{"id":6188,"date":"2010-10-25T07:40:01","date_gmt":"2010-10-25T10:40:01","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6188"},"modified":"2010-12-11T08:06:35","modified_gmt":"2010-12-11T11:06:35","slug":"musica-the-suburbs-arcade-fire","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/25\/musica-the-suburbs-arcade-fire\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: The Suburbs, Arcade Fire"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-6189\" title=\"suburbs2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"553\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs2-300x276.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\"><strong>Marcelo Costa<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um jovem alem\u00e3o para em frente ao Edif\u00edcio Copan e, impressionado, diz: \u201cA quantidade de pessoas que mora nesse pr\u00e9dio \u00e9 maior do que a popula\u00e7\u00e3o da minha cidade natal\u201d. Uma cena da vida em S\u00e3o Paulo, mas tamb\u00e9m de Londres, Nova York, Roma e dezenas de outras capitais ao redor do mundo, grandes cidades que abrigam (como um grande cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e) milh\u00f5es de pessoas, e tamb\u00e9m as tornam ref\u00e9ns. Um sentimento de dualidade paira sobre as metr\u00f3poles. Muitas vezes, de forma ilus\u00f3ria, elas integram o ser humano no tempo\/espa\u00e7o da hist\u00f3ria ao mesmo tempo em que criam uma sensa\u00e7\u00e3o de guerra particular, em que o inimigo \u2013 de forma maximizada \u2013 pode ser, no final das contas, voc\u00ea mesmo (a), como se ruas, avenidas e grandes constru\u00e7\u00f5es fossem nada mais do que um espelho para narcisos indecisos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sub\u00farbio, em termos geogr\u00e1ficos, designa toda a \u00e1rea urbana que est\u00e1 ao redor do centro da cidade (sejam elas metr\u00f3poles ou n\u00e3o), como se fossem as beiradas (mornas) de um prato quente de sopa. Foi de um sub\u00farbio que William Butler, c\u00e9rebro do Arcade Fire, aprendeu a observar o mundo, mais precisamente Houston, sexta maior \u00e1rea metropolitana dos EUA \u2013 com uma popula\u00e7\u00e3o de quase 6 milh\u00f5es de pessoas. O sub\u00farbio de Houston n\u00e3o \u00e9 diferente de outros (o que explica a op\u00e7\u00e3o da banda em cravar o t\u00edtulo do \u00e1lbum no plural: \u201cOs Sub\u00farbios\u201d), e Win Butler apressa-se em explicar (em entrevista ao NME): \u201co \u00e1lbum n\u00e3o \u00e9 uma carta de amor, nem uma acusa\u00e7\u00e3o, aos sub\u00farbios. \u00c9 uma carta dos sub\u00farbios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea j\u00e1 viu esse filme mais de uma vez na hist\u00f3ria da m\u00fasica pop: banda indie celebrada estreia com \u00e1lbum fenomenal, lan\u00e7a segundo disco soberbo e ent\u00e3o amacia a sonoridade para abra\u00e7ar as massas. \u00c9 quase isso que o grupo canadense apronta com \u201cThe Suburbs\u201d, algo que talvez o Coldplay pudesse ter feito se Chris Martin fosse apaixonado por Bowie e n\u00e3o por Bono, mas paix\u00f5es n\u00e3o se escolhem. \u201cThe Suburbs\u201d \u00e9 filho de Houston e de Montreal, mas poderia ser de Londres, Chicago ou S\u00e3o Paulo. O Arcade Fire conseguiu diluir sua estranheza e ainda sim soar instigante. H\u00e1 tanto (falsa) simplicidade (\u201cModern Man\u201d, \u201cWasted Hours\u201d e a suave faixa t\u00edtulo) quanto rebeldia controlada (\u201cReady to Start\u201d, \u201cMonth of May\u201d, \u201cWe Used to Wait\u201d) entre as 16 faixas do \u00e1lbum, que usa a vida nos sub\u00farbios para disfar\u00e7ar uma cr\u00edtica a classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa t\u00edtulo abre o disco de forma candenciada e limpa como poucas vezes o Arcade Fire soou. Viol\u00e3o, piano e bateria conduzem a voz de Win, que narra lembran\u00e7as de sua inf\u00e2ncia: \u201cEu aprendi a dirigir nos sub\u00farbios, e voc\u00ea falou que n\u00e3o ir\u00edamos sobreviver\u201d. Conforme a melodia cresce (com acr\u00e9scimo de cordas), Win fala em guerra particular, diz que se v\u00ea crian\u00e7a gritando e correndo pelos quintais e toma uma decis\u00e3o: \u201cEu quero uma filha enquanto ainda sou jovem\u201d. Ele sobreviveu. Passado e futuro de m\u00e3os dadas em uma grande can\u00e7\u00e3o. A bateria galopante de \u201cKeep The Car Running\u201d pode ser ouvida em \u201cReady To Start\u201d, faixa que exp\u00f5e as cicatrizes causadas pela ind\u00fastria na banda: \u201cOs empres\u00e1rios bebem o meu sangue \/ Como as crian\u00e7as na escola de arte disseram que eles fariam \/ Ent\u00e3o acho que vou come\u00e7ar de novo \/ Voc\u00ea diz, \u2018ainda podemos ser amigos?\u2019\u201d. T\u00e9dio e medo marcam uma can\u00e7\u00e3o cuja tem\u00e1tica dualiza uma quest\u00e3o cl\u00e1ssica: arte x sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cModern Man\u201d \u00e9 um retorno \u00e0 simplicidade da faixa t\u00edtulo. O vocal bonito de Win se destaca e d\u00e1 vida \u00e0 can\u00e7\u00e3o enquanto o vocalista tenta convencer o ouvinte que \u00e9 um homem moderno \u2013 \u201ccomo um disco que est\u00e1 pulando\u201d, analogia dirigida para o p\u00fablico adulto. Ele enfrenta filas, n\u00e3o para de consultar o rel\u00f3gio e sabe (messianicamente) que \u00e9 o escolhido, mas continua esperando \u2013 todos continuam. A fila n\u00e3o anda. A modernidade volta a ser questionada em \u201cRococo\u201d, uma epopeia ir\u00f4nica que serve para apresentar o som do grupo para ouvintes despreparados: \u201cA m\u00fasica horr\u00edvel que eles est\u00e3o cantando \u00e9 rococ\u00f3\u201d, explica Win Butler, que ainda insiste: \u201cEles parecem selvagens, mas s\u00e3o t\u00e3o mansos\u201d. \u00c9 a primeira grande can\u00e7\u00e3o a la Arcade Fire do \u00e1lbum, e a primeira em que os vocais fantasmag\u00f3ricos e envolventes de R\u00e9gine Chassagne marcam presen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRococ\u00f3\u201d abre o caminho para \u201cEmpty Room\u201d. O som do violino dispara, a bateria galopante retorna trazendo guitarradas enquanto o casal Chassagne e Butler canta\/grita: \u201cPosso ser eu mesmo quando estou sozinho\u201d, atestando a dificuldade do viver numa sociedade. Na sequ\u00eancia, com influ\u00eancias expl\u00edcitas de Bruce Springsteen, \u201cCity With No Children\u201d abra\u00e7a a inf\u00e2ncia, a aliena\u00e7\u00e3o e a classe m\u00e9dia: \u201cNunca confie em um milion\u00e1rio que cita o Serm\u00e3o da Montanha\u201d, provoca o letrista, para logo em seguida observar: \u201cEu costumava pensar que eu n\u00e3o era como eles \/ Mas come\u00e7o a ter minhas d\u00favidas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00facleo central do \u00e1lbum \u00e9 formado por duas pe\u00e7as sutis, a primeira (\u201cHalf Light I\u201d) quase uma can\u00e7\u00e3o de ninar (ou um n\u00famero de hipnose) que cresce de forma suave enquanto desnuda a timidez (\u201cEstranho como a meia luz pode criar um lugar novo \/ Voc\u00ea n\u00e3o pode me reconhecer e eu n\u00e3o posso reconhecer voc\u00ea\u201d, diz a letra) e a solid\u00e3o (\u201cVoc\u00ea diz que ouve vozes humanas, mas \u00e9 s\u00f3 eco\u201d). Repleta de climas e camadas, \u201cHalf Light II (No Celebration)\u201d refor\u00e7a a cr\u00edtica contra a adequa\u00e7\u00e3o do ser humano ao mundo (algo que \u201cModern Man\u201d e \u201cRococ\u00f3\u201d tamb\u00e9m questionam): \u201cTodas as cidades mudaram muito desde que eu era uma crian\u00e7a \/ Rezo a Deus para n\u00e3o estar vivo para ver a morte de tudo que \u00e9 selvagem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6190 aligncenter\" title=\"suburbs3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs3-300x195.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSuburban War\u201d empresta toda a estrofe que abre a faixa t\u00edtulo (e o \u00e1lbum) para pegar pesado contra a aliena\u00e7\u00e3o e a perda da inoc\u00eancia. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada a fazer, mas eu n\u00e3o ligo quando estou com voc\u00ea\u201d, canta o personagem, que segue cegamente os passos de seu par: \u201cVoc\u00ea deixou seu cabelo crescer, ent\u00e3o eu deixei o meu\u201d. Eles se desencontram (\u201cVoc\u00ea cortou seu cabelo, e eu nunca mais vi voc\u00ea de novo\u201d), o tempo passou e os amigos de inf\u00e2ncia j\u00e1 n\u00e3o o conhecem mais. Com ecos de Velvet Underground, \u201cMonth of May\u201d volta a questionar a aliena\u00e7\u00e3o dos jovens (\u201cAs crian\u00e7as ainda est\u00e3o com os bra\u00e7os cruzados\u201d) e encontra a sutileza quase sacra de \u201cWasted Hours\u201d, can\u00e7\u00e3o cujo personagem \u2013 de modo delicado \u2013 acredita que \u201calgumas cidades fazem voc\u00ea perder a cabe\u00e7a\u201d enquanto sonha com a liberdade olhando pela janela de um \u00f4nibus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deslocada da tem\u00e1tica central do \u00e1lbum (\u201cuma carta dos sub\u00farbios\u201d), \u201cDeep Blue\u201d abre o trecho final de \u201cThe Suburbs\u201d e soa como uma can\u00e7\u00e3o menor ao tomar a pol\u00eamica derrota de 1997 do campe\u00e3o mundial de xadrez Garry Kasparov (considerado por muitos o maior enxadrista de todos os tempos) para Deep Blue, o supercomputador desenvolvido pela IBM (a vit\u00f3ria da tecnologia sobre o sentimento), como um pren\u00fancio de que entramos na \u201cera das sombras\u201d. Com piano \u00e0 frente e bateria de marca\u00e7\u00e3o truncada, \u201cWe Used To Wait\u201d permanece na quest\u00e3o \u201chomem x m\u00e1quina\u201d explorada pela faixa anterior. Na letra, o personagem lamenta que n\u00e3o se escreva mais cartas (outro sinal de que a tecnologia venceu o humanismo atrav\u00e9s de e-mails e mensagens digitalizadas pelo celular ao contr\u00e1rio de cartas escritas a m\u00e3o) e lan\u00e7a ao menos uma quest\u00e3o interessante: \u201cParece estranho como costum\u00e1vamos esperar por cartas \/ Mas o que soa mais estranho \u00e9 como algo t\u00e3o pequeno possa manter voc\u00ea vivo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dispens\u00e1vel \u201cSprawl I (Flatland)\u201d \u00e9 marcada pela morte das emo\u00e7\u00f5es (a pr\u00f3pria falta de melodia a torna cansativa num exemplo emblem\u00e1tico do (ab)uso do tema como objeto de ret\u00f3rica em primeiro plano) e s\u00f3 funciona como contraponto (ou escada, como diriam os comediantes) para \u201cSprawl II (Mountains Beyond Mountains)\u201d, cuja voz encantadora de R\u00e9gine d\u00e1 sobrevida \u00e0 can\u00e7\u00e3o mais significativa do \u00e1lbum, por duas frases emblem\u00e1ticas: \u201c\u00c0s vezes me pergunto se o mundo \u00e9 t\u00e3o pequeno que n\u00e3o conseguimos fugir do progresso\u201d e \u201cEu preciso da escurid\u00e3o, algu\u00e9m por favor, apague as luzes\u201d. Como uma coda, \u201cThe Suburbs (continued)\u201d fecha as cortinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cFuneral\u201d, Win Butler usava a morte de pessoas pr\u00f3ximas para falar sobre esperan\u00e7a, maturidade, renova\u00e7\u00e3o, amor e perda. Em \u201cNeon Bible\u201d, ele buscou inspira\u00e7\u00e3o em falsos pastores que prometiam a vida eterna em troca de dinheiro para profetizar que o mundo estava perto do fim. \u201cThe Suburbs\u201d ataca a classe m\u00e9dia enquanto questiona a vida nas grandes cidades e o quanto elas domesticam o ser-humano que vive essa di\u00e1ria batalha suburbana. Win flagra a perda da inoc\u00eancia (relembrando quintais e noites em que pegava escondido o carro da m\u00e3e), questiona a aliena\u00e7\u00e3o dos jovens e defende a solid\u00e3o em um disco que tem momentos grandiosos, mas \u00e9 musicalmente mais palat\u00e1vel e tematicamente quase hippie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que o letrista tente n\u00e3o dar ju\u00edzo de valor ao conte\u00fado tem\u00e1tico do \u00e1lbum, sua observa\u00e7\u00e3o dos sub\u00farbios soa uma cr\u00edtica severa ao mundo moderno (e \u00e0 juventude) que resvala perigosamente na nostalgia de uma adolesc\u00eancia repleta de possibilidades, cujo resultado (um artista s\u00e9rio em um meio n\u00e3o t\u00e3o s\u00e9rio assim, o do rock &#8216;n&#8217; roll) sugere um acerto de contas com o passado. Por\u00e9m, com apenas 30 anos, Win Butler parece um vov\u00f4 despejando ranzinzices \u00f3bvias sobre shopping centers (notadamente a nova igreja de uma religi\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o nova assim, o capitalismo) enquanto lamenta n\u00e3o reconhecer (e ser reconhecido por) seus amigos de inf\u00e2ncia. Lamenta que o conformismo ven\u00e7a a selvageria ao mesmo tempo em que amolece o Arcade Fire musicalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra suburbana que travou em Houston marcou severamente o m\u00fasico. Como um narciso indeciso diante dos espelhos de uma metr\u00f3pole devastadora (bom dizer que h\u00e1 um pouco de ironia nesta frase), Win focou-se nos traumas causados pelas algemas com que a sociedade (e a fam\u00edlia, por que n\u00e3o) o prendeu na inf\u00e2ncia para criticar um modo vazio de viver \u2013 \u201cpadr\u00e3o classe m\u00e9dia\u201d \u2013 que pode ser simbolizado pela busca do entendimento do ser e da alma em livros de auto-ajuda. V\u00e1rias quest\u00f5es se sobrep\u00f5em. Isso tudo mudaria longe das grandes cidades? Isso tudo impossibilita a vida inteligente nos sub\u00farbios? O culpado \u00e9 o ambiente, a fam\u00edlia, a pr\u00f3pria pessoa ou a falsa premissa de seguran\u00e7a da classe m\u00e9dia? E, ainda, como mudar tudo isso? Win n\u00e3o responde nenhuma quest\u00e3o, mas deixa v\u00e1rias pistas nesta carta dos sub\u00farbios, um bel\u00edssimo disco para ser filosofado em mesas de boteco mundo afora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6191 aligncenter\" title=\"suburbs1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/suburbs1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"382\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia mais:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Neon Bible&#8221;, o fim do mundo como n\u00f3s o conhecemos, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/03\/08\/e-o-fim-do-mundo-como-nos-o-conhecemos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Funeral&#8221; fala sobre a vida de todos n\u00f3s, todos n\u00f3s, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/arcadefire.htm\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nO grande disco de 2010 alcan\u00e7ou o n\u00ba 1 da parada brit\u00e2nica criticando a classe m\u00e9dia tendo como fonte a vida nos sub\u00farbios\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/25\/musica-the-suburbs-arcade-fire\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6188"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6188"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6194,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6188\/revisions\/6194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}