{"id":63039,"date":"2021-11-11T14:44:22","date_gmt":"2021-11-11T17:44:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63039"},"modified":"2022-01-20T00:35:24","modified_gmt":"2022-01-20T03:35:24","slug":"um-olhar-sobre-a-escuridao-paulo-rui-fala-sobre-o-novo-disco-do-redemptus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/11\/um-olhar-sobre-a-escuridao-paulo-rui-fala-sobre-o-novo-disco-do-redemptus\/","title":{"rendered":"Um Olhar Sobre a Escurid\u00e3o: Paulo Rui fala sobre o novo disco do Redemptus"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na estrada desde 2014, os portugueses do Redemptus j\u00e1 tinham mostrado a que vieram em seus dois primeiros \u00e1lbuns, \u201cWe All Die the Same\u201d e \u201cEvery Red Heart Fades to Black\u201d, lan\u00e7ados em 2015 e 2017, respectivamente. Mas \u00e9 com o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201c<a href=\"https:\/\/redemptus.bandcamp.com\/album\/blackhearted\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">blackhearted<\/a>\u201d (Raging Planet, Gruesome, Regulator, Ring Leader) que o trio de sludge\/post-metal baseado no Porto atinge o seu \u00e1pice \u2013 at\u00e9 o momento, pelo menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No novo \u00e1lbum, o som denso e arrastado, marcante nos primeiros trabalhos da banda, ganha contornos mais mel\u00f3dicos, refletidos especialmente nas linhas vocais e de guitarra. Mas isso n\u00e3o quer dizer que o Redemptus soe menos pesado ou cru aqui, j\u00e1 que as influ\u00eancias tanto do sludge\/doom metal quanto do punk\/hardcore continuam bastante presentes. \u00c9 apenas que a banda agora conta com (ainda) mais elementos para levar o ouvinte em viagens para novos territ\u00f3rios sonoros angustiantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, o baixista\/vocalista Paulo Rui, que tamb\u00e9m est\u00e1 \u00e0 frente da banda de grindcore Besta, fala sobre \u201c<a href=\"https:\/\/redemptus.bandcamp.com\/album\/blackhearted\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">blackhearted<\/a>\u201d, como foi gravar o \u00e1lbum durante a pandemia, a volta recente aos palcos lusitanos, relembra as turn\u00eas brasileiras com o Besta, comenta sobre as diferen\u00e7as entre escrever em ingl\u00eas e portugu\u00eas, e aponta os discos que mudaram a sua vida, entre muitas outras coisas. Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"REDEMPTUS - How Much Pain Can Fit In One&#039;s Chest (Official Music Premiere)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2m9J-1Igm9Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas acabam de lan\u00e7ar o terceiro disco da Redemptus, \u201cblackhearted\u201d, que traz a banda ainda no territ\u00f3rio de antes, uma mistura de sludge\/ doom\/ post-metal com algumas pitadas de punk\/ hardcore, mas com um som que \u00e9 ao mesmo tempo (ainda) mais cru e mel\u00f3dico, fazendo o ouvinte entrar em verdadeiros t\u00faneis de ang\u00fastia instigados pelos sons. Concorda com isso? E como v\u00ea esse novo \u00e1lbum em rela\u00e7\u00e3o aos trabalhos anteriores da banda?<\/strong><br \/>\nPodemos dizer que sim. Ser\u00e1 sempre dif\u00edcil para n\u00f3s \u201cdefinir\u201d um estilo musical, pois essa ideia de soar de uma certa forma n\u00e3o \u00e9 algo em que pensamos, at\u00e9 mesmo porque somos tr\u00eas pessoas\/m\u00fasicos, com gostos, influ\u00eancias e experi\u00eancias musicais muito diferentes e variadas, mas essas influ\u00eancias\/g\u00eaneros musicais que falas est\u00e3o l\u00e1 (no disco) e n\u00e3o as escondemos, mas tamb\u00e9m n\u00e3o as seguimos propositadamente. Este \u00e9 com certeza o disco mais cru que fizemos e a melodia est\u00e1 bem presente sim, mas mesmo podendo dizer que \u00e9 o mais \u201cmel\u00f3dico\u201d (dos nossos discos) n\u00e3o \u00e9 com certeza menos \u201cpesado\u201d que os antecessores. Vemos este disco como uma continua\u00e7\u00e3o do que vinha sendo feito, uma evolu\u00e7\u00e3o natural de um quarto registo de est\u00fadio, onde a maturidade e cumplicidade entre n\u00f3s pr\u00f3prios nos leva a arriscar e explorar mais de forma despreocupada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como falei na outra pergunta, o disco me soa mais mel\u00f3dico e mais cru que os discos anteriores, com a banda talvez se expondo e arriscando mais. Como se deu essa guinada? Foi algo de forma natural, tem rela\u00e7\u00e3o a direta com a entrada do Pedro Sim\u00f5es na guitarra, que faz sua estreia oficial no novo \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nSinceramente, foi muito natural e org\u00e2nico mesmo. Embora o \u201cblackhearted\u201d tenha sido a estreia desta forma\u00e7\u00e3o em est\u00fadio, o fato de o Pedro j\u00e1 fazer parte da banda desde 2018, j\u00e1 com mais de 50 shows feitos desde ent\u00e3o, levou a que para n\u00f3s tenha sido uma \u201ccurva\u201d natural\u2026mas claro que n\u00e3o h\u00e1 forma de negar que a entrada dele na guitarra n\u00e3o tenha tido influ\u00eancia, isso \u00e9 um fator incontorn\u00e1vel. N\u00e3o que isso tenha mudado a identidade da banda, ou o que a banda representa para n\u00f3s, exemplo disso \u00e9 a forma como criamos em conjunto como sempre, tal como os temas abordados, a forma pessoal, aberta e direta que os expomos, mas mudou sem d\u00favida din\u00e2micas, trouxe novas influ\u00eancias, mas mais importante trouxe a personalidade do Pedro desde o primeiro momento, que era exatamente o que pretend\u00edamos \u2026 Ent\u00e3o naturalmente somamos o que o Miguel nos deu com o que Sim\u00f5es nos trouxe de novo e isso fez-nos a todos crescer. Quanto ao fato de que talvez a banda tenha arriscado mais, isso tamb\u00e9m aconteceu um pouco, principalmente nas grava\u00e7\u00f5es da voz, pois foi a primeira vez que entramos em est\u00fadio sem qualquer estrutura definida ou sequer pensada em termos de m\u00e9tricas ou timbre de voz\u2026 ali\u00e1s nem sequer os textos estavam delineados para esta ou aquela faixa especificamente\u2026 mas penso que foi um risco que compensou pois fez com que tudo fosse mais espont\u00e2neo e quase \u201cvisceral\u201d em termos de entrega e isso fez com que o \u00e1lbum se tornasse mais coeso em termos de mensagem pelo fato de o texto n\u00e3o ter sido dissecado m\u00fasica a m\u00fasica, mas sim usado de forma livre por todas as m\u00fasicas \u2013 um exemplo disso \u00e9 que voc\u00ea vai ouvir v\u00e1rias vezes ao longo de todo o \u00e1lbum algumas express\u00f5es repetidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esses aspectos que mencionei, de o disco ter um som mais mel\u00f3dico e cru, s\u00e3o ainda mais exacerbados pela \u00f3tima produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, que traz muito peso, mas sem perder a clareza para os momentos mel\u00f3dicos. Tinham essa preocupa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o do disco, como um direcionamento j\u00e1 claro do que buscavam? E como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o e tudo mais em meio a pandemia?<\/strong><br \/>\nA \u00fanica \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o\u201d que t\u00ednhamos era, de forma muito mais assumida que nos discos anteriores, criar e captar algo muito genu\u00edno, org\u00e2nico e natural, em que, mesmo sendo um disco de est\u00fadio e claro que tiramos partido do que \u00e9 uma grava\u00e7\u00e3o em est\u00fadio, se percebesse a m\u00e3o humana, que se sentisse que foram pessoas que tocaram os instrumentos e n\u00e3o m\u00e1quinas virtuosas perfeitas\u2026 desde o pressionar das cordas, \u00e0s respira\u00e7\u00f5es da voz, dos bpms aos samples, n\u00e3o quer\u00edamos algo demasiado polido, mas sim algo verdadeiro, onde todos pud\u00e9ssemos dar mais de n\u00f3s, onde pud\u00e9ssemos ter liberdade para ser espont\u00e2neos, sem pensar demasiado em estruturas ou estilos musicais ou o que quer que fosse. Nunca tivemos uma dire\u00e7\u00e3o a seguir que n\u00e3o fosse apenas abrir o peito e dar o melhor de n\u00f3s para fazer algo muito pessoal, sem ambi\u00e7\u00e3o ou receio de o que pudesse surgir dessa espontaneidade e desse desapego a qualquer ideia pr\u00e9-definida. Isso tamb\u00e9m se tornou poss\u00edvel e \u201cmais f\u00e1cil&#8221; exatamente pela produ\u00e7\u00e3o do disco ter sido uma vez mais feita em parceria com o Dani Caos Armado, que para al\u00e9m de ser o nosso t\u00e9cnico de som em shows, \u00e9 tamb\u00e9m quem gravou todos os nossos discos participando como m\u00fasico convidado, por vezes a tocar guitarra, como a fazer backing vocals. Ent\u00e3o, naturalmente, gravar e produzir com algu\u00e9m que conhece a banda t\u00e3o bem quanto n\u00f3s pr\u00f3prios, essa cumplicidade e conhecimento m\u00fatuo das qualidades e limita\u00e7\u00f5es de cada um, sem d\u00favida acrescenta muito \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e \u00e0 confian\u00e7a de como estar em est\u00fadio. Tamb\u00e9m os convidados super talentosos que aceitaram o nosso convite para participar em algumas can\u00e7\u00f5es, como o Vasco Reis que criou a intro inicial do \u00e1lbum, como o Miguel (antigo guitarrista) a tocar guitarra numa das can\u00e7\u00f5es foi algo muito importante para n\u00f3s e sem d\u00favida acrescenta talento e sentimento ao disco. Em rela\u00e7\u00e3o ao processo de grava\u00e7\u00e3o que realmente aconteceu durante a pandemia, trouxe pontos negativos claro&#8230; fez com que tiv\u00e9ssemos de interromper as sess\u00f5es quando ainda faltava captar um pouco do baixo e toda a voz, fazendo com que todo o processo tanto de grava\u00e7\u00e3o como de lan\u00e7amento demorasse mais que o esperado. Mas olhando agora para tr\u00e1s, isso talvez possa ter resultado como um catalisador de emo\u00e7\u00f5es&#8230; talvez essa priva\u00e7\u00e3o de tudo e todos tenha tido o efeito de \u201crolha\u201d, que foi segurando o acumular de frustra\u00e7\u00f5es, que depois se refletiu de forma muito crua e quase sem filtros na vocaliza\u00e7\u00e3o da mensagem. Mas fora isso, a pandemia \u201cn\u00e3o\u201d influenciou a escrita ou a cria\u00e7\u00e3o do disco!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente, voc\u00eas fizeram um show de lan\u00e7amento do disco no Porto. Como foi essa volta aos palcos ap\u00f3s tanto tempo, o contato com o p\u00fablico e tudo mais? Portugal como um todo est\u00e1 bastante avan\u00e7ado em termos de vacina\u00e7\u00e3o e de reabertura em dire\u00e7\u00e3o ao que conhec\u00edamos como uma vida normal anteriormente.<\/strong><br \/>\nConfesso que foi meio surreal, mas foi incr\u00edvel. \u00c9 dif\u00edcil conseguir palavras para retratar qualquer sentimento ou emo\u00e7\u00e3o, mais ainda quando se trata de fazer aquilo que mais gostamos, que \u00e9 partilhar a nossa m\u00fasica da forma mais genu\u00edna e verdadeira poss\u00edvel. Ter a oportunidade de finalmente ap\u00f3s cerca de um ano e dez meses, voltar a estar em cima do palco, cara a cara, olhos nos olhos e sentir as pessoas ao nosso redor para finalmente poder tirar de dentro do peito e mostrar aquilo que \u00e9 o \u201cblackhearted\u201d, foi e \u00e9 meio que indescrit\u00edvel, mas inesquec\u00edvel! O show foi feito ainda com restri\u00e7\u00f5es, desde limites de pessoas, lugares sentados, distanciamentos e tudo mais, mas estamos muito contentes por estarmos a caminhar para uma \u201cnormalidade\u201d, mas mesmo com este avan\u00e7o, mesmo com a alta percentagem de vacina\u00e7\u00e3o em Portugal, que nos permite j\u00e1 esta reabertura de espa\u00e7os, o bom senso e a responsabilidade continuam a ser algo a n\u00e3o esquecer.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redemptus - Swallow the Tears - Live at HardClub, Porto\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WPWvsMP4wsM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os nomes dos discos e das m\u00fasicas do Redemptus, assim como as letras da banda, parecem revolver em torno de alguns temas em comum, como dor e tristeza, basicamente alguns dos dilemas mais profundos com que a humanidade precisa lidar, mas sempre muito bem escritas. De onde vem a inspira\u00e7\u00e3o para as suas letras \u2013 tem algum escritor\/poeta, portugu\u00eas ou de outro local, que o inspire neste sentido? E a pandemia foi uma inspira\u00e7\u00e3o para esse disco novo ou as m\u00fasicas j\u00e1 estavam todas prontas antes?<\/strong><br \/>\nAgrade\u00e7o desde j\u00e1 as palavras elogiosas de tua parte. Sim, definitivamente os temas abordados s\u00e3o transversais a toda a discografia da banda. Redemptus sempre foi o ter o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 flor da pele, o expressar de emo\u00e7\u00f5es e sentimentos sem medos, o verbalizar e expor as nossas fragilidades humanas abertamente, o assumir a dualidade positivo\/negativo que todos temos dentro de n\u00f3s, o partilhar, o ser n\u00f3s pr\u00f3prios, o romper com a \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o\u201d da imagem que outros possam ter sobre ti, sem nos sentir diminu\u00eddos por abrir o peito e desabafar. Tal como referes, s\u00e3o realmente muitos desses dilemas da humanidade que queremos expor abertamente de forma a que deixem de ser tratados com estigmas, de ser olhados como defeitos ou fraquezas, tal como a sa\u00fade mental, desde a depress\u00e3o ao suicido, do stress \u00e0 ansiedade, da dor \u00e0 tristeza, do luto \u00e0 saudade\u2026 esses e outros temas pelos quais a sociedade mostra por vezes empatia, mas que n\u00e3o o assume ou exp\u00f5e de forma aberta, pois a ideia de que mostrar vulnerabilidade \u00e9 ser menos, \u00e9 ser fraco ou motivo de vergonha, ainda faz levantar barreiras\u2026 mas no fundo sabemos que ningu\u00e9m \u00e9 de ferro e se h\u00e1 algo que mesmo sendo t\u00e3o pessoal n\u00e3o nos \u00e9 singular, \u00e9 realmente esse tumulto interior que inevitavelmente iremos lidar em algum per\u00edodo da nossa vida\u2026 \u00c9 um olhar sobre a escurid\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 a escurid\u00e3o o que define a escrita, mas sim o aceitar que ela faz parte e que da\u00ed podemos tirar algo mais, que podemos ajudar-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios e aos outros, partilhar, amar, ouvir, falar, ser\u2026 esse \u00e9 o sentido da mensagem das nossas letras. A inspira\u00e7\u00e3o vem de tudo literalmente\u2026 vem das pessoas \u00e0 nossa volta, vem desde aqueles pensamentos que vagueiam a mente quando apagas a luz para dormir, \u00e0s conversas que tens no teu dia a dia, vem da m\u00fasica que ouves, em que mesmo sendo um m\u00fasico completamente diferente, a identifica\u00e7\u00e3o pela sua mensagem pode estar l\u00e1 e acabas por retirar algo da\u00ed, tal como nos filmes e\/ou document\u00e1rios em que uma express\u00e3o desperta uma ideia e dessa express\u00e3o constr\u00f3is tu mesmo um novo rumo, tamb\u00e9m entrevistas sempre trazem mil ideias, tal como livros onde uma pequena passagem vira um apontamento que d\u00e1 origem a algo completamente diferente&#8230; isso acontece frequentemente mesmo\u2026 n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ser inspirado e influenciado por tudo, pois \u00e9 imposs\u00edvel desligar o nosso subconsciente e isso leva-te sempre por um caminho de identifica\u00e7\u00e3o, mesmo sendo algo t\u00e3o pessoal. E n\u00e3o, a pandemia n\u00e3o influenciou a escrita, mesmo n\u00e3o tendo nada definido quando gravamos a voz em termos de letras, as ideias j\u00e1 existiam antes pois escrevo de forma cont\u00ednua ao longo do tempo, n\u00e3o \u00e9 uma escrita programada ou j\u00e1 estruturada para uma m\u00fasica espec\u00edfica ou algo assim\u2026 mas com certeza influenciou a verbaliza\u00e7\u00e3o dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m disso, as capas dos trabalhos da banda tamb\u00e9m costumam ter o preto, a escurid\u00e3o como tom principal, de forma a refletir a tens\u00e3o sonora e l\u00edrica da banda. Qual a import\u00e2ncia da parte visual para voc\u00eas? E pode nos contar um pouco mais sobre a capa do disco mais recente, de onde \u00e9 aquela foto da garota num misto do que parece ser de grito\/choro?<\/strong><br \/>\nA parte visual \u00e9 como um reflexo da m\u00fasica sem d\u00favida, desde as capas dos discos \u00e0s camisetas, \u00e9 muitas vezes quase como que o \u201ccart\u00e3o de visita\u201d para quem encontra a banda pela primeira vez, pode ser esse o \u201cclick\u201d de identifica\u00e7\u00e3o com a banda\u2026 quem nunca foi na loja de discos e acabou por comprar um disco de uma banda que nem conhece apenas pela capa ou pelo t\u00edtulo das faixas, ou quem nunca foi pesquisar uma banda depois de ver algu\u00e9m num show, com uma peita com um print incr\u00edvel, n\u00e9? Ent\u00e3o n\u00e3o tem como n\u00e3o ser algo importante e algo que tentamos que fa\u00e7a a maior liga\u00e7\u00e3o ao nosso som e ao que representa a banda e a sua mensagem. A foto na capa do novo disco \u00e9 uma foto tirada pela Marta Paiva, companheira do Pedro Sim\u00f5es e n\u00e3o foi tirada propositadamente para ser o artwork do disco. Ali\u00e1s essa foto faz parte de uma cole\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios anos j\u00e1, mas acabou por ser a imagem perfeita para o que quer\u00edamos representar\u2026 foi uma feliz descoberta, que acontece depois de uma conversa em que eu estou a descrever a minha ideia ao Pedro e ao Marcos, para ter a opini\u00e3o deles e imediatamente o Pedro diz que talvez tenha a ideia ideal para a capa e assim que ele nos mostrou a imagem, soubemos que n\u00e3o precis\u00e1vamos discutir mais sobre qual imagem iria representar o \u201cblackhearted\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63045\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/balckhearted.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/balckhearted.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/balckhearted-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paulo, voc\u00ea j\u00e1 esteve no Brasil por duas vezes com uma outra banda, o Besta, em 2015 e 2018. Quais as suas lembran\u00e7as dessas viagens? Teve alguma coisa que te chamou mais a aten\u00e7\u00e3o durante essas viagens?<\/strong><br \/>\nSem brincadeira, lembro-me de basicamente tudo! Mesmo a s\u00e9rio! Se escrevesse um di\u00e1rio hoje sobre qualquer uma dessas passagens por a\u00ed, tenho a certeza de que poucos seriam os dias os quais n\u00e3o teria uma recorda\u00e7\u00e3o para mencionar, fosse de uma viagem louca de mais de 15 horas, fosse de pessoas incr\u00edveis que conhecemos, fosse de tanta gente que repetiu shows em 2015 e que voltaram em 2018, a comida incr\u00edvel, lembro de praticamente todas as casas de shows, muitas bandas descobertas que at\u00e9 hoje sigo o trabalho e sou f\u00e3, mas o que guardo realmente s\u00e3o as amizades que criamos e que duram at\u00e9 hoje e o carinho que continuamos a receber mesmo estando t\u00e3o longe e tanto tempo sem voltar a\u00ed. Ficar\u00e1 sempre marcado em mim\/n\u00f3s, basta falar que essa liga\u00e7\u00e3o proporcionou, para al\u00e9m dessas duas turn\u00eas, 2 splits, um \u00e1lbum ao vivo, um EP, entrevistas incr\u00edveis, in\u00fameros registos que ficam para sempre na nossa hist\u00f3ria. \u00c9 dif\u00edcil listar o que chamou mais a aten\u00e7\u00e3o, mas o fato de encontrar tanta gente com a mesma linha de pensamento, tal como ver uma vontade gigante para fazer muito com pouco. Claro que n\u00e3o preciso dizer que pessoas e situa\u00e7\u00f5es boas e m\u00e1s existem em toda a parte e que, claro, experi\u00eancias menos boas aconteceram, mas n\u00e3o s\u00e3o suficientes nem suficientemente marcantes para ofuscar o que da\u00ed trouxe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nisso, o Besta e o Redemptus, suas duas principais bandas, s\u00e3o bastante diferentes: enquanto o Besta toca um grindcore ultrarr\u00e1pido e com letras em portugu\u00eas, sua l\u00edngua natal, o Redemptus, faz um som muito mais lento e com as letras em ingl\u00eas. Al\u00e9m disso, no Besta voc\u00ea \u00e9 o vocalista principal, enquanto que no\u00a0 Redemptus precisa dividir suas aten\u00e7\u00f5es com o baixo no palco. Como essas diferen\u00e7as de estilo, idioma e de participa\u00e7\u00e3o influenciam na sua rela\u00e7\u00e3o e no seu processo criativo com as duas bandas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o penso muito nisso\u2026 mas pensando objetivamente s\u00f3 faz sentido para mim por isso mesmo, por serem duas bandas completamente diferentes em todos, literalmente todos os sentidos, desde som a escrita, a din\u00e2micas, a influ\u00eancias, etc etc\u2026 tudo \u00e9 mesmo diferente, mas n\u00e3o deixo de ser eu, n\u00e3o existe uma persona numa ou noutra banda, apenas s\u00e3o partes diferentes do meu ser, s\u00e3o temas e mensagens de vertentes opostas mas que n\u00e3o deixam de ser pessoais, que n\u00e3o deixam de ser parte da mesma pessoas. Apenas em Redemptus exponho uma parte mais emocional, enquanto que em Besta uma parte mais social ou se quisermos mais pol\u00edtica, mas ambas se tocam na abordagem a temas de consci\u00eancia social, em questionar as nossas verdades e as verdades do que nos rodeia\u2026 por isso mesmo faz sentido para mim poder abordar diferentes temas de diferentes formas. A forma de escrever \u00e9 muito semelhante no que diz respeito a ser uma escrita cont\u00ednua de v\u00e1rios apontamentos e ideias que se transformam mais tarde em algo mais conciso. N\u00e3o tenho prefer\u00eancia em idioma, embora tenha no\u00e7\u00e3o de que a escrita em ingl\u00eas traz uma \u201cmusicalidade\u201d e uma maior facilidade em usar as palavras de forma mais &#8220;po\u00e9tica&#8221; ou elaborada, enquanto que o portugu\u00eas \u00e9 mais &#8220;r\u00edgido&#8221; e n\u00e3o t\u00e3o f\u00e1cil de \u201cbrincar\u201d com termina\u00e7\u00f5es, mas ambos tem as suas vantagens e dificuldades &#8211; ainda que, sem d\u00favida, o ingl\u00eas traga uma certa versatilidade \u00e0 composi\u00e7\u00e3o de frases at\u00e9 pela fon\u00e9tica e sotaque que podemos usar sem perder o sentido das palavras. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferen\u00e7as em cima do palco, \u00e9 totalmente diferente, enquanto na Besta a liberdade que o micro(fone) me d\u00e1 para ser expansivo e usar todo o palco e por vezes mais do que s\u00f3 o palco, \u00e9 o oposto a Redemptus onde o baixo limita o meu espa\u00e7o, mas a entrega n\u00e3o \u00e9 diferente, s\u00f3 a din\u00e2mica \u00e9 que difere, Redemptus tenho o baixo como o suporte \u00e0 voz o que traz um desdobramento diferente do que \u00e9 a explos\u00e3o da voz em Besta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sempre gosto de perguntar essa. Me diga por favor tr\u00eas discos que mudaram a sua vida e por que eles fizeram isso.<\/strong><br \/>\n\u00c9 imposs\u00edvel responder objetivamente a essa quest\u00e3o\u2026 talvez tenham sido v\u00e1rias bandas em fases espec\u00edficas da vida que tenham criado essa mudan\u00e7a e n\u00e3o um \u00e1lbum espec\u00edfico. Por exemplo, logo na inf\u00e2ncia, e com certeza o que define muito a minha prefer\u00eancia e influ\u00eancia musical acontece \u00e0s m\u00e3os do meu pai, que me apresenta bandas como Pink Floyd, Black Sabbath, Iron Maiden, Motorhead, The Doors ou os \u201cbig 4\u201d por exemplo, da\u00ed talvez o \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/1tWgv9v78StWukBRBVNyxA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Momentary Lapse of Reason<\/a>\u201d (Pink Floyd) possa ser o escolhido como mais marcante nessa altura, pois \u00e9 a primeira mem\u00f3ria de ouvir discos com o meu pai. Depois a adolesc\u00eancia \u00e9 marcada pela descoberta simult\u00e2nea de bandas como Obituary, Napalm Death, Gorefest, Entombed, Sepultura ou Morbid Angel, um pouco tamb\u00e9m pelo meu pai e pelo meu tio\u2026 aqui \u00e9 bem dif\u00edcil retirar um mais marcante do que outro, mas escolho o \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/7s7PefoIqkpxyd69jzv0h2?highlight=spotify:track:0ZKxdnTx3fbZhRwLDMMTg7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Erase<\/a>\u201d (1994), do Gorefest, apenas por ter sido o primeiro disco que eu mesmo comprei, pois todas as outras carregaram maior influ\u00eancia e continuam a fazer parte das audi\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. Outro per\u00edodo que foi sem d\u00favida uma virada e nova identifica\u00e7\u00e3o, que perdura at\u00e9 hoje, foi os in\u00edcios dos anos 2000, com a descoberta de Converge, Cave in, Dillinger Escape Plan, Burnt By the Sun, Mastodon ou Botch. Aqui talvez seja o per\u00edodo de maior mudan\u00e7a, mas por acaso \u00e9 o mais f\u00e1cil de escolher o disco que se destaca\u2026 o \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2gtM4m6sglJDrX3toJWZO6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jane Doe<\/a>\u201d (2001), do Converge, \u00e9 realmente um disco que muda a minha vida e me traz uma identifica\u00e7\u00e3o e um refor\u00e7o ao que eu come\u00e7ava a fazer musicalmente em termos de timbre de voz e tamb\u00e9m forma de escrever. Muitos outros podiam aqui estar e n\u00e3o mencionar discos de Cursed, Zozobra, Old man Gloom, Neurosis, Isis, Deftones, A perfect circle, Every Time I Die, Rage Against the Machine, Unsane, Discharge, Terrorizer, Bad brains, Biafra ou mesmo Billie Holiday ou Zeca Afonso\u2026 e tantos outros, uffff deixa-me um aperto na barriga, mas feliz por ter sido exposto a tanta coisa diferente e ciente de que amanh\u00e3 poder\u00e3o ser outras (desculpa ter feito batota ahahah).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essas s\u00e3o as \u00faltimas perguntas. Voc\u00ea toca e j\u00e1 tocou em diversas bandas. Por isso, gostaria de saber do que tem mais orgulho em sua carreira?<\/strong><br \/>\nOrgulho n\u00e3o \u00e9 uma palavra que tenha como h\u00e1bito usar, mas sim, nestes quase 20 anos de correria, o fato de ter tocado em v\u00e1rias bandas (objectivamente \u201capenas\u201d quatro foram projetos s\u00e9rios e firmados, Eak, Redemptus, Besta e Verdun), de estar sempre rodeado de pessoas super talentosas, que me ajudaram a crescer como m\u00fasico e pessoa, \u00e9 algo que me deixa muito contente e agradecido. Com isso tive a oportunidade de tocar pelo mundo fora em dezenas de pa\u00edses&#8230; Desde o Brasil at\u00e9 \u00e0 R\u00fassia, de tocar em alguns dos grandes festivais como o Hellfest, o Resurrection Fest ou Amplifest e tantos outros, conhecer tanta gente diferente, criar amizades e pontes que ficar\u00e3o para sempre, tocar e privar com muitos dos meus m\u00fasicos favoritos, ter feito parte da cria\u00e7\u00e3o de uns 25 registros de est\u00fadio lan\u00e7ados, desde \u00e1lbuns a splits ou participa\u00e7\u00f5es como m\u00fasico convidado, claro que \u00e9 motivo de satisfa\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o\u2026 mas sem d\u00favida o melhor de tudo isso a conex\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o e a identifica\u00e7\u00e3o com outras pessoas atrav\u00e9s da m\u00fasica que n\u00f3s pr\u00f3prios criamos, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o sentir o peito cheio com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais os planos do Redemptus para o futuro? Novas grava\u00e7\u00f5es, turn\u00eas? Obrigado pela entrevista!<\/strong><br \/>\nCom certeza o futuro passa por continuar a partilhar a nossa m\u00fasica o mais poss\u00edvel, voltar a fazer turn\u00ea por toda a Europa, a vontade de finalmente atravessar o Atl\u00e2ntico e fazer turn\u00ea pelo Brasil \u00e9 algo que temos como objetivo desde 2016\/2017 e queremos muito concretizar, novas grava\u00e7\u00f5es est\u00e3o sempre na \u201cto do list\u201d da banda, mas num futuro pr\u00f3ximo aquilo que queremos \u00e9 estar em cima do palco o mais poss\u00edvel, chegar ao maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel e partilhar. Obrigado n\u00f3s pela entrevista meu caro, sempre um prazer e espero que seja poss\u00edvel nos vermos em pessoa muito em breve.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"REDEMPTUS - Forgive and Forget (Official Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0x9JPGh-p-g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"REDEMPTUS - Live at Hard Club, Porto (Full Show)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RFYHfBqJ63M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"REDEMPTUS - Blackhearted (Full Album)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BMyFM7Pjkaw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cO Redemptus sempre foi o ter o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 flor da pele\u201d, afirma o vocalista e baixista da banda portuguesa de sludge\/post-metal, que acaba de lan\u00e7ar seu terceiro e melhor disco, \u201cblackhearted\u201d. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/11\/um-olhar-sobre-a-escuridao-paulo-rui-fala-sobre-o-novo-disco-do-redemptus\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":63046,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47,5373],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63039"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63039"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63048,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63039\/revisions\/63048"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}