{"id":61570,"date":"2021-07-11T02:08:00","date_gmt":"2021-07-11T05:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61570"},"modified":"2021-08-17T01:23:32","modified_gmt":"2021-08-17T04:23:32","slug":"entrevista-bruno-pernadas-fala-de-seu-novo-disco-private-reasons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/11\/entrevista-bruno-pernadas-fala-de-seu-novo-disco-private-reasons\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bruno Pernadas fala de seu novo disco, \u201cPrivate Reasons\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Influenciado pelo jazz, m\u00fasica cl\u00e1ssica, pop e world music, pelos compositores americanos e pela m\u00fasica ex\u00f3tica, Bruno Pernadas \u00e9 hoje um dos m\u00fasicos portugueses mais criativos da sua gera\u00e7\u00e3o. Assenta o seu trabalho no pop de fus\u00e3o, onde inclui diversos instrumentos e elabora paisagens sonoras atrativas. Pernadas come\u00e7ou a estudar m\u00fasica cl\u00e1ssica aos 13 anos e, algum tempo depois, iniciou outra aprendizagem na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. \u201cAtrav\u00e9s dos meus colegas do Hot Clube tomei contato com m\u00fasicos brasileiros que n\u00e3o conhecia. Eu tocava principalmente m\u00fasica de fus\u00e3o, como \u00e9 o caso do Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Atualmente, escuto Piry Reis, Artur Verocai, Erasmo Carlos, Simone, Mar\u00edlia Medalha e Elizeth Cardoso. Enfim, bastante m\u00fasica do Brasil (sorrisos)\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco de estreia de Bruno Pernadas, \u201cHow Can We Be Joyful In a World Full Of Knowledge?\u201d (2014), definiu o padr\u00e3o que caracteriza a sua arte: perfeccionismo, requinte sonoro e um sentido explorat\u00f3rio apurado. Passados dois anos, o m\u00fasico lisboeta editou dois \u00e1lbuns: \u201cWorst Summer Ever\u201d (um disco denso de jazz) e um trabalho de pop simultaneamente apelativo e aventureiro, \u201cThose Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them\u201d, que foi aclamado pela m\u00eddia e por v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es portuguesas. Sobre a raz\u00e3o do sucesso de \u201cCrocodiles\u201d, Pernadas reconhece a efic\u00e1cia do \u00e1lbum, mas aponta outra raz\u00e3o. \u201cEsse disco tem um pop que n\u00e3o \u00e9 muito comum ser feito em Portugal. Conhe\u00e7o outros artistas no mundo que se aproximam mel\u00f3dica e harmonicamente da minha m\u00fasica mas, sem desprimor para ningu\u00e9m, desconhe\u00e7o que exista algum m\u00fasico ou banda portuguesa com a mesma abordagem. Julgo que o interesse no \u00e1lbum vem dele ser um pop \u2018fora da caixa\u2019\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mais recente trabalho, \u201cPrivate Reasons\u201d (2021), a aposta recaiu em letras pessoais, ligadas \u00e0s suas emo\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias particulares. Em termos sonoros, Bruno introduziu um quarteto de cordas, efeitos de voz, bem como sons do Jap\u00e3o e da \u00c1frica do Sul, que deram mais subst\u00e2ncia ao colorido instrumental e contribu\u00edram para a vivacidade do disco. Relativamente ao sucessor do single \u201cTheme Vision\u201d, Pernadas prop\u00f5e uma abordagem contr\u00e1ria ao procedimento habitual: \u201cDeverei optar por um tema diferente, tal como \u2018Lafeta Uti\u2019. A faixa \u2018Family Vows\u2019, por exemplo, est\u00e1 dentro do universo pop. Mas, prefiro algum contraste no novo single que irei apresentar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o para compor a m\u00fasica \u201cRecife\u201d, Bruno conta uma hist\u00f3ria interessante: \u201cH\u00e1 cerca de quatro anos houve uma mostra de cinema em S\u00e3o Braz de Alportel (vila no sul de Portugal) e fui convidado para musicar um filme inacabado de Orson Wells, \u2018It\u2019s All True: Four Men On A Raft\u2019 (1942), cujo t\u00edtulo no Brasil \u00e9 \u2018Os Jangadeiros\u2019. No fundo trata-se do arquivo da viagem de uma popula\u00e7\u00e3o, que abandona a sua ilha, e procura mantimentos para trazer de volta a casa. Durante a viagem, nas jangadas, essas pessoas passam por v\u00e1rios locais do Brasil e um deles \u00e9 a cidade do Recife (depois seguiram para o Rio de Janeiro). Eu compus a m\u00fasica especificamente para o momento em que eles chegam ao Recife\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m do seu projeto solo, Pernadas trabalha com v\u00e1rias bandas, nomeadamente Minta &amp; The Brook Trout, Real Combo Lisbonense e The Sun Ra Project, entre outras, e faz m\u00fasica para filmes, teatro e dan\u00e7a. Recentemente, comp\u00f4s a trilha sonora de \u201cGl\u00f3ria\u201d, o primeiro seriado portugu\u00eas da Netflix. \u201cNestas situa\u00e7\u00f5es, o meu processo criativo varia sempre e nunca aconteceu que eu fizesse tudo da mesma forma\u201d, explica. E no que respeita ao cinema, sublinha o car\u00e1ter contingente do trabalho: \u201cAs coisas mudam consoante o realizador (diretor). \u00c9 dif\u00edcil, porque temos de compor a m\u00fasica que os autores e criadores (diretores neste caso) est\u00e3o \u00e0 procura de ouvir no seu filme\u201d. E conclui exibindo uma perspectiva otimista: \u201cEmbora n\u00e3o d\u00ea para romantizar, porque \u00e9 mesmo trabalho, ao mesmo tempo, deixamos uma marca da nossa m\u00fasica, servindo as imagens e o filme\u201d. De Lisboa para o Brasil, Bruno Pernadas conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BRUNO PERNADAS - Theme Vision\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UxZI4y6Y3JA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As letras do seu novo disco s\u00e3o bastante pessoais e voc\u00ea incluiu um conjunto alargado de solu\u00e7\u00f5es sonoras. Gostaria de saber se considera \u201cPrivate Reasons\u201d o seu trabalho mais ambicioso e se pensa na forma como o \u00e1lbum vai ser lembrado no contexto da sua carreira.<\/strong><br \/>\nConsidero que a ideia se aplica mais ao tema \u201cStep Out of the Light\u201d. \u00c9 uma m\u00fasica ambiciosa, porque foi feita durante a pandemia e era dif\u00edcil ensaiar, naquele momento. Ainda bem que foi inclu\u00edda no trabalho, porque \u00e9 uma das can\u00e7\u00f5es preferidas dos que escutaram o \u00e1lbum, sen\u00e3o mesmo a mais ouvida pelas pessoas. Por isso, a ambi\u00e7\u00e3o que coloquei nessa faixa acabou por valer a pena. Relativamente ao contexto, eu n\u00e3o fa\u00e7o um \u00e1lbum com essa linha de pensamento presente, mas, \u00e0s vezes, a pergunta vem ao meu encontro: como \u00e9 que as pessoas se v\u00e3o lembrar dos discos? Acredito que elas v\u00e3o recordar o \u201cPrivate Reasons\u201d por ser um \u00e1lbum de 74 minutos que foi lan\u00e7ado em 2021, p\u00f3s-pand\u00e9mico, e foi o trabalho que conseguiu a maior internacionaliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao momento. Em termos pr\u00e1ticos, isso s\u00f3 se reflete nas vendas, porque eu estou em Portugal e cont\u00ednuo a tocar aqui. Mas percebo a sua ideia e essa no\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Numa entrevista de 2017 voc\u00ea definiu a sua m\u00fasica como space age pop. Gostaria que me explicasse melhor esse conceito e se ainda se rev\u00ea nessa defini\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nO space age pop \u00e9 uma corrente relacionada com a m\u00fasica ex\u00f3tica e associada a compositores como Les Baxter, Martin Denny, Esquivel ou Arthur Lyman, entre outros. Houve uma altura, nos anos 1970, em que continuaram na linha inicial mas, como j\u00e1 era muito datado, eles fizeram uma esp\u00e9cie de pop do futuro. E o space age pop vem da\u00ed. Sinto que neste disco se perdeu um pouco da marca anterior e que, seguramente, a \u201cStep Out of the Light\u201d est\u00e1 mais ligada a esse g\u00eanero musical. A ess\u00eancia do meu novo \u00e1lbum \u00e9 o pop e as melodias tamb\u00e9m o s\u00e3o. Se escutarmos a \u201cFamily Vows\u201d ela \u00e9 um pouco parecida com o R.E.M.. J\u00e1 o \u201cLafeta Uti\u201d \u00e9 uma m\u00fasica afrobeat e n\u00e3o tem nada a ver com isso. As outras t\u00eam uma costela pop, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do tema \u201cRecife\u201d. Mas n\u00e3o s\u00e3o, de todo, comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea deu dois espet\u00e1culos nos dias 21 e 22 de Maio na Culturgest (Lisboa). Qual \u00e9 o balan\u00e7o que faz ao n\u00edvel da receptividade do p\u00fablico \u00e0s novas m\u00fasicas e ao desempenho da banda?<\/strong><br \/>\nEste foi o concerto da apresenta\u00e7\u00e3o do disco mais dif\u00edcil de realizar, porque houve imensos atrasos devido \u00e0 pandemia e outros compromissos. Por isso, tivemos de montar este show num espa\u00e7o de tempo recorde e foi muito intenso. S\u00f3 t\u00ednhamos as manh\u00e3s e ensai\u00e1vamos nesse per\u00edodo do dia. As can\u00e7\u00f5es estavam bem tocadas, mas foram interpretadas de uma maneira pouco funcional, j\u00e1 que n\u00e3o as executamos de forma completamente livre (tratava-se da estreia). A receptividade do p\u00fablico foi boa. Para n\u00f3s, falo por mim tamb\u00e9m, \u00e9 mais simples tocar as m\u00fasicas antigas, j\u00e1 que fazemos outras coisas, ficamos soltos e d\u00e1 para sentir a banda e sairmos da nossa bolha. Nos temas novos e mais complicados, isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Julgo que \u00e9 dif\u00edcil perceber a energia do p\u00fablico no audit\u00f3rio, quando ele est\u00e1 dividido desta forma e em que s\u00f3 atuamos para meia plateia. Para al\u00e9m disso, as pessoas est\u00e3o \u00e0s escuras, com m\u00e1scara, o que n\u00e3o permite ver as rea\u00e7\u00f5es e temos que nos basear somente nos aplausos. Mas sinto que a assist\u00eancia gostou do espet\u00e1culo. Quando as pessoas v\u00e3o assistir ao meu show j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o surpreendidas como eram no in\u00edcio, em que n\u00e3o tinham escutado este tipo de m\u00fasica. Agora j\u00e1 sabem o que esperar (sorrisos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu trabalho \u00e9 igualmente apreciado no mercado estrangeiro e recentemente voc\u00ea e a sua banda estrearam-se internacionalmente com shows no Portugal Alive (Madrid), BAM Festival (Barcelona), FRUE Festival (Shizuoka) e WWW (T\u00f3quio). Planeja fazer mais atua\u00e7\u00f5es no exterior, nomeadamente no Brasil?<\/strong><br \/>\nO Brasil foi o primeiro pa\u00eds, fora de Portugal, que escutou a minha m\u00fasica e o Jap\u00e3o s\u00f3 existe por causa do Brasil. Em primeiro lugar, as minhas can\u00e7\u00f5es apareceram em blogues brasileiros e eu comecei a trocar algumas mensagens com eles. Os japoneses consomem muita m\u00fasica latina e da Am\u00e9rica do Sul e foi atrav\u00e9s de um desses sites que eles tomaram conhecimento de mim. Sempre esteve nos meus planos fazer um concerto no Brasil e, inclusivamente, cheguei a falar com alguns promotores. Tivemos uma oportunidade, que podia ter sido a rampa de in\u00edcio de carreira, quando tocamos em 2018 no MIMO Festival, em Amarante (cidade na regi\u00e3o norte de Portugal). \u00c9 um festival brasileiro, que tamb\u00e9m acontece em S\u00e3o Paulo, Curitiba e mais locais. O show foi um sucesso e acho que as pessoas que nos contrataram n\u00e3o sabiam muito bem como \u00e9 que a banda soava ao vivo. Quando viram o espet\u00e1culo ficaram extasiados e eu apareci na capa da revista da Globo, o que \u00e9 estranho, porque podiam ter posto um m\u00fasico portugu\u00eas mais famoso, como o Rui Veloso, mas escolheram-me a mim. No final do show, senti que tinha tido impacto. Depois, quando foi conversada a hip\u00f3tese de ir tocar a S\u00e3o Paulo disseram-me: \u201ccom a tua comitiva n\u00e3o vai dar\u201d. Eu podia ter cedido em alguns par\u00e2metros, mas n\u00e3o aceitei que s\u00f3 fossem tr\u00eas integrantes da banda. Seria muito f\u00e1cil tocar no Brasil com m\u00fasicos de l\u00e1 e at\u00e9 j\u00e1 o fiz. Essa foi a nossa grande oportunidade de entrar no contexto da programa\u00e7\u00e3o e atuar no Brasil atrav\u00e9s do MIMO, que seria perfeito, porque n\u00e3o entrar\u00edamos por um circuito pequeno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vivemos um momento de desconfinamento progressivo e do regresso das atividades culturais, mas ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer. Para onde pretende levar a sua m\u00fasica nos pr\u00f3ximos tempos?<\/strong><br \/>\nNeste momento, a minha m\u00fasica ao n\u00edvel de concertos e apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo ter\u00e1 que ficar por Portugal. Devido aos cancelamentos e aos shows que foram adiados, este ano n\u00e3o vamos ter muitas atua\u00e7\u00f5es. Eu tenho um espet\u00e1culo no dia 26 de Junho em \u00cdlhavo (cidade na regi\u00e3o centro de Portugal) e mais quatro datas confirmadas at\u00e9 ao final de 2021. Acho que com este projeto, as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo ser\u00e3o mais no pr\u00f3ximo ano. No in\u00edcio de 2022, se o planeta j\u00e1 estiver numa fase melhor, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o e \u00e0 possibilidade de viajar pelo mundo, acho que, de imediato, apontaremos para o Jap\u00e3o, porque \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds onde temos uma organiza\u00e7\u00e3o com pessoas a trabalhar na produ\u00e7\u00e3o de eventos e que nos querem contratar e levar a v\u00e1rios festivais que se realizam l\u00e1. Mas, neste momento \u00e9 imposs\u00edvel entrar no sul da \u00c1sia. Futuramente, gostaria de tocar nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, que \u00e9 onde eu tenho o meu maior p\u00fablico (registra-se mais 29.000 pessoas do que Portugal). Olhando para o mapa das estat\u00edsticas e considerando as plataformas digitais e as vendas, a minha m\u00fasica est\u00e1 presente em tudo o que est\u00e1 \u00e0 volta da costa. Estou a falar de Vermont, Boston, Nova Iorque e tamb\u00e9m tenho f\u00e3s em Ohio e New England. No in\u00edcio era s\u00f3 em Portland, Oregon e na Calif\u00f3rnia e agora \u00e9 em todo o lado menos no Alaska e nos estados do Midwest que votam no Trump (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem uma mensagem para os leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nExiste uma rela\u00e7\u00e3o muito forte entre o meu trabalho e a m\u00fasica brasileira. Por isso \u00e9 t\u00e3o imediato o gosto pela m\u00fasica, como foi r\u00e1pida a forma com que eu e os meus colegas nos interess\u00e1mos pela m\u00fasica do Brasil quando \u00e9ramos jovens. Acho que esta conjuntura \u00e9 um reflexo do lado bom da nossa hist\u00f3ria, enquanto pa\u00edses. A faceta positiva deve ser evidenciada, tanto na forma como nos expressamos nos meios de comunica\u00e7\u00e3o ou nas parcerias e colabora\u00e7\u00f5es que estabelecemos, como \u00e9 o caso do MIMO que eu referi h\u00e1 bocado. Ainda h\u00e1 uns dias eu assisti a quase todas as entrevistas da Simone (cantora brasileira), dos anos 1980 e 1990, e recordo que ela mais tarde criou uma rela\u00e7\u00e3o forte com Portugal. No fundo, o apelo que eu deixo \u00e9 este: se a transforma\u00e7\u00e3o e a forma de fazer m\u00fasica \u00e9 t\u00e3o pr\u00f3xima de um pa\u00eds para o outro, ent\u00e3o devemos preservar essa liga\u00e7\u00e3o. Cada vez \u00e9 maior a presen\u00e7a da m\u00fasica brasileira em Portugal, ali\u00e1s sempre houve, mas principalmente nos discos, e agora temos bastantes atua\u00e7\u00f5es ao vivo de artistas do Brasil. No meu caso, como tenho este lado tropical e de fus\u00e3o, que \u00e9 partilhado por muitos m\u00fasicos brasileiros, julgo que seria mais f\u00e1cil fazer um tour l\u00e1. Vamos ter que esperar que a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil mude e eu vou tentar abrir essa porta como j\u00e1 fiz no passado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Family Vows\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4YrjEeVIqv0?list=OLAK5uy_k-3j6Z3gepwFcOZkpb3xa94uGc1nXZFtU\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Influenciado pelo jazz, m\u00fasica cl\u00e1ssica, pop e world music, pelos compositores americanos e pela m\u00fasica ex\u00f3tica, Bruno Pernadas \u00e9 hoje um dos m\u00fasicos portugueses mais criativos da sua gera\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/11\/entrevista-bruno-pernadas-fala-de-seu-novo-disco-private-reasons\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":61571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5252,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61570"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61570"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61570\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61572,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61570\/revisions\/61572"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}