{"id":62606,"date":"2021-10-14T18:00:00","date_gmt":"2021-10-14T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=62606"},"modified":"2021-11-18T13:35:40","modified_gmt":"2021-11-18T16:35:40","slug":"entrevista-de-porto-alegre-monstrolab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/14\/entrevista-de-porto-alegre-monstrolab\/","title":{"rendered":"Entrevista: De Porto Alegre, Monstrolab"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gene Simons \u2018Kiss\u2019, mas n\u00e3o conseguiu fazer vingar a ideia de que o rock morreu (risos). E enquanto tem gente tentando colocar o estilo na vala, tamb\u00e9m h\u00e1 uma galera disposta a fazer com que ele siga vivo. Entre os que lutam pela continuidade do g\u00eanero est\u00e1 a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Monstrolaboficial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Monstrolab<\/a>, banda que acaba de lan\u00e7ar o segundo clipe e trabalha para finalizar o primeiro registro em est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa escolhida para o novo v\u00eddeo \u00e9 \u201cMy Valentine\u201d, um som que flerta com refer\u00eancias do rock b\u00e1sico, sem excessos, e demonstra paix\u00e3o pela energia capaz de surgir do tri\u00e2ngulo amoroso entre instrumental direto, vocal rasgado e melodias que grudam na mente. Essa faixa, especificamente, \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao rock dos anos 1960\/1970, sendo o The Stooges um crush de refer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte do rock ga\u00facho atual (em sentido amplo como r\u00f3tulo, servindo mais como ponto de origem), o conjunto encabe\u00e7ado pelo vocalista Alem\u00e3o Laggerini est\u00e1 no in\u00edcio de sua jornada. Por\u00e9m, conta com m\u00fasicos experientes na caminhada da m\u00fasica para trilhar o caminho das pedras que rolam. Atualmente, al\u00e9m do cantor \u2014 envolvido com m\u00fasica desde os 12 anos \u2014 a Monstrolab tem na forma\u00e7\u00e3o Gabriel Boizinho (bateria e voz, ex-Cachorro Grande), Rica Sabadini (guitarra, Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense), TH (baixo, ex-The Darma L\u00f3vers) e Pedro Saul (teclado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em constante processo de produ\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o, o atualmente quinteto \u2014 <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/2iIc9OIfTB9yw8ayv66q7f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que j\u00e1 tem dois temas disponibilizados nas plataformas<\/a> (Spotify e YouTube) \u2014 pretende lan\u00e7ar um EP at\u00e9 o fim do ano. E, claro, debutar nos palcos t\u00e3o logo seja poss\u00edvel. Na entrevista que segue, Alem\u00e3o fala sobre o atual estado do rock, a forma\u00e7\u00e3o da Monstrolab, o novo v\u00eddeo, bem como sobre alegrias e agruras de ser enamorado por esse estilo de m\u00fasica que hoje briga por um espa\u00e7o que antes dominava.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MonstroLab - My Valentine | Clipe Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d_xGiHW2vtI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a Monstrolab? E como foi reunir m\u00fasicos experientes? J\u00e1 eram todos amigos ou acabaram se encontrando em raz\u00e3o da banda mesmo?<\/strong><br \/>\nA Monstrolab tem a ver com minha hist\u00f3ria na m\u00fasica. Eu sou baterista desde os 12 anos e, nos \u00faltimos tempos, estava afastado de fazer som. Estive trabalhando como t\u00e9cnico de som, mas n\u00e3o tocando. Sempre fiz algumas composi\u00e7\u00f5es, mas elas iam ficando de lado. A\u00ed, em 2019, fui morar em Portugal. L\u00e1, comprei uma guitarra e desandei a fazer m\u00fasica. Foi um momento que veio para mim. N\u00e3o foi pensado, tipo: &#8220;vou fazer um disco&#8221;. E, conforme ia fazendo as composi\u00e7\u00f5es, acreditei que era poss\u00edvel criar um \u00e1lbum. Por l\u00e1 mesmo, comecei a montar uma banda. Acabei tendo de voltar em raz\u00e3o da pandemia. E foi dif\u00edcil montar uma banda aqui, nunca tinha feito isso. Eu sempre entrava em projetos j\u00e1 prontos. Bom, em Portugal foi complicado, e a\u00ed chegou aqui, consegui reunir um grupo legal, mas que foi mudando at\u00e9 chegar onde est\u00e1. A galera que me acompanha hoje \u00e9 um time de m\u00fasicos experientes, um pessoal da minha idade. O Gabriel Boizinho \u00e9 meu amigo de inf\u00e2ncia, por exemplo. Al\u00e9m de assumir a bronca comigo, chegar junto, tamb\u00e9m est\u00e1 na fun\u00e7\u00e3o de produtor. A\u00ed, fomos chamando o restante dos m\u00fasicos que est\u00e3o no momento. O Rica eu conhecia de vista, mas n\u00e3o era pr\u00f3ximo. Pedro Saul, descobrimos na internet, nosso ca\u00e7ula gente bon\u00edssima. O TH, o \u00faltimo a entrar, conheci por meio de amigos, j\u00e1 tocou com bastante gente bacana. Antes dele teve outro baixista, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel seguir. Tenho muito orgulho dessa banda! \u00c9 a melhor em que j\u00e1 toquei, s\u00f3 gente foda e que abra\u00e7ou meu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, conta um pouco da experi\u00eancia de cada integrante, por favor?<\/strong><br \/>\nO Rica Sabadini j\u00e1 teve v\u00e1rias bandas, veio do interior. Neste momento, ele tem o Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense, banda de folk maravilhosa que tem o M\u00e1rcio Petracco (ex-TNT) e outro pessoal da antiga. Ele toca tamb\u00e9m com o Alem\u00e3o Ronaldo. O TH tocou no The Dharma Lovers, vem de uma fam\u00edlia de m\u00fasicos. O pai dele \u00e9 fundador do Musical JM (conhecido grupo estilo \u2018bandinha\u2019, que anima diferentes tipos de eventos), ent\u00e3o o cara nasceu dentro de um est\u00fadio. Ele tamb\u00e9m atuou como sideman para a Tequila Baby. O Pedro Saul \u00e9 a primeira aventura dele em banda de rock. Ele era do jazz e coisas mais cl\u00e1ssicas, e \u00e9 mais organizado do que todos n\u00f3s juntos (risos) \u2014 al\u00e9m de tocar muito. O Boizinho tocou com muitas bandas, mas a principal foi a Cachorro Grande, que j\u00e1 abriu para Rolling Stones, Supergrass, Aerosmith, Oasis. Ele tem uma hist\u00f3ria invej\u00e1vel. Al\u00e9m de ser um grande amigo, admiro muito ele por ter conseguido essas conquistas com o rock. E eu, que sou baterista, comecei com 12 anos. Minha primeira banda chegou a tirar segundo lugar no festival de can\u00e7\u00f5es interno da Escola Anchieta, o Fica (competi\u00e7\u00e3o musical tradicional em Porto Alegre). Fiz muito baile na noite, toquei com a Viscer\u00e1lia, por volta de 2000, que era uma banda bem pedida na saudosa r\u00e1dio Ipanema. E fora da bateria, minha primeira aventura foi como guitarrista da Zumbira e Os Palmares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estamos falando de uma banda de rock que, inclusive, resgata a sujeira e a impetuosidade do estilo nos anos 1960\/1970. Essa era a ideia quando a banda se formou?<\/strong><br \/>\nEssa crueza dos anos 1960\/70 veio ao natural, pois me considero bem sessentista. Curto o rock desse per\u00edodo. Acho que sou um rom\u00e2ntico ainda do estilo, jamais fa\u00e7o um som pensando em agradar aos outros. Claro que \u00e9 legal quando outras pessoas curtem a m\u00fasica, entregar um produto com qualidade, mas fa\u00e7o s\u00f3 o que vem do cora\u00e7\u00e3o. E o que tem no meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 rock, \u00e9 anos 1960. Ent\u00e3o, essa ideia foi se apresentando conforme fui gravando as faixas. Como eu e o Boizinho temos muito em comum no gosto musical, e ele \u00e9 meu produtor, as coisas foram naturais. Quando eu falava algo ele j\u00e1 entendia, n\u00e3o precisava explicar muito. E toda banda curte rock. Com exce\u00e7\u00e3o do Pedro, que curte, mas pende mais para o jazz, todo mundo \u00e9 roqueiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que acha do cen\u00e1rio rockeiro atual, seja local, nacional e at\u00e9 internacional?<\/strong><br \/>\nO cen\u00e1rio do rock anda bem fraco nacionalmente. Na real, nem sei se foi forte alguma vez, na minha opini\u00e3o. Tem essa hist\u00f3ria de que o Sul tem tradi\u00e7\u00e3o no estilo, mas qual banda faz daqui faz sucesso nacional? Talvez s\u00f3 a Cachorro. Acho no Brasil ca\u00eddo tamb\u00e9m, bem como em Porto Alegre. A Dingo Bells, que apesar de n\u00e3o ser esse rock mais pegado, mais sessentista, \u00e9 uma banda que est\u00e1 estourando, t\u00e1 massa. No cen\u00e1rio internacional acho que tamb\u00e9m n\u00e3o anda muito bem. De cl\u00e1ssico, tem os Stones, umas coisas mais indies, tipo Black Keys, ou bandas mais mel\u00f3dicas, tipo Coldplay. Tem o Arctic Monkeys, que curto bastante. Das que vieram no virada do mil\u00eanio tem Strokes, Oasis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que acredita que o rock saiu um pouco dos holofotes, perdendo espa\u00e7o para outros estilos?<\/strong><br \/>\nAcho que dominou por muito tempo. At\u00e9 no Brasil, principalmente, nos anos 1980. Para mim, inclusive, melhor disco do rock nacional \u00e9 o \u201cCabe\u00e7a Dinossauro\u201d, dos Tit\u00e3s. Acho que o estilo perdeu representatividade depois de dominar o mundo por umas tr\u00eas d\u00e9cadas. Ent\u00e3o, ficou mais dif\u00edcil criar algo novo dentro desse segmento. Al\u00e9m disso, \u00e9 mais f\u00e1cil gravar, todo mundo quer fazer sucesso pelo sucesso. Tem pouca gente apaixonada por fazer aquilo em que acreditam. A cena tomou outro formato. Principalmente no Brasil, os estilos que dominam n\u00e3o me agradam. Respeito todos, mas n\u00e3o curto quase nenhum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pensa que o rock morreu mesmo, como alguns insistem? Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nSe eu achasse que o rock morreu, nem tocaria mais o estilo. Mas sou suspeito para falar. Eu acho que rock adormeceu. Penso que o rock \u00e9 um estilo muito verdadeiro, como o punk, o metal, que fazem coisa da alma, que colocam o cora\u00e7\u00e3o. Essas pessoas n\u00e3o v\u00e3o conseguir fazer outro estilo. E eu me enquadro a\u00ed. Acredito que quando o rock despertar novamente, ele vai voltar mais forte do que nunca. E vou insistir at\u00e9 morrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMy Valentine\u201d, faixa que ganhou clipe recentemente, \u00e9 um som bem simples e empolgante. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o desse tema? E a letra, que tem praticamente duas frases, tem algum significado especial?<\/strong><br \/>\nQuando come\u00e7o a fazer um som, aqui usando como exemplo \u201cMy Valentine\u201d, vem ao natural. Comecei esse som pela guitarra e, conforme ela foi se desenvolvendo, tive a sacada de que se parecia The Stooges. A\u00ed, claramente, na hora da produ\u00e7\u00e3o, usamos timbres que a gente curte. Tipo \u201cTV Eye\u201d. E a letra, quando escrevi, tive a sensa\u00e7\u00e3o de que ela pedia repeti\u00e7\u00f5es, frases curtas. Meio \u201cSurfin Bird\u201d, do Trashman, que conheci pela vers\u00e3o do Ramones. E esses primeiros sons foram todos em ingl\u00eas porque estava morando em Portugal quando compus e esperava poder fazer uma gira pela Europa. Chegamos a fazer uma vers\u00e3o em portugu\u00eas, mas esse som em especial, achamos que soa melhor em ingl\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O clipe, assim como a m\u00fasica, \u00e9 simples e eficiente: uma banda tocando numa garagem. Como foi a produ\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo?<\/strong><br \/>\nEm raz\u00e3o de a gente n\u00e3o ter gravadora nem algum outro tipo de apoio, era preciso fazer um v\u00eddeo simples. Mas sem ficar fanfarr\u00e3o. E a\u00ed surgiu a ideia da garagem, que tem tudo a ver com o rock. E especificamente a garagem onde foi filmado o clipe \u00e9 o est\u00fadio do Boizinho, onde a gente produz as m\u00fasicas. E acho que a m\u00fasica tem tudo a ver com esse clima de quebradeira na garagem. A produ\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo ficou por conta da Beta Ribeiro, que \u00e9 uma amigona nossa, que nos foi apresentada pelo Boizinho. Ela \u00e9 fot\u00f3grafa e videomaker, tem um trabalho muito legal, e se desdobrou para conseguir esse resultado. O Boizinho ajudou bastante, com medi\u00e7\u00f5es e testes de luz. E, com muito orgulho, nada foi gasto nesse clipe. A n\u00e3o ser o Uber da Beta (risos). O figurino, o cen\u00e1rio&#8230; \u00e9 tudo da gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, garagem \u00e9 um espa\u00e7o que tem forte liga\u00e7\u00e3o com o rock. Afinal, muitas bandas passaram por esses locais no decorrer da hist\u00f3ria do estilo. Havia a preocupa\u00e7\u00e3o de ter esse lugar como uma refer\u00eancia est\u00e9tica no clipe?<\/strong><br \/>\nEm princ\u00edpio o clipe seria no est\u00fadio, a gente n\u00e3o tinha outro lugar para fazer. N\u00e3o t\u00ednhamos condi\u00e7\u00f5es de pegar uma loca\u00e7\u00e3o, ter uma infraestrutura e tal. Quando chegaram cinco dias antes da filmagem, a Beta e o Gabriel passaram a considerar a ideia da garagem, que j\u00e1 \u00e9 um espa\u00e7o decorado como ele aparece no v\u00eddeo. \u00c9 praticamente pronto e tem tudo a ver conosco, com rock. No fim, penso que n\u00e3o poderia ter local melhor. Ficamos muito contentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por falar em est\u00e9tica: al\u00e9m do som, a Monstrolab parece ter uma preocupa\u00e7\u00e3o visual. Seja no cen\u00e1rio do clipe ou no figurino. Considera que isso faz parte do pacote de se estar em uma banda de rock?<\/strong><br \/>\nNa real, como a gente j\u00e1 est\u00e1 mais velho, temos essa no\u00e7\u00e3o de que a m\u00fasica vai al\u00e9m do que apenas a sonoridade. Tem o lance de ter uma capa bacana, de um artista legal. O lyric v\u00eddeo de \u201cQual \u00e9 o beat do meu cora\u00e7\u00e3o\u201d quem fez a escultura do cora\u00e7\u00e3o foi o Boizinho. A gente acha que sempre se pode tentar apresentar da melhor maneira poss\u00edvel. Com rela\u00e7\u00e3o ao clipe, o cen\u00e1rio estava pronto, como comentei. E o figurino \u00e9 o que a gente usa. S\u00e3o roupas que a gente veste mesmo, por mais exageradas que algumas possam parecer. Principalmente quando vamos subir no palco, ou mesmo no dia a dia a gente anda assim. Faz parte do pacote de uma banda, tem de se apresentar bem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Qual \u00e9 o beat do meu cora\u00e7\u00e3o?\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sVvU0bZnsa4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMy Valentine\u201d \u00e9 o terceiro registro sonoro da banda disponibilizado. Ela deve fazer parte de um EP, certo? Por favor, fale mais sobre essa proposta de lan\u00e7ar um EP com faixas sendo liberadas aos poucos? Quando o registro deve estar completo?<\/strong><br \/>\nA ideia de lan\u00e7ar o EP liberando as faixas aos poucos \u00e9 uma estrat\u00e9gia e uma necessidade. N\u00e3o tenho grana para gravar um disco direto, ent\u00e3o vamos gravando aos poucos. Al\u00e9m disso, tem o lance da pandemia que, espero, esteja acabando. A\u00ed, vamos lan\u00e7ando um som a cada dois meses, mais ou menos, para ter o que falar. Se a gente lan\u00e7a um \u00e1lbum, meio que pode ficar perdido, sem visibilidade, no meio dessa crise sanit\u00e1ria toda. O EP, que seria de quatro faixas, deve estar completo at\u00e9 o fim deste ano. E a gente segue fazendo registros. Talvez ele vire o disco mesmo, com umas 10 composi\u00e7\u00f5es, ainda estamos vendo isso. Tudo depende da parte financeira, a gente vai indo como \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais os planos daqui para frente?<\/strong><br \/>\nNossos planos s\u00e3o seguir gravando e fazer show. Agora, que est\u00e1 abrindo novamente, aos poucos, espa\u00e7os para tocar, a gente quer muito se apresentar ao vivo, que \u00e9 nosso forte. A ideia \u00e9 fazer um show de lan\u00e7amento da banda, um evento legal.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Homem Invis\u00edvel\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OIgZfNGd5dw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, vocalista da\u00a0<a href=\"https:\/\/diokane.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diokane<\/a>\u00a0e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Parte do rock ga\u00facho atual (em sentido amplo como r\u00f3tulo, servindo mais como ponto de origem), o conjunto encabe\u00e7ado pelo vocalista Alem\u00e3o Laggerini est\u00e1 no in\u00edcio de sua jornada. Por\u00e9m, conta com m\u00fasicos experientes na caminhada da m\u00fasica para trilhar o caminho das pedras que rolam.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/14\/entrevista-de-porto-alegre-monstrolab\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":62608,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5345],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62606"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62606"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62606\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62609,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62606\/revisions\/62609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62608"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62606"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}