{"id":62722,"date":"2021-10-20T00:45:55","date_gmt":"2021-10-20T03:45:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=62722"},"modified":"2025-04-02T04:37:44","modified_gmt":"2025-04-02T07:37:44","slug":"tres-filmes-schumacher-val-the-velvet-underground","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/20\/tres-filmes-schumacher-val-the-velvet-underground\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: \u201cSchumacher\u201d, \u201cVal\u201d, \u201cThe Velvet Underground\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-62724 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/schummi.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"751\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/schummi.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/schummi-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSchumacher\u201d, de Hanns-Bruno Kammert\u00f6ns, Vanessa N\u00f6cker e Michael Wech (Netflix)<\/strong><br \/>\nUm dos melhores pilotos da hist\u00f3ria da F\u00f3rmula 1, o alem\u00e3o Michael Schumacher \u00e9 tema de um document\u00e1rio nascido para humanizar um \u201cpersonagem\u201d meio rabugento, ainda que genial, que simbolizou a passagem de coroa da era Ayrton Senna para a dele, e depois a dele para a do ingl\u00eas Lewis Hamilton (que viria a quebrar muitos de seus recordes que pareciam inating\u00edveis). \u201cSchumacher\u201d, o filme, por\u00e9m, foca apenas na primeira parte da carreira do piloto, quando ele come\u00e7a a criar os alicerces para se transformar no piloto mitol\u00f3gico que daria cinco t\u00edtulos para \u00e0 Ferrari nos anos 2000 \u2013 todos eles sabiamente ignorados no roteiro, afinal, quem acompanhou a F\u00f3rmula 1 naqueles anos sabe que foi um dos per\u00edodos mais chatos da categoria, com Michael elevando a arte o dom de ganhar posi\u00e7\u00f5es durante as trocas de pneus, ou seja, sem combate direto com outros pilotos, apenas fazendo voltas impec\u00e1veis nos momentos capitais de cada prova. Se voc\u00ea tamb\u00e9m bocejou muito nessas corridas, n\u00e3o se preocupe, o filme as ignora, mas tamb\u00e9m ignora o brasileiro Rubens Barrichello, ap\u00f3s tantos bons servi\u00e7os prestados aos t\u00edtulos de Schumacher, e mesmo as derrotas para Fernando Alonso, que acabaria com seu reinado em 2005\/2006. Sobra ent\u00e3o as hist\u00f3rias sobre um garoto pobre cujo pai apoiava sua paix\u00e3o por kart, mas n\u00e3o tinha como bancar o filho. Por isso, Michael corria com os pneus jogados no lixo por outros pilotos, e com eles ganhava corridas. Sobra a treta com Senna, que n\u00e3o lidou muito bem com o atrevimento de um \u201cmoleque\u201d que estava surgindo para tomar o seu lugar (a hist\u00f3ria parece se repetir agora com Hamilton e Verstappen) e a dor do alem\u00e3o quando da morte do brasileiro. Sobra os acidentes pol\u00eamicos em brigas por t\u00edtulos (em 1994 e 1997) e os primeiros anos dif\u00edceis na Ferrari. Tudo pintando o retrato de um bom-mo\u00e7o atr\u00e1s de um sonho (mesmo quando ele bate propositalmente seu carro no do advers\u00e1rio). Desenvolvido com apoio da fam\u00edlia (com a presen\u00e7a da esposa Corinna, do pai Rolf, do irm\u00e3o Ralf, e do filho Mick), \u201cSchumacher\u201d traz bons momentos, mas falha como document\u00e1rio. Schummi merecia mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-62725 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/val.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/val.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/val-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cVal\u201d, de Leo Scott e Ting Poo (Prime Video)<\/strong><br \/>\nEm uma de suas \u00faltimas apari\u00e7\u00f5es numa tela grande de cinema, na grande bobagem \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/20\/cinema-de-cancao-a-cancao-de-terrence-malick\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">De Can\u00e7\u00e3o a Can\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, do mala Terrence Malick, o ator Val Kilmer surgia em cena fazendo uma ponta empunhando uma serra el\u00e9trica no palco durante um show do Black Lips no Austin City Limits 2012 (Rooney Mara, uma das personagens principais, estava na guitarra) \u2013 o filme s\u00f3 foi lan\u00e7ado em 2017. No mesmo 2017, ap\u00f3s intensas sess\u00f5es de quimioterapia e radioterapia que lhe salvaram de um c\u00e2ncer na garganta, Val Kilmer perdeu a voz, precisando recorrer a um aparelho de traqueostomia instalado em seu pesco\u00e7o, o qual usa at\u00e9 hoje e o permite se comunicar, aposentando o gal\u00e3 que surgiu em filmes divertidamente bestas (\u201cTop Secret\u201d, 1984) e pipocas (\u201cTop Gun\u201d, 1986) dos anos 80 at\u00e9 assumir (e posteriormente abandonar) o desejado posto de Batman nos anos 90 (\u201cBatman Eternamente\u201d, 1995). De certa forma, aquele Val Kilmer \u201censandecido\u201d no palco do Black Lips era a imagem que muitos tinham formado do ator, principalmente ap\u00f3s seu mergulho profundo para compor o personagem Jim Morrison para o filme \u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2009\/08\/28\/se-beber-nao-case-e-the-doors\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Doors<\/a>\u201d (1991), de Oliver Stone \u2013 que rendeu uma baita atua\u00e7\u00e3o e acabou com seu casamento. Este absolutamente brilhante document\u00e1rio \u201cVal\u201d (2021) surge para desconstruir tudo isso de maneira desoladora, ainda que otimista. Ator que saiu das fileiras da importante Juilliard School novaiorquina com Shakespeare na ponta da l\u00edngua, Val viveu o choque do \u201cide\u00e1rio rom\u00e2ntico de sua profiss\u00e3o vs sucesso de massa em Hollywood\u201d, fez escolhas equivocadas na carreira, mas conquistou fama e fortuna, at\u00e9 levar uma rasteira do destino. Hoje, aos 61 anos, ele vive \u00e0 sombra de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria colhendo cach\u00eas em eventos de aut\u00f3grafos (sua observa\u00e7\u00e3o afiada sobre isso \u00e9 um dos diversos grandes momentos do filme), mas cedeu cerca de 800 horas de grava\u00e7\u00f5es caseiras pessoais (spoiler: esteja pronto para ver as bundas brancas de Kevin Bacon e Sean Penn nos anos 80 tanto quanto bastidores sensacionais de v\u00e1rios filmes) para um docudrama que honra a sua hist\u00f3ria, a dignifica e o coloca em paz consigo mesmo e com seus filhos. Imperd\u00edvel e impressionante, \u201cVal\u201d choca, emociona e faz o espectador refletir a vida. \u00c9 poss\u00edvel esperar mais de um rostinho bonito de Hollywood?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-62727 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/velvet.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"738\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/velvet.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/velvet-203x300.jpg 203w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cThe Velvet Underground\u201d, Todd Haynes (Apple TV)<\/strong><br \/>\nNo melhor livro sobre m\u00fasica deste s\u00e9culo (qui\u00e7\u00e1, de todos os s\u00e9culos anteriores tamb\u00e9m), o jornalista Alex Ross come\u00e7a falando de Strauss, Mahler, Sch\u00f6nberg e Debussy, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/outros\/o_resto_e_ruido_alex_ross_primeiro_capitulo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">num \u201cpasseio\u201d inebriante que<\/a>, 550 p\u00e1ginas depois, <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/02\/05\/o-minimalismo-e-o-rock-and-roll\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">alcan\u00e7a uma banda minimalista nova-iorquina dos anos 60<\/a> que, dizia uma anedota no s\u00e9culo passado, tinha sido vista ao vivo por muita pouca gente, mas cada um desses curiosos montou sua pr\u00f3pria banda ap\u00f3s presenciar a experi\u00eancia. Pra voc\u00ea ter uma ideia, enquanto o Velvet Underground esteve na ativa (1964\/1973), s\u00f3 um de seus cinco discos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/15\/o-disco-bastardo-do-velvet-underground\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cSqueeze\u201d incluso na contagem<\/a>) apareceu na lista dos mais vendidos da semana na Billboard: \u201cWhite Light\/White Heat\u201d em 23 de mar\u00e7o de 1968 na posi\u00e7\u00e3o 199&#8230; de 200 (o ic\u00f4nico \u201cdisco da banana\u201d, lan\u00e7ado em 1967, foi al\u00e9m em&#8230; 2013, batendo na posi\u00e7\u00e3o 129, quando o Arcade Fire era o n\u00famero 1 com \u201cReflektor\u201d). E que catzo ent\u00e3o essa maldita banda fez para figurar em um livro sobre m\u00fasica e g\u00eanios sem nunca ter feito sucesso? A resposta \u00e9 simples: Arte (eita palavrinha desgastada). E \u00e9 Arte que escorre pela tela em \u201cThe Velvet Underground\u201d (2021), document\u00e1rio emocionante de Todd Haynes disponibilizado na Apple TV, um daqueles filmes em que n\u00e3o s\u00f3 o texto (nada t\u00e1til para ne\u00f3fitos que desejam ir do ponto A ao B), mas principalmente as imagens ajudam a reconstruir imageticamente um per\u00edodo. Pioneiro do New Queer Cinema (e respons\u00e1vel pelos \u00f3timos \u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/longe_paraiso.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Longe do Para\u00edso<\/a>\u201d, \u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2007\/11\/04\/mostra-de-sp-im-not-there\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I\u2019m Not There<\/a>\u201d e \u201cVelvet Goldmine\u201d), Haynes mergulha no submundo vanguardista dos anos 60 que deu origem ao Velvet (e \u00e0 Factory, de Andy Warhol) e traz de l\u00e1 um material de arquivo precioso que, colocado ao lado de entrevistas atuais com John Cale e Maureen Tucker mais Danny Fields, Merrill Reed Weiner (irm\u00e3 de Lou Reed), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/27\/jonas-mekas-o-poeta-das-imagens\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jonas Mekas<\/a>, La Monte Young e muitos outros, desenha um painel estupendo sobre uma banda de artistas geniais que, disco a disco, foi se desintegrando at\u00e9 se transformar em uma grande banda liderada por um cara genial \u2013 at\u00e9 que ele mesmo pulasse fora do barco. Desde j\u00e1 essencial, \u201cThe Velvet Underground\u201d abre uma centena de pequenas portinholas culturais para mundos bem diferentes. Vale aqui o que escreveu Lou certa vez sobre William S. Burroughs: \u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2019\/07\/13\/lou-reed-sobre-almoco-nu-de-burroughs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00c9 uma grande m\u00e1 influ\u00eancia<\/a>\u201d. Ent\u00e3o, esfregue as m\u00e3os e espalhe a palavra desse document\u00e1rio para o maior n\u00famero de pessoas (come\u00e7ando por seu amor, amigues e o porteiro do pr\u00e9dio). Quem sabe cada um deles &#8220;monte uma banda&#8221;&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 15<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Schumacher | Trailer Oficial | Netflix Brasil\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/98OykDbVGzk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"VAL - Official Trailer | Prime Video\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YqNnhgEyQCU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Velvet Underground \u2014 Trailer oficial | Apple TV+\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mxPfK9Ijyf0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell desde 2000 e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne.<\/a>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Schumacher merecia mais do que um doc com freio de m\u00e3o puxado; \u201cVal\u201d (sobre Val Kilmer) choca, emociona e faz o espectador refletir a vida; \u201cThe Velvet Underground\u201d abre uma centena de pequenas portinholas culturais para mundos bem diferentes e \u00e9 uma grande m\u00e1 influ\u00eancia&#8230; espalhe \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/20\/tres-filmes-schumacher-val-the-velvet-underground\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":62726,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,3],"tags":[5350,244,2190,5351],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62722"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62722"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62722\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88469,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62722\/revisions\/88469"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}