{"id":61436,"date":"2021-06-28T01:57:19","date_gmt":"2021-06-28T04:57:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61436"},"modified":"2021-09-08T01:16:52","modified_gmt":"2021-09-08T04:16:52","slug":"entrevista-beaten-to-death-um-moedor-de-som-extremo-melodia-e-bom-humor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/06\/28\/entrevista-beaten-to-death-um-moedor-de-som-extremo-melodia-e-bom-humor\/","title":{"rendered":"Entrevista: Beaten to Death, um moedor de som extremo, melodia e bom humor"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vem da Noruega, terra do mais tradicional black metal, um exemplo de inova\u00e7\u00e3o no grindcore. \u00c9 a banda <a href=\"https:\/\/beatentodeath.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Beaten to Death<\/a>, que expande os limites do r\u00f3tulo agregando n\u00e3o apenas refer\u00eancias de outras sonoridades brutais, como death metal e gore, mas tamb\u00e9m elementos mel\u00f3dicos que criam uma dicotomia sonora extremamente interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os indefect\u00edveis blast beats e vocais gritados em altern\u00e2ncia com guturais est\u00e3o l\u00e1. Mas essas caracter\u00edsticas dividem espa\u00e7o com um senso de melodia expressivo, principalmente nas linhas de guitarra, que, em certos momentos, remetem ao post-rock ou ao indie, e em outros lembram at\u00e9 recursos do som pesado moderno \u2014 os caras tem uma faixa chamada \u201cGrind Korn\u201d. Ali\u00e1s, cita\u00e7\u00f5es ao universo do metal, e at\u00e9 da cultura pop, nos t\u00edtulos mostram ainda a faceta bem humorada do grupo. \u201cExtremely Run To The Hills\u201d, \u201cBoy George Michael Bolton\u201d, \u201cDon&#8217;t You Dare To Call Us Heavy Metal\u201d e \u201cTrue Norwegian Internet Metal Warrior\u201d s\u00e3o exemplos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com composi\u00e7\u00f5es din\u00e2micas e carregadas de varia\u00e7\u00f5es, o grupo de Oslo (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/?s=oslo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">capital da na\u00e7\u00e3o escandinava<\/a>) junta refer\u00eancias de Napalm Death, Brutal Truth, Nasum e Discordance Axis para criar, com assinatura pr\u00f3pria, barulho agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ativa desde 2010, a B2D j\u00e1 lan\u00e7ou cinco \u00e1lbuns oficiais, al\u00e9m de singles e EPs. O disco de est\u00fadio mais recente \u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/beatentodeath.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Laat maar, ik verhuis naar het bos<\/a>\u201d, que ganhou formato f\u00edsico em 2020. Para as plataformas digitais, no entanto, o mesmo trabalho foi dividido em quatro EPs, cada um nomeado em refer\u00eancia a alguma floresta do globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO objetivo foi s\u00f3 dificultar as coisas para as pessoas. Por que fazer com que fosse f\u00e1cil? Al\u00e9m disso, fazia sentido para n\u00f3s tentarmos prolongar no meio on-line o impacto do ciclo que vem com o \u00e1lbum. Para isso, dividimos o material em v\u00e1rios lan\u00e7amentos. A capacidade de aten\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 muito curta hoje em dia\u201d, explica o vocalista Anti-Climax.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender a proposta do sexteto \u2014 cinco integrantes oficiais mais o iluminador, considerado parte do grupo \u2014 trocamos uma ideia com o frontman. Entre os temas abordados est\u00e3o ecletismo, influ\u00eancias, cena norueguesa, vontade de criar sons fora da caixa, avers\u00e3o a biografias e humor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSomos caras cansados, deprimidos e azedos em nossas vidas di\u00e1rias, e \u00e9 isso que nos inspira a fazer m\u00fasica intensa. O humor nos ajuda a suportar o estado triste e deprimente do mundo\u201d, revela Anti-Climax.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta entrevista foi originalmente publicada na edi\u00e7\u00e3o de maio de 2021 da <a href=\"http:\/\/www.lojararozine.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Raro Zine<\/a>, que tem somente exemplares impressos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beaten To Death - Flatulence Of Emotions (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YrjV0qB96bY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bandas grind que exploram possiblidades para al\u00e9m dos limites do g\u00eanero, como voc\u00eas, soam interessantes. Fazer m\u00fasica extrema, que tem no grind seu n\u00facleo central, mas que agrega outras refer\u00eancias, era a ideia da Beaten to Death desde o come\u00e7o?<\/strong><br \/>\nSim, com certeza. Nunca quisemos ser grinders obstinados, \u201dverdadeiros\u201d. Isso sempre foi pensado para ser nossa plataforma de lan\u00e7amento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E por que a op\u00e7\u00e3o de adotar uma linha mais mel\u00f3dica? Algo que faz com algumas pessoas os classifiquem como \u201cgrind mel\u00f3dico\u201d?<\/strong><br \/>\nPorque curtimos melodias. Precisamos de alguma do\u00e7ura para suportar os intermin\u00e1veis blast beats e gritaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda sobre o lado ecl\u00e9tico da B2D: a banda incorpora elementos do j\u00e1 mencionado grind, mas tamb\u00e9m de outros subg\u00eaneros extremos, como death, hardcore e gore. Al\u00e9m disso, h\u00e1 elementos de rock alternativo, deixando os sons bem din\u00e2micos e cativantes. Essa mistura n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o frequente nesse tipo de som. Por que acredita haver certa resist\u00eancia em admitir gostar ou mesmo usar essas refer\u00eancias entre quem faz m\u00fasica extrema, principalmente no metal. O lance do \u201ctrue\u201d.<\/strong><br \/>\nAcredito que muitas pessoas amam a pureza de se apegar a alguns preceitos e fazer m\u00fasica extrema dentro de um certo conjunto de regras. Posso at\u00e9 curtir isso como ouvinte, mas tamb\u00e9m preciso de algo um pouco mais din\u00e2mico \u00e0s vezes. E, como m\u00fasico, n\u00e3o acho que vou durar muito tocando exatamente a mesma coisa. Eu ficaria entediado. Mas tenho nada mais do que respeito por quem procura permanecer fiel \u00e0s conven\u00e7\u00f5es e ser dedicado a isso. Vou comprar os discos desse pessoal e ouvir de cabo a rabo ao lado de algum suave e relaxante jazz ou algo do tipo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Poderia citar bandas, do espectro extremo ao mais acess\u00edvel, que s\u00e3o influ\u00eancias para a B2D?<\/strong><br \/>\nOuvimos diferentes tipos de m\u00fasicas. Nossos gostos para som s\u00e3o t\u00e3o diferentes que at\u00e9 me espanta conseguirmos concordar em algo. Todos curtimos Death, Obituary, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/28\/entrevista-mark-barney-greenway-fala-do-novo-disco-do-napalm-death\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Napalm Death<\/a>, Burnt By The Sun e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/11\/tres-discos-nelly-furtado-sheryl-crow-e-aimee-mann\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sheryl Crow<\/a>. Isso nunca vai mudar. Para mim, meu estilo vocal sempre foi pesadamente influenciado pelo Kevin Sharp do Brutal Truth e pelo Jon Chang do Discordance Axis, mas sempre pego novas refer\u00eancias em outros lugares regularmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considerando essa est\u00e9tica costurada com sonoridades variadas, como \u00e9 o processo de composi\u00e7\u00e3o da B2D?<\/strong><br \/>\nNunca ficamos presos em uma rotina espec\u00edfica de composi\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, algu\u00e9m aparece com um som quase completo, mas na maior parte das situa\u00e7\u00f5es tudo come\u00e7a com riffs que s\u00e3o mostrados em ensaios e a gente v\u00ea onde isso vai parar. O \u00faltimo \u00e1lbum foi o nosso esfor\u00e7o mais colaborativo at\u00e9 o momento. Todos contribu\u00edram com riffs e arranjos pela primeira vez, acho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O fato de serem da Noruega, ber\u00e7o de grandes nomes da m\u00fasica extrema, afeta voc\u00eas de alguma maneira, como m\u00fasicos e como pessoas que escolheram trilhar o caminho art\u00edstico?<\/strong><br \/>\nIsso n\u00e3o nos afeta muito, na real. Embora nosso baterista (Anti-Christian) continue tocando black metal, e eu tenha um hist\u00f3rico nessa cena na minha adolesc\u00eancia. Mas realmente n\u00e3o nos sentimos conectados com o pessoal do black metal, como banda. Os poucos dessa galera que nos ouviram devem ter balan\u00e7ado a cabe\u00e7a e pensado que somos uma merda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outra quest\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum no universo da m\u00fasica extrema e que diferencia a B2D de seus pares \u00e9 o senso de humor. O mundo j\u00e1 seria ranzinza o suficiente para reproduzir isso na m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nSomos caras cansados, deprimidos e azedos em nossas vidas di\u00e1rias, e \u00e9 isso que nos inspira a fazer m\u00fasica intensa. O humor nos ajuda a suportar o estado triste e deprimente do mundo. Dito isso, \u00e9 preciso pontuar que somos bastante s\u00e9rios quanto a nossa m\u00fasica ao mesmo tempo em que rimos dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum mais recente \u201cLaat Maar, ik Verhuis Naar Het Bos\u201d foi lan\u00e7ado em formato f\u00edsico em setembro de 2020. Mas nas plataformas digitais o registro foi fatiado em quatro diferentes EPs. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nO objetivo foi s\u00f3 dificultar as coisas para as pessoas. Por que fazer com que fosse f\u00e1cil? Al\u00e9m disso, fazia sentido para n\u00f3s tentarmos prolongar no meio on-line o impacto do ciclo que vem com \u00e1lbum. Para isso, dividimos o material em v\u00e1rios lan\u00e7amentos. A capacidade de aten\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 muito curta hoje em dia. A molecada parece correr atr\u00e1s de m\u00fasicas novas e instantaneamente esquec\u00ea-las em seguida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E qual raz\u00e3o para nomear esses quatro EPs com nomes de florestas ao redor do mundo, j\u00e1 que as letras n\u00e3o versam muito sobre meio ambiente?<\/strong><br \/>\nO t\u00edtulo do disco \u00e9 \u201cLaat maar, ik verhuis naar het bos\u201d e pode ser traduzido como \u201cDeixa pra l\u00e1, estou me mudando para a floresta\u201d. Ao particionar o disco em quatro, pensamos que dever\u00edamos colocar em cada um deles t\u00edtulos referentes a florestas das quais gostamos. Tem uma faixa do \u00e1lbum que foca na quest\u00e3o ambiental, \u00e9 \u201cS\u00e5 gj\u00f8r vi s\u00e5 n\u00e5r solen slikker v\u00e5rt kj\u00f8tt\u201d (que, segundo o google translator, quer dizer: \u201cEnt\u00e3o fazemos quando o sol lambe nossa carne\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas conseguem viver da m\u00fasica ou t\u00eam empregos regulares? No caso da segunda op\u00e7\u00e3o, como fazem para dividir o tempo entre banda, trampo, fam\u00edlia\u2026?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o fazemos um tost\u00e3o furado com m\u00fasica. O Anti-Christian (baterista) \u00e9 o mais ativo entre n\u00f3s, em termos de turn\u00eas, j\u00e1 que ele toca em outras bandas. O Mika (baixista) recebe como m\u00fasico de teatro, \u00e0s vezes. Mas nada mais que isso. Somos todos dependentes de outras fontes de renda. Com a Beaten to Death n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o complicado de dividir o tempo com fam\u00edlia e trabalho, pois n\u00e3o tocamos muito ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e3o todos na casa dos 40 anos, certo? O que ainda faz valer a pena estar em uma banda barulhenta e r\u00e1pida, fazer shows fren\u00e9ticos, ficar empilhado numa van para viajar e outras merdas do tipo?<\/strong><br \/>\nSomos sim caras de meia-idade. \u00c0s vezes, de fato, temos de nos perguntar se vale a pena, mas estamos aqui ainda moendo depois de tantos anos. Ent\u00e3o, acho que tem algo que compensa o esfor\u00e7o. Talvez isso esteja relacionado ao metal, o lance de compromisso para a vida toda. Hoje em dia, no entanto, gastamos mais dinheiro em boas acomoda\u00e7\u00f5es e comida de qualidade quando estamos fora tocando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas n\u00e3o t\u00eam receio de que tocar feito loucos, bater cabe\u00e7a e gritar at\u00e9 os pulm\u00f5es quase sa\u00edrem para fora pode cobrar um pre\u00e7o na sa\u00fade f\u00edsica?<\/strong><br \/>\nSim. E \u00e0s vezes isso realmente acontece. Mas aquecer apropriadamente, pular as \u00faltimas horas das festas p\u00f3s-shows, tomar muita \u00e1gua e ter uma boa noite de sono faz maravilhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acha que o futuro da m\u00fasica criativa, aquela que instiga e n\u00e3o se prende em padr\u00f5es tradicionais \u2014 seja pop ou extrema \u2014 est\u00e1 no underground?<\/strong><br \/>\nTenho bastante dificuldade em prever o que vai acontecer com a m\u00fasica agora. As cenas est\u00e3o fragmentadas, e todos est\u00e3o se comunicando em in\u00fameras diferentes plataformas de redes sociais. Estou prestes a pular fora desse trem veloz em movimento. A garotada vai ter de descobrir o que fazer na sequ\u00eancia. Eu vou sentar em casa e ouvir minhas fitas demo de necro death metal e deixar o mundo voar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os caras do Beaten to Death t\u00eam outras bandas? Quais?<\/strong><br \/>\nSim, a maioria de n\u00f3s est\u00e1 envolvido com outros grupos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossos guitarristas Tommy e Martin t\u00eam um projeto transatl\u00e2ntico chamado Corrosion, com uns amigos da Fl\u00f3rida. Martin ainda toca no trio instrumental controlador de c\u00e9rebros Grant The Sun.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O raivoso filho da puta das quatro cordas Mika \u00e9 um membro vital\u00edcio da lenda thrash do norte Defender, embora eles n\u00e3o estejam mais ativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joffe, nosso iluminador que consideramos como parte da banda, toca baixo no Syndrom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estou lan\u00e7ando material com a She Said Destroy atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso batera Anti-Christian est\u00e1 sempre com v\u00e1rias bandas, \u00e9 dif\u00edcil at\u00e9 lembrar. Por ora, ele toca com Gothminister, Nattverd, Doedsvangr e Razor Bats.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para finalizar: por que voc\u00eas pensam que biografias de banda s\u00e3o entediantes e que ningu\u00e9m se interessa, como diz <a href=\"https:\/\/beatentodeath.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na sua pr\u00f3pria bio do Bandcamp<\/a>?<\/strong><br \/>\nPosso entender como ler a biografia do Led Zeppelin, por exemplo, pode ser um entretenimento bacana para f\u00e3s de m\u00fasica, j\u00e1 que eles s\u00e3o tipo uma lenda. Mas ler nossa bio? Convenhamos, somos pais cansados de 40 e tantos anos tocando m\u00fasica barulhenta em nosso tempo livre. Voc\u00ea muito provavelmente pode levar uma vida mais interessante que a nossa. Escreva sua pr\u00f3pria biografia e envie pra gente. Estou sempre em busca de algo para ler enquanto esvazio minhas entranhas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beaten To Death - Melankolske oppst\u00f8t (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EuT4FkYzGBE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beaten To Death - Run Burn Move Die (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H5asRg26u7I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BEATEN TO DEATH Live At OBSCENE EXTREME 2019!!!\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m3lvMOrwpp8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, vocalista da\u00a0<a href=\"https:\/\/diokane.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diokane<\/a>\u00a0e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Vem da Noruega, terra do mais tradicional black metal, um exemplo de inova\u00e7\u00e3o no grindcore expandindo os limites do r\u00f3tulo agregando n\u00e3o apenas refer\u00eancias de outras sonoridades brutais, como death metal e gore, mas tamb\u00e9m elementos mel\u00f3dicos e muito bom humor.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/06\/28\/entrevista-beaten-to-death-um-moedor-de-som-extremo-melodia-e-bom-humor\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":61441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5238],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61436"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61436"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61443,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61436\/revisions\/61443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}