{"id":62579,"date":"2021-10-11T03:21:35","date_gmt":"2021-10-11T06:21:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=62579"},"modified":"2021-11-16T00:59:57","modified_gmt":"2021-11-16T03:59:57","slug":"entrevista-joana-espadinha-fala-de-seu-novo-album-ninguem-nos-vai-tirar-o-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/11\/entrevista-joana-espadinha-fala-de-seu-novo-album-ninguem-nos-vai-tirar-o-sol\/","title":{"rendered":"Entrevista: Joana Espadinha fala de seu novo \u00e1lbum, \u201cNingu\u00e9m Nos Vai Tirar O Sol\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No universo musical de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JoanaEspadinha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Joana Espadinha<\/a> convivem v\u00e1rias refer\u00eancias. Na adolesc\u00eancia, apaixonou-se pela m\u00fasica dos anos 1990 e, em particular, por cantoras como Sheryl Crow e Alanis Morissette. O jazz desempenhou um papel decisivo na forma\u00e7\u00e3o de Joana, que iniciou os seus estudos musicais em Lisboa, no Hot Clube de Portugal e no ano de 2010 concluiu uma licenciatura em jazz, no Conservat\u00f3rio de Amsterd\u00e3, na Holanda. A m\u00fasica de Chico Buarque e Milton Nascimento tamb\u00e9m a marcou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto mantemos uma conversa animada pelo Skype, Joana Espadinha confessa igualmente o seu interesse por artistas como O Terno e C\u00edcero. \u201cAgrada-me o contraste musical e a ideia de que a felicidade n\u00e3o \u00e9 completa. S\u00e3o influ\u00eancias importantes, porque eu gosto dessa caracter\u00edstica nas minhas can\u00e7\u00f5es\u201d, explica. Ao n\u00edvel est\u00e9tico, a cantautora alentejana elege ainda o indie rock de Angel Olsen e Melody Echo Chamber como refer\u00eancias para o trabalho que desenvolve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seu \u00e1lbum de estreia, \u201cAvesso\u201d (2014), embora melanc\u00f3lico e ancorado numa sonoridade jazz\u00edstica, incluiu alguns momentos interessantes que seriam explorados mais tarde. Algum tempo depois, Joana Espadinha participou no Festival RTP da Can\u00e7\u00e3o com a can\u00e7\u00e3o \u201cZero a Zero\u201d e no mesmo ano (2018) seria lan\u00e7ado o disco \u201cO Material Tem Sempre Raz\u00e3o\u201d, produzido por Benjamim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cO Material Tem Sempre Raz\u00e3o\u201d predomina um pop personalizado, com refer\u00eancias aos anos 1980, e algumas baladas. A t\u00f3nica do \u00e1lbum \u00e9 otimista e percorre faixas como \u201cLeva-me A Dan\u00e7ar\u201d ou \u201cPensa Bem\u201d. Para o impacto positivo do disco contribuiu tamb\u00e9m o timbre sedutor de Joana e o papel de Benjamim, como produtor. \u201cNa altura, eu estava algo perdida e tinha pouca experi\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o e instrumenta\u00e7\u00e3o pop, mas o Benjamim teve muita paci\u00eancia e gozo para descobrir e experimentar com vista a termos op\u00e7\u00f5es, tal como os instrumentos e as linhas de baixo que pretend\u00edamos para o trabalho\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7cYaVqa0c5U&amp;list=PLtM5v39wkH8eZdypXHjlxkZwIsIYo-xFv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ningu\u00e9m Nos Vai Tirar O Sol<\/a>\u201d (2021), o seu mais recente \u00e1lbum, que tamb\u00e9m contou com a produ\u00e7\u00e3o de Benjamim, mant\u00e9m a ponte com o trabalho anterior, mas exibe mais solu\u00e7\u00f5es e confian\u00e7a interpretativa, aludindo aos anos 1990 (\u201cDar Resposta\u201d), mostrando que o faro pop de Joana continua apurado (\u201cMau Feitio\u201d), evidenciando a presen\u00e7a latente do soul e dos blues (\u201cQueda Pr\u00e1 Desgra\u00e7a\u201d) e aproximando-se do indie pop da cantora e guitarrista canadense Leslie Feist na bel\u00edssima faixa-t\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a possibilidade do disco ter sucesso, Joana Espadinha revela alguma prud\u00eancia e formula um desejo: \u201cUma das coisas que mais me agrada na composi\u00e7\u00e3o \u00e9 que as can\u00e7\u00f5es ganham novos significados quando chegam \u00e0s pessoas e passam a ser delas. Para mim, um bom impacto permite-me tocar ao vivo esses temas e continuar nesta profiss\u00e3o, porque sou apaixonada por fazer m\u00fasica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente \u00e0 sua maior ambi\u00e7\u00e3o profissional, Joana n\u00e3o hesita: \u201cGostaria que a m\u00fasica n\u00e3o fosse s\u00f3 um hobby, mas sim a minha atividade profissional. Claro que fazer um dueto com o Chico Buarque ser\u00e1 sempre uma grande aspira\u00e7\u00e3o como artista e int\u00e9rprete (risos)\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Joana Espadinha conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"JOANA ESPADINHA - O PR\u00cdNCIPE E O SAPO (visualizer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7cYaVqa0c5U?list=PLtM5v39wkH8eZdypXHjlxkZwIsIYo-xFv\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem uma forma\u00e7\u00e3o ligada ao jazz e essa influ\u00eancia refletiu-se no seu disco de estreia, \u201cAvesso\u201d (2014). Em que momento sentiu vontade de abra\u00e7ar uma sonoridade mais imediata?<\/strong><br \/>\nFoi quando senti que prejudicava as minhas can\u00e7\u00f5es com uma est\u00e9tica desajustada. A m\u00fasica mostrou-me esse caminho. O \u201cAvesso\u201d \u00e9 muito especial para mim, porque marcou essa transi\u00e7\u00e3o. Comecei a escrever m\u00fasica quando estudava jazz e trabalhava com m\u00fasicos de jazz, na Holanda. A nossa abordagem estava orientada para que as can\u00e7\u00f5es servissem de plataforma para a improvisa\u00e7\u00e3o, Por vezes sugeriam trilhas sonoras com v\u00e1rias partes. Por isso, n\u00e3o eram temas num formato mais compacto ou imediato. Num dado momento, percebi que as m\u00fasicas precisavam de perder as pontas soltas e tudo o que n\u00e3o fosse essencial. Por isso, comecei a por de lado tudo o que n\u00e3o fizesse falta at\u00e9 chegar ao n\u00facleo da can\u00e7\u00e3o. Acabei por aprender com os erros, que se cometem em todos os discos. Relativamente ao \u201cAvesso\u201d, essas falhas deveram-se \u00e0 falta de produ\u00e7\u00e3o, ou seja, uma entidade externa que me desse alguma perspetiva sobre os arranjos e a apar\u00eancia. Mas, a escrita tamb\u00e9m importava, porque eu compunha livremente e deixava estar o que fazia. Agora h\u00e1 um trabalho posterior em que a can\u00e7\u00e3o \u00e9 refinada e percebo como vou melhor\u00e1-la. Quando colaborei com o Benjamim (produtor) no segundo disco, \u201cO Material Tem Sempre Raz\u00e3o\u201d (2018), tive mais cuidado e compreendi que a minha m\u00fasica precisava de uma est\u00e9tica e de um formato diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falemos agora do seu novo \u00e1lbum (\u201cNingu\u00e9m Nos Vai Tirar O Sol\u201d). O efeito da pandemia e o fato de voc\u00ea ter sido m\u00e3e foram os principais aspectos dominantes na sua elabora\u00e7\u00e3o ou existiram outros conceitos presentes?<\/strong><br \/>\nQuando come\u00e7o a escrever para um novo trabalho descarto, \u00e0 partida, o lado conceitual. \u00c9 algo que vai acontecendo. Depois olho para as m\u00fasicas que compus e apercebo-me de uma linha condutora com aspectos que se repetem. Mas, inevitavelmente, as can\u00e7\u00f5es refletem aquilo que vivi e a minha verdade. N\u00e3o abdico disso. Este disco, em particular, atravessou as duas grandes transforma\u00e7\u00f5es que aconteceram quase em simult\u00e2neo. Durante o confinamento, eu j\u00e1 tinha escrito algumas m\u00fasicas para este \u00e1lbum. Essas can\u00e7\u00f5es n\u00e3o estavam terminadas, porque tenho um processo de composi\u00e7\u00e3o ca\u00f3tico. Avan\u00e7o numa can\u00e7\u00e3o depois regresso a outra e s\u00f3 no final \u00e9 que fa\u00e7o os acertos e fica tudo pronto ao mesma tempo. No momento em que se iniciou o confinamento, e assistimos a todas estas transforma\u00e7\u00f5es no mundo, fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de que as m\u00fasicas poderiam estar datadas e comecei a pensar se ainda faziam sentido. Uma can\u00e7\u00e3o como \u201cMau Feitio\u201d (das primeiras a serem escritas) que \u00e9 alegre, por oposi\u00e7\u00e3o ao momento que viv\u00edamos, colocava-se a quest\u00e3o do sentido que fazia cant\u00e1-la e tive muitas d\u00favidas. Para al\u00e9m disso, decidi que iria continuar a compor, mas questionava-me sobre quais seriam as pessoas que iriam receber a minha m\u00fasica e como estaria o mundo quando o disco fosse lan\u00e7ado. Era um exerc\u00edcio de futurologia que n\u00e3o fazia sentido fazer. Se h\u00e1 alguma coisa que aprendi neste ano e meio foi que a incerteza existe e tudo muda. Viver esta fase e engravidar \u00e9 surreal. A gravidez e a maternidade s\u00e3o coisas que nos transformam para sempre e viram a nossa vida do avesso, tal como o isolamento. Mas, aconteceu uma situa\u00e7\u00e3o engra\u00e7ada. As m\u00fasicas antigas, que fiz antes da pandemia, ganharam novos sentidos. Na faixa \u201cQuem Me Dera Saber Que Sou Feliz\u201d h\u00e1 uma estrofe que diz: \u201cEu fui para casa ver o sol no televisor\u201d. Enquanto eu dizia para mim pr\u00f3pria: \u201cN\u00e3o acredito que escrevi isto\u201d. Porque, durante o confinamento, foi o que me aconteceu. Senti muita falta do sol, da\u00ed que uma das \u00faltimas can\u00e7\u00f5es seja a \u201cNingu\u00e9m Nos Vai Tirar O Sol\u201d. Claro que a pandemia e a maternidade foram duas grandes influ\u00eancias, porque vivi essas situa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m existem as din\u00e2micas nas rela\u00e7\u00f5es e aquilo que \u00e9 o amor real, por oposi\u00e7\u00e3o ao amor romanciado, e alguma melancolia acompanhada por um toque de humor para que me consiga rir das coisas menos boas. \u00c9 quase como se fosse uma terapia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea citou \u201cMau Feitio\u201d e \u201cNingu\u00e9m Nos Vai Tirar O Sol\u201d. Ambas as faixas exibem carater\u00edsticas sonoras e l\u00edricas particularmente interessantes. Em que se inspirou para compor estas can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\n\u201cMau Feitio\u201d nasceu num p\u00f3s-concerto em que eu estava num dj set com amigos, antes desta loucura toda, que nos impede de estarmos juntos e descontrairmos. De repente, algu\u00e9m passa \u201cLan\u00e7a Perfume\u201d, da Rita Lee. Que can\u00e7\u00e3o deliciosa! Tem um gosto especial, mas \u00e9 pop e d\u00e1 vontade de dan\u00e7ar. Eu adoro Rita Lee. A partir da\u00ed fiquei com vontade de fazer uma m\u00fasica que tivesse a mesma onda. Foi isso que me motivou a compor a can\u00e7\u00e3o e depois pensei em fazer algo que estivesse relacionado com o mau feitio e as oscila\u00e7\u00f5es de humor, que toda a gente tem (risos). N\u00e3o sendo completamente autobiogr\u00e1fica, \u201cMau Feitio\u201d \u00e9 a can\u00e7\u00e3o mais premeditada, na medida em que eu criei-a para encontrar esse balan\u00e7o e humor e, claro, fazer com que as pessoas se sintam bem a escut\u00e1-la e a dan\u00e7\u00e1-la. Foi das primeiras m\u00fasicas a serem escritas e tocadas ao vivo, mas depois foi rearranjada e prefiro a est\u00e9tica que ficou. \u201cNingu\u00e9m Nos Vai Tirar O Sol\u201d apareceu no final e \u00e9 das mais terap\u00eauticas. Escrevi-a para mim mesma, no sentido de lidar com a incerteza que eu estava a viver e para tentar concentrar-me nas coisas simples e importantes que nos fazem sentir bem. Por mais ing\u00e9nuo que seja este pensamento, ningu\u00e9m nos vai tirar o sol. \u00c9 das poucas certezas que temos (risos). Foi como se tratasse de um mantra para encarar um dia de cada vez e ter alguma serenidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As suas can\u00e7\u00f5es abordam hist\u00f3rias de amor, temas existencialistas, bem como reflex\u00f5es pessoais mas, nelas, voc\u00ea mant\u00e9m um grau de otimismo apreci\u00e1vel. Esse frescor resulta da tentativa de incutir positividade nas can\u00e7\u00f5es ou \u00e9 algo inerente \u00e0 sua maneira de ser?<\/strong><br \/>\nEu sou uma pessoa positiva. Mesmo que tenha os meus momentos de melancolia, acabo sempre por funcionar na base do \u2018wishful thinking\u2019, ou seja, se direcionarmos a vida dessa forma as coisas acontecem mas facilmente para n\u00f3s. \u00c9 um pouco ing\u00e9nuo e a vida mostra-nos que nem sempre \u00e9 assim, mas quando se concretiza \u00e9 bom. A can\u00e7\u00e3o \u201cA Hist\u00f3ria do P\u00e9 de Feij\u00e3o\u201d, por exemplo, que escrevi para o meu filho, comecei a comp\u00f4-la antes de engravidar. Acabei quando estava gr\u00e1vida e \u00e9 uma das m\u00fasicas mais especiais do disco. Relativamente ao \u00e1lbum \u201cAvesso\u201d, que era algo melanc\u00f3lico, houve algu\u00e9m que me disse: \u201cTu \u00e9s uma pessoa alegre. Porque \u00e9 que est\u00e1s a escrever coisas tristes?\u201d. Gradualmente, percebi a raz\u00e3o disso acontecer. Para mim, \u00e9 mais dif\u00edcil compor can\u00e7\u00f5es alegres, que me fa\u00e7am sentir animada sem ser for\u00e7ada, porque isso soa-me a falso. Foi uma aventura descobrir a forma para fazer can\u00e7\u00f5es vibrantes, mas reais e n\u00e3o ilus\u00f3rias. Nessa busca tive que procurar o meu objetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como avalia o atual panorama musical portugu\u00eas?<\/strong><br \/>\nAcho que h\u00e1 muitos projetos novos interessantes e sinto que o p\u00fablico j\u00e1 come\u00e7ou a escutar coisas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o comerciais. H\u00e1 lugar para todos, mas houve uma altura em que senti que s\u00f3 passavam os mesmos seis artistas e havia um mundo maior para descobrir. Considero que as pessoas est\u00e3o a desfrutar da m\u00fasica e a descobrir novos projetos. Nesse sentido, a r\u00e1dio lisboeta Antena 3 tem feito um trabalho importante de divulga\u00e7\u00e3o, ajudando os m\u00fasicos emergentes. Para mim, existem muitos artistas que me inspiram. O Samuel \u00daria \u00e9 um cantautor excecional e original, o trabalho da Capicua interessa-me bastante (ainda para mais porque ela foi m\u00e3e antes de mim e eu acompanhei o processo do \u00e1lbum \u201cMadrep\u00e9rola\u201d, de 2020), a Lu\u00edsa Sobral tamb\u00e9m faz \u00f3timas can\u00e7\u00f5es, tal como a M\u00e1rcia e a Beatriz Pessoa. Destaco ainda o Benjamim, o Filipe Sambado e os Cassete Pirata que eu integro. A m\u00fasica portuguesa est\u00e1 bem e recomenda-se. S\u00e3o precisas mais estruturas para apoiar os artistas de uma forma consistente e n\u00e3o apenas pontual. Relativamente \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos portugueses, sinto que tem sido mais f\u00e1cil na m\u00fasica tradicional, porque o fado \u00e9 mais export\u00e1vel do que outros estilos musicais. Mas, cada vez mais, o panorama est\u00e1 a mudar. No mercado brasileiro, nota-se mais interc\u00e2mbio e abertura. Eu sinto que O Terno e o C\u00edcero s\u00e3o artistas que fazem parte da minha gera\u00e7\u00e3o e a l\u00edngua portuguesa favorece uma internacionaliza\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil no Brasil. Admito, no entanto, que nos fa\u00e7a falta arriscar, mas temos de ter estruturas que apoiem um tour no exterior, porque n\u00f3s n\u00e3o temos recursos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nEu sou apaixonada pelo Brasil e pela sua m\u00fasica, mas nunca estive ai. \u00c9 um sonho que quero concretizar. Posso lhe dizer que a m\u00fasica brasileira me influenciou muito e de maneira positiva. Mas, acho que as can\u00e7\u00f5es que eu compus s\u00e3o originais e aut\u00eanticas, porque a \u00fanica m\u00fasica que eu podia fazer \u00e9 esta. \u00c9 um reflexo do que n\u00f3s somos e \u00e9 assim que a vejo. A minha m\u00fasica apela a um lado mais pessoal e \u00edntimo para quem a escuta. Por isso, ela tem um impacto mais emotivo no p\u00fablico.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"M80 | Joana Espadinha - Mau Feitio\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wJBYkZP3BFo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Joana Espadinha - Pensa Bem | El\u00e9ctrico | Antena 3\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RrZkjc4XFkA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ningu\u00e9m tira o Sol a Joana Espadinha\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fNeHl90oVC4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Seu mais recente \u00e1lbum conta com a produ\u00e7\u00e3o de Benjamim e mant\u00e9m a ponte com o trabalho anterior, mas exibe mais solu\u00e7\u00f5es e confian\u00e7a interpretativa, aludindo aos anos 1990 (\u201cDar Resposta\u201d), mostrando faro pop (\u201cMau Feitio\u201d), al\u00e9m de soul, blues e indie pop. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/11\/entrevista-joana-espadinha-fala-de-seu-novo-album-ninguem-nos-vai-tirar-o-sol\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":62581,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5263,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62579"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62579"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62579\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62583,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62579\/revisions\/62583"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62581"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}