{"id":61789,"date":"2021-08-02T01:19:43","date_gmt":"2021-08-02T04:19:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61789"},"modified":"2021-10-05T00:31:47","modified_gmt":"2021-10-05T03:31:47","slug":"entrevista-miss-lava-stoner-made-in-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/08\/02\/entrevista-miss-lava-stoner-made-in-portugal\/","title":{"rendered":"Entrevista: Miss Lava, stoner made in Portugal"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda portuguesa de stoner rock <a href=\"https:\/\/misslava.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Miss Lava<\/a> lan\u00e7ou em janeiro de 2021 seu melhor disco at\u00e9 o momento, &#8220;<a href=\"https:\/\/misslava.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Doom Machine<\/a>&#8220;. Gravado no Generator Music Studios, em Sintra, por Miguel \u201cVeg\u201d Marques, o quarto \u00e1lbum dos lisboetas \u00e9 um trabalho denso e cheio de riff hipn\u00f3ticos e densos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inspirado pelos filhos dos integrantes e pela trag\u00e9dia da perda do primog\u00eanito do guitarrista K. Raffah, &#8220;Doom Machine&#8221; (que ganhou uma bel\u00edssima edi\u00e7\u00e3o em vinil, <a href=\"https:\/\/misslava.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dispon\u00edvel no Bandcamp da banda<\/a>) \u00e9 um trabalho emocional, org\u00e2nico e gruda na mente. Um prato cheio para f\u00e3s de bandas como o ic\u00f4nico Kyuss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Miss Lava \u00e9 formado por Johnny Lee (vocal), J. Garcia (bateria), K. Raffah (guitarra) e Ricardo Ferreira (baixo e vocal) e traz na bagagem o EP &#8220;Miss Lava&#8221; (2008) e os discos &#8220;Blues For Dangerous Minds&#8221; (2009), &#8220;Red Supergiant&#8221; (2012) e &#8220;Dominant Rush&#8221; (2017). Conversei com a banda sobre o mais recente disco, sua carreira, a cena rock de Portugal e mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Miss Lava - &quot;The Great Divide&quot; Official Video\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5jk3opNigVE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar falando de &#8220;Doom Machine&#8221;: como foi a grava\u00e7\u00e3o desse disco durante a pandemia?<\/strong><br \/>\nJohnny: Ent\u00e3o, \u201cDoom Machine\u201d foi gravado pr\u00e9-pandemia, entre maio e agosto de 2019 e depois mixado entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Est\u00e1vamos planejando lan\u00e7\u00e1-lo em abril\/maio, quando no in\u00edcio de mar\u00e7o de 2020 rebentou esta pandemia. Voltando um pouco atr\u00e1s, tivemos que ultrapassar momentos muito dif\u00edceis que muitas vezes meteram a grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum em causa, mas diria que o processo de grava\u00e7\u00e3o foi bem tranquilo, quase como um lavar de alma. Grav\u00e1mos ao vivo com o produtor Miguel \u201cVeg\u201d Marques, um cara super gente boa, no Generator Music Studios, que fica no Magoito, Sintra \u2013 um para\u00edso de tranquilidade, a poucos km de Lisboa, e est\u00e1vamos longe de imaginar a loucura que estava para acontecer no mundo. O t\u00edtulo \u201cDoom Machine\u201d acaba por sugerir que j\u00e1 \u00e9 um disco p\u00f3s-pandemia, mas infelizmente a tem\u00e1tica do \u00e1lbum e o t\u00edtulo acabou por ser mais apropriado e pertinente do que est\u00e1vamos \u00e0 espera, com o COVID-19 a ganhar o papel de \u201cmotor\u201d na m\u00e1quina que \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da humanidade. Agora, imagina s\u00f3 o que \u00e9 demorar quatro anos para gravar um disco, com tudo o que passamos para faz\u00ea-lo, e no fim ainda ter de esperar praticamente um ano para o podermos lan\u00e7a-lo por causa desta pandemia. Muito complicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e1lbum teve um peso muito forte gra\u00e7as \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o nos filhos de voc\u00eas, pelo que li. Podem me contar mais sobre isso?<\/strong><br \/>\nJohnny: Sim, como mencionei antes, passamos por muita coisa, muitas emo\u00e7\u00f5es fortes, nestes quatro anos que separam a edi\u00e7\u00e3o de \u201cSonic Debris\u201d e a grava\u00e7\u00e3o de \u201cDoom Machine\u201d. Desde todos os membros da banda terem sido pais, a dois de n\u00f3s nos termos separados das nossas companheiras de muito anos e eu, devido a motivos profissionais extra banda, come\u00e7ar a dividir o meu tempo entre Portugal e Angola. Mas, infelizmente pelo meio, uma trag\u00e9dia se colocou nas nossas vidas, que foi quando o Ant\u00f3nio, filho do nosso guitarrista Rafa, de apenas um m\u00eas de idade, faleceu. \u00c9 algo antinatural, que ningu\u00e9m est\u00e1 preparado, que deixa marcas profundas e que nos modifica para sempre. Quando algo t\u00e3o brutal acontece nas nossas vidas, \u00e9 normal que isso se reflita nas m\u00fasicas e nas letras. Foi quando paramos para pensar e em que metemos tudo em perspectiva e que nos questionamos o que estamos todos fazendo aqui? Apesar de tudo o que nos aconteceu, que naturalmente nos inspira, penso que este \u00e1lbum n\u00e3o \u00e9 um disco dark e escuro, antes pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um trabalho com muita luz, esperan\u00e7a, amizade, irmandade e sobretudo muito amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como esse \u00e1lbum se diferencia dos trabalhos anteriores da banda?<\/strong><br \/>\nJohnny: Bom, pela parte emocional e pela tem\u00e1tica do \u00e1lbum a diferen\u00e7a \u00e9 \u00f3bvia. Nunca um disco nosso foi t\u00e3o \u00edntimo e pessoal, com tanto sentimento e nunca anteriormente, teve o objetivo de fazer pensar um pouco no nosso papel enquanto cidad\u00e3os do mundo. Na parte de composi\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas, acredito que as diferen\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o grandes. Em primeiro lugar, pela primeira vez gravamos um disco ao vivo (em est\u00fadio), o que mostra um Miss Lava mais aut\u00eantico com um som menos polido e mais org\u00e2nico, muito mais pr\u00f3ximo do que somos ao vivo no palco. Em segundo lugar, devido aos constrangimentos de eu estar metade do ano fora e \u00e0s pausas a que os nascimentos dos nossos filhos nos obrigaram a fazer, a nossa disponibilidade para ensaiar e estarmos todos juntos era muito reduzida e por isso tivemos de nos adaptar a novos processos criativos, e tentamos fazer com que cada ensaio fosse o mais rent\u00e1vel e criativo poss\u00edvel. Foi ent\u00e3o que o Ricardo, baixista, sugeriu que \u201cjamassemos\u201d e gravassemos ensaios inteiros e depois fossemos ouvir essas \u201cjams\u201d e ver o que se aproveitava. Posso dizer que essas \u201cjams\u201d contribu\u00edram para que essa diferen\u00e7a seja mais not\u00f3ria, porque a maioria das m\u00fasicas deste \u00e1lbum nasceram a\u00ed. Algumas ideias deram origem \u00e0s m\u00fasicas com a estrutura mais cl\u00e1ssica e outras, porque ach\u00e1vamos que eram ideias interessantes, mas que n\u00e3o resultariam em m\u00fasica inteiras, decidimos transform\u00e1-las em pequenos interl\u00fadios. Acredito que esses interl\u00fadios que vamos ouvindo durante o \u00e1lbum, vieram ajudar a balancear e a conduzir esta nossa \u201cm\u00e1quina\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para quem n\u00e3o conhece a carreira do Miss Lava, voc\u00eas podem me contar um pouco sobre os discos anteriores?<\/strong><br \/>\nRafa: Bem, essa \u00e9 dif\u00edcil! O \u201cMiss Lava\u201d, nosso EP de estreia, foi no fundo o lan\u00e7amento em que afirmamos que est\u00e1vamos prontos para nos revelar. No sentido de \u201cei, n\u00f3s fazemos esse tipo de m\u00fasica e queremos tocar ao vivo, queremos que nos conhe\u00e7am\u201d. A Raging Planet, de Portugal, editou esse EP em vinil. Depois de come\u00e7armos, fizemos quase umas 15 m\u00fasicas e dessas 15, escolhemos 4 para gravar. Come\u00e7amos a tocar muito ao vivo, chegamos a fazer tr\u00eas shows no mesmo dia. Louco. Durante essa fase, \u00edamos compondo sempre nos ensaios e experimentando essas composi\u00e7\u00f5es ao vivo. As melhores m\u00fasicas entraram no \u201cBlues\u201d, nosso \u00e1lbum de estreia editado tamb\u00e9m pela Raging. Foi muito bem recebido pela cr\u00edtica, os v\u00eddeos rodaram na MTV e n\u00f3s come\u00e7amos a ser convidados para muitos shows de abertura de bandas estrangeiras como o Fu Manchu ou o Slash. Cheg\u00e1mos a fazer mini-tours na Inglaterra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o 2\u00ba disco, viajamos at\u00e9 \u00e0 Calif\u00f3rnia para mixar com o Matt Hyde, que j\u00e1 tinha ganho Grammys. L\u00e1, tocamos no Whisky a Go Go e filmamos um v\u00eddeo no deserto de Nevada para o single \u201cRide\u201d. Essa m\u00fasica teve alguma repercuss\u00e3o e assinamos com o selo Small Stone. A Small Stone lan\u00e7ou o disco a n\u00edvel mundial e come\u00e7amos a tocar mais em festivais noutros pa\u00edses da Europa. Aqui em Portugal, tocamos no palco principal do Super Bock Super Rock, no dia do Queens of The Stone Age. Pelo meio de toda essa atividade, o baixista original e fundador da banda saiu. Entrou o Ricardo e a banda deu um salto criativo. Criamos uma din\u00e2mica mais inclusiva, com as composi\u00e7\u00f5es mais partilhadas entre todos e gravamos o \u201cSonic Debris\u201d, um disco no qual experimentamos bastante. O disco foi editado pela Small Stone em todo o mundo e os shows continuaram um pouco por todo o lado. Decidimos deixar de fora do disco quatro m\u00fasicas porque sentimos que n\u00e3o faziam parte daquela obra. Essas m\u00fasicas tinham um vibe mais rockeira entre elas. No ano seguinte, a Raging Planet editou essas quatro m\u00fasicas em vinil no EP \u201cDominant Rush\u201d e a rea\u00e7\u00e3o foi excelente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-61793\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/misslava.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/misslava.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/misslava-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas definiriam o som da banda?<\/strong><br \/>\nJohnny: Diria que somos uma banda de heavy rock que gosta de beber muito no stoner com uns toques de psicodelismo. Talvez, muito metaleiros para os rockeiros e muito rockeiros para os metaleiros (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o in\u00edcio da banda Miss Lava e como criaram este nome?<\/strong><br \/>\nJohnny: A minha mem\u00f3ria j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era&#8230; (risos). Mas a banda teve in\u00edcio com o nosso anterior baixista, Samuel Rebelo, mais o Ricardo Espiga (baterista). Eles andavam \u00e0 procura de vocalista e de guitarrista. Eu conhecia a namorada do Samuel e, no fim de um show dos thrashers alem\u00e3es Tankardm ela disse-me que o Samuel queria formar uma banda de stoner e lembro-me de ela dizer que, al\u00e9m de mim, n\u00e3o conhecia mais ningu\u00e9m que gostasse de stoner. Fomos a um after party do show e o Samuel foi l\u00e1 ter comigo. Falamos, sentimos empatia e foi assim que eu comecei. \u00c9ramos agora tr\u00eas f\u00e3s de stoner rock juntos, algo muita raro em Portugal em 2005. Muito pouco tempo depois de nos juntarmos chamei o Rafa, que era baixista (mas que eu sabia que a sua paix\u00e3o era a guitarra), para ser o nosso guitarrista, tamb\u00e9m ele f\u00e3 de stoner. Esse foi o nosso primeiro line-up enquanto Miss Lava. O nome surgiu numa noite de copos, no bairro alto, Lisboa. Estavamos a beber vinho quente num bar e chutar nomes para o alto. O Rafa, recentemente, tinha ido aos Estados Unidos, e tinha visitado um Lava Lounge e sugeriu o nome Lava. O Miss surgiu de uma forma engra\u00e7ada, quando eu, uns meses antes, tinha sido convidado por uma amiga a assistir a um show privado de uma banda de uns amigos dela. Eu fui ao show, sem saber o nome da banda e antes de come\u00e7ar ela me apresentou o guitarrista e eu perguntei qual era o nome, ao que ele respondeu no meio de muito barulho, Miss Revolution, e at\u00e9 comentei para ele, \u201cparab\u00e9ns, que grande nome de banda\u201d. Durante o show, eu percebo que a banda se chamava Peace Revolution e eu tinha entendido mal. Gostei muito da m\u00fasica deles, mas o que ficou na minha cabe\u00e7a foi o Miss (risos). Quando o Rafa prop\u00f4s Lava eu imediatamente acrescentei Miss Lava e a coisa pegou. N\u00e3o sei se est\u00e1vamos embriagados ou n\u00e3o, mas gostamos do nome e o resto \u00e9 hist\u00f3ria (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a cena portuguesa de rock independente em 2021? Quais bandas voc\u00eas recomendam que a gente preste aten\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nRafa: A cena est\u00e1 viva e recomenda-se, mas j\u00e1 esteve mais forte. Vamos ver quantos bares v\u00e3o conseguir sobreviver ao COVID e perceber o circuito que vai ficar. Esperamos que todos consigam \u201cdar a volta\u201d \u00e0 pandemia e sair disto ainda mais fortes. Recomendo The Quartet of Woah!, Black Bombaim, Earth Drive e os Killimanjaro (que at\u00e9 j\u00e1 tocaram no Brasil!).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas conhecem algo de m\u00fasica brasileira? T\u00eam vontade de vir tocar por aqui?<\/strong><br \/>\nRafa: Eu sou carioca, nasci no Rio. \u201cEu sou o samba\u201d meu amigo. E o Zeca Pagodinho toca aqui em casa quase todo fim de semana. Mas estou um pouco por dentro da cena stoner e doom brasileira, principalmente por causa da produtora Bruxa Verde, do Matheus Jacques. Gostei muito de descobrir os cariocas Gods and Punks, os Spiral Guru (de Piracicaba), os Weedevil e os Murdock. Achei que os Buzzard conseguem criar uns ambientes muito especiais e diferenciados. A cena brasileira me parece muito saud\u00e1vel e com muita diversidade, mais at\u00e9 do que a hist\u00f3rica cena argentina. Seria um sonho partilhar o palco com essas bandas, beber uns chopes e tocar ao vivo para o p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MISS LAVA - &quot;Fourth Dimension&quot; Official Video\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rJIK9fbYmLE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Miss Lava - &quot;Brotherhood of Eternal Love&quot; (Offical Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mz0By49E7Bw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fourth Dimension\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eRpHXqQHbi8?list=OLAK5uy_nUCsMxpxhjAf94HzB8ApNeR41uy7l1eRY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, redator, social media, colecionador de vinis, CDs e m\u00fasica em geral. E \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo podcast Troca Fitas!\u00a0<a href=\"https:\/\/anchor.fm\/trocafitaspod\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A banda portuguesa de stoner rock Miss Lava lan\u00e7ou em janeiro de 2021 seu melhor disco at\u00e9 o momento, &#8220;Doom Machine&#8221;. 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