{"id":60973,"date":"2021-05-18T00:36:14","date_gmt":"2021-05-18T03:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60973"},"modified":"2021-06-15T01:16:27","modified_gmt":"2021-06-15T04:16:27","slug":"entrevista-claudia-manzo-do-chile-para-bh-e-ao-baianasystem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/18\/entrevista-claudia-manzo-do-chile-para-bh-e-ao-baianasystem\/","title":{"rendered":"Entrevista: Claudia Manzo, do Chile para BH e ao BaianaSystem"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Natural do Chile, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/claudiamcantora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Claudia Manzo<\/a> \u00e9 compositora e instrumentista. Radicada em Belo Horizonte h\u00e1 quase 10 anos, a artista tem trabalhado com m\u00fasica e teatro, estabelecendo fortes la\u00e7os com a cena local atrav\u00e9s de parcerias com artistas como a Orquestra At\u00edpica de Lhamas (na faixa \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/track\/1ulfxtehvAfW4PYZbByic7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yo No Soy Gringa<\/a>\u201d) e a cantora Mariana Cavanellas (Rosa Neon), com a qual lan\u00e7ar\u00e1 o single \u201cVacil\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claudia lan\u00e7ou seu primeiro \u00e1lbum em 2017, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hvYCVnnf0DQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Am\u00e9rica por uma Mirada Feminina<\/a>\u201d, e est\u00e1 finalizando o pr\u00f3ximo. Ainda em 2021, a cantautora lan\u00e7ou o single \u201cRe-volta\u201d (que voc\u00ea ouve logo abaixo), onde tece cr\u00edticas ao capitalismo e ao silenciamento das minorias, e participou do \u00faltimo \u00e1lbum do Baianasystem, o rec\u00e9m lan\u00e7ado do &#8220;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/6yUjV9WqpJMRuFgBsScpSZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">OXEAXEEXU<\/a>&#8221; (2021), em duas faixas: \u201cPachamama\u201d e \u201cCapucha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, Claudia fala sobre as agruras da pandemia, a sua forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o seu apre\u00e7o por quest\u00f5es ligadas a Am\u00e9rica Latina, a parceria com o Baianasystem, a sua aproxima\u00e7\u00e3o com a cena art\u00edstica belo-horizontina, o papel da arte como instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o social, a necessidade de aproxima\u00e7\u00e3o cultural de pa\u00edses latinos, sua forma\u00e7\u00e3o musical, planos futuros e muito mais. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Claudia Manzo - RE - VOLTA  ( Lyric V\u00eddeo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_C7yLRiOXM0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A pandemia tem sido um per\u00edodo de grandes desafios e agruras para todos n\u00f3s. E com a classe art\u00edstica n\u00e3o tem sido diferente, pois ela tem sofrido duramente durante este per\u00edodo de confinamento. Nesse sentido como tem sido este momento para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida, um momento dif\u00edcil, mas minha dificuldade tem a ver com n\u00e3o poder ver minha fam\u00edlia (que est\u00e1 no Chile) e n\u00e3o poder encontrar os amigos. A situa\u00e7\u00e3o em que tantas fam\u00edlias no Brasil se encontram tamb\u00e9m me d\u00f3i, mas eu felizmente tenho trabalho e artisticamente sigo produzindo constantemente. Lancei trabalhos e continuo focada nisso, mas a parte ruim e dif\u00edcil \u00e9 de n\u00e3o poder fazer shows, ter aquele contato com o p\u00fablico e os colegas. Eu tenho respeitado totalmente as medidas de isolamento e continuo em casa desde o in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua trajet\u00f3ria pessoal \u00e9 marcada pela milit\u00e2ncia ligada a causas relacionadas ao feminismo e a pol\u00edtica latino-americana. Como se deu a sua aproxima\u00e7\u00e3o a estas quest\u00f5es pontuais?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o me sinto militante, n\u00e3o me enxergo assim e entendo o compromisso de quem \u00e9. Vejo que o machismo mata. Eu sou mulher e artista, ent\u00e3o, sinto que preciso falar disso. O mesmo acontece com a quest\u00e3o da pol\u00edtica latino-americana. Mais do que falar de pol\u00edtica como tal, eu acho importante ficarmos atentos aos nossos direitos como cidad\u00e3os do mundo. Moro na Am\u00e9rica Latina, aqui os problemas s\u00e3o bem diferentes dos problemas da Europa. A gente n\u00e3o tem nem os direitos b\u00e1sicos garantidos. Para mim \u00e9 importante ter consci\u00eancia disso e entender que nosso valor \u00e9 maior. Como cidad\u00e3, trabalhadora que enxerga a desigualdade e \u00e9 consciente disso, preciso falar, exigir e manifestar pelo que nos afeta. Eu venho de um pa\u00eds que foi muito marcado por uma ditadura. Desde que nasci escuto falar bem ou mal, favor ou contra, dessa ferida. Isso me fez ter desde pequena uma consci\u00eancia social. Quando entendi a situa\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds, j\u00e1 adulta, estudando a hist\u00f3ria, consegui me posicionar. Antes da minha carreira art\u00edstica profissional, j\u00e1 cantava grandes artistas da Am\u00e9rica Latina que foram v\u00edtimas de persegui\u00e7\u00e3o ou foram exilados por defender seu povo. Ent\u00e3o n\u00e3o sei dizer quando ao certo, mas essas pautas sempre foram presentes na minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acredito que o seu interesse relacionado a pautas ligadas a defesa e a uni\u00e3o dos pa\u00edses \/ povos latinos tenha servido como refer\u00eancia para a sua aproxima\u00e7\u00e3o com a banda BaianaSystem. Como foi o convite para a participa\u00e7\u00e3o no novo disco do grupo (&#8220;OXEAXEEXU&#8221;)?<\/strong><br \/>\nEu sinto muito orgulho de ser desta regi\u00e3o. Observo nossas riquezas e sinto que somos capazes de mais. Precisamos entender que poder\u00edamos viver sem as regras que ditam os grandes imp\u00e9rios do presente. E viver melhor resgatando o que nossos povos Amer\u00edndios queriam para n\u00f3s; respeito \u00e0 terra, viver em comunidade, desenvolver tecnologias. Defendo a gente se unir, se entender, se amar como continente. O convite para tocar com BaianaSystem foi muito especial. Eu estava muito tocada pelas manifesta\u00e7\u00f5es que estavam acontecendo no Chile em outubro de 2019. Foi quando contatei Russo (Passapusso) pelo Instagram com a esperan\u00e7a dele, primeiro, me responder e, segundo, divulgar o que ningu\u00e9m estava divulgando: pessoas morrendo, uma situa\u00e7\u00e3o muito terr\u00edvel (como a que a Col\u00f4mbia est\u00e1 vivendo atualmente). A quest\u00e3o \u00e9 que Russo respondeu e me convidou para cantar sem saber da minha hist\u00f3ria. No caminho ele e a banda foram conhecendo minhas ideias sobre a Am\u00e9rica Latina, minha pesquisa musical, e assim, fui entrando no disco. A ideia inicial era apenas cantar uma m\u00fasica, mas no fim das contas, acabei participando de duas m\u00fasicas e do processo de outras. Uma alegria total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Das duas faixas que voc\u00ea participou sei que &#8220;Pachamama&#8221; tem um significado especial para voc\u00ea. Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o estabelecida com a faixa?<\/strong><br \/>\nAs duas t\u00eam um grande significado para mim. Mas em \u201cPachamama\u201d toquei o Cuatro e misturamos esse instrumento com um berimbau, que foi algo muito especial. Nesta m\u00fasica tamb\u00e9m existe uma reza. Pachamama \u00e9 nossa m\u00e3e terra e na reza eu pe\u00e7o para que cuide e guarde nossos defuntos, que os transforme em semente e em vida. Depois de fazer a reza eu entendi que precisava dizer isso e chorar este momento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pachamama (clipe) - BaianaSystem Feat. Claudia Manzo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9mGCE1gNFu4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu single mais recente, &#8220;Re-volta&#8221;, promove uma cr\u00edtica ao capitalismo, ao silenciamento das minorias e a necessidade de nos movermos contra ao reacionarismo. Em tempo de enfraquecimento da cultura, qual a import\u00e2ncia de fazer de sua arte um instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o social?<\/strong><br \/>\nEu sinto que como artista tenho uma responsabilidade social. Tamb\u00e9m retrato momentos e chamo para o di\u00e1logo. N\u00e3o sei se no Brasil minha presen\u00e7a na m\u00fasica mobiliza, mas sei que pelo menos gera uma d\u00favida: Mulher? Imigrante? Am\u00e9rica Latina? N\u00e3o \u00e9 gringa? Revolta? Isso me faz feliz, porque parece que a ideia de quem nos governa \u00e9 que a cada dia a gente tenha menos d\u00favidas. Acho importante sempre ter abertura para mudan\u00e7as. A d\u00favida ajuda a refletir e assim podem vir mudan\u00e7as significativas para melhores caminhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 alguns anos voc\u00ea estabeleceu resid\u00eancia em Belo Horizonte e desde ent\u00e3o tem solidificado parcerias com diversos artistas. Ent\u00e3o pergunto: Como voc\u00ea v\u00ea o momento atual da cena local? E ainda: qual \u00e9 o crit\u00e9rio que voc\u00ea estabelece para levar a sua voz para o trabalho de outrem?<\/strong><br \/>\nA cena de BH \u00e9 muito diversa e muito rica. Do carnaval ao rap, do instrumental ao pop. Acho que agora a gente est\u00e1 reaprendendo a levar nossa arte pro resto do Brasil e do mundo. Nomes como Djonga, Lagum, Rosa Neon est\u00e3o cada vez ganhando mais espa\u00e7o e naturalmente impulsionam outros artistas. \u00c9 claro que existe uma bolha e tem gente muito boa que ainda n\u00e3o ouvimos falar por a\u00ed. Mas sinto que o momento \u00e9 bom e estamos aproveitando. Meu crit\u00e9rio para escolher participa\u00e7\u00f5es geralmente passa pelo gosto, pelo afeto, e claro pelo que est\u00e1 sendo dito, se faz sentido para mim. \u00c9 algo que tem mais a ver como eu me sinto, se me desafia musicalmente ou se me diverte ritmicamente. N\u00e3o tenho muitas regras, geralmente estou aberta a experimentar. Sou bem ecl\u00e9tica e diversa. J\u00e1 fiz e tenho feito v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es em discos de colegas de Belo Horizonte e em shows. Eu adoro e aprendo demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando os holofotes para a m\u00fasica produzida na Am\u00e9rica Latina, \u00e9 vis\u00edvel que o interesse do p\u00fablico por essa m\u00fasica tem crescido de maneira exponencial gra\u00e7as a, por exemplo, iniciativas como a s\u00e9rie documental &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/19\/os-pontos-positivos-e-negativos-de-quebra-tudo-a-historia-do-rock-na-america-latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Quebra tudo<\/a>&#8220;. Mas apesar deste crescimento, a aproxima\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo entre artistas brasileiros e latinos ainda \u00e9 escasso ou n\u00e3o tem a visibilidade devida. Na sua opini\u00e3o o que \u00e9 necess\u00e1rio fazer para que a necess\u00e1ria uni\u00e3o aconte\u00e7a?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um trabalho de formiguinha. Moro h\u00e1 quase 10 anos no Brasil e falo em todo lugar que vou: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/17\/download-somos-todos-latinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">somos latino-americanos<\/a>, que \u00e9 preciso nos reconhecer como hermanas e hermanos, e que somos lindos, cheios de hist\u00f3rias incr\u00edveis. Isso tem aberto espa\u00e7os e hoje sinto que existe mais lugar para mim. Al\u00e9m disso, temos que falar sobre como fomos acostumados a olhar mais e com melhores olhos para nossos colonizadores. A gente se identifica com Estados Unidos e Europa. Isso \u00e9 muito louco, n\u00e9? Porque nossa cultura \u00e9 totalmente diferente. Sabemos citar tr\u00eas cidades dos EUA sem pesquisar no Google. E do Chile? Do Uruguai? Isso me perturba. Sinto que v\u00e1rios artistas brasileiros tentaram e seguem tentando nos aproximar da Am\u00e9rica Latina, desde Caetano Veloso a Baiana System. Mas sinto que temos que tornar a Am\u00e9rica Latina um lugar mais acess\u00edvel, para que haja essa identifica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 porque nosso jeito de viver n\u00e3o \u00e9 nada diferente. Temos as mesmas dificuldades, temos o churrasco no domingo, temos o reggaeton que \u00e9 parecido com o funk, a cumbia ao carimb\u00f3, o candombe do candombl\u00e9. E isso vai rolar aos poucos. Acho que esse \u00e9 um caminho que pelos menos funciona para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua musicalidade inclusive promove uma miscel\u00e2nea de ritmos latinos diversos, que est\u00e3o evidenciados no seu disco de estreia, &#8220;Am\u00e9rica por una Mirada Feminina&#8221;. Ent\u00e3o eu gostaria de saber como se deu a rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica e como essa imers\u00e3o resultou no seu fazer art\u00edstico?<\/strong><br \/>\nEu canto desde sempre, pelo menos \u00e9 o que me lembro. Meus tios, minha fam\u00edlia inteira cantava, e eu achava que isso era normal em todas as fam\u00edlias e lugares. Ent\u00e3o, a m\u00fasica faz parte da minha vida desde sempre. Eu nasci numa transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica muito importante para meu pa\u00eds. Nasci em uma ditadura e cresci na t\u00e3o esperada &#8220;democracia&#8221;. Foram 27 anos de ditadura, toque de recolher. Meus pais viveram momentos dif\u00edceis. Na fam\u00edlia havia opini\u00f5es pol\u00edticas divididas. No repert\u00f3rio tamb\u00e9m, mas mesmo assim cantavam juntos. Desde o repertorio latino-americano proibido na \u00e9poca, canto nuevo chileno, nuevo cancionero argentino, trova cubana, at\u00e9 Abba, m\u00fasica italiana, rock argentino, Pink Floyd, etc. Mas o que mais me conquistou foi que muitos dos hinos da Am\u00e9rica Latina que eles cantavam tem vozes lindas, ritmos divertidos e muito sentimento. Eu me reconhecia nisso. Sempre fui curiosa e entusiasta. O Chile teve muitos m\u00fasicos exilados. E quando eles voltaram tinham feito uma troca interessante com m\u00fasicos latino-americanos tamb\u00e9m exilados, isso trouxe mais proximidade com nossa Am\u00e9rica Latina. Quando me formei em m\u00fasica, o diretor da minha escola era Horacio Salinas, m\u00fasico muito importante para o Chile e integrante e fundador do Inti-Illimani. Lembro que na \u00e9poca ele me disse que estava conversando com Chico Buarque. J\u00e1 cantei m\u00fasicas de todo lugar, mas quando fui pesquisando nossa cultura n\u00e3o consigo me separar. Pesquiso mais, coloco elementos da m\u00fasica do mundo inteiro nas minhas composi\u00e7\u00f5es, mas nossa cultura me inspira demais. Gosto muito dos instrumentos latinos e de compor neles, como o cuatro venezuelano, o cajon peruano. No meu primeiro disco, gravamos esses instrumentos e outras sonoridades brasileiras e assim tamb\u00e9m vem minhas pr\u00f3ximas composi\u00e7\u00f5es, cheias de detalhes da nossa Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, 2021, apesar de todos os pesares, tem sido um ano de realiza\u00e7\u00f5es para voc\u00ea. Quais s\u00e3o os seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nApesar de los pesares, tem sido um ano de realiza\u00e7\u00f5es sim. Lancei duas m\u00fasicas com BaianaSystem, isso \u00e9 uma tremenda conquista em todo sentido. Lancei meu single \u201cRe-volta\u201d, que abriu caminho prum novo momento musical. Agora em maio vou lan\u00e7ar mais um single e estou na etapa de finaliza\u00e7\u00e3o do meu pr\u00f3ximo disco. No momento mais louco, eu estou conseguindo essas realiza\u00e7\u00f5es. Tenho muito a agradecer, muita gente morrendo, muita gente em situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e eu estou bem, com sa\u00fade e conseguindo criar. N\u00e3o tem shows, n\u00e3o tem esse encontro precioso com o p\u00fablico, mas pelo menos consigo resistir como artista. Ent\u00e3o, disco novo ainda no primeiro semestre 2021, feats potentes, v\u00eddeos. Em breve pretendo lan\u00e7ar a lojinha da Claudia Manzo. Tamb\u00e9m estou pensando numa comemora\u00e7\u00e3o dos meus 10 anos no Brasil para fim de ano ou come\u00e7o do outro, e o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 chamando pra fazer mais um disco, vamos ver!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Claudia Manzo - Confiss\u00e3o | Amora Sessions\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BNIOxrPaSRk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Capucha (Lyric Video) - BaianaSystem Feat. Claudia Manzo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KjVVBdA-tdw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Claudia Manzo - &quot;Am\u00e9rica por una mirada femenina&quot; (2017) FULL ALBUM\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hvYCVnnf0DQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>&nbsp;&nbsp;\u00e9 redator\/colunista&nbsp;do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Radicada em Belo Horizonte h\u00e1 quase 10 anos, Claudia Manzo lan\u00e7ou seu primeiro disco em 2017 (\u201cAm\u00e9rica por uma Mirada Feminina\u201d) e, enquanto preparo o novo \u00e1lbum, colabora em duas m\u00fasicas do rec\u00e9m-lan\u00e7ado &#8220;OXEAXEEXU&#8221; , do BaianaSystem.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/18\/entrevista-claudia-manzo-do-chile-para-bh-e-ao-baianasystem\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":60976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1127,5180,45,4817],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60973"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60973"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60973\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60978,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60973\/revisions\/60978"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}