{"id":61328,"date":"2021-06-18T02:53:39","date_gmt":"2021-06-18T05:53:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61328"},"modified":"2021-08-05T02:37:32","modified_gmt":"2021-08-05T05:37:32","slug":"entrevista-eddie-lanca-atica-e-avisa-a-cultura-e-a-identidade-nacional-estao-sendo-atacadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/06\/18\/entrevista-eddie-lanca-atica-e-avisa-a-cultura-e-a-identidade-nacional-estao-sendo-atacadas\/","title":{"rendered":"Entrevista &#8211; Eddie lan\u00e7a &#8220;Ati\u00e7a&#8221; e avisa: &#8220;A cultura e a identidade nacional est\u00e3o sendo atacadas&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Natural de Olinda, Pernambuco, e com mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de excelentes servi\u00e7os prestados \u00e0 m\u00fasica brasileira, a Eddie \u00e9 fruto da efervescente cena dos anos 90 e no seu caldeir\u00e3o de sons convivem com naturalidade o punk rock, a m\u00fasica eletr\u00f4nica e, alinhados a identidade regional, o frevo e o carnaval.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por F\u00e1bio Trummer (guitarras e voz), Alexandre Ur\u00eaa (percuss\u00e3o e voz), Andr\u00e9 Oliveira (trompetes, teclados e samplers), Rob Meira (baixo) e Kiko Meira (bateria), a Eddie j\u00e1 lan\u00e7ou oito \u00e1lbuns de est\u00fadio, destacando o cl\u00e1ssico \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y0QNmd12LLI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Original Olinda Style<\/a>\u201d (2002) mais \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q6OunJH_YBg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carnaval no Inferno<\/a>\u201d (2008) e \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tYSbSLx0xWE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morte e Vida<\/a>\u201d (2015), entre outros, al\u00e9m de um \u00e1lbum ao vivo que celebrou os 25 anos de estrada (\u201c25 Anos \u00a11989.2014!\u201d, de 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora eles retornam com \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PmKAClGJKzM&amp;list=OLAK5uy_kjwhZTI1O7sl6kBJwlgMlW9kEjbG5QZ4I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ati\u00e7a<\/a>\u201d (2021), que segue apostando na miscel\u00e2nea sonora habitual, com um olhar atento a quest\u00f5es sociais que afligem a contemporaneidade. No hall das participa\u00e7\u00f5es especiais est\u00e3o Sofia Freire, Isaar, Ganga Barreto e Orquestra Henrique Dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, o guitarrista e compositor F\u00e1bio Trummer fala sobre a pandemia, longevidade art\u00edstica, o papel da arte em tempos de obscurantismo, as participa\u00e7\u00f5es especiais no novo disco, capitalismo, estado e injusti\u00e7as sociais, a import\u00e2ncia cultura nordestina no cen\u00e1rio nacional, planos futuros e muito mais. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Banda Eddie - Ati\u00e7a  (Full Album)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q7x71PL4BJg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 de praxe tenho aqui no S&amp;Y temos come\u00e7ado as entrevistas abordando a pandemia. Nesse sentido como tem sido esse per\u00edodo para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nA pandemia causou a quebra do que pensamos que nunca iria mudar, nossas rotinas, modos de trabalho, din\u00e2mica financeira&#8230; Desde o in\u00edcio pensamos em aproveitar e tentar produzir algo para n\u00e3o ficar tanto tempo sem trabalhar, pois perder\u00edamos \u201critmo de jogo\u201d e tamb\u00e9m amea\u00e7a a comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Foi quando decidimos que um \u00e1lbum preencheria um pouco desse \u201cv\u00e1cuo\u201d e foi assim que terminamos \u201cAti\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O frevo, o punk, ska, reggae e o samba foram alguns dos ritmos que a banda explorou no decorrer de tr\u00eas d\u00e9cadas. Alinhado a diversidade sonora, outro fator comum ao fazer musical da Eddie \u00e9 a presen\u00e7a de um discurso pol\u00edtico \/ social nas composi\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, como se deu a sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica e a inter-rela\u00e7\u00e3o com essas pautas?<\/strong><br \/>\nObrigado!!!! Nossas letras sempre tiveram um lado pol\u00edtico social muito ativo, sem d\u00favida o mais presente nos temas cantados, agora voltamos a ter problemas sociais mais profundos, alta da viol\u00eancia do Estado com a popula\u00e7\u00e3o, alta na manipula\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, alta da infla\u00e7\u00e3o&#8230; Naturalmente esse \u201ctema\u201d ou \u201crealidade\u201d passou a ser mais sentida por n\u00f3s e ocupou um espa\u00e7o de destaque na nossa m\u00fasica. N\u00e3o \u00e9 hora de falar dos prazeres de viver com tanta amea\u00e7a \u00e0 vida como agora. Nossa vontade era poder falar desses assuntos sem cair na repeti\u00e7\u00e3o sem fim das discuss\u00f5es das redes sociais que costumam ficar na superf\u00edcie dos problemas e tamb\u00e9m s\u00f3 oferecer solu\u00e7\u00f5es pol\u00edtico partid\u00e1rias \u2013 o que n\u00e3o nos interessa em transformar em can\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda abordando o car\u00e1ter temporal, a Eddie celebrou recentemente 30 anos carreira. De l\u00e1 para c\u00e1 a banda lan\u00e7ou diversos \u00e1lbuns de est\u00fadio, permanecendo viva e relevante para a cultura brasileira. Fazendo este retrospecto, qual a principal contribui\u00e7\u00e3o que o grupo tem deixado na m\u00fasica popular? E ainda: qual a for\u00e7a motriz que move a longevidade de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o sei exatamente o que nossa obra oferece para a MPB, mas intuitivamente a gente tenta seguir nossa identidade e busca pela originalidade. Pensamos que para ter longevidade e um espa\u00e7o no mercado de trabalho essa seria a sa\u00edda. Somente uma m\u00fasica que retratasse quem somos enquanto povo poderia ter relev\u00e2ncia num universo t\u00e3o rico quanto o da nossa MPB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Ati\u00e7a&#8221; a banda promove um encontro de v\u00e1rios olhares para o cotidiano, ora de forma esperan\u00e7osa para com a humanidade, ora de forma cr\u00edtica aos valores da contemporaneidade. Tal escolha reflete uma das reflex\u00f5es mais importantes a respeito da arte: o seu car\u00e1ter de reflex\u00e3o social. Em tempos onde essa arte segue sendo deturpada e desvalorizada por um bando de ac\u00e9falos, como voc\u00ea v\u00ea este movimento? Qual a melhor resposta a ser dada neste momento tenebroso em que estamos?<\/strong><br \/>\nA cultura e a identidade nacional est\u00e3o sendo atacadas, o governo promove um enfraquecimento da nossa autoestima e condena a verdade sentida pelos artistas. A arte tem que ter um car\u00e1ter de dentro pra fora, apesar do mercado vender muitas vezes produtos de entretenimento \u2013 e por ser a m\u00fasica ou o cinema tratado por ele como \u201carte\u201d \u2013 esse movimento \u00e9 de fora pra dentro, n\u00e3o tem a\u00e7\u00e3o provocadora de mudan\u00e7as na sociedade, de ativar o pensamento cr\u00edtico, de enxergar al\u00e9m das bolhas em que estamos inseridos, e isso destr\u00f3i qualquer tipo de desenvolvimento poss\u00edvel. Quando se combate a cultura, a arte genu\u00edna, \u00e9 a hora de fortalecer nossas convic\u00e7\u00f5es e tentar fazer um trabalho que seja motivador para as buscas de sa\u00edda. Ou que pelo menos seja um relato da realidade que viv\u00edamos em determinado per\u00edodo da hist\u00f3ria, cr\u00f4nica da nossa \u00e9poca&#8230; Quanto maior o desafio, maior a arte se apresenta, ela \u00e9 feita de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco tem uma s\u00e9rie de convidados especiais como Sofia Freire, Isaar, Ganga Barreto e Orquestra Henrique Dias. Como se deu a sele\u00e7\u00e3o? E quais as contribui\u00e7\u00f5es que cada um trouxe para o resultado final?<\/strong><br \/>\nA escolha se d\u00e1 por muitos motivos. A Sofia tem um trabalho \u00f3timo, qualidades poderosas, identidade. Nesse caso foi uma maneira de conversar com essa nova gera\u00e7\u00e3o que t\u00e1 a\u00ed, trocar saberes. A Ganga \u00e9 irm\u00e3 do Ur\u00eaa, percuss\u00e3o e voz da banda, ela \u00e9 uma cantora majestosa e da nossa turma, naturalmente arrumamos lugar pra sua voz. O Samuca de Bras\u00edlia fez uma participa\u00e7\u00e3o em nosso show e o banjo que ele fez parecia uma extens\u00e3o da nossa orquestra\u00e7\u00e3o e na busca por timbres e texturas novas o convidamos e ele arrasou. A Isaar est\u00e1 sempre com a gente em show, parceria antiga e at\u00e9 os caras da mix, que s\u00e3o tr\u00eas, Tostoi, Buguinha e L\u00e9o D s\u00e3o por motiva\u00e7\u00f5es diferentes, mas com o intuito de somar ao nosso som no resultado final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando a quest\u00f5es pol\u00edticos \/ sociais, a banda nunca deixou de se posicionar contra em quest\u00f5es pontuais como, por exemplo, o regime capitalista. A faixa &#8220;Amassando a Massa&#8221;, presente no novo disco, \u00e9 um bom exemplo desta contribui\u00e7\u00e3o ao debate j\u00e1 que ali voc\u00ea promove cr\u00edticas pontuais ao classicismo, ao racismo e as desigualdades sociais. Nesse sentido, qual a alternativa a ser oferecida para que a sociedade consiga ver que precisamos trilhar outros caminhos?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9! Por onde passei aqui no Brasil o capitalismo praticado tem acabado com possibilidade de um pa\u00eds mais justo. Ele tem sido o modelador das pol\u00edticas p\u00fablicas a ponto de promover golpes para que n\u00e3o mude algumas regras b\u00e1sicas da subservi\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o ao poder econ\u00f4mico, o lob do mercado dentro das gest\u00f5es p\u00fablicas tem impedido que tenhamos autonomia enquanto na\u00e7\u00e3o, que tenhamos uma equaliza\u00e7\u00e3o social mais adequada. Vivemos esse desmanche nos \u00faltimos anos, voltou com mais for\u00e7a o poder de decis\u00e3o nas pol\u00edticas sociais de grupos econ\u00f4micos e claramente h\u00e1 um empobrecimento da popula\u00e7\u00e3o em detrimento do enriquecimento de uns poucos, com isso vem mais impunidade, menos servi\u00e7os, subempregos, maior a desumanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pernambuco \u00e9 um dos maiores celeiros culturais brasileiros e esta realidade n\u00e3o \u00e9 de hoje, indo muito al\u00e9m do frevo. E digo isso sem nenhum dem\u00e9rito ao g\u00eanero. Como filho da cultura, qual a rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre o estado e o seu modo de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica?<\/strong><br \/>\nO Nordeste \u00e9 muito diverso. Recife e PE est\u00e3o no meio do NE e em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica no mapa nacional. A dist\u00e2ncia do Sudeste e assim do grosso do mercado musical nos proporcionou essa chance de n\u00e3o usar somente dos ingredientes que a m\u00fasica comercial oferecia. E estando ali no cora\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o t\u00e3o diversa em express\u00f5es populares e erudita come\u00e7amos a olhar para o que t\u00ednhamos de novidade para oferecer e assim conseguimos abrir espa\u00e7o de trabalho mundo afora&#8230; De repente isso virou motivo para nossa autoestima. Nos vermos e gostar do que vimos foi tamb\u00e9m uma maneira de nos encontrarmos enquanto identidade e isso, acho eu, fez a diferen\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o criativa da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fazer uma lista de artistas que mais se destacam na cultura local \u00e9 um dos exerc\u00edcios mais dificultosos tamanho o volume de produ\u00e7\u00f5es e a qualidade criadas ao longo dos anos. Ocupando a posi\u00e7\u00e3o privilegiada de quem vivenciou este crescimento como poucos, quais s\u00e3o os elementos cruciais que ajudaram a construir esta s\u00f3lida e frut\u00edfera cena?<\/strong><br \/>\nAcho que j\u00e1 respondi em partes nas respostas anteriores, mas tem fatores que observo que podem ter motivado o acontecido. \u00c9ramos muitos e decididos a viver da m\u00fasica no in\u00edcio dos anos 90. N\u00e3o havia um g\u00eanero ou cena \u00fanica musical que nos norteasse naquele momento. Cada um de n\u00f3s tinha sua pr\u00f3pria identidade, t\u00ednhamos compositores, v\u00e1rios e bons naquele momento, o que n\u00e3o costuma acontecer com frequ\u00eancia. Isso nos tornou um grupo grande e s\u00f3lido, com qualidades e al\u00e9m do mais tivemos estrategistas que souberam transformar esse potencial em realidade, isso alavancou uma onda que trouxe parte da sociedade junto e de repente era poss\u00edvel viver de m\u00fasica na cidade. O cinema acompanhou esse movimento e o Brasil era bem visto l\u00e1 fora nessa \u00e9poca e a nossa turma estava oferecendo uma m\u00fasica brasileira e n\u00e3o aquela m\u00fasica c\u00f3pia do que eles produziam&#8230; Esse interesse de fora mudou o pensamento do mercado dentro do pa\u00eds e a coisa foi crescendo com o tempo. E com o tempo o que era um movimento espont\u00e2neo e amador foi evoluindo e se profissionalizando&#8230; Eu digo sempre que foi uma sorte hist\u00f3rico geogr\u00e1fica o que nos levou a construir o \u201cmanguebeat\u201d, que foi o nome dado na embalagem desse t\u00e3o diverso movimento cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim falar de planos futuros neste pa\u00eds desgovernado que \u00e9 o Brasil \u00e9 miss\u00e3o das mais dif\u00edceis, mas em meio a tanta nebulosidade quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos da Eddie?<\/strong><br \/>\nQueremos sobreviver e ver o mundo de volta, se reunir, ensaiar e tocar esse \u00e1lbum novo, dar vida as novas can\u00e7\u00f5es na nossa imagina\u00e7\u00e3o vendo e sentindo pela rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Pensar novas m\u00fasicas e grav\u00e1-las, dar continuidade ao nosso trabalho, seguir em frente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-61329\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/CAPA-ATICA.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/CAPA-ATICA.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/CAPA-ATICA-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/CAPA-ATICA-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"F\u00e1bio Trummer fala sobre a pandemia, longevidade art\u00edstica, o papel da arte em tempos de obscurantismo, as participa\u00e7\u00f5es especiais no novo disco, capitalismo, estado e injusti\u00e7as sociais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/06\/18\/entrevista-eddie-lanca-atica-e-avisa-a-cultura-e-a-identidade-nacional-estao-sendo-atacadas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":61330,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3920],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61328"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61328"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61332,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61328\/revisions\/61332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}