{"id":6286,"date":"2010-11-02T15:34:37","date_gmt":"2010-11-02T17:34:37","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6286"},"modified":"2023-03-29T01:18:19","modified_gmt":"2023-03-29T04:18:19","slug":"musica-sunga-holger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/02\/musica-sunga-holger\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: Sunga, Holger"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6287\" title=\"holger_sunga\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger_sunga.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/eduardoapm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eduardo Martinez<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos nessa pela divers\u00e3o\u201d, disse Marcelo Pata, em show recente de sua banda, Holger, em Nova York. Essa frase define bem o princ\u00edpio ativo do quinteto paulistano que lan\u00e7ou recentemente \u201cSunga\u201d, seu primeiro disco, pela Trama, via projeto \u00c1lbum Virtual, que j\u00e1 liberou M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa, Guizado, Pata de Elefante e outros por download gratuito (baixe <a href=\"http:\/\/albumvirtual.trama.uol.com.br\/lancamentos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o som do primeiro EP (\u201cGreen Valey\u201d, de 2008), algo como um neo-folk, j\u00e1 n\u00e3o era muito f\u00e1cil de classificar, em \u201cSunga\u201d qualquer r\u00f3tulo se transforma em reducionismo. A sonoridade do \u00e1lbum est\u00e1 em algum lugar entre indie rock, percuss\u00e3o, sintetizadores, vocais em coro, falsetes e guitarras rascantes. N\u00e3o se assuste se identificar elementos de ax\u00e9 e ritmos latinos em algumas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os elementos al\u00e9m da m\u00fasica \u2013 como capa e nome do disco \u2013 s\u00e3o intimamente ligados com o som. O nome \u201cSunga\u201d, segundo a banda, representa uma liberta\u00e7\u00e3o, o fato de que quando crescemos trocamos a sunga por bermudas para ficarmos iguais aos outros. Resumindo: para eles, sunga simboliza um desprendimento de nichos e uma amplia\u00e7\u00e3o de horizontes. A capa do disco \u00e9 colorida e se assemelha a uma colcha de retalhos, assim como as m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os shows da banda s\u00e3o reconhecidos pela intensidade, mas h\u00e1 uma pequena pol\u00eamica quanto a isso, pois apesar de muitos considerarem que o palco \u00e9 onde o Holger se sai melhor, muitos acreditam que a \u201czona\u201d ao vivo, \u00e0s vezes, \u00e9 excessiva e acaba se tornando uma grande piada interna onde apenas os integrantes se divertem. Talvez a ideia definitiva quanto a isso seja formada no dia 20 de novembro, quando o Holger se apresenta em S\u00e3o Paulo no festival Planeta Terra, para um p\u00fablico brasileiro imensamente superior ao das casas de show em que tocam com maior freq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco come\u00e7a bem com a \u00f3tima \u201cNo Brakes\u201d. Al\u00e9m da boa melodia e do refr\u00e3o (refr\u00e3o?!) forte, a m\u00fasica apresenta logo de cara as caracter\u00edsticas marcantes presentes em todo disco: v\u00e1rias vozes, duetos agudos de guitarras rascantes, batida tribal e sintetizadores. \u201cShe Dances\u201d \u00e9 divertida e come\u00e7a com um contagiante vocal, devidamente desafinado, do baterista Arthur, enquanto \u201cLet\u2019em Shine Below\u201d, primeiro single do disco, mostra o que talvez seja o mais pr\u00f3ximo que eles consigam chegar do pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/3608389141\/in\/set-72157619377619673\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6290 aligncenter\" title=\"holger_foto_lili\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger_foto_lili.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger_foto_lili.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger_foto_lili-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTransfinite\u201d tem um in\u00edcio mais introspectivo, com camadas de guitarras e sintetizadores, mas no meio entra a batucada e vocais em falsete que trazem de volta certa irrever\u00eancia que, inevitavelmente, exala no som. Em \u201cSunga\u201d, todas as m\u00fasicas t\u00eam elementos dan\u00e7antes, mesmo que sejam referentes a determinados tipos de dan\u00e7a que s\u00f3 indies entendam. \u00c9 o caso de \u201cCaribean Nights\u201d, que encontra um som suingado no meio da \u201cconfus\u00e3o\u201d entre as guitarras. \u201cToothless Turtle\u201d, por sua vez, \u00e9 mais roqueira, com um refr\u00e3o de guitarras cravadas e bateria inquieta que remetem a Arctic Monkeys.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas m\u00fasicas de Sunga parecem ter sido pensadas para shows, mas nada se compara a \u201cBeaver\u201d. Com uivos e gritos da selva, muita percuss\u00e3o, um apito e apenas uma frase: \u201cBeaver, won\u2019t get me Halloum and Coke?\u201d. Se voc\u00ea n\u00e3o achar uma grande idiotice, certamente vai se divertir a be\u00e7a. Em shows ela j\u00e1 vem se destacando. \u201cUndesirable Regrets\u201d tem boa melodia pop e poderia com facilidade ser single. \u201cWho Knows?\u201d \u00e9 a m\u00fasica mais s\u00f3bria do disco. \u00c9 bonita e melanc\u00f3lica em seus quase 6 minutos. Lembra a melancolia monoc\u00f3rdica do The Drums. Ainda sobra espa\u00e7o para a espacial \u201cEagle\u201d e para a instrumental (e desnecess\u00e1ria) \u201cGene\u00e7ambique\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como um todo, \u201cSunga\u201d soa bastante original e os aproxima\/encaixa (talvez de forma inconsciente) com pares da nova gera\u00e7\u00e3o como Arctic Monkeys e The Drums. Falar em Vampire Weekend tamb\u00e9m n\u00e3o seria loucura. \u00c9 poss\u00edvel notar no som deles certa brasilidade, mesmo que um pouco ex\u00f3tica, e talvez seja esse o ingrediente que tanto encanta os gringos por onde o Holger passa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recado que fica ao final do \u00e1lbum \u00e9 de que o Holger quer se divertir, mas quer fazer isso a s\u00e9rio. Em \u201cSunga\u201d eles conseguem colocar um p\u00e9 em cada universo. \u00c9 poss\u00edvel que o amadurecimento bata logo na porta fazendo com que a banda perca a espontaneidade do in\u00edcio (como aconteceu, por exemplo, com o CSS). O disco novo, no entanto, mostra que eles t\u00eam talento para passar por isso sem maiores problemas. E, na pior das hip\u00f3teses, o caminho apontado por \u201cWho Knows?\u201d fica aberto. N\u00e3o seria nada mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6288 aligncenter\" title=\"holger\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/holger-300x160.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Holger no Popload Gig 1: um despojamento no palco que contagia, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/08\/duas-noites-de-popload-gig-em-sp\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Holger no Festival Calango: um dos dez grandes shows do evento, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/02\/o-melhor-do-festival-calango-2009\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p>Foto do Holger ao vivo por Liliane Callegari: <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076758908\/in\/set-72157625027265767\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Eduardo Martinez\nComo um todo, Sunga soa bastante original e os aproxima\/encaixa (talvez de forma inconsciente) com pares da nova gera\u00e7\u00e3o&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/02\/musica-sunga-holger\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":128,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6286"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/128"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6286"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73629,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6286\/revisions\/73629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}