNa Beira da Mar\u201d, pediu para o p\u00fablico cantar junto, animando um afinado coro. \u201cDespreconceituosamente\u201d foi recebida pelo calor do p\u00fablico logo no in\u00edcio da sua execu\u00e7\u00e3o, e aplaudida em cena aberta no meio da m\u00fasica. Mais afetos foram despertados com \u201cPalavra Que Reza (Palavra de Imbondeiro)\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63083\" aria-describedby=\"caption-attachment-63083\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63083 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mateusaleluia.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"562\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mateusaleluia.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mateusaleluia-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63083\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mateus Aleluia em foto de Hannah Carvalho \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCordeiro de Nan\u00e3\u201d, um cl\u00e1ssico de seu repert\u00f3rio, foi intercalada com falas incisivas: \u201cA luta continua, a vit\u00f3ria vir\u00e1\u201d. \u201cFilho de Rei\u201d, de seu mais recente \u00e1lbum \u201cOlorum\u201d, foi outro momento en\u00e9rgico, com versos progressivos como \u201cCanto um canto de adora\u00e7\u00e3o\/ Canto um canto de medita\u00e7\u00e3o\/ Canto um canto de liberta\u00e7\u00e3o\/ Canto o canto das massas, eu sei\u201d. A versatilidade dos vocais do artista se mostrou extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao anunciar que o tempo do show havia esgotado, Mateus Aleluia causou burburinho, t\u00edpico de quem n\u00e3o quer que aquela alegria termine. No embalo, incentivou um bis antecipado, encarando com preciosidade o tempo restante. \u201cDeixa a Gira Girar\u201d rendeu um momento de grande extrovers\u00e3o do p\u00fablico em um show com diversos momentos de arrepiar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63085\" aria-describedby=\"caption-attachment-63085\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63085 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/jessica.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/jessica.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/jessica-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63085\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jessica Caitano e Luana Flores em foto de Tiago Calazans \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luana Flores, a seguir, trouxe seu set autoral de personalidade marcante, com p\u00fablico receptivo, que festejou ainda mais quando Jessica Caitano pisou no palco. A beatmaker, percussionista, DJ, cantora e compositora aproveitou o espa\u00e7o luxuoso de se apresentar entre duas lendas da m\u00fasica brasileira para introduzir os presentes em seu Nordeste Futurista (alcunha que ela utiliza em seu Instagram) apostando na experimenta\u00e7\u00e3o e teatralidade. Funcionou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar a primeira noite do No Ar Coquetel Molotov presencial 2021, nada como a ben\u00e7\u00e3o e a alegria de Lia de de Itamarac\u00e1, que surgiu de vestido azul claro (que ela trocaria por um vermelho no decorrer da noite) e n\u00e3o fez apenas o p\u00fablico presente dan\u00e7ar seus hits cirandeiros como aproveitou a ocasi\u00e3o do festival para mostrar a nov\u00edssima \u201cMar de Fogo\u201d, ponto de Exu com o qual Lia sa\u00fada a religi\u00e3o de matriz africana acompanhada no palco por Lucas dos Prazeres, as irm\u00e3s Maria Dulce e Severina Barracho e Uana Mahin \u2013 a can\u00e7\u00e3o, feat com Andr\u00e9 Moraes, chega \u00e0s plataformas no Dia da Umbanda, 15 de novembro. Todo mundo foi feliz pra casa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63084\" aria-describedby=\"caption-attachment-63084\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63084 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lia.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lia.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lia-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63084\" class=\"wp-caption-text\"><em>Lia de Itamarac\u00e1 em foto de Hannah Carvalho \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 2<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda e \u00faltima noite da 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival No Ar Coquetel Molotov trouxe uma boa representatividade da rica e diversa cena local pernambucana e a cantora em ascens\u00e3o, vinda do norte de Minas Gerais, Marina Sena. Fazia um calor at\u00edpico em Recife\/Olinda nesse domingo de tempo firme. Um gostinho de normalidade, por\u00e9m, viria a noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00fablico que lotou o piso principal do Teatro Guararapes era diverso em g\u00eanero, ra\u00e7a, sexualidade e faixa et\u00e1ria, proporcionando um clima de reencontros, leveza e descoberta. O aspecto uniforme muito bem-vindo era o constante uso de m\u00e1scara dentro do teatro. Membros da equipe do festival observavam atentamente qualquer atitude que desviasse das regras de conviv\u00eancia no espa\u00e7o, efetivando os protocolos sanit\u00e1rios em vigor no Estado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63122\" aria-describedby=\"caption-attachment-63122\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63122 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mulungu.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mulungu.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mulungu-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63122\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pierre Ten\u00f3rio e J\u00e1der. do Mulungu, em foto de Tiago Calazans<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda pernambucana Mulungu apresentou seu disco \u201cO que H\u00e1 L\u00e1\u201d (2021), com sonoridade autentica, que n\u00e3o remete a semelhantes t\u00e3o facilmente. O vocal suave de J\u00e1der se integra bem ao som da banda, que tem elementos eletr\u00f4nicos e riffs de guitarra que evocam tranquilidade e introspec\u00e7\u00e3o. Destaque para \u201cPendulo\u201d, \u201cA Boiar\u2019 e \u201cO Certo\u201d num repert\u00f3rio atravessado por questionamentos existenciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse show contou com a participa\u00e7\u00e3o de Pierre Ten\u00f3rio, que ap\u00f3s cantar &#8220;Ao Avesso&#8221; com J\u00e1der, num entrosado dueto, ocupou o palco com uma corajosa e afinada vers\u00e3o a capella de \u201cLovesong\u201d, aquela m\u00fasica do The Cure que foi regravada por Adele. O teatro ainda n\u00e3o estava t\u00e3o cheio, mas cada m\u00fasica foi aplaudida com convic\u00e7\u00e3o. A Mulungu \u00e9 formada por J\u00e1der (voz), Guilherme Assis (bass synth), Ian Medeiros (bateria e SPDS), Carlos Filizola (guitarra).<\/p>\n<figure id=\"attachment_63126\" aria-describedby=\"caption-attachment-63126\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63126 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luizlins.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luizlins.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luizlins-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63126\" class=\"wp-caption-text\"><em>Luiz Lins em foto de Hannah Carvalho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, Luiz Lins, natural de Nazar\u00e9 da Mata, no interior do estado, trouxe composi\u00e7\u00f5es de fossa reflexiva, trabalhando temas como vulnerabilidade ao modo masculino, orgulho, balan\u00e7o do p\u00f3s-t\u00e9rmino, resqu\u00edcios, lembran\u00e7as. E s\u00e3o tantos versos extraordin\u00e1rios. \u201cFizemos a melhor hist\u00f3ria sem a melhor parte \/ Foi um quadro n\u00e3o exposto, ningu\u00e9m viu a arte\u201d, diz a letra de \u201cO Que Sobrou\u201d, pra citar um exemplo, ou o emocionante vocal materializado em \u201cTudo que eu fa\u00e7o pra me suportar desde cedo \/ tudo que eu passo em segredo \/ A l\u00e1grima oculta por tr\u00e1s do sorriso \/ Eu preciso lidar com meus medos\u201d (de \u201cEu T\u00f4 Bem\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00fablico estava afiado, sabia todas as m\u00fasicas, e gritava para extravasar emo\u00e7\u00f5es represadas. Talvez os momentos de coro menos intenso foram as interpreta\u00e7\u00f5es de m\u00fasicas do repert\u00f3rio de outros artistas. Nesse bloco destacaram-se \u201cTarde Demais\u201d (de Dorgival Dantas, prol\u00edfico cantor e compositor potiguar), \u201cProte\u00e7\u00e3o de Tela\u201d e \u201cHoje D\u00f3i\u201d, ambas de Tarc\u00edsio do Acordeon (compositor e cantor cearense) e \u201cCom ou Sem Voc\u00ea\u201d (de Nattan, jovem cantor cearense de forr\u00f3 rom\u00e2ntico). \u201cSem Voc\u00ea\u201d, um hit recente, encerrou o show com os versos assombrados \u201c\u00c9 que parece que eu &#8216;t\u00f4 \/ Te vendo calada no seu celular \/ Demorou um tempo pra eu acreditar \/ Que daqui pra frente ia ser sem voc\u00ea\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o se estendeu al\u00e9m do previsto, com o produtor de Luiz Lins pedindo \u2018s\u00f3 mais duas\u2019 para a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63129\" aria-describedby=\"caption-attachment-63129\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63129 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/romeroferro.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/romeroferro.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/romeroferro-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63129\" class=\"wp-caption-text\"><em>Romero Ferro em foto de Tiago Calazans<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Romero Ferro, cuja sonoridade tem elementos de brega, pop e new wave, intercalou m\u00fasicas de tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos, basicamente. Propostas sedutoras com linguagem mais sensual (\u201cVerdadeiro Amor\u201d, \u201cCorpo em Brasa\u201d, \u201cLove por Voc\u00ea\u201d), constata\u00e7\u00e3o do t\u00e9rmino e sua bagagem emocional (\u201cPra te Conquistar\u201d, \u201cAcabar a Brincadeira\u201d) e cr\u00edtica social (\u201cFake\u201d, \u201cToler\u00e2ncia Zero\u201d). A convidada Mun H\u00e1 teve seu momento solo no palco, trazendo a impactante mensagem \u201cParem de nos matar\u201d, com boa recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, tamb\u00e9m impressionado com seu look e presen\u00e7a c\u00eanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00faltima m\u00fasica do show, o vocalista do Mulungu e Mun H\u00e1 se juntaram a Romero para cantar \u201cToler\u00e2ncia Zero\u201d. Vale o registro sobre o capricho nas coreografias das m\u00fasicas mais dan\u00e7antes, e diversidade de corpos entre os bailarinos, muito talentosos. O desenho de luz do show, assinado por Toninho Miranda, foi o mais criativo de toda a edi\u00e7\u00e3o do festival esse ano. Merece destaque tamb\u00e9m para o modo incisivo que Romero Ferro externou sua consci\u00eancia pol\u00edtica, indo de coment\u00e1rio sobre a valoriza\u00e7\u00e3o do artista independente at\u00e9 um protesto contra o atual presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63131\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/marinasena.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/marinasena.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/marinasena-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atra\u00e7\u00e3o mais esperada da noite, Marina Sena foi recebida por um p\u00fablico exaltado, que ficou de p\u00e9 durante todo o show. A mineira iniciou com um bloco de b-sides de seu disco \u201cDe Primeira\u201d (2021), para depois se dirigir aos hits. E n\u00e3o \u00e9 que todas as m\u00fasicas dos 11 n\u00fameros do selist foram cantadas como se fossem sucesso consolidado? Se por instantes a voz do coro parecia quase encobrir a voz da cantora, em dado momento foi estabelecido um equil\u00edbrio. Felizmente o volume do vocal estava dando conta da caracter\u00edstica de show karaok\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O refr\u00e3o de \u201cPor Supuesto\u201d foi um momento rock, de grande energia e agita\u00e7\u00e3o. J\u00e1 \u201cVoltei pra Mim\u201d, uma m\u00fasica que fala sobre restaura\u00e7\u00e3o da individualidade e melhores escolhas, foi abra\u00e7ada com muito carinho pelos presentes, no coro mais bonito da noite. A et\u00e9rea \u201cTemporal\u201d contou com um momento onde Marina soltava a voz, ao final: \u201cMe entrego ou deixo a ferida aberta \/ Eu n\u00e3o posso deixar mais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num dos momentos de intera\u00e7\u00e3o com a plateia, a artista perguntou quem conhecia seu projeto anterior, Rosa Neon, e a resposta foi a maioria do p\u00fablico. A cantora se mostrou emocionada e grata por diversas vezes, e se esmerou no gestual das m\u00fasicas, com sensualidade e charminho bem pr\u00f3prios. Al\u00e9m da integralidade do CD de estreia, ela tocou, por \u00faltimo, o hit do Rosa Neon, \u201cOmbrim\u201d. O piso principal do teatro estava lotado, e havia gente no balc\u00e3o tamb\u00e9m, totalizando em torno de 1700 pessoas, umas centenas a mais que na noite anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63133\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/marinasena2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/marinasena2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/marinasena2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem duvidou do line-up totalmente brasileiro, uma novidade na hist\u00f3ria recente do festival, teve uma grata surpresa. O padr\u00e3o da curadoria, na verdade, \u00e9 qualidade de exporta\u00e7\u00e3o. Quem veio ao Molotov 2021, por\u00e9m, pode fruir parte do que o Brasil melhor tem a oferecer atualmente, no segmento alternativo. Foram 20 meses sem shows desde o distante Carnaval de 2020, quando ainda havia incerteza sobre o tamanho da ru\u00edna que a Covid-19 traria. \u00c9 tempo de reconstru\u00e7\u00e3o, de refazenda. De pontes, de h\u00e1bitos, de novos modos de fazer e viver de arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de acessibilidade foi al\u00e9m de uma rampa, de uma cadeira reservada. Todos os shows contaram com interpreta\u00e7\u00e3o em Libras no palco. Foi anunciada uma lista gratuita para Pessoas com Defici\u00eancia, contando tamb\u00e9m um espa\u00e7o de acolhimento. Havia tamb\u00e9m, uma lista gratuita para pessoas Trans. A \u00e1rea externa contou com v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de comida e bebida, e o caixa descentralizado ajudou bastante a evitar filas. O saldo final foi bastante positivo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63134\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/noarcm2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"935\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/noarcm2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/noarcm2-241x300.jpg 241w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 <a href=\"https:\/\/culturarevista.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marco Ant\u00f4nio Vieira<\/a> \u00e9 jornalista e assina o blog de cinema e m\u00fasica <a href=\"https:\/\/culturarevista.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cultura Revista<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em sua primeira edi\u00e7\u00e3o presencial nestes tempos pand\u00eamicos, o No Ar Coquetel Molotov celebrou as lendas Mateus Aleluia e Lia de Itamarac\u00e1, trouxe Boogarins acompanhado de C\u00e9u al\u00e9m de Romero Ferro e Marina Sena! Saiba tudo!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/14\/balanco-saiba-como-foi-o-noarcm-2021\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":63136,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5375],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63079"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63079"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63079\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63249,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63079\/revisions\/63249"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63136"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}