{"id":6171,"date":"2010-10-18T20:06:11","date_gmt":"2010-10-18T23:06:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6171"},"modified":"2016-08-31T03:22:13","modified_gmt":"2016-08-31T06:22:13","slug":"entrevista-os-pontos-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/18\/entrevista-os-pontos-negros\/","title":{"rendered":"Entrevista: Os Pontos Negros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6174 aligncenter\" title=\"pontosnegros2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pontosnegros2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pontosnegros2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pontosnegros2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome Os Pontos Negros foi adotado para fazer contraponto ao White Stripes, por\u00e9m o som que o grupo portugu\u00eas pratica o aproxima muito mais dos Strokes do que da dupla de Detroit. O trabalho desenvolvido ao longo de dois anos viria a revelar uma banda n\u00e3o s\u00f3 atenta \u00e0s novidades, mas tamb\u00e9m capaz de praticar um rock n&#8217; roll sem ornamentos. Formada em Queluz (arredores de Lisboa), Os Pontos Negros conquistaram o p\u00fablico portugu\u00eas e mostram que tem asas para voar mais alto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filhos de ex-mission\u00e1rios de Mo\u00e7ambique que foram para Portugal assumir o pastorado da Igreja Baptista de Queluz, J\u00f3natas (vocalista) e David Pires (baterista), cedo come\u00e7aram a ensaiar os seus primeiros passos na cave da igreja. A eles se juntou Silas (tecladista), tamb\u00e9m filho de pastor, este da Igreja Baptista do Cac\u00e9m. Com a inclus\u00e3o do guitarrista Filipe Sousa ficou completo o elenco de um conjunto com bases crist\u00e3s, mas com orienta\u00e7\u00f5es musicais mais pesadas e boa instrumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho de 2007, o grupo gravou um EP com cinco can\u00e7\u00f5es logo disponibilizadas no Myspace (<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/ospontosnegros\" target=\"_blank\">http:\/\/www.myspace.com\/ospontosnegros<\/a>). Poucos meses depois seriam contatados pela gravadora Universal portuguesa e nascia o disco \u201cMagn\u00edfico Material In\u00fatil\u201d. A oferta musical revelava um rock certeiro que colava no ouvido. O grande hit foi \u201cConto de Fadas de Sintra A Lisboa\u201d, que celebrava o relacionamento entre um homem e uma mulher de classes sociais distintas, mas ainda havia espa\u00e7o para a rom\u00e2ntica \u201cQuerida\u201d, uma ode lusitana roqueira ao matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com contrato em m\u00e3os, Os Pontos Negros come\u00e7avam a lotar salas por todo o pa\u00eds surgindo com destaque na segunda rompante do rock portugu\u00eas (o primeiro boom do rock portugu\u00eas aconteceu na d\u00e9cada de 80 \u2013 como no Brasil). J\u00e1 em 2010 colocam nas lojas \u201cPequeno Almo\u00e7o Continental\u201d. De acordo com a banda, \u201co t\u00edtulo do \u00e1lbum tem tudo a ver com a boa disposi\u00e7\u00e3o de come\u00e7ar bem o dia olhando com otimismo para o que h\u00e1 para fazer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia de \u201ctrazer o Ver\u00e3o para o Inverno\u201d est\u00e1 bem retratada no quase pop primeiro single, \u201cRei B\u00e3\u201d (assista ao clipe <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_dzgqIev2hc&amp;feature=player_embedded\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). H\u00e1 mais motivos de interesse no segundo trabalho como a excelente \u201cDuro de Ouvido\u201d, um rock cl\u00e1ssico com refr\u00e3o memor\u00e1vel (\u201cMas tenho alegria dentro do meu cora\u00e7\u00e3o\u201d) ou a deliciosa &#8220;Amor, \u00e9 S\u00f3 Febre&#8221; (\u00e9 ouvir e viciar). O segredo da m\u00fasica do quarteto reside na preocupa\u00e7\u00e3o de articular uma certa f\u00f3rmula indie com inflex\u00f5es dan\u00e7antes, espirituosas e com s\u00e1tira social. \u201cTudo o que escrevemos tem a ver com o que fazemos, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica mas \u00e0 nossa vida\u201d, diz David Pires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Queluz para o Brasil, Os Pontos Negros conversaram com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6175 aligncenter\" title=\"discos_pontos\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/discos_pontos.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas definiriam o seu som?<\/strong><br \/>\nSomos uma banda de rock. Apesar de termos sempre presente uma veia pop nas can\u00e7\u00f5es que fazemos, a interpreta\u00e7\u00e3o que lhes damos \u00e9 sempre direcionada para a influ\u00eancia rock que temos desde os primeiros dias da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o as maiores diferen\u00e7as entre \u201cMagn\u00edfico Material In\u00fatil\u201d e \u201cPequeno-Almo\u00e7o Continental\u201d ?<\/strong><br \/>\nCreio que as diferen\u00e7as mais significativas entre esses dois discos est\u00e3o na interpreta\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es e no conjunto que elas formam enquanto \u00e1lbum. No primeiro existe claramente uma maior homogeneidade entre todas as faixas, quer no tipo de som, quer na forma como as tocamos. No segundo quisemos explorar outros tipos de sonoridades das guitarras e sobretudo nos \u00f3rg\u00e3os, dando a cada can\u00e7\u00e3o uma identidade pr\u00f3pria e distinta de todas as outras. \u00c9 um disco onde o objetivo foi retirar os pontos fortes de cada m\u00fasica, o que torna o \u201cPequeno-Almo\u00e7o Continental\u201d mais heterog\u00e9neo que o \u201cMagn\u00edfico Material In\u00fatil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A imagem de voc\u00eas \u00e9 muitas vezes comparada \u00e0 dos Strokes. O que pensam disto?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei. Acho que \u00e0s vezes as pessoas sentem uma necessidade de ter algum padr\u00e3o de refer\u00eancia quando come\u00e7am a ouvir alguma coisa nova. No nosso caso, a refer\u00eancia inicial foram os Strokes, que s\u00e3o uma banda que gostamos muito, mas n\u00e3o \u00e9 uma coisa que nos preocupe. Queremos seguir o nosso caminho. Os pr\u00f3prios Strokes foram comparados a muita gente (como o Velvet Underground) e no entanto fizeram o que tinham que fazer. Desde que seja uma banda boa, n\u00e3o h\u00e1 qualquer problema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em can\u00e7\u00f5es como \u201cRei B\u00e3\u201d voc\u00eas flertam com o pop. Isso quer dizer que voc\u00eas n\u00e3o s\u00e3o apenas uma banda de rock convencional ?<\/strong><br \/>\nNunca tinhamos pensado nisso em termos de flerte, mas agrada-me a ideia. Flertar com a pop \u00e9 legal. \u201cRei B\u00e3\u201d \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o totalmente diferente daquilo que tinhamos feito at\u00e9 agora, e o resultado final agradou muito. N\u00f3s gostamos de fazer coisas diferentes dentro daquilo que \u00e9 a nossa identidade enquanto banda. Somos uma banda de rock, mas o sentido pop das can\u00e7\u00f5es est\u00e1 sempre presente, de uma forma mais ou menos declarada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 o maior objetivo dos Pontos Negros ?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 conseguir viver da m\u00fasica. Isso seria o ideal. Mas sendo um bocadinho mais realista agora, temos sempre como objetivo principal fazer boas can\u00e7\u00f5es, bons discos e dar concertos ainda melhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas sentem que a nova gera\u00e7\u00e3o de bandas portuguesas tem possibilidade de conquistar o exterior?<\/strong><br \/>\nSim. Porque n\u00e3o? H\u00e1 muita coisa que se faz aqui em Portugal que n\u00e3o se ouve nem se v\u00ea l\u00e1 fora. Embora poucos, temos exemplos de artistas que conseguiram ter sucesso no exterior como a Am\u00e1lia Rodrigues, Madredeus e agora Deolinda. \u00c9 bonito falar em triunfar fora de Portugal, mas acho que o mais importante \u00e9 que as pessoas daqui se sintam idenficadas com a m\u00fasica que se faz dentro das nossas fronteiras e que as bandas sejam fi\u00e9is a isso mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6173 aligncenter\" title=\"pontosnegros\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pontosnegros.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro Salgado (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e ir\u00e1 contar as novidades da m\u00fasica lusitana aos leitores do Scream &amp; Yell<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado\nUm dos destaques do novo rock portugu\u00eas chega ao segundo disco buscando &#8220;trazer o ver\u00e3o para o inverno&#8221;. Para ouvir e viciar\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/18\/entrevista-os-pontos-negros\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6171"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6171"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39627,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6171\/revisions\/39627"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}