{"id":62898,"date":"2021-10-30T00:26:19","date_gmt":"2021-10-30T03:26:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=62898"},"modified":"2021-11-29T00:47:04","modified_gmt":"2021-11-29T03:47:04","slug":"entrevista-roger-deff-fala-de-hip-hop-e-de-seu-segundo-album-pra-romper-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/30\/entrevista-roger-deff-fala-de-hip-hop-e-de-seu-segundo-album-pra-romper-fronteiras\/","title":{"rendered":"Entrevista: Roger Deff fala de hip hop e de seu segundo \u00e1lbum, \u201cPra Romper Fronteiras\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do \u00f3timo \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/22\/entrevista-roger-deff-estreia-carreira-solo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Etnografia Suburbana<\/a>\u201d, em 2019, Roger Deff volta \u00e0 cena com \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=k-bAa5cI1IA&amp;list=PLek-1bqxa-xWGFMFAskc3R3f3190Xy3i3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pra Romper Fronteira<\/a>s\u201d (2021), seu segundo disco solo. Mas muito se engana quem acha que o rapper mineiro n\u00e3o esteve na ativa na pandemia. Em 2020, Deff se dedicou aos trabalhos em parcerias estabelecendo conex\u00f5es com artistas de universos musicais distintos, a exemplo do single \u201cReflex\u00f5es do Isolamento\u201d, produzido em parceria com o m\u00fasico Barulhista e o remix \u201cPro Combate\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o do DJ Hamilton Jr e produ\u00e7\u00e3o do Poliph\u00f4nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=k-bAa5cI1IA&amp;list=PLek-1bqxa-xWGFMFAskc3R3f3190Xy3i3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pra Romper Fronteiras<\/a>\u201d \u00e9, segundo Roger, uma homenagem \u00e0 cultura hip hop, em suas bases conceituais, mantendo as cr\u00edticas sociais que s\u00e3o inerentes ao seu fazer art\u00edstico. Com artes desenvolvidas pelo grafiteiro e ilustrador Binho Barreto, musicalmente o \u00e1lbum presta homenagem a \u201cera de ouro do rap\u201d ao unir as linguagens ligadas ao jazz, ao soul e ao rap.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Composto por oito faixas, o \u00e1lbum foi produzido e gravado por S\u00e9rgio Giffoni e Fernando Macaco. No hall das participa\u00e7\u00f5es especiais constam as presen\u00e7as de S\u00e9rgio Perer\u00ea, Michelle Oliveira e os DJs Fl\u00e1vio Machado e Hamilton J\u00fanior. O poeta e ensa\u00edsta belo horizontino Fl\u00e1vio Boave aparece como co-autor da m\u00fasica \u201cA Pior Pobreza\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, Roger Deff fala sobre a sua entrada no universo da cultura hip hop, a sua verve como pesquisador universit\u00e1rio, o rap (seu legado e evolu\u00e7\u00e3o), o auge vivido pelo g\u00eanero em terras brasileiras, o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do novo \u00e1lbum, planos futuros e muito mais. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Roger Deff -  Na Miss\u00e3o (feat DJ Fl\u00e1vio Machado)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k-bAa5cI1IA?list=PLek-1bqxa-xWGFMFAskc3R3f3190Xy3i3\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/22\/entrevista-roger-deff-estreia-carreira-solo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dando continuidade ao papo que tivemos a \u00e9poca do seu disco anterior<\/a>, &#8220;Etnografia Suburbana&#8221;, gostaria de saber como se dera a sua entrada no universo da cultura hip hop. E em que momento voc\u00ea se identificou como MC?<\/strong><br \/>\nPrimeiro, \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o bater esse papo com voc\u00ea, e dar continuidade \u00e0quela conversa. Vamos l\u00e1&#8230; Minha entrada no universo das rimas se deu nos anos 90. V\u00e1rias coisas contribu\u00edram para que eu quisesse ser um MC. A afinidade pela m\u00fasica que rolava nos bailes, como Afrika Bambaataa e Soul Sonic Force, Kraftwerk&#8230; E veio tamb\u00e9m o rap brasileiro, e artistas como Gabriel o Pensador, Racionais, Tha\u00edde e DJ Hum, Gog, C\u00e2mbio Negro, Black Soul e Retrato Radical (os dois \u00faltimos de BH) foram a minha porta de entrada neste universo. Eu procurava formas de me expressar e, mesmo muito t\u00edmido, encontrei no rap este lugar. Foi uma escolha que mudou minha vida de v\u00e1rias formas, n\u00e3o s\u00f3 no sentido de me tornar um artista, mas foi o que me deu no\u00e7\u00e3o de cidadania, de que a cidade tamb\u00e9m me pertencia, o que n\u00e3o \u00e9 pouca coisa vindo do contexto de um jovem negro da periferia de Belo Horizonte. Isso abriu minha cabe\u00e7a para outras possibilidades, me tornei jornalista por ter me tornado MC antes, e hoje pesquiso um pouco da hist\u00f3ria do hip hop de Belo Horizonte no mestrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda falando sobre sua pesquisa a quantas anda este projeto? Qual o recorte voc\u00ea adotou para o mesmo?<\/strong><br \/>\nEnt\u00e3o, estou pesquisando sobre o BH Canta e Dan\u00e7a, que foi um evento realizado na Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, centro de BH, por quase uma d\u00e9cada, por pessoas como MC Pel\u00e9, Fl\u00e1vio Pereira, Dulcineia do Carmo e DJ a Coisa, refer\u00eancias desta constru\u00e7\u00e3o. Estudar este evento me permite analisar os primeiros dias do hip hop por aqui, que teve in\u00edcio em 1983. Parto deste evento para apresentar toda uma cadeia produtiva do hip hop naquele momento, e falo da ocupa\u00e7\u00e3o do centro da cidade a partir da arte produzida por pessoas oriundas da periferia, negras em sua maioria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O rap, enquanto manifesta\u00e7\u00e3o cultural \/ art\u00edstica, celebrou recentemente 50 anos de hist\u00f3ria. Como pesquisador, como voc\u00ea v\u00ea a evolu\u00e7\u00e3o do g\u00eanero? Acredita que as promessas de outrora se concretizaram na atualidade?<\/strong><br \/>\nO rap \u00e9 hoje um dos g\u00eaneros musicais mais relevantes do planeta, tanto por sua presen\u00e7a em todos os territ\u00f3rios, quanto por sua capacidade de agregar influ\u00eancias diversas para a sua constru\u00e7\u00e3o. No Brasil o rap alcan\u00e7ou um status inimagin\u00e1vel h\u00e1 anos atr\u00e1s, com reconhecimento do seu papel cultural e art\u00edstico, a exemplo da trajet\u00f3ria do Racionais, com discos que hoje figuram em qualquer lista s\u00e9ria de cl\u00e1ssicos da m\u00fasica brasileira, Emicida reconhecido por seu papel como intelectual e refer\u00eancia para toda uma gera\u00e7\u00e3o&#8230; Ent\u00e3o eu digo isso pra pontuar que essa m\u00fasica, que n\u00e3o era considerada \u201cm\u00fasica\u201d por alguns c\u00edrculos h\u00e1 anos atr\u00e1s, foi al\u00e9m do que qualquer um poderia prever. N\u00e3o quer dizer que as coisas estejam resolvidas, ainda h\u00e1 muito preconceito, h\u00e1 toda uma produ\u00e7\u00e3o que permanece ignorada pela grande m\u00eddia, mas o fato \u00e9 que o rap, assim como o funk, anda com as pr\u00f3prias pernas, sem precisar de qualquer aval.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre a cena brasileira atual \u00e9 impressionante observar os n\u00fameros alcan\u00e7ados em redes como Spotify e Youtube por v\u00e1rios artistas atuais como C\u00e9sar MC, Matu\u00ea, Djonga (s\u00f3 para citar alguns exemplos). Mas acredito que estes n\u00fameros n\u00e3o consigam dar a real dimens\u00e3o do momento que rap vive no pa\u00eds. Voc\u00ea acredita que, talvez, este seja o melhor momento que o g\u00eanero vive por estas bandas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favidas de que este seja o melhor momento do rap no Brasil em anos. Djonga, Fabr\u00edcio FBC (ambos de BH) e o C\u00e9sar MC (de Vit\u00f3ria\/ES) ultrapassam as nossas fronteiras e chegam a outros p\u00fablicos de uma forma que n\u00e3o era poss\u00edvel antes. O Renegado, que \u00e9 um cara da minha gera\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ou espa\u00e7os not\u00e1veis tamb\u00e9m. BH sempre teve uma cena de rap muito rica, mas \u00e9 marcante o que estes nomes que citei alcan\u00e7aram em termo de visibilidade. Belo Horizonte \u00e9 hoje reconhecida como um dos polos do rap no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 entrando um pouco no universo do novo disco, na faixa &#8220;Um MC&#8221; voc\u00ea presta homenagem aos mestres de cerim\u00f4nias de ontem e de hoje. Analisando o cen\u00e1rio atual como voc\u00ea v\u00ea a figura quase onipresente do MC que est\u00e1 presente em diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais, indo al\u00e9m da esfera do rap?<\/strong><br \/>\nO MC tornou-se a refer\u00eancia de maior visibilidade no hip hop e vem ocupando papeis m\u00faltiplos. Vejo o MC como um griot moderno, algu\u00e9m que narra as hist\u00f3rias, registra pontos de vista, de maneira oral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu novo disco, &#8220;Pra Romper Fronteiras&#8221;, soa, para mim, como um disco irm\u00e3o do anterior, mas com personalidade pr\u00f3pria, que tem uma sonoridade mais org\u00e2nica, tendo a tida &#8220;era de ouro do rap&#8221; (90&#8217;s) como refer\u00eancia. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nEngra\u00e7ado que eu n\u00e3o tinha pensado no novo \u00e1lbum (\u201cPra Romper Fronteiras\u201d) como um irm\u00e3o do \u201cEtnografia Suburbana\u201d, mas essas caracter\u00edsticas que voc\u00ea citou s\u00e3o pertinentes e s\u00e3o conex\u00f5es reais que d\u00e3o unidade aos dois trabalhos. O Boombap, o jazz, os elementos org\u00e2nicos, tudo isso est\u00e1 neste trabalho. Este novo tem mais caracter\u00edsticas do Boombap que o anterior, porque o \u201cEtnografia\u201d \u00e9 um \u00e1lbum 100% org\u00e2nico, tudo foi tocado, e neste novo trabalho h\u00e1 elementos programados, embora tenham instrumentos tamb\u00e9m. Acho que isso \u00e9 algo que est\u00e1 se tornando minha assinatura sonora, porque s\u00e3o caracter\u00edsticas musicais que me agradam, muito baseado nos discos que ouvi e ou\u00e7o (The Pharcyde, Guru, Digable Planets&#8230;). O processo de composi\u00e7\u00e3o foi meio solit\u00e1rio, foquei muito no desenvolvimento da minha escrita e tentei refletir este momento que pra mim \u00e9 de muita reflex\u00e3o, at\u00e9 por isso \u00e9 um disco que traz letras mais contemplativas, mais introspectivas de uma forma geral. Por conta da pandemia gravei as vozes em casa, com recursos mais simples. O processo de produ\u00e7\u00e3o todo feito \u00e0 dist\u00e2ncia, com o S\u00e9rgio Giffoni e o Fernando Macaco criando as bases do est\u00fadio e enviando pra mim, e eu devolvia as vozes para que eles finalizassem. Ent\u00e3o criamos tudo dessa forma. Eu dando as refer\u00eancias de como imaginava as m\u00fasicas, e eles desenvolvendo l\u00e1. As participa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram gravadas a partir das suas casas ou est\u00fadios. Foi um trabalho que nasceu praticamente sem que nos encontr\u00e1ssemos para cri\u00e1-lo, mas \u00e9 o que foi poss\u00edvel para o momento. Gostei do resultado, embora prefira a produ\u00e7\u00e3o em que conseguimos interagir presencialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No time de convidados voc\u00ea trouxe de volta parcerias firmadas no disco anterior (DJ Fl\u00e1vio Machado e Michelle Oliveira), mas promove novos encontros, como \u00e9 percebido na luminosa participa\u00e7\u00e3o do grande Sergio Perer\u00ea na faixa &#8220;Conex\u00f5es&#8221;. Qual a import\u00e2ncia em se estabelecer di\u00e1logos no seu fazer art\u00edstico?<\/strong><br \/>\nAcho que os di\u00e1logos s\u00e3o essenciais para que a gente evolua, n\u00e3o s\u00f3 artisticamente, mas como seres humanos tamb\u00e9m. Essa troca com o S\u00e9rgio Perer\u00ea foi muito bonita, \u00e9 um artista que admiro muito e um amigo com quem eu j\u00e1 queria fazer um trabalho h\u00e1 tempos. Ele conseguiu trazer algo de espiritual para a m\u00fasica, que \u00e9 uma caracter\u00edstica muito forte nele. Eu apresentei uma ideia e ele criou algo que fez o tema crescer muito. Enfim, fiquei muito feliz por fazer essa m\u00fasica com ele. Destaco tamb\u00e9m os trabalhos do S\u00e9rgio Giffoni e do Fernando Macaco, que trouxeram outros olhares para o disco, respeitando minha identidade, mas acrescentando muito com a vis\u00e3o deles. Ainda falando sobre as participa\u00e7\u00f5es, veio tamb\u00e9m o DJ Hamilton Jr, que \u00e9 um velho parceiro do in\u00edcio do Julgamento. Traz\u00ea-lo refor\u00e7a essa conex\u00e3o com as bases do Hip Hop, na figura do DJ, e \u00e9 uma pessoa que esteve comigo no come\u00e7o de tudo tamb\u00e9m. As capas, dos singles e do \u00e1lbum, foram assinadas pelo Binho Barreto, que traduziu de forma gr\u00e1fico essa atmosfera mais cl\u00e1ssica do hip hop, que ganhou refor\u00e7o atrav\u00e9s da linguagem do grafitti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Habitualmente voc\u00ea promove um olhar para o quotidiano para escrever suas rimas, numa \u00f3tica pessoal e pontual. Quais foram as motiva\u00e7\u00f5es \/ inspira\u00e7\u00f5es voc\u00ea alimentou para escrever este \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nCom certeza o disco reflete muito do que a gente vive hoje. Inevitavelmente, falo deste momento em que a gente vive o caos, num pa\u00eds \u00e0 deriva nas m\u00e3os de um governo negacionista em plena pandemia, da viol\u00eancia instaurada pelo racismo, do ataque \u00e0 diversidade, de uma censura que se coloca de forma cada vez menos sutil, da falta de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 uma vida digna. Tudo isso est\u00e1 l\u00e1, mas tamb\u00e9m quis falar daquilo que \u00e9 pot\u00eancia, ent\u00e3o falo do hip hop, do que ele significa pra gente tamb\u00e9m. Em \u201cUm MC\u201d, por exemplo, eu quis retratar o processo de descoberta dessa cultura pra mim, desta arte, e de como isso me transformou, de um jovem acuado a algu\u00e9m que acreditava poder fazer parte das solu\u00e7\u00f5es, ou pelo menos contribuir para que as coisas melhorassem de alguma maneira. Em \u201cConex\u00f5es\u201d que assino junto com o S\u00e9rgio Perer\u00ea, falo sobre como estamos todos ligados uns aos outros, de como n\u00e3o existe um sem o coletivo. A m\u00fasica \u201cQue Ilumina\u201d \u00e9 uma homenagem \u00e0 minha tia av\u00f3, dona Luzia, que era minha m\u00e3e, amiga, av\u00f3, enfim. Ela realizou sua passagem para o outro plano em 2020 e eu precisava registrar a import\u00e2ncia que ela tem pra gente em versos. S\u00e3o v\u00e1rios os temas e viv\u00eancias que influenciam as letras deste \u00e1lbum, e o que une as faixas, como tem\u00e1tica, \u00e9 uma atitude ou narrativas que vem da pr\u00f3pria viv\u00eancia no Hip Hop. Costumo dizer que este trabalho \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor a tudo o que essa cultura significa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com \u00e1lbum novo na pra\u00e7a quais s\u00e3o os planos futuros? Com o mercado das apresenta\u00e7\u00f5es musicais em aquecimento est\u00e1 nos planos um volta aos palcos em breve?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 planos para uma apresenta\u00e7\u00e3o presencial, com p\u00fablico reduzido, dentro dos protocolos, para celebrar o disco. Mas n\u00e3o posso dizer muita coisa ainda. A vontade de voltar aos palcos \u00e9 grande. \u00c9 essencial poder dialogar diretamente com as pessoas atrav\u00e9s da m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Roger Deff - Show no Festival Palco Ultra - edi\u00e7\u00e3o Hip Hop 2021\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DuGhcKBvtyc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Com certeza o disco reflete muito do que a gente vive hoje. 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