{"id":63015,"date":"2021-11-09T16:12:40","date_gmt":"2021-11-09T19:12:40","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63015"},"modified":"2022-01-11T04:01:49","modified_gmt":"2022-01-11T07:01:49","slug":"entrevista-dia-nobre-fala-sobre-seu-novo-livro-no-utero-nao-existe-gravidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/09\/entrevista-dia-nobre-fala-sobre-seu-novo-livro-no-utero-nao-existe-gravidade\/","title":{"rendered":"Entrevista: Dia Nobre fala sobre seu novo livro, \u201cNo \u00datero N\u00e3o Existe Gravidade\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/linktr.ee\/navionoespaco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcela G\u00fcther<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia Nobre \u00e9 escritora, professora e historiadora cearense. Natural do Cariri, a autora atualmente trabalha em Petrolina, Pernambuco, como professora universit\u00e1ria, desenvolvendo projetos ligados \u00e0 literatura, hist\u00f3ria, lesbianidades e feminismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu primeiro livro de fic\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, \u201cTodos os Meus Humores\u201d, foi publicado em 2020 pela Editora Penalux. J\u00e1 participou de antologias, como a \u201cVis\u00edveis &#8211; I Anu\u00e1rio Filipa Edi\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cAntes Que Eu Me Esque\u00e7a &#8211; 50 autoras L\u00e9sbicas e Bissexuais hoje\u201d (Quintal Edi\u00e7\u00f5es, 2021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo \u201c<a href=\"https:\/\/www.editorapenalux.com.br\/loja\/no-utero-nao-existe-gravidade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No \u00datero N\u00e3o Existe Gravidade<\/a>\u201d (2021), lan\u00e7ado tamb\u00e9m pela Editora Penalux, \u00e9 seu segundo livro de fic\u00e7\u00e3o. As tensas rela\u00e7\u00f5es entre m\u00e3e e filha e as diferentes formas de abuso s\u00e3o os temas centrais do livro, finalista do Pr\u00eamio Caio Fernando Abreu (Mix Liter\u00e1rio S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia Nobre tamb\u00e9m \u00e9 Ph.D em Hist\u00f3ria e tem dois livros de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o publicados na \u00e1rea da pesquisa hist\u00f3rica: \u201cO teatro de Deus\u201d (Ed.UFC, 2011) e \u201cInc\u00eandios da Alma\u201d (Multifoco, 2016), tendo recebido tr\u00eas pr\u00eamios por este \u00faltimo, incluindo o Pr\u00eamio Capes de Teses (2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Dia fala sobre \u201cNo \u00datero N\u00e3o Existe Gravidade\u201d, sobre ritmo de escrita e como come\u00e7ou a escrever, elenca influ\u00eancias literarias e conta o que significa ser mulher LGBTQIA+ na literatura: &#8220;Me reconhecer enquanto uma mulher l\u00e9sbica \u00e9 um ato pol\u00edtico. \u00c9 um ato de resist\u00eancia. \u00c9 um ato de orgulho&#8221;, avisa. Leia a entrevista na integra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63019\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/frente-nouteronao-alta.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1134\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/frente-nouteronao-alta.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/frente-nouteronao-alta-198x300.jpg 198w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do que trata o seu novo livro, \u201cNo \u00datero N\u00e3o Existe Gravidade\u201d (2021)? Como surgiu a ideia do t\u00edtulo?<\/strong><br \/>\nTrata da trajet\u00f3ria da personagem, uma menina, tendo que se descobrir sozinha em meio a diferentes acontecimentos que s\u00e3o comuns \u00e0s mulheres, como abuso sexual, ass\u00e9dio, automutila\u00e7\u00e3o, depress\u00e3o, entre outras. Quando h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa entre a m\u00e3e\/cuidadoras e o beb\u00ea, seja de recusa, nega\u00e7\u00e3o ou falta de conex\u00e3o com essa gravidez, a crian\u00e7a pode nascer \u2018sem contorno\u2019 ou seja, sentindo-se desprotegida; isso pode gerar v\u00e1rios traumas, inclusive, medo de altura, de cair, etc., porque se tem sempre essa sensa\u00e7\u00e3o de queda, ou seja, de encontro com a gravidade que te puxa pra baixo \u2014 por isso a escolha do t\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais as aproxima\u00e7\u00f5es e distanciamentos entre \u201cTodos os Meus Humores\u201d (2020) e \u201cNo \u00datero N\u00e3o Existe Gravidade\u201d (2021)?<\/strong><br \/>\nOs dois livros foram escritos em momentos diferentes. \u201cTodos os Meus Humores\u201d \u00e9 um quebra-cabe\u00e7as montado a partir dos meus di\u00e1rios, uma experi\u00eancia de bricolagem em que recortei e colei coisas que escrevi ao longo de 15 anos, em v\u00e1rias fases da vida. Por isso, ele \u00e9 mais fragmentado, traz v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es que se interseccionam entre si. \u201cNo \u00datero N\u00e3o Existe Gravidade\u201d foi uma esp\u00e9cie de catarse terap\u00eautica. Escrito ao longo do primeiro ano de pandemia, ele marca o retorno \u00e0 uma quest\u00e3o que me inquietava h\u00e1 bastante tempo, mas que demorou a ser elaborada: a partida e, consequente, morte simb\u00f3lica da minha m\u00e3e. O que eu fa\u00e7o \u00e9 esgar\u00e7ar a mem\u00f3ria. Eu elaboro as lembran\u00e7as e os esquecimentos, meus e de outras pessoas. Eu invento hist\u00f3rias para mim mesma. Eu n\u00e3o sou a personagem do meu livro, mas ela \u00e9 parte de mim porque enquanto narradora eu a construo no texto. Vejo os livros muito diferentes entre si, embora algumas obsess\u00f5es minhas estejam presentes em ambos. Imagine uma mulher diante do mar. O primeiro livro foi como deixar que a onda molhasse apenas aos p\u00e9s. No segundo, ela foi engolida pelo mar. Tem sido uma aventura me entender como escritora. Publicar meus livros, ser lida. O maior desafio foi me aceitar enquanto tal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que significa para voc\u00ea ser mulher LGBTQIA+ na literatura?<\/strong><br \/>\nMe reconhecer enquanto uma mulher l\u00e9sbica \u00e9 um ato pol\u00edtico. \u00c9 um ato de resist\u00eancia. \u00c9 um ato de orgulho. N\u00e3o sou das que carregam bandeiras nas ruas, n\u00e3o me sinto bem em multid\u00f5es; mas fa\u00e7o dos meus of\u00edcios de professora-escritora um manifesto cotidiano. Eu me inspiro naquelas que me antecederam e que a despeito de todo o apagamento deixaram suas vozes gravadas no papel: Cassandras, Alices, Patr\u00edcias, Audres, Natalias. Elas mostram que vale a pena lutar pelo direito de ser quem se \u00e9. Pelo direito de existir e amar. Me inspiro tamb\u00e9m naquelas que vir\u00e3o, nas que ainda engatinham ou que ainda n\u00e3o nasceram. Para que elas nunca conhe\u00e7am o arm\u00e1rio; para que elas nunca tenham vergonha de andar de m\u00e3os dadas com outra mulher; para que elas n\u00e3o tenham medo. Eu ainda quero ler muitas hist\u00f3rias de mulheres l\u00e9sbicas com finais felizes. Sinto muito a falta da representatividade e da naturaliza\u00e7\u00e3o dessas rela\u00e7\u00f5es. Nossa literatura ainda \u00e9 extremamente masculina e heteronormativa e isso tem me incomodado bastante. Nesse sentido, recomendo imensamente a leitura de mulheres l\u00e9sbicas e bissexuais (cis ou trans), pois estamos construindo uma nova literatura na contemporaneidade, na qual a nossa exist\u00eancia conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como tem sido o retorno dos leitores diante de assuntos considerados tabus sociais?<\/strong><br \/>\nEu cresci em uma cidade religiosa. Em uma casa religiosa. Criada por uma av\u00f3 religiosa. Depois me tornei historiadora e fui estudar a religi\u00e3o (risos). \u00c9 uma linguagem que me d\u00e1 espa\u00e7o para a subvers\u00e3o. Penso que uma escrita que n\u00e3o provoca n\u00e3o vale a pena ser lida. Eu escrevo para desafiar os padr\u00f5es. \u00c9 um eterno sou-existo-resisto. Acredito que por isso, meus livros encontram as leitoras certas que se inquietam e desafiam o mundo junto comigo. A escrita de mulheres \u00e9 como um grito no escuro, te arrepia, abre um mundo cheio de identifica\u00e7\u00f5es, refer\u00eancias e experi\u00eancias \u00fanicas que reverberam no corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o as suas principais influ\u00eancias liter\u00e1rias?<\/strong><br \/>\nMuitas mulheres fecundaram o meu espa\u00e7o de experi\u00eancia. Tenho v\u00e1rias influ\u00eancias liter\u00e1rias, mas a principal delas \u00e9 a poeta <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/pms_cnts\/anacristinacesar.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ana Cristina C\u00e9sar<\/a>. Ela ocupa um lugar especial porque foi a primeira mulher n\u00e3o-heterossexual que eu li e desde o in\u00edcio me identifiquei muito. Outras autoras como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/25\/tres-livros-nick-hornby-sylvia-plath-lizzy-goodman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sylvia Plath<\/a>, Clarice Lispector e Virginia Woolf me acompanharam durante a minha adolesc\u00eancia e sempre retorno a essas quatro autoras quando preciso me inspirar. Gosto muito da literatura do Jos\u00e9 Saramago, Milan Kundera, Albert Camus, Valter Hugo M\u00e3e e Jos\u00e9 Eduardo Agualusa que tamb\u00e9m conheci ainda na adolesc\u00eancia. Mais recentemente, comecei a ler outras autoras relevantes, como Concei\u00e7\u00e3o Evaristo e Carolina Maria de Jesus que se tornaram refer\u00eancias para mim. Outra escritora que me conquistou nos \u00faltimos anos foi a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/12\/tres-series-high-fidelity-my-brillant-friend-chernobyl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elena Ferrante<\/a> que traz muitos temas ligados \u00e0 inf\u00e2ncia, mem\u00f3ria e hist\u00f3ria, campos do saber que me fascinam. Tamb\u00e9m cito Toni Morrison, Isabel Allende, Carson McCullers, Jarid Arraes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que voc\u00ea come\u00e7ou a escrever?<\/strong><br \/>\nComecei a escrever desde muito pequena. Criava pequenas hist\u00f3rias e romances ainda na inf\u00e2ncia. Na adolesc\u00eancia escrevi literatura de cordel e alguns foram publicados pelo Projeto Sesc Cordel (CE) e tamb\u00e9m publiquei poesias em pequenas colet\u00e2neas. Escrever para mim sempre foi um processo terap\u00eautico. Colecionei muitos di\u00e1rios e cadernos onde anotava mem\u00f3rias e cita\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m frustra\u00e7\u00f5es, alegrias, amores. Mesmo depois que comecei a fazer terapia, a escrita sempre foi esse lugar de conforto no qual me sinto amparada e livre, ent\u00e3o escrever para mim \u00e9 mesmo uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia, de me situar no mundo, de me compreender e, principalmente, de me perdoar. Eu comecei a escrever porque queria falar sobre mim mesma e sobre o que estava sentindo, na esperan\u00e7a de elaborar formas de \u201cme curar de mim\u201d, de dar sentido \u00e0s ang\u00fastias que eu n\u00e3o conseguia desafogar no cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 o seu ritmo de escrita? Tem algum ritual de prepara\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nQuando sento pra escrever, coloco um ru\u00eddo branco, ligo o difusor com \u00f3leo essencial de lavanda ou laranja e vou pro caderno. Dificilmente, escrevo a primeira vers\u00e3o dos textos no computador, a n\u00e3o ser que seja um texto acad\u00eamico. \u00c9 no caderno, nesse contato entre a caneta e o papel que me sinto mais presente, mais em contato comigo mesma e com a escrita. Nunca estabeleci metas de escrita, mas tenho objetivos, por isso, tento escrever um pouco todos os dias. Quando estou sem projeto, fa\u00e7o exerc\u00edcios de escrita ou busco inspira\u00e7\u00e3o na leitura. Algo que sempre fa\u00e7o \u00e9 buscar alguma palavra estranha no dicion\u00e1rio e a partir dela desenvolver um texto, como um verbete po\u00e9tico. Eu adoro palavras \u201cdif\u00edceis\u201d, pouco usadas ou com significados complexos. Outro dia, conheci a palavra \u201cresfeber\u201d, do sueco, significa uma \u00e2nsia por uma viagem e acabei fazendo um texto sobre mem\u00f3ria a partir dela. Quando eu j\u00e1 tenho um projeto bem definido, isto \u00e9, quando eu tenho clareza sobre o que quero escrever, eu busco ler bastante sobre o tema e vou compilando notas ou cita\u00e7\u00f5es que tenham me chamado a aten\u00e7\u00e3o. Depois, a partir delas, monto a estrutura do texto: o que falar e quando falar. N\u00e3o tenho dificuldades em come\u00e7ar, minha maior quest\u00e3o \u00e9 concluir. Raramente concluo um texto de primeira, tenho que deix\u00e1-lo descansar, depois leio em voz altas v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes, at\u00e9 o final surgir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea cultiva a criatividade? De onde v\u00eam suas ideias?<\/strong><br \/>\nDe muitos lugares. Um conselho maravilhoso que recebi de uma escritora que admiro muito \u00e9 que pra escrever, voc\u00ea precisa ler muito. Leia, principalmente, sobre o g\u00eanero que voc\u00ea quer escrever. Sair e s\u00f3 olhar as pessoas, o que elas fazem e dizem, j\u00e1 pode servir de inspira\u00e7\u00e3o para algo. Em tempos de pandemia, esse recurso ficou mais dif\u00edcil, mas era algo que eu fazia sempre. Sempre gostei tamb\u00e9m de usar um di\u00e1rio ou bullet journal, anotar meus sentimentos, ang\u00fastias e fazer uma esp\u00e9cie de mapa do meu humor, prestando aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m na causa dele. Isso me ajuda muito a deslocar o bloqueio. \u00c0s vezes, estamos bloqueadas por coisas da vida comum, como boletos, compromissos, mas em outras, as causas est\u00e3o fora da nossa al\u00e7ada. Conversar com pessoas, ouvir m\u00fasicas, ver s\u00e9ries tamb\u00e9m podem ser estrat\u00e9gias interessantes para estimular a criatividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63018\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dia-Nobre-13.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dia-Nobre-13.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dia-Nobre-13-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/navionoespaco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcela G\u00fcther<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, produtora de conte\u00fado, assessora de imprensa e mediadora do Leia Mulheres.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dia Nobre fala sobre novo livro, elenca influ\u00eancias literarias e conta o que significa ser mulher LGBTQIA+ na literatura: &#8220;Me reconhecer enquanto uma mulher l\u00e9sbica \u00e9 um ato pol\u00edtico. \u00c9 um ato de resist\u00eancia. \u00c9 um ato de orgulho&#8221;, avisa. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/09\/entrevista-dia-nobre-fala-sobre-seu-novo-livro-no-utero-nao-existe-gravidade\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":107,"featured_media":63017,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[5371,5400],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63015"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/107"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63015"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63027,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63015\/revisions\/63027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}