{"id":61223,"date":"2021-06-11T00:12:04","date_gmt":"2021-06-11T03:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61223"},"modified":"2021-08-05T02:37:23","modified_gmt":"2021-08-05T05:37:23","slug":"entrevista-olivia-de-amores-fala-sobre-seu-primeiro-disco-nao-e-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/06\/11\/entrevista-olivia-de-amores-fala-sobre-seu-primeiro-disco-nao-e-doce\/","title":{"rendered":"Entrevista: Ol\u00edvia de Amores fala de seu primeiro disco, \u201cN\u00e3o \u00c9 Doce\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cantora, guitarrista e compositora amazonense de Manaus, Ol\u00edvia de Moraes ficou quase 10 anos \u00e0 frente do power trio de rock alternativo An\u00f4nimos Alhures. Depois de shows e participa\u00e7\u00f5es em festivais locais, a promissora banda deixou registrado um \u00fanico disco \u2013 \u201cA Maquinaria Come\u00e7ou a Rodar\u201d, lan\u00e7ado de forma independente em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim de 2016 e come\u00e7o de 2017, com a morte da bisav\u00f3 \u2013 tamb\u00e9m chamada Ol\u00edvia \u2013, o falecimento de uma amiga e o t\u00e9rmino de um longo relacionamento, a musicista resolveu remexer no ba\u00fa de can\u00e7\u00f5es que criou desde a adolesc\u00eancia e n\u00e3o pretendia encaixar no repert\u00f3rio de sua banda. Para separar suas personas, Ol\u00edvia de Moraes ent\u00e3o tornou-se <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/oliviadeamores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ol\u00edvia de Amores<\/a> e passou a planejar um disco solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autodidata nas seis cordas, ela foi aprendendo outros instrumentos, como baixo, percuss\u00e3o, sintetizadores e ainda produ\u00e7\u00e3o musical. Motivada por experi\u00eancias amargas mas que tamb\u00e9m trouxeram amadurecimento, Ol\u00edvia lan\u00e7ou de forma independente em 2020 o resultado de seu extenso processo de luto pessoal: o \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/www.oliviadeamores.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e3o \u00c9 Doce<\/a>\u201d, produzido por Bruno Prestes e masterizado por Steve Fallone \u2013 vencedor de um Grammy que j\u00e1 trabalhou com grandes nomes como Strokes, Tame Impala e Kacey Musgraves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inspirada por refer\u00eancias d\u00edspares e ao mesmo tempo complementares como St. Vincent, PJ Harvey, Letrux, C\u00edcero (em <strong>\u201cCan\u00e7\u00f5es<\/strong> de Apartamento\u201d), Carne Doce, Mademoiselle K e Land Of Talk, Ol\u00edvia de Amores invoca durante as 10 faixas de \u201cN\u00e3o \u00c9 Doce\u201d linguagens do rock, mpb, cita\u00e7\u00f5es ao brega nortista, electro-rock e arranjos shoegaze na guitarra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, assim como todas as pessoas ao longo de 2020, Ol\u00edvia teve de enfrentar um obst\u00e1culo inesperado para a promo\u00e7\u00e3o de seu trabalho: o coronav\u00edrus. E especificamente de forma mais pessoal com a crise sanit\u00e1ria no estado do Amazonas, culminando com a perda de mais um parente: a av\u00f3 Gl\u00f3ria pelo Covid-19, em fevereiro deste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com todos os percal\u00e7os, Ol\u00edvia segue seu caminho como uma artista muito consciente de sua obra e de seus significados, despontando como um dos principais nomes da cena independente do Norte do Brasil. Em entrevista ao Scream &amp; Yell, ela rememora os anos com a banda An\u00f4nimos Alhures e conta mais sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o de sua estreia solo e de seus excelentes videoclipes. Com voc\u00eas, Ol\u00edvia de Amores.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"La Cancionera - Ol\u00edvia de Amores\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YD6DQ2j30xU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea ficou \u00e0 frente do An\u00f4nimos Alhures por quase 10 anos. O que te levou a virar artista solo?<\/strong><br \/>\nA introspec\u00e7\u00e3o me levou \u00e0 carreira solo. Sempre vinculei o fato de ter banda \u00e0 viv\u00eancia de palco e a vida me colocou numa bifurca\u00e7\u00e3o ali em 2016: ou eu tentava reunir alguma energia pra manter a banda \u2013 e todo trabalho que isso envolve, tanto em marcar reuni\u00f5es, ensaios, articular coisas coletivamente, quanto a energia de subir num palco mesmo \u2013 ou eu guardava o pouquinho de energia que eu tinha, combinava com o tanto de m\u00e1goa em que eu tava imersa e me dedicava a um trabalho mais \u00edntimo. A segunda op\u00e7\u00e3o virou a \u00fanica alternativa, no fim das contas. Pesou tamb\u00e9m uma vontade de me desvencilhar do compromisso de fazer algo bom e fazer dar certo. Em uma banda voc\u00ea simplesmente tem que assumir que investir em um potencial fracasso \u00e9 submeter os teus companheiros \u00e0 mesma bad.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cN\u00e3o \u00c9 Doce\u201d traz duas m\u00fasicas do An\u00f4nimos Alhures: \u201cLa Cancionera\u201d e \u201cBrado Apocal\u00edptico\u201d. Por que voc\u00ea resolveu regravar essas can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nDurante os meus 10 anos de banda, tive meus melhores momentos de descoberta como musicista, mas tamb\u00e9m tive muita frustra\u00e7\u00e3o de n\u00e3o poder gravar as coisas da melhor forma, como tinha composto na minha cabe\u00e7a, com os arranjos e a inten\u00e7\u00e3o que eu tinha, por quest\u00f5es financeiras mesmo. No meio do processo de fazer o projeto solo, me deu vontade de toc\u00e1-las e me dei essa oportunidade de regravar com alguma inten\u00e7\u00e3o criativa mais original. Dei uma ressignifica\u00e7\u00e3o para algumas delas em um momento de mais intimidade. E me contive para n\u00e3o refazer mais nenhuma pois seria apenas um \u2018An\u00f4nimos Alhures chique\u2019. Preferi diversificar depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco da An\u00f4nimos Alhures parece ter uma pegada mais guitarr\u00edstica, enquanto que no seu as faixas seguem uma linguagem mais pop. Voc\u00ea concorda com isso?<\/strong><br \/>\nConcordo em partes. Na An\u00f4nimos Alhures eu estava em um formato de trio. Eu era a \u00fanica guitarrista e a \u00fanica vocalista. Isso impunha na minha guitarra a fun\u00e7\u00e3o e responsabilidade de me desdobrar para fazer todos os arranjos poss\u00edveis, nos quais eu fazia solo e base. Talvez por isso pare\u00e7a ser mais rock ou guitarreiro. Mas no meu projeto, pego essa ideia e n\u00e3o canalizo apenas na guitarra; eu consigo viver essa ideia em v\u00e1rios corpos. Um solo que eu pensei originalmente para a guitarra mas com um timbre diferente, eu simplesmente fa\u00e7o num sintetizador, n\u00e3o preciso fazer numa guitarra. Assim posso ser seis pessoas, sete, oito e tudo bem, o est\u00fadio permitia isso. E no palco agora com uma nova forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A capa do \u00e1lbum traz voc\u00ea com uma esp\u00e9cie de monstro te abra\u00e7ando. De onde saiu essa ideia e qual o significado dela?<\/strong><br \/>\nTodos v\u00e3o saber o que ele significa e seus motivos em breve, ap\u00f3s o lan\u00e7amento do curta-metragem do \u00e1lbum, em que o monstro \u00e9 um dos personagens. Ele simboliza alguns sentimentos densos, um pouco depressivos, que est\u00e3o ali o tempo todo, pegando no teu pesco\u00e7o e se alternando na vida e te substituindo em algumas coisas de uma forma metaf\u00f3rica, na forma de agir e reagir. Mas as pessoas v\u00e3o ter uma no\u00e7\u00e3o mais contextualizada disso tudo quando sair o filme.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-61226\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/olivia2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/olivia2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/olivia2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/olivia2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cN\u00e3o \u00c9 Doce\u201d foi produzido pelo Bruno Prestes. Como acha que ele influenciou no som do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nO Bruno me conheceu na minha pior forma: mixando o \u00e1udio de um dos piores (se n\u00e3o o pior) shows que j\u00e1 fiz. Era um festival em outro munic\u00edpio, o baterista n\u00e3o tinha chegado a tempo, tive que brigar pelo direito de tocar sozinha e ele apareceu, j\u00e1 depois dos meus primeiros acordes. Por causa do estresse, bebi muito, fiquei com raiva e cantei do jeito que dava. Bruno ainda assim gostou de mim, mesmo depois do trabalho que dei pra ele na edi\u00e7\u00e3o. Pra mim isso era apostar mesmo no meu trabalho, acabou me incentivando muito. E ele \u00e9 uma refer\u00eancia aqui em Manaus, cantor, guitarrista e compositor de uma banda que inspirou muito amazonense roqueiro, a Several. Desse acaso, ficamos conhecidos e depois firmamos essa amizade com as grava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco foi masterizado por Steve Fallone, um grande nome estrangeiro. Como aconteceu isso?<\/strong><br \/>\nO Fallone veio pela pesquisa e pelo momento em que o d\u00f3lar ainda era poss\u00edvel. Apesar de um contato bem raro, de conversar mesmo com ele, acabou que no final tamb\u00e9m ficou mais pessoal a rela\u00e7\u00e3o, e ele falou que gosta muito das minhas m\u00fasicas. Fiquei muito feliz, valeu demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum tem at\u00e9 o momento sete clipes, um jogo para celular e tamb\u00e9m tem o filme que vai sair em breve. Voc\u00ea sempre pensa nas suas cria\u00e7\u00f5es desta forma multim\u00eddia?<\/strong><br \/>\nEu acho que j\u00e1 componho bem &#8220;multim\u00eddia&#8221;. Ou melhor, de uma forma meio sinest\u00e9sica. Por exemplo, &#8220;Abisso&#8221; compus a partir de imagens mentais sobre o que seria viver numa fossa abissal; &#8220;Janela Remota&#8221; fiz como se ela fosse um filme e a m\u00fasica um roteiro; &#8220;S\u00f3 Vamo&#8221; compus de uma forma 8bit, como se fosse um game (j\u00e1 imaginando que seria um game).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu at\u00e9 ia comentar sobre o clipe de \u201cS\u00f3 Vamo\u201d e o jogo relacionado \u201cSuper Maria Sis\u201d (<a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=com.oliviadeamores.supermariasis&amp;hl=pt_BR&amp;gl=US\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dispon\u00edvel na Play Store<\/a>). Durante a coisa toda voc\u00ea passa por umas paredes com umas frases homof\u00f3bicas, uns bolsominions, mas ao mesmo tempo tem alguma leveza ali.<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 justamente a minha m\u00fasica 100% feliz e bem curta. N\u00e3o sei falar muito sobre coisa alegre. Eu sou uma pessoa alegre, mas quando se trata de m\u00fasica, n\u00e3o \u00e9 um sentimento muito rico ou motivador. Eu acho que a alegria \u00e9 autoexplicativa, mas as coisas que a gente vive de perda, de luto, elas requerem mais an\u00e1lise, mais reflex\u00e3o e mais notas, tons e palavras para materializar e entender. Mas nessa foram dois feitos em uma m\u00fasica s\u00f3: sempre quis fazer uma m\u00fasica curta e nunca consegui, pois sou muito prolixa falando e at\u00e9 na guitarra. Quando fiz \u201cS\u00f3 Vamo\u201d, com essa objetividade, todo aquele rush de amor gay, quis metaforicamente pular por cima de bolsominion mesmo, dizendo \u201celes n\u00e3o v\u00e3o nos atingir\u201d. E foi uma coisa muito legal de fazer. \u00c9 gay pra caramba, \u00e9 bem sapat\u00e3o!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"S\u00f3 Vamo - Ol\u00edvia de Amores\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DWFB2DUAubc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o todas essas obras se complementam ou isso foi feito meio que por acidente?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o existem acidentes (risos). Tenho uma l\u00f3gica (que nunca vou compartilhar com ningu\u00e9m) do encadeamento de todas essas m\u00fasicas nas minhas obras visuais que v\u00e3o se aperfei\u00e7oar com o lan\u00e7amento do curta-metragem. Existem pequenos easter eggs que eu coloquei de uma forma consciente em cada v\u00eddeo (que prefiro chamar de \u201cfaixas-v\u00eddeo\u201d). Ent\u00e3o fazer \u201cN\u00e3o \u00c9 Doce\u201d foi um exerc\u00edcio de tudo isso junto. Gosto de pensar os v\u00eddeos desse \u00e1lbum, junto com o curta, como uma parte inerente \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como uma consequ\u00eancia, uma divulga\u00e7\u00e3o ou uma estrat\u00e9gia de marketing.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pode-se dizer que muitas faixas do \u00e1lbum s\u00e3o baseadas no sentimento de perda e infelizmente estamos passando por um momento de muitas perdas no pa\u00eds, com Manaus sendo o centro disso. Sendo uma artista manauara, como isso tem influenciado nas suas cria\u00e7\u00f5es ou na forma como voc\u00ea est\u00e1 tocando a divulga\u00e7\u00e3o do seu trabalho?<\/strong><br \/>\nTem influenciado minhas \u2018crian\u00e7as\u2019 da forma radical: n\u00e3o tenho criado. \u00c9 quase como uma penit\u00eancia, abstin\u00eancia natural, falta de vontade criativa. E \u00e9 estranho, porque as circunst\u00e2ncias que me levaram a \u201cN\u00e3o \u00c9 Doce\u201d eram as piores, na minha vida \u00edntima. \u00c9 uma dor diferente da que experimentamos sendo brasileiros e testemunhando um apocalipse sem data pra terminar. Me vi em uma posi\u00e7\u00e3o de culpa toda vez que algo de bom ou interessante acontecia na carreira, ent\u00e3o me calei. Eu sei que arte ajudou muita gente nesse per\u00edodo, e meu \u00e1lbum tava l\u00e1 pra dar essa for\u00e7a pra quem pudesse aproveitar. Mas falar de carreira me parecia um tanto ego\u00edsta, vaidoso ou superficial. At\u00e9 hoje \u00e9 dif\u00edcil sair disso, mas j\u00e1 h\u00e1 mais esperan\u00e7a. Sinto que tem uma energia maior que eu, me puxando externamente pra arte. E \u00e9 bom, s\u00e3o pequenos resgates. A participa\u00e7\u00e3o no Labs\u00f4nica foi isso pra mim, me instigou a um desafio no meio do desespero. Agora, a live do Ita\u00fa Cultural me tira da zona de conforto. Aos poucos me sinto mais forte enquanto artista e enquanto sobrevivente do caos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos e novidades para <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/oliviadeamores\/posts\/1100699470455645\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">essa live do Palco Virtual no Ita\u00fa Cultural no dia 17\/06<\/a>? D\u00e1 pra esperar algo como o v\u00eddeo feito todo em loops com voc\u00ea tocando todos os instrumentos que rolou no Festival Labs\u00f4nica?<\/strong><br \/>\nNo Festival Labs\u00f4nica est\u00e1vamos em um momento sanit\u00e1rio mais cr\u00edtico que agora. Ent\u00e3o para o Ita\u00fa Cultural decidi fazer um showzinho mais tradicional, mesmo, com tr\u00eas amigos, poucos ensaios e zero contato f\u00edsico. Isso significa menos loops e solid\u00e3o, mas mais experi\u00eancia compartilhada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ol\u00edvia de Amores - Festival Acelera\u00e7\u00e3o Musical LabS\u00f4nica Oi Futuro edi\u00e7\u00e3o Toca do Bandido\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1DXazQOTB6Y?start=9&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sankyu - Ol\u00edvia de Amores\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Zwtxpe6yCps?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Abisso - Ol\u00edvia de Amores\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QG7oXa3STEM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Post-it - Ol\u00edvia de Amores\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7eLtFfF8_k4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Plano Baixo - Ol\u00edvia de Amores\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z8zwx-HsT2w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cantora, guitarrista e compositora amazonense de Manaus, Ol\u00edvia segue seu caminho como uma artista muito consciente de sua obra e de seus significados, despontando como um dos principais nomes da cena independente do Norte do Brasil.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/06\/11\/entrevista-olivia-de-amores-fala-sobre-seu-primeiro-disco-nao-e-doce\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":61225,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4335],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61223"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61425,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61223\/revisions\/61425"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}