{"id":61723,"date":"2021-07-27T01:19:22","date_gmt":"2021-07-27T04:19:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61723"},"modified":"2021-09-07T00:15:48","modified_gmt":"2021-09-07T03:15:48","slug":"entrevista-rod-krieger-fala-sobre-o-projeto-triplx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/27\/entrevista-rod-krieger-fala-sobre-o-projeto-triplx\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rod Krieger fala sobre o projeto TRIPLX"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda TRIPLX nasceu nos bastidores das manifesta\u00e7\u00f5es dos secundaristas, no final de 2015, quando (o hoje ex-BBB) Lucas Koka Penteado (vocais) e Rod Krieger (baixista, ex-Cachorro Grande) se conheceram na Escola Estadual Caetano de Campos, em S\u00e3o Paulo. Na sequ\u00eancia, chegaram Duda Machado, que ainda atuava como baterista da Pitty na \u00e9poca, e Martin Mendon\u00e7a (que divide com Pitty <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/16\/scream_yell_apresenta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o projeto Agridoce<\/a> e toca <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/17\/tal-qual-uma-heroina-moderna-pitty-mostra-que-e-bicho-solto-em-grande-show-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na banda da cantora desde 2004<\/a>, gravando todos os discos de \u201cAnacr\u00f4nico\u201d pra frente). No ano seguinte, o grupo gravou o \u00e1lbum de estreia que seria engavetado, devido a in\u00fameros compromissos assumidos pelos integrantes, como, por exemplo, o fato de que Lucas passaria o ano realizando a grava\u00e7\u00e3o de uma novela (\u201cMalha\u00e7\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passados cinco anos, eis que o quarteto decide retomar o projeto aproveitando a exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica alcan\u00e7ada por Lucas Penteado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Big Brother Brasil. Previamente, eles lan\u00e7aram dois singles, \u201cEra Uma Vez?\u201d e \u201cSe Liga L\u00f3ki\u201d \u2013 muito elogiados nas redes sociais \u2013 e agora disponibilizam o \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/salve_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Salve Fam\u00edlia<\/a>\u201d (2021) \u2013 que deve ganhar edi\u00e7\u00e3o em vinil. Composto por oito faixas, o disco, produzido pela pr\u00f3pria banda, une est\u00e9ticas sonoras ligados ao rap, ao rock e ao funk metal, fruto de influ\u00eancias que v\u00e3o de Cream a Jane\u2019s Addiction, Stone Roses e Rage Against The Machine.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As letras abordam de maneira afrontosa o cotidiano, sob um olhar perif\u00e9rico. \u201cD\u00e1 at\u00e9 pra dizer que \u2018Jorge\u2019 tem a ver com o governo atual\u201d, diz Lucas Penteado. \u201cAfinal, que palha\u00e7ada \u00e9 essa, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas enfim, na \u00e9poca, quando fizemos a m\u00fasica, eu me referia ao dia a dia da quebrada, situa\u00e7\u00f5es que fazem parte da realidade de muita gente\u201d, completa sobre a faixa que abre \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/salve_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Salve Fam\u00edlia<\/a>\u201d. J\u00e1 \u201cSe Liga L\u00f3ki\u201d, o segundo single, \u00e9 \u201csobre os preconceitos que um jovem perif\u00e9rico vive. Sobre como os estere\u00f3tipos da sociedade, esses padr\u00f5es, n\u00e3o encaixam em ningu\u00e9m e ningu\u00e9m se encaixa neles. Mas, ao mesmo tempo, as pessoas ficam nessa busca eterna de tentarem ser aceitas e acabam num mundo vazio, percebem que \u00e9 imposs\u00edvel se encaixar nesses padr\u00f5es ao ver que a vida se passou\u201d, explica Lucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diretamente de Portugal, Rod Krieger fala sobre as dificuldades de seguir na ativa em tempos de pandemia, a decis\u00e3o de retomar o projeto TRIPLX, o contexto pol\u00edtico \/ social das letras, influ\u00eancias sonoras, relembra seu primeiro encontro com Lucas Penteado numa ocupa\u00e7\u00e3o escolar (\u201cQuando estava indo embora me deparei com o Lucas fazendo uma rima para um grupo de pessoas e isso me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o. Em poucos segundos fiquei encantado com o talento e o carisma dele\u201d), e tamb\u00e9m fala de sua carreira solo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/22\/entrevista-rod-krieger\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ano passado ele lan\u00e7ou seu disco de estreia: \u201cA Elasticidade do Tempo\u201d<\/a>), as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as dos p\u00fablicos brasileiro e portugu\u00eas, o futuro das apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, planos futuros e muito mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"TRIPLX - Era Uma Vez? (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zSk2CpPl1cQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiramente eu gostaria de saber: como tem sido esse per\u00edodo pand\u00eamico para voc\u00ea? O que voc\u00ea tem feito para superar esse momento em que a cultura tem sofrido um dos mais duros golpes?<\/strong><br \/>Acredito que esse per\u00edodo tem sido uma merda para todo mundo, n\u00e3o consigo pensar em algu\u00e9m que esteja se beneficiando com essa porra toda, ali\u00e1s, consigo. \u00c9 s\u00f3 olhar para Bras\u00edlia, n\u00e9? Mas, enfim, isso \u00e9 uma outra hist\u00f3ria. Quando me liguei que essa parada da pandemia ia durar um bom tempo e que n\u00e3o era apenas uma gripezinha, eu e minha esposa sa\u00edmos do centro da capital (Lisboa) e viemos para um pequeno vilarejo no interior, onde temos muito contato com a natureza. Aqui tenho o meu cantinho onde funciona o est\u00fadio Magic Beans e passo a maior parte do tempo compondo, produzindo, enquanto aguardo essa loucura toda passar. Al\u00e9m disso, mudei muito meus h\u00e1bitos, n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsicos e alimentares, como a maneira de olhar para o mercado da m\u00fasica de uma forma geral e isso tem me feito n\u00e3o surtar e entender que certas coisas tem o seu processo e que o tempo \u00e9 el\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco est\u00e1 pronto desde 2016, mas s\u00f3 ganhou o mercado em 2021. O que motivou voc\u00eas deixarem a obra de lado de forma tempor\u00e1ria naquela \u00e9poca?<\/strong><br \/>O Lucas foi convidado para participar de uma novela na \u00e9poca em que est\u00e1vamos finalizando o disco. Decidimos que era melhor segurar o lan\u00e7amento do \u00e1lbum, e, enquanto ele gravava no Rio de Janeiro, a gente finalizaria o disco, mas isso nunca aconteceu. As coisas foram tomando outro rumo e todos fomos nos envolvendo em outros projetos e do nada cinco anos se passaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea e o Lucas tem uma hist\u00f3ria que precede o disco e a forma\u00e7\u00e3o da banda em si. Como se deu a aproxima\u00e7\u00e3o de voc\u00eas? Quais as afinidades fizeram com que voc\u00eas vislumbrassem o potencial de se unirem artisticamente?<\/strong><br \/>Na \u00e9poca em que o conheci, eu ia fazer um show com a Cachorro Grande em uma ocupa\u00e7\u00e3o escolar no centro de S\u00e3o Paulo. Recordo que fui um dia antes no local do evento para levar alguns alimentos e assistir algumas atra\u00e7\u00f5es culturais que estavam acontecendo. Quando estava indo embora me deparei com o Lucas fazendo uma rima para um grupo de pessoas e isso me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o. Em poucos segundos fiquei encantado com o talento e o carisma dele, e assim que foi ele aplaudido por todos e encerrou a sua r\u00e1pida apresenta\u00e7\u00e3o, trocamos contato e n\u00e3o paramos mais de nos falar. Sentimos que era a hora de nos juntarmos para fazer algo musical, sab\u00edamos que se nossas diferentes culturas, e viv\u00eancias se juntassem poderiam contar uma bela hist\u00f3ria. E foi o que acabou originando o funk metal da TRIPLX.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-61726\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/TRIPLX-Capa-de-Salve-Familia-com-foto-de-Otavio-Sousa-e-design-de-Leo-Sandi.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/TRIPLX-Capa-de-Salve-Familia-com-foto-de-Otavio-Sousa-e-design-de-Leo-Sandi.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/TRIPLX-Capa-de-Salve-Familia-com-foto-de-Otavio-Sousa-e-design-de-Leo-Sandi-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/TRIPLX-Capa-de-Salve-Familia-com-foto-de-Otavio-Sousa-e-design-de-Leo-Sandi-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco \u00e9 composto por letras que abordam o cotidiano, sob um olhar perif\u00e9rico, unindo ideais de luta e engajamento. Em tempos em que muitos artistas optam pela omiss\u00e3o pol\u00edtica, qual a import\u00e2ncia de se posicionar, levantando bandeiras sociais que t\u00e3o pontuais?<\/strong><br \/>O clima j\u00e1 estava estranho no Brasil quando formamos a banda e, consequentemente, isso acabou refletindo n\u00e3o s\u00f3 na musicalidade, como nas letras. O est\u00fadio onde o disco foi gravado e as can\u00e7\u00f5es foram escritas, ficava perto da Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, e as manifesta\u00e7\u00f5es ao redor das sess\u00f5es eram constantes. As m\u00fasicas foram todas criadas dentro do est\u00fadio, cheg\u00e1vamos l\u00e1 sem saber o que aconteceria, apenas lig\u00e1vamos os equipamentos e sa\u00edamos tocando qualquer coisa, quando aparecia algo interessante come\u00e7\u00e1vamos a elaborar o instrumental, enquanto o Lucas escrevia as letras. N\u00e3o tinha outro tema que combinasse mais com aquele som do que o que estava acontecendo, e essa foi a nossa maneira de protestar. Sobre os artistas que n\u00e3o se posicionam, eu penso que eles j\u00e1 tem a posi\u00e7\u00e3o deles, e isso \u00e9 muito triste, mas se voc\u00ea pegar a hist\u00f3ria da m\u00fasica sempre teve a turma que ficou omissa. N\u00e3o compactuo com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Musicalmente as oito faixas s\u00e3o raivosas, consistentes, que promovem a uni\u00e3o entre o rock e o rap. Quais foram as refer\u00eancias que cada um trouxe para que voc\u00eas chegassem ao som da TRIPLX?<\/strong><br \/>Eu j\u00e1 conhecia o Duda e o Martin antes de fazer parte da Cachorro Grande. Existe uma amizade muito grande entre n\u00f3s tr\u00eas. Desde 2005, a gente faz jam sessions intermin\u00e1veis naquele est\u00fadio e t\u00ednhamos no\u00e7\u00e3o que uma hora outra iria sair algo dali. As refer\u00eancias s\u00e3o infinitas no grupo, se juntar as cole\u00e7\u00f5es de disco de todos os integrantes da TRIPLX vai de Abba a Zappa passando por todos os g\u00eaneros musicais poss\u00edveis. Mas acredito que pelo fato de sermos um power trio, a gente acabou caindo muito naquela coisa do Cream e do Jimi Hendrix Experience. Por\u00e9m \u00e9 engra\u00e7ado, pois nunca paramos para fazer uma coisa tipo isso, ou tipo aquilo, apenas fomos fazendo e deu no que deu. Agora, se tiver que citar algumas refer\u00eancias da minha parte, eu posso te dizer que os Stone Roses, o Jane&#8217;s Addiction foram muito importantes no desenvolvimento das linhas de baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para al\u00e9m da TRIPLX voc\u00ea \u00e9 multi-instrumentista, atua em formato solo, \u00e9 produtor e dirige um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o. De que maneira a ado\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter m\u00faltiplo de fun\u00e7\u00f5es contribui para o seu fazer art\u00edstico?<\/strong><br \/>Nem eu sei te responder essa pergunta direito, durante um \u00fanico dia eu sou isso tudo e mais um pouco, na verdade cada hora eu t\u00f4 fazendo uma coisa que n\u00e3o d\u00e1 muito tempo de pensar o que sou ou quem eu sou, apenas vou indo e seguindo da maneira que d\u00e1. Tenho muita sorte de todos os meus trabalhos e afazeres paralelos serem relacionados a \u00e1rea musical e estou amando a vida de produtor, posso te dizer que a mesa de som virou meu instrumento musical oficial nos \u00faltimos tempos. E essa diversidade de fun\u00e7\u00f5es s\u00f3 me faz melhorar como profissional nas outras coisas que fa\u00e7o, por exemplo, uma coisa que voc\u00ea faz de um lado te d\u00e1 conhecimento do outro e assim eu vou aprendendo mais e conseguindo colocar na m\u00fasica, que ainda \u00e9 o que mais importa para mim!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"TRIPLX - Se Liga L\u00f3ki (Lyric V\u00eddeo Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UjLY_73q5ss?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente voc\u00ea reside em Portugal, pa\u00eds que tem servido de ref\u00fagio \/ ex\u00edlio para diversos artistas brasileiros nos \u00faltimos anos. Nesse sentido como tem sido a experi\u00eancia de seguir em frente num outro pa\u00eds? Quais as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico brasileiro e o portugu\u00eas?<\/strong><br \/>Diversas vezes na minha trajet\u00f3ria eu pensei que se eu pudesse fazer tudo de novo eu faria diferente ou, se eu tivesse certas experi\u00eancias n\u00e3o teria cometido certos erros, e \u00e9 isso que t\u00e1 rolando, mas ao mesmo tempo, j\u00e1 d\u00e1 vontade de fazer tudo de novo novamente. A \u201cElasticidade do Tempo\u201d foi lan\u00e7ado uma semana antes da pandemia e acabou que os shows foram cancelados e todos os meus planos de conquistar o velho mundo tiveram que ser alterados, mas t\u00e1 sendo incr\u00edvel a receptividade dos portugueses, eles amam a m\u00fasica brasileira e j\u00e1 conheciam o meu trabalho, ent\u00e3o, facilitou muitas coisas por aqui, como a exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica do lan\u00e7amento do \u00e1lbum. Eu fiquei fascinado com a maneira como eles consomem m\u00fasica, Portugal \u00e9 um pa\u00eds m\u00e1gico com centenas de festivais e Lisboa \u00e9 uma cidade que respira m\u00fasica, l\u00e1 acontecem shows de segunda a segunda, e al\u00e9m dos portugueses, circulam pessoas do mundo inteiro querendo prestigiar a arte. Isso \u00e9 muito ben\u00e9fico para todos n\u00f3s. Sobre as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as acho que n\u00e3o s\u00e3o muito diferentes, afinal f\u00e3s de rock s\u00e3o seres \u00fanicos e universais, mas uma coisa que eu estou amando s\u00e3o os hor\u00e1rios dos shows, que s\u00e3o bem mais cedo que no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas somente agora, um ano e meio depois, come\u00e7aram a ser retomadas em alguns pa\u00edses de forma t\u00edmida e receosa. Num exerc\u00edcio de futurologia, voc\u00ea acredita que, num futuro pr\u00f3ximo, teremos as apresenta\u00e7\u00f5es musicais tal como em outrora?<\/strong><br \/>Duas semanas atr\u00e1s fiz um show em Lisboa ao lado da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/20\/de-portugal-conheca-surma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Surma, uma das cantoras mais interessantes da cena portuguesa<\/a> e foi estranho ver todas as pessoas sentadas de m\u00e1scara. Confesso que durante a apresenta\u00e7\u00e3o minhas emo\u00e7\u00f5es eram mistas, mas fiquei muito esperan\u00e7oso de que dias melhores vir\u00e3o. Penso que passamos por um per\u00edodo muito delicado, no come\u00e7o da pandemia poucas pessoas imaginavam que isso ia durar tanto tempo, confesso que eu tamb\u00e9m achei que ia passar r\u00e1pido, mas a coisa foi se estendendo e aqui estamos. Eu espero muito que o mercado volte a funcionar, mas ainda temos uma caminhada pela frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, por mais que seja dif\u00edcil falar em planos futuros, ainda mais numa pandemia, gostaria de saber o que voc\u00eas tem em mente para a TRIPLX.<\/strong><br \/>\u00c9 muito dif\u00edcil saber o que vai acontecer, em algum momento iremos nos apresentar, espero que n\u00e3o demore cinco anos como demorou o disco, mas o fato \u00e9 que cada um mora em um lugar do planeta e as agendas est\u00e3o super cheias, por isso optamos por viver um dia de cada vez e deixar as coisas acontecerem sem ansiedade. A ideia \u00e9 que fa\u00e7amos pelo menos os shows de lan\u00e7amento nas principais capitais do pa\u00eds e provavelmente a gente participe de alguns festivais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"TRIPLX - Jorge (\u00c1udio Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JnSA91i-ucQ?list=OLAK5uy_nYGCLERpGOwimYTcebkbtiY8eqjUR2NzY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.<\/em><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A TRIPLX nasceu nos bastidores das manifesta\u00e7\u00f5es dos secundaristas, em 2015, quando (o hoje ex-BBB) Lucas Koka Penteado (vocais) e Rod Krieger (baixista, ex-Cachorro Grande) se conheceram. Na sequ\u00eancia, chegaram Duda Machado e Martin Mendon\u00e7a (da banda da cantora Pitty)&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/27\/entrevista-rod-krieger-fala-sobre-o-projeto-triplx\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":61727,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5270,4356,5269],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61723"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61723"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61730,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61723\/revisions\/61730"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}