{"id":6218,"date":"2010-10-27T09:58:54","date_gmt":"2010-10-27T11:58:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6218"},"modified":"2023-03-28T23:34:48","modified_gmt":"2023-03-29T02:34:48","slug":"entrevista-pata-de-elefante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/27\/entrevista-pata-de-elefante\/","title":{"rendered":"Entrevista: Pata de Elefante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6219\" title=\"pata1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/jusimon\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Juliana Simon<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma folha dobrada dentro da carteira e escrita a l\u00e1pis. Este \u00e9 o setlist do show da banda de rock instrumental Pata de Elefante, no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, em plena hora do almo\u00e7o de uma sexta de outubro. \u201cMinutos antes a gente faz o repert\u00f3rio. \u00c9 uma \u2018vagabundagem\u2019 boa. Rola de acordo com o clima que a rapaziada tiver\u201d, diz Gustavo Telles, baterista da banda, que conta ainda com Gabriel Guedes e Daniel Mossmann, que se revezam entre guitarra e baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim funciona. A hipn\u00f3tica \u201cDon Genaro\u201d seguida de \u201cPsicopata\u201d preparam a sala e chamam o p\u00fablico. Para quem n\u00e3o conhece o CCSP, os shows acontecem em uma sala no subsolo do pr\u00e9dio, cercada por portas de vidro. Quem est\u00e1 dentro v\u00ea quem passa e quem atravessa os corredores consegue ver e ouvir os shows. Aos poucos, o show da Pata se enche de f\u00e3s e muitos curiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao final da apresenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 eram incont\u00e1veis as rea\u00e7\u00f5es espalhadas pela plateia. Um menino empolgado gritou \u201chey\u201d fora do tempo, a primeira fila toda batucava na cadeira (sim, o show era sentado. Uma tortura n\u00e3o dan\u00e7ar em boa parte das m\u00fasicas), uma menina balan\u00e7ava as pernas por entre as grades do mezanino, alguns tocavam guitarras imagin\u00e1rias e um senhor tentava imitar os gestos do baterista. Fora de ritmo, mas contagiado. \u201cMuitas vezes acontece isso. Do p\u00fablico entrar em transe, uma esp\u00e9cie de catarse\u201d, diz Gustavo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O segredo, o baterista mesmo explica. \u201cDesde o primeiro show tivemos uma rea\u00e7\u00e3o muito forte. Nossa maneira de tocar e de compor tem um formato pop, com refr\u00e3o, parte A, parte B e conclus\u00e3o. Existe uma estrutura, n\u00e3o tem aquela coisa da m\u00fasica instrumental de ficar solando. A gente gosta de melodias\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A cria\u00e7\u00e3o da banda, em 2002, aconteceu por acaso. Gustavo e Gabriel fariam um show com mais dois m\u00fasicos, que desistiram horas antes de subirem ao palco. Gabriel ent\u00e3o chamou Daniel, com quem j\u00e1 tocava em uma banda de blues e o entrosamento do trio foi imediato. \u201cVoltei pra casa falando: \u2018Ah, achei minha banda\u2019\u201d, relembra Gustavo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O improviso acabou unindo tr\u00eas m\u00fasicos com hist\u00f3ria musical bem diferente. Enquanto Gustavo e Daniel vinham de forma\u00e7\u00f5es com vocal, Gabriel j\u00e1 havia tocado em bandas como Jazzy Explosion e Os Argonautas. O primeiro se nomeia \u201cex-jornalista\u201d, o segundo foi t\u00e9cnico qu\u00edmico em uma esta\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00e1gua e o terceiro trabalhou em lojas de instrumentos e deu aulas de guitarra. A aus\u00eancia de vocal se imp\u00f4s desde o come\u00e7o. Para eles, a guitarra \u00e9 a voz. \u201cO legal da Pata \u00e9 justamente isso: \u00e9 ser uma banda de rock cl\u00e1ssico, por\u00e9m instrumental\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Rock, sim, e com todas as nuances que ele pode trazer. A variedade de ritmos e sensa\u00e7\u00f5es das m\u00fasicas j\u00e1 \u00e9 marcante desde o primeiro CD, de 2004, que leva o nome da banda, continua em \u201cUm Olho no F\u00f3sforo, Outro na Fagulha\u201d (2007) e se manteve no trabalho lan\u00e7ado este ano, \u201cNa Cidade\u201d.\u00a0 \u201cO primeiro soa mais como funk trio, aquela coisa mais Jimi Hendrix Experience. O segundo j\u00e1 tem outra onda, tem v\u00e1rias baladas, algumas can\u00e7\u00f5es mais puxadas pro folk rock. O terceiro \u00e9 uma coisa mais crua\u201d, explicam Gustavo e Daniel. Enquanto os dois primeiros foram gravados em Porto Alegre, com meses em est\u00fadio, o terceiro teve as bases prontas em 10 dias, uma parte gravada em S\u00e3o Paulo. A masteriza\u00e7\u00e3o ficou a cargo de Steve Rooke, no Abbey Road, em Londres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Hoje radicados na capital paulista, os m\u00fasicos afirmam que \u201cNa Cidade\u201d foi mais uma obra do acaso na hist\u00f3ria da banda. \u201cEram m\u00fasicas que a gente tinha antes de vir pra S\u00e3o Paulo\u201d, diz Daniel. Gustavo, por outro lado, j\u00e1 v\u00ea alguma influ\u00eancia no processo do disco, ainda que mais indireta. \u201cTalvez a gente tenha refletido isso na grava\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que est\u00e1vamos todo m\u00eas para a cidade\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m da atmosfera mais urbana, o terceiro trabalho traz novas influ\u00eancias, como a do samba, expl\u00edcita na faixa \u201cVazio Na Cerveja\u201d. \u201cA gente tem v\u00e1rias m\u00fasicas que v\u00e3o para a surf music, para a psicodelia, mas samba-rock de fato, s\u00f3 esta\u201d, diz Gustavo. Gabriel, o autor, explica. \u201cA composi\u00e7\u00e3o tem origem direta em duas coisas: a audi\u00e7\u00e3o exaustiva dos discos \u2018\u00c1frica \u2013 Brasil\u2019 e \u2018A Tabua de Esmeralda\u2019,\u00a0 do Jorge Ben. A segunda foi uma apresenta\u00e7\u00e3o que eu vi de um cara que se chama Luis Vagner em que rolou uma mistura do groove samba-rock com guitarras hendrixianas, e aquilo me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6221 aligncenter\" title=\"pata_ju\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata_ju.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata_ju.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata_ju-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele conta, ainda, que na hora de gravar surgiu uma terceira refer\u00eancia. \u201cComo t\u00ednhamos resolvido que a melodia seria executada pelo \u00f3rg\u00e3o, nosso produtor, Julio Porto (ex-guitarrista da Ultramen), levou pro ensaio um disco antig\u00e3o do Eumir Deodato com uma musica que se chama \u2018Menina Bonita\u2019, que tem um belo timbre de \u00f3rg\u00e3o sem vibrato que a gente tentou copiar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de bandas como Beatles, The Band, Os Mutantes e artistas como Bob Dylan, James Brown, Paul McCartney, Tim Maia e mais uma infinidade de refer\u00eancias, a banda cita o cinema e as trilhas sonoras como uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o s\u00f3 na composi\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas. \u201cA gente tem muita vontade de fazer uma trilha especifica. Temos o projeto de fazer um porn\u00f4, com clima de \u00e9poca. Porn\u00f4 art\u00edstico. A ideia \u00e9 fazer a trilha ao vivo enquanto roda o filme\u201d, dizem Gustavo e Daniel, sem revelar detalhes da empreitada cinematogr\u00e1fica da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As regras para compor uma obra instrumental s\u00e3o&#8230; a aus\u00eancia delas. \u201cN\u00e3o tem essa coisa de tema. Depende de uma determinada sequ\u00eancia de acordes que voc\u00ea est\u00e1 curtindo na \u00e9poca. Por n\u00e3o levar letra, as m\u00fasicas podem remeter a v\u00e1rias imagens e abre-se uma margem maior para interpreta\u00e7\u00f5es\u201d, explicam Daniel e Gustavo. \u201cA m\u00fasica parte da m\u00fasica mesmo. S\u00f3 depois dela pronta, normalmente na hora de botar nome, \u00e9 que eu vou associ\u00e1-la a alguma imagem ou situa\u00e7\u00e3o. Os nomes das musicas s\u00e3o decididos quase sempre na ultima hora, e a\u00ed vale tudo: culin\u00e1ria (\u201cVazio Na Cerveja\u201d), auto-homenagem (\u201cPata de Elefante\u201d), puro nonsense (\u201cSoltaram!\u201d, \u201cPsicopata\u201d, \u201cSopra\u201d)\u201d, diz Gabriel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o primeiro \u00e1lbum, cada integrante faz a sua m\u00fasica, com exce\u00e7\u00e3o de \u201cDe Volta Pela Manh\u00e3\u201d, do \u00faltimo CD, arranjada com ideias dos tr\u00eas m\u00fasicos. Ao contr\u00e1rio do que se pode imaginar, o processo \u00e9 bastante tranq\u00fcilo. \u201cA gente tem uma sorte danada que \u00e9 a quest\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o. A gente gostava das mesmas coisas, nunca rolou de vir uma coisa de um e o outro n\u00e3o curtir. Todo mundo que dar o mesmo rumo\u201d, diz Gabriel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da bateria, guitarra e baixo, a banda experimenta outros instrumentos na hora da grava\u00e7\u00e3o. \u201cTodas t\u00eam alguma coisinha, nenhuma \u00e9 s\u00f3 o trio mesmo\u201d, diz Daniel. Em \u201cNa Cidade\u201d, h\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o de mais 12 m\u00fasicos que se dividem entre \u00f3rg\u00e3o, piano, cravo, sax, trombone, vibrafone, entre outros instrumentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao vivo, por\u00e9m, todas sofrem alguma adapta\u00e7\u00e3o e algumas nem entram no setlist, segundo o guitarrista. \u201cAlgumas m\u00fasicas podem ficar vazias sem determinado instrumento\u201d, afirma. Ouvir os CDs e assistir a pelo menos um show da banda acabam sendo experi\u00eancias complementares e indispens\u00e1veis para captar tudo o que o repert\u00f3rio tem a oferecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Premiada como melhor banda instrumental no VMB de 2009, o trio reconhece o videoclipe como parte importante da divulga\u00e7\u00e3o da banda e, dentro do repert\u00f3rio \u201csurpresa\u201d de cada show, sempre entram as m\u00fasicas que chegaram \u00e0 televis\u00e3o em forma de v\u00eddeo (\u201cSoltaram!\u201d, \u201cGato que Late\u201d e \u201cUm Olho No F\u00f3sforo, Outro na Fagulha\u201d). O primeiro clipe de \u201cNa Cidade\u201d, ainda sem previs\u00e3o de lan\u00e7amento, ser\u00e1 o da primeira faixa do \u00e1lbum, \u201cDiga-Me Com Quem Andas e Te Direi Se Vou Junto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, mesmo estando vinculada \u00e0 Trama, a banda n\u00e3o deixou de ser independente. \u201cA gente tem dom\u00ednio e direciona tudo relacionado \u00e0 banda. Marcamos os shows, cuidamos da divulga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ficamos esperando acontecer\u201d, diz Gustavo. Orkut, Facebook, MySpace, Twitter e site oficial tamb\u00e9m s\u00e3o administrados pela banda e a rela\u00e7\u00e3o com a internet \u201c\u00e9 de total depend\u00eancia\u201d, diz Daniel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo \u00e1lbum, lan\u00e7ado em abril de forma gratuita no site Trama Virtual (<a href=\"http:\/\/www.albumvirtual.trama.uol.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.albumvirtual.trama.uol.com.br<\/a>), j\u00e1 passou dos 10 mil downloads. \u201cSendo uma banda instrumental, a gente n\u00e3o venderia esse n\u00famero de discos e uma gravadora dificilmente chamaria gente\u201d, diz o guitarrista. Al\u00e9m do \u201cNa Cidade\u201d, os dois trabalhos anteriores tamb\u00e9m podem ser baixados de gra\u00e7a no site oficial da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDesde o come\u00e7o, o que nos move \u00e9 a necessidade e a vontade de viver s\u00f3 disso\u201d, diz Gustavo. \u201cPrecisamos fazer virar e essa press\u00e3o \u00e9 \u00f3tima. A gente faz algo para n\u00f3s, uma coisa que a gente sempre quis. Se, al\u00e9m disso, as pessoas gostam, \u00e9 uma maravilha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6222 aligncenter\" title=\"pata3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"342\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pata3-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8211; Juliana Simon \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/deixoumpostit.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deixo Um Post It<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8211; Foto de abertura\/fechamento, por Danilo Christidis. Foto do show por Juliana Simon<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Juliana Simon\nHoje radicados em SP, os ga\u00fachos da Pata afirmam que Na Cidade foi mais uma obra do acaso na hist\u00f3ria da banda.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/27\/entrevista-pata-de-elefante\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6218"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73542,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6218\/revisions\/73542"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}