{"id":61093,"date":"2021-05-28T01:03:06","date_gmt":"2021-05-28T04:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=61093"},"modified":"2021-07-30T23:53:42","modified_gmt":"2021-07-31T02:53:42","slug":"entrevista-o-dream-pop-australiano-do-heligoland","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/28\/entrevista-o-dream-pop-australiano-do-heligoland\/","title":{"rendered":"Entrevista: O dream pop australiano do Heligoland"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea est\u00e1 chegando agora no universo musical, talvez o r\u00f3tulo dream pop lhe soe estranho. O estilo foi praticamente inventado pela banda escocesa Cocteau Twins (1979 \u2013 1997), e a combina\u00e7\u00e3o de camadas de guitarras somadas a vozes femininas et\u00e9reas, muitas vezes tamb\u00e9m tratadas em camadas e efeitos, foi parte importante da paisagem sonora do pop nos anos 1980. E ainda que nunca tenha se tornado um estouro massivo, deixou seu legado ao longo das d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda australiana <a href=\"https:\/\/heligoland.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Heligoland<\/a> \u00e9 uma das que melhor avan\u00e7a esse legado, honrando as ra\u00edzes do estilo sem se prender a elas. Nascida como um quinteto em 1999, hoje \u00e9 um duo composto por Karen Vogt (voz e guitarra) e Steve Wheeler (baixo e guitarra). H\u00e1 alguns meses, lan\u00e7aram seu quarto \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/heligoland.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">This Quiet Fire<\/a>\u201d (2021). Seu antecessor, \u201cAll Your Ships Are White\u201d, fora lan\u00e7ado em 2010, e nesse intervalo de 11 anos lan\u00e7aram tr\u00eas EPs.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-61095\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/This-Quiet-Fire-Packshot-3001px.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/This-Quiet-Fire-Packshot-3001px.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/This-Quiet-Fire-Packshot-3001px-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os EPs, \u201cThis Quiet Fire\u201d foi produzido por Robin Guthrie, que integrou os Cocteau Twins e foi um dos principais respons\u00e1veis por sua sonoridade \u00fanica. N\u00e3o \u00e0 toa, h\u00e1 momentos no disco em que o Heligoland soa como um Twins mais conciso e contempor\u00e2neo. Por\u00e9m, o duo tem um diferencial importante: enquanto a m\u00fasica dos escoceses era mais \u201caberta\u201d, centr\u00edpeta, os australianos t\u00eam uma perspectiva centr\u00edfuga, uma introspec\u00e7\u00e3o completa, o que muda bastante as letras, o clima e a estrutura das can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guthrie e o ex-Heligoland Dave Oliffe assumiram diversos instrumentos para a grava\u00e7\u00e3o, que contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o da pianista Jolanda Moletta em \u201cTrinity\u201d. Isso gerou um clima de familiaridade que colabora para que o \u00e1lbum seja uma experi\u00eancia auditiva acolhedora. Por e-mail, Karen Vogt respondeu \u00e0s perguntas do Scream &amp; Yell com uma sensibilidade e autoconsci\u00eancia que n\u00e3o s\u00e3o comuns mesmo em artistas que, como ela, t\u00eam mais de 20 anos de estrada. Papo bonito, que voc\u00ea pode come\u00e7ar a ler agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/heligoland.bandcamp.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>https:\/\/heligoland.bandcamp.com<\/strong><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Heligoland \u2013 Palomino (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N_CO1fAcQHw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que os trouxe de volta ap\u00f3s mais de 10 anos sem lan\u00e7ar \u00e1lbuns?<\/strong><br \/>\nDepois que lan\u00e7amos nosso disco anterior, \u201cAll Your Ships Are White\u201d (2010), come\u00e7amos a trabalhar em um projeto escrevendo e gravando uma s\u00e9rie de EPs em diferentes loca\u00e7\u00f5es pela Fran\u00e7a. Para come\u00e7ar, essa n\u00e3o foi uma decis\u00e3o verdadeiramente consciente, mas depois que fizemos o primeiro EP, \u201cBethmale\u201d (2012), achamos t\u00e3o divertido fazer desse jeito que decidimos seguir pelo mesmo caminho. Sempre tivemos em mente fazer outro \u00e1lbum em algum momento, mas as coisas simplesmente rolaram desse jeito. Olhando em retrospecto, acho que foi realmente uma boa ideia fazer esses discos, que s\u00e3o mais experimentais para nossos padr\u00f5es. Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que n\u00e3o somos exatamente o tipo de banda que tende a soltar m\u00fasica nova continuamente, sempre fomos mais circunspectos a esse respeito. Tentamos levar tanto tempo quanto sentimos que cada lan\u00e7amento necessita. Cada um desses tr\u00eas EPs parece um mini-\u00e1lbum para n\u00f3s. Sempre soubemos que quer\u00edamos fazer outro \u00e1lbum, mas ao longo do caminho encontramos outras ideias e maneiras diferentes de escrever can\u00e7\u00f5es que quer\u00edamos explorar. Todas essas experi\u00eancias foram realmente proveitosas e nos deram uma inspira\u00e7\u00e3o fresca quando come\u00e7amos a trabalhar nas can\u00e7\u00f5es que se tornaram \u201cThis Quiet Fire\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de fazer esse retorno em um mundo que est\u00e1 de cabe\u00e7a para baixo por causa da pandemia da Covid-19, com os shows ainda incertos e a experi\u00eancia de ouvir m\u00fasica tendo se individualizado mais que nunca?<\/strong><br \/>\nTudo parece muito surreal e imprevis\u00edvel. \u00c9 tamb\u00e9m dif\u00edcil de fugir do sentimento de estar desconectada de muitas formas: de amigos, da fam\u00edlia e dos jeitos familiares de fazer e vivenciar as coisas. Num momento desses, parece realmente importante tentar se conectar cada vez mais com as pessoas. Tantas coisas que t\u00ednhamos como certas antes da pandemia est\u00e3o agora inacess\u00edveis ou pararam por completo, os shows ao vivo s\u00e3o apenas um exemplo. Talvez a coisa mais dif\u00edcil de aceitar seja toda a incerteza sobre o que futuro pode reservar. Cada vez que a situa\u00e7\u00e3o parece melhorar um pouco, muito rapidamente ela retrocede e mais problemas aparecem. Como musicista, \u00e9 muito dif\u00edcil saber o que pensar sobre isso tudo, Ou mesmo a melhor maneira de responder [\u00e0 situa\u00e7\u00e3o como um todo]. Por outro lado, fazer m\u00fasica n\u00e3o parece de forma alguma importante quando voc\u00ea pensa em todas as pessoas afetadas pelo v\u00edrus, seja por terem adoecido ou perdido amigos ou familiares. Mas a m\u00fasica pode tamb\u00e9m oferecer algo \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00f5es realmente dif\u00edceis. \u00c0s vezes, a m\u00fasica pode fornecer algum grau de confian\u00e7a e conforto. Por mais sobrecarrega e negativa que a situa\u00e7\u00e3o possa parecer por vezes, tenho tido a sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 importante continuar trabalhando com m\u00fasica para tentar fazer algo novo e compartilhar. S\u00e3o tantas pessoas vivendo e trabalhando em isolamento, em diferentes graus, mas tamb\u00e9m h\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 mais pessoas estendendo as m\u00e3os umas \u00e0s outras. Tanto \u201cThis Quiet Fire\u201d quanto o EP experimental que lancei no ano passado, \u201cI Just Want to Feel\u201d, foram compostos antes da pandemia, mas eles tamb\u00e9m refletem quest\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o. Ideias desse tipo se tornaram muito importantes neste estranho mundo em que estamos vivendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O som do \u00e1lbum \u00e9 incr\u00edvel, especialmente no tratamento do baixo e das guitarras. O quanto disso veio pela colabora\u00e7\u00e3o com o Robin Guthrie?<\/strong><br \/>\nVer e ouvir o Robin mixar nossas can\u00e7\u00f5es sempre foi uma das melhores partes de trabalhar com ele. Ele pega todos os elementos e ingredientes e os coloca juntos, posicionando de modo que cada uma das guitarras ou cada um dos baixos tenha seu pr\u00f3prio espa\u00e7o na mixagem, mas ainda assim seja parte do som como um todo. A maneira como ele p\u00f5e em camadas todos os sons significa que, a cada vez que voc\u00ea ouvir a can\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode encontrar detalhes e pequenos toques para apreciar. \u00c9 um processo realmente intrincado e cuidadosamente orquestrado. Quando se trata das guitarras, n\u00e3o \u00e9 preciso dizer que ele sabe exatamente como pegar todas as partes e trat\u00e1-las de tal modo que cada uma delas t\u00eam sua pr\u00f3pria sonoridade, quase sempre bem diferente uma da outra, mas elas ainda v\u00eam com esse sentimento de que todas fazem parte da mesma coisa. \u00c9 realmente incr\u00edvel assistir como ele mixa nossas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalhar em duo teve algum impacto no processo criativo da banda? A impress\u00e3o \u00e9 de que isso te encaminhou a assumir a frente na composi\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nAo longo dos anos, eu fui gradualmente me tornando mais confiante no que diz respeito \u00e0 composi\u00e7\u00e3o e agora eu me sinto muito mais confort\u00e1vel explorando esse caminho sozinha. Eu acho que isso adiciona um car\u00e1ter levemente diferente \u00e0s can\u00e7\u00f5es. Tendo feito esse disco e trabalhado em uma s\u00e9rie de projetos colaborativos nos \u00faltimos anos, me sinto agora muito mais inclinada a perseguir uma ideia para uma can\u00e7\u00e3o a deix\u00e1-la de lado simplesmente porque n\u00e3o \u00e9 algo que apareceu enquanto est\u00e1vamos todos tocando juntos. A vasta maioria de nossas can\u00e7\u00f5es sempre foi composta dessa forma: fic\u00e1vamos todos na mesma sala tocando juntos e come\u00e7\u00e1vamos a improvisar, seguindo um ao outro e vendo onde a ideia levaria. Minha atitude provavelmente mudou um bocado neste ponto: agora eu tento seguir meus instintos e focar no que uma ideia pode se tornar, e n\u00e3o penso mais tanto sobre o processo no qual ela surgiu. Nos \u00faltimos anos eu tamb\u00e9m fiquei cada vez mais envolvida com grava\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas e agora eu tenho meu setup com microfones, software, e tudo mais. Isso significa que quando eu tenho uma ideia, posso grav\u00e1-la eu mesma e come\u00e7ar a explorar, tentando sacar como ela pode soar e onde pode chegar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A m\u00fasica que o Heligoland faz \u00e9 um convite \u00e0 introspec\u00e7\u00e3o, \u00e0 escuta atenta. Mas a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com a m\u00fasica \u00e9 diferente hoje em dia. Celulares est\u00e3o longe de oferecer alta fidelidade, ou mesmo proporcionar uma boa experi\u00eancia auditiva. Voc\u00ea sente que existe uma desconex\u00e3o tamb\u00e9m entre o modo como voc\u00eas fazem m\u00fasica e o modo como as pessoas a escutam?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma pergunta dif\u00edcil. Por um lado, eu adoraria que todo mundo pudesse ouvir nossa m\u00fasica em fones de ouvido muito bons e curtir todos os detalhes, especialmente todos os pequenos toques da produ\u00e7\u00e3o e mixagens que o Robin trouxe. Parte disso inevitavelmente se perde com esses plugues de ouvido, dependendo do que mais estiver acontecendo ao redor. O modo como eu ou\u00e7o m\u00fasica reflete a maneira como eu cresci: com discos. Eu amava ouvir \u00e1lbuns do come\u00e7o ao fim, ficando totalmente imersa no som e na m\u00fasica. A m\u00fasica n\u00e3o era algo que eu via como um som de fundo. Mas isso tudo mudou e agora as pessoas realmente apreciam a m\u00fasica em toda sorte de maneiras poss\u00edveis, e em diferentes lugares. Seria maravilhoso se as pessoas fizessem uma imers\u00e3o no \u00e1lbum que fizemos, mas eu prefiro que elas optem por fazer isso por elas mesmas. \u00c9 algo completamente fora do nosso controle. E isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma coisa ruim. Nosso novo \u00e1lbum \u201cThis Quiet Fire\u201d, \u00e9 esse tipo de disco que \u00e9 bastante pessoal e intimista, ent\u00e3o \u00e9 natural que imaginemos que as pessoas preferem ouvi-lo em isolamento. Mas sinto que h\u00e1 variedade e profundidade suficientes nas can\u00e7\u00f5es de modo que as pessoas podem se conectar com elas de maneiras diferentes, e em diferentes situa\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes, recebo mensagens de pessoas que falam sobre como havia espa\u00e7o suficiente nas can\u00e7\u00f5es para que elas pudessem adicionar seus pr\u00f3prios pensamentos e sentimentos. Isso implica que elas puderam se ligar \u00e0s can\u00e7\u00f5es \u00e0 sua pr\u00f3pria maneira. Isso \u00e9 algo muito importante para mim, e estou sempre tentando deixar esse espa\u00e7o para que as pessoas possam desfrutar da m\u00fasica de jeitos diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os planos de curto e m\u00e9dio prazo para promover \u201cThis Quiet Fire\u201d?<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m das vers\u00f5es f\u00edsicas \u2013 <a href=\"https:\/\/heligoland.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em CD, vinil e cassete<\/a> \u2013 tamb\u00e9m lan\u00e7amos dois v\u00eddeos para coincidir com o novo disco. Espero que ainda venhamos a ter pelo menos mais um ou dois. Idealmente, adorar\u00edamos fazer um v\u00eddeo para cada can\u00e7\u00e3o, mas isso \u00e9 pedir muito, seria um projeto grande demais para levar adiante. A outra raz\u00e3o pela qual estamos t\u00e3o focados nos v\u00eddeos \u00e9 porque n\u00e3o podemos tocar ao vivo neste momento. Sem chances de shows ou sess\u00f5es para r\u00e1dio ou qualquer outro tipo de performance ao vivo, fazer v\u00eddeos talvez seja o melhor jeito de ajudar a espalhar a palavra sobre a m\u00fasica. Tivemos uma sorte incr\u00edvel com os realizadores que fizeram os v\u00eddeos de \u201cPalomino\u201d e \u201cHera.\u201d Esses dois v\u00eddeos me parecem duas contrapartes realmente maravilhosas para as can\u00e7\u00f5es. Em um sentido geral, o objetivo \u00e9 simplesmente fazer tudo o que podemos para ajudar a m\u00fasica a encontrar seu caminho at\u00e8 as pessoas que podem curti-la ou descobrir algo por elas mesmas nas can\u00e7\u00f5es. Isso me parece o m\u00e1ximo que voc\u00ea pode esperar de qualquer disco, e \u00e9 uma parte enorme do porqu\u00ea eu fa\u00e7o m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Heligoland \u2013 Hera (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oVQPOWyA51w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Heligoland - Coriallo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RZX63IFk5a8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Heligoland \/\/ L&#039;Index\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zWuB9368NHQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nascida como um quinteto em 1999, o Heligoland hoje \u00e9 um duo composto por Karen Vogt (voz e guitarra) e Steve Wheeler (baixo e guitarra). 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