{"id":61736,"date":"2021-07-28T00:06:00","date_gmt":"2021-07-28T03:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61736"},"modified":"2021-09-22T23:49:26","modified_gmt":"2021-09-23T02:49:26","slug":"faixa-a-faixa-guto-ginjo-apresenta-o-seu-album-de-estreia-sobre-o-que-tem-pra-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/28\/faixa-a-faixa-guto-ginjo-apresenta-o-seu-album-de-estreia-sobre-o-que-tem-pra-depois\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: Guto Ginjo apresenta \u201cSobre o Que Tem Pra Depois\u201d, seu \u00e1lbum de estreia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>introdu\u00e7\u00e3o por <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><br \/>\nFaixa a faixa por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/augusto.lucianoginjo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guto Ginjo<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSobre o Que Tem Pra Depois\u201d costura sonoridades. Tendo como base o rock, Guto Ginjo passeia pelas refer\u00eancias do folk, do rock de diferentes d\u00e9cadas e do cancioneiro nacional dos anos 70, aquele h\u00edbrido entre MPB, rock e o que mais pintasse. \u00c9 um caldeir\u00e3o que se homogene\u00edza a partir das composi\u00e7\u00f5es do artista, que seguem um tom pessoal, sobre cenas cotidianas e reflex\u00f5es de botequim, como que entre amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Joinville, Santa Catarina, Guto \u00e9 tamb\u00e9m vocalista da banda Fevereiro da Silva e \u201cSobre o Que Tem Pra Depois\u201d \u00e9 seu primeiro disco completo solo. Para esse projeto, o artista contou com uma verba arrecadada atrav\u00e9s de um financiamento coletivo realizado em 2019; pelos atropelos da pandemia, seu disco s\u00f3 ganhou as plataformas digitais agora em 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com produ\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Ginjo e de Tiago Lu\u00eds Pereira, \u201cSobre o Que Tem Pra Depois\u201d \u00e9 uma viagem bastante pessoal por lembran\u00e7as, amizades, amores e trocas. Por isso mesmo vale a pena conferir a apresenta\u00e7\u00e3o de Guto Ginjo para cada uma das faixas de seu disco, detalhando processos, expandido leituras, para que assim voc\u00ea possa mergulhar nesse universo pop-rock-alternativo que ele nos prop\u00f5e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira o faixa a faixa na \u00edntegra abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Boa-Nova\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p4UhEDgCPNA?list=OLAK5uy_mN_aG1O20NSQsmFDlzKdTcse6LnAFrDL8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) Boa-Nova &#8211; <\/strong>A maioria das faixas do disco retratam momentos, experi\u00eancias, dilemas da vida. S\u00e3o temas que frequentemente aparecem em minhas can\u00e7\u00f5es. \u201cBoa-Nova\u201d \u00e9 uma delas. Por\u00e9m, \u00e9 uma m\u00fasica que fala de momentos otimistas, quando a gente se sente cheio de confian\u00e7a para realizar as coisas e encarar os desafios que v\u00eam pela frente. Essa \u00e9 a novidade, a boa-nova a ser transmitida. A composi\u00e7\u00e3o surgiu a partir do riff inicial e a ideia era fazer uma faixa direta, com uma forma simples de estrofe e refr\u00e3o. Quando me reuni com a banda para come\u00e7ar a produzir os arranjos, ela foi fluindo muito naturalmente e logo ganhou a cara que est\u00e1 no disco, com percuss\u00e3o, guitarras e viol\u00f5es. Ela abre o disco de prop\u00f3sito. Parece representar bem tudo que foi realizar esse projeto, desde o financiamento coletivo at\u00e9 o lan\u00e7amento das m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) Constelar &#8211; <\/strong>Foi uma das \u00faltimas m\u00fasicas compostas para entrar no disco. A inspira\u00e7\u00e3o para a letra s\u00e3o as transforma\u00e7\u00f5es que algu\u00e9m passa a partir de alguma experi\u00eancia marcante. Foi da letra dessa m\u00fasica que surgiu tamb\u00e9m o nome do disco, especialmente da frase \u201cquero o que tem pra depois\u201d. Sempre estou ouvindo muita m\u00fasica. E quando come\u00e7amos a tocar \u201cConstelar\u201d com a banda, eu estava numa fase Oasis e Radiohead. Ent\u00e3o, logo buscamos guitarras mais distorcidas para algumas partes, mas tamb\u00e9m alguns momentos de calmaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) Desacelera &#8211;<\/strong> Ela surgiu a partir da ideia de um di\u00e1logo entre duas pessoas pr\u00f3ximas que s\u00e3o diferentes, mas buscam se entender, compreender um ao outro e estender uma m\u00e3o para ajudar. Podem ser dois amigos, namorados ou irm\u00e3os. Os acordes e a forma como foi tocada pode remeter a \u201cblackbird\u201d, dos Beatles. Mas confesso que tem muito mais de Wilco do que qualquer outra coisa. Eu bebo muito da fonte Jeff Tweedy e sua turma. O curioso \u00e9 que os acordes iniciais surgiram muito antes de se tornar \u201cDesacelera\u201d. Durante um tempo participei de um projeto de pesquisa onde minha fun\u00e7\u00e3o era criar uma trilha sonora no viol\u00e3o enquanto a pesquisadora realizava entrevistas com as pessoas. Dependendo do clima da entrevista, eu viajava numa sequ\u00eancia harm\u00f4nica que combinasse com aquele momento. A\u00ed uma delas virou m\u00fasica mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) P\u00e1ssaro-Homem &#8211;<\/strong> Olha, posso dizer que em rela\u00e7\u00e3o aos elementos que inspiraram a letra dessa m\u00fasica, ela \u00e9 irm\u00e3 de \u201cBoa-nova\u201d. \u00c9 mais uma m\u00fasica otimista do disco, daquela pessoa que est\u00e1 se sentido cheio de si, confiante e de bem com tudo. Quando foi composta, ela tinha uma levada diferente daquela que entrou no disco. Eu tive a sorte de contar com grandes amigos que tamb\u00e9m s\u00e3o excelentes m\u00fasicos para arranjar essas m\u00fasicas, e com \u201cP\u00e1ssaro-Homem\u201d eles foram fundamentais. Nos ensaios, Tiago Luis Pereira (bateria) e Junior Gon\u00e7alves (guitarra) come\u00e7aram a desenvolver a ideia de come\u00e7ar ela com um ritmo mais brasileiro, flertando com o Xote, e logo chegamos ao resultado que pode ser ouvido no \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) Na hora da queda &#8211;<\/strong> Gosto bastante dessa m\u00fasica. Tem um ritmo diferente do restante do disco e por ter sido uma composi\u00e7\u00e3o num formato diferente do que geralmente estou acostumado a fazer. Ela come\u00e7ou pela letra e s\u00f3 depois surgiu a melodia e os acordes. Mas o curioso \u00e9 que a ideia da letra veio de uma hist\u00f3ria que eu havia lido em um portal de not\u00edcias sobre a prepara\u00e7\u00e3o de um lutador antes de uma luta num campeonato amador. Ent\u00e3o, toda a letra \u00e9 na perspectiva de algu\u00e9m que est\u00e1 no ringue, enfrentando seu oponente. Mas, se for ver, essa hist\u00f3ria funciona bem como met\u00e1fora pra vida. Foi a m\u00fasica que chegou \u201cmais pronta\u201d e desde os primeiros ensaios ela j\u00e1 tinha uma dire\u00e7\u00e3o bem definida, as partes, as ideias de solo e etc. E tamb\u00e9m foi a primeira m\u00fasica a ser lan\u00e7ada, como single.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) Somos de maio &#8211;<\/strong> Gosto de dizer que essa m\u00fasica \u00e9 a can\u00e7\u00e3o de amor com endere\u00e7o certo do disco. Com endere\u00e7o certo, pois fiz para minha companheira de vida, minha esposa, com quem tenho um relacionamento duradouro. Essa hist\u00f3ria come\u00e7ou em um m\u00eas de maio, h\u00e1 muito tempo, e se fortaleceu ao longo dos anos. \u201cSomos de maio\u201d \u00e9 um relato de como um casal pode ser a base um do outro, o suporte, a fortaleza, que dividem juntos os melhores e os piores momentos. \u00c9 uma m\u00fasica calma, suave, mas cheia de elementos que nas outras m\u00fasicas n\u00e3o aparecem, como um arranjo de violino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) Casa 41 &#8211;<\/strong> Essa m\u00fasica tem uma hist\u00f3ria legal. Comecei a escrever a letra como um poema e a inspira\u00e7\u00e3o foi o texto \u201ca po\u00e9tica do espa\u00e7o\u201d, de Bachelard. Esse material fala de mem\u00f3rias, lembran\u00e7as e assim por diante. Aconteceu que quando comecei a fazer a m\u00fasica, eu ainda n\u00e3o tinha terminado a letra. Enquanto criava a melodia, os acordes e completava a letra, percebi que eu n\u00e3o estava mais falando do texto em si, mas, sim, resgatando as minhas mem\u00f3rias e os momentos que passei na casa de praia da fam\u00edlia, a Casa 41 de uma determinada rua na praia de Ubatuba, S\u00e3o Francisco do Sul. Todos os meus ver\u00f5es nos \u00faltimos 26 anos foram passados nessa casa, com primos, tios, amigos e muito afeto. O legal \u00e9 que muitas pessoas, depois de ouvirem a can\u00e7\u00e3o finalizada, contaram que se identificaram justamente por terem vivido momentos assim em algum per\u00edodo de suas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) Breve &#8211;<\/strong> Eu gosto do resultado final dessa m\u00fasica, a vers\u00e3o que est\u00e1 no disco. A letra dessa m\u00fasica \u00e9 antiga, de 2012. Naquele ano, muito se falava de fim do mundo, cat\u00e1strofes naturais e etc. A\u00ed comecei a escrever sobre isso. Mas eu n\u00e3o tinha musicado essa letra ainda. Ent\u00e3o, quando comecei a pensar no projeto do disco, resgatei a letra e fiz uma primeira vers\u00e3o bem melanc\u00f3lica, numa tristeza s\u00f3. Mas mais uma vez a vers\u00e3o feita com a banda ficou bem melhor. A ideia foi desconstruir ritmicamente o que eu tinha feito. A harmonia \u00e9 a mesma, mas o ritmo n\u00e3o. E eu amei o resultado final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) Conto do Vig\u00e1rio &#8211;<\/strong> \u00c9 sobre como me sinto em rela\u00e7\u00e3o ao atual cen\u00e1rio em que vivemos. A letra \u00e9 direta nesse sentido. Musicalmente foi influenciada por Iggy Pop. Legal \u00e9 que a gente tenta mirar uma sonoridade, mas acerta outra coisa que n\u00e3o sei dizer. Mas eu estava ouvindo muito o disco \u201cPost Pop Depression\u201d e quando comecei a compor ela foi meio que inevit\u00e1vel. Acho que isso acontece muito, n\u00e9?! Esse lance de se inspirar em outros sons, discos, timbres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) Turbilh\u00e3o &#8211;<\/strong> Foi a \u00faltima m\u00fasica composta. Pensada para fazer parte do repert\u00f3rio do \u00e1lbum mesmo. E tamb\u00e9m uma tentativa de soar mais jazz\u00edstico, para saciar uma vontade minha de tentar tocar esse rico estilo musical. Eu curto sons melanc\u00f3licos, tristes, calmos. Essa m\u00fasica foi nesse sentido. A inspira\u00e7\u00e3o veio depois de assistir a filmografia do trompetista Chet Baker, interpretado pelo Ethan Hawke. A segunda fase da carreira do Chet, depois do incidente que debilitou sua embocadura, ficou marcada pelas melodias suaves e notas longas. O filme me tocou e fiquei com essa refer\u00eancia alguns dias na cabe\u00e7a, at\u00e9 decidir compor inspirado na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-61738\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Guto-Ginjo-Sobre-o-que-tem-pra-depois.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Guto-Ginjo-Sobre-o-que-tem-pra-depois.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Guto-Ginjo-Sobre-o-que-tem-pra-depois-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Tamb\u00e9m colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Monkeybuzz.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cSobre o Que Tem Pra Depois\u201d costura sonoridades. Tendo como base o rock, Guto Ginjo passeia pelas refer\u00eancias do folk, do rock de diferentes d\u00e9cadas e do cancioneiro nacional dos anos 70, aquele h\u00edbrido entre MPB, rock e o que mais pintasse.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/28\/faixa-a-faixa-guto-ginjo-apresenta-o-seu-album-de-estreia-sobre-o-que-tem-pra-depois\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":61739,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5271],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61736"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61743,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61736\/revisions\/61743"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}