{"id":60922,"date":"2021-05-13T22:54:09","date_gmt":"2021-05-14T01:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60922"},"modified":"2021-06-07T00:37:04","modified_gmt":"2021-06-07T03:37:04","slug":"entrevista-the-courettes-e-a-combinacao-rock-estrada-familia-e-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/13\/entrevista-the-courettes-e-a-combinacao-rock-estrada-familia-e-pandemia\/","title":{"rendered":"Entrevista: The Courettes e a combina\u00e7\u00e3o rock, estrada, fam\u00edlia e pandemia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que Fl\u00e1via Couri e seu marido e dinamarqu\u00eas Martin Couri se mudaram de mala e cuia para a Dinamarca, o pedal de distor\u00e7\u00e3o sempre esteve bem pisado com o seu projeto, The Courettes, que j\u00e1 conta com dois \u00e1lbuns &#8211; &#8220;Here Are The Courettes&#8221; (2015) e &#8220;We Are The Courettes&#8221; (2018) -, um EP (&#8220;Too Late To Say I\u00b4m Sorry&#8221;, 2019) e um disco ao vivo em est\u00fadio (<a href=\"https:\/\/thecourettes.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">todo material est\u00e1 dispon\u00edvel no Bandcamp<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O duo de guitarra e bateria banhado em fuzz lan\u00e7ou recentemente &#8220;Hop The Twig&#8221;, segundo single de seu novo disco, &#8220;Back In Mono&#8221; (2021), a ser lan\u00e7ado em outubro. A m\u00fasica ganhou tamb\u00e9m um clipe, dirigido por Morten Madsen, que traz toda a est\u00e9tica retr\u00f4 e esfuziante da fam\u00edlia Couri (que agora tamb\u00e9m conta com o pequeno Lennon, filho da dupla).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conversei um pouco com Fl\u00e1via sobre o single (\u201cQue lan\u00e7amos pela gravadora inglesa Damaged Goods Records \u2013 a mesma do Buzzcocks, Revillos, Captain Sensible, Billy Childish e outros her\u00f3is do punk rock\u201d, lista Fl\u00e1via), o novo \u00e1lbum, a trajet\u00f3ria dos Courettes, a cena rock dinamarquesa, a infinita pandemia e os desafios de ter filhos no mundo da m\u00fasica:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Courettes - &quot;Hop The Twig&quot;\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-vJ597Iewsw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bom, primeiro, vamos falar do petardo novo, &#8220;Hop The Twig&#8221;! Me conta mais sobre essa m\u00fasica.<\/strong><br \/>\n\u201cHop The Twig\u201d \u00e9 o segundo single que lan\u00e7amos pela gravadora inglesa Damaged Goods Records \u2013 a mesma dos Buzzcocks, Revillos, Captain Sensible, Billy Childish e outros her\u00f3is do punk rock \u2013 depois de \u201cWant You! Like a Cigarette\u201d, de 2020. Os singles s\u00e3o um adiantamento do nosso terceiro \u00e1lbum, \u201cBack in Mono\u201d, que vai ser lan\u00e7ado em outubro. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o cheia de reverb e com influ\u00eancia da surf music dos anos 60. A gente brinca que \u00e9 como se Duane Eddy e Link Wray convidassem os Ramones e as Ronettes pra uma festa louca na c\u00e2mara de eco do Gold Star Studios! \u201cHop The Twig\u201d \u00e9 uma g\u00edria muito antiga em ingl\u00eas para morrer. Quando eu encontrei por acaso essa express\u00e3o, achei que, al\u00e9m de soar muito bem, era um t\u00edtulo apropriado pros tempos que estamos vivendo. O tema da letra \u00e9 um pouco sombrio, mas a can\u00e7\u00e3o \u00e9 mais uma celebra\u00e7\u00e3o de que estamos vivos &#8211; pelo menos por enquanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a grava\u00e7\u00e3o do clipe?<\/strong><br \/>\nO clipe foi gravado, dirigido e editado por um homem s\u00f3, o Morten Madsen, que dirigiu todos os nossos outros clipes. O Morten \u00e9 muito talentoso e f\u00e1cil de trabalhar, e gravamos tudo em um dia. Uma equipe enxuta (s\u00f3 a banda e o Morten no est\u00fadio) \u00e9 perfeita durante a pandemia, quando a aglomera\u00e7\u00e3o m\u00e1xima permitida aqui na Dinamarca era de 5 pessoas, no momento que a gente gravou. O v\u00eddeo usa bastante um jogo de sombras e contraste, para expressar o texto e o per\u00edodo que estamos vivendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 sendo a produ\u00e7\u00e3o durante a pandemia? Voc\u00eas sendo um casal e estando sempre juntos, devem voar ideias a todo momento, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o continua e vamos em frente. Mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ser afetado pela pandemia, \u00e9 um per\u00edodo muito triste com muita gente morrendo e muita gente passando dificuldades sem poder trabalhar. O meio musical foi muito afetado, s\u00e3o tempos muito incertos mesmo pra gente que est\u00e1 acostumado com a incerteza. Pra gente o ano de 2020 parecia que seria o nosso melhor em termos de agenda cheia, novas parcerias e lan\u00e7amentos, e est\u00e1vamos numa turn\u00ea na Fran\u00e7a em mar\u00e7o quando tudo come\u00e7ou. Foi muito surreal, pegamos a estrada e estava tudo normal, dois dias depois a Dinamarca entrou em lockdown total e apesar de muita incerteza no territ\u00f3rio franc\u00eas, conseguimos terminar a turn\u00ea. \u00c0 meia-noite no mesmo dia do nosso \u00faltimo show, a Fran\u00e7a tamb\u00e9m entrou em lockdown. Foi uma noite intensa, o p\u00fablico realmente curtiu como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3, ningu\u00e9m sabia o que ia acontecer no dia seguinte. No caminho de volta havia boatos que as fronteiras estavam fechadas, que havia m\u00e9dicos vestidos igual astronautas medindo a temperatura das pessoas, ningu\u00e9m tinha informa\u00e7\u00e3o direito. Chegamos em casa super doentes e n\u00e3o havia testes, ficamos em isolamento por 3 semanas passando muito mal e sem saber o que t\u00ednhamos. Ent\u00e3o cada show nosso foi sendo cancelado, data ap\u00f3s data. Mantivemos o lan\u00e7amento de \u201cWant You! Like a Cigarette\u201d para abril e tivemos a sorte de fazer alguns alguns shows ao ar livre (com medidas de seguran\u00e7a) no ver\u00e3o dinamarqu\u00eas e uma turn\u00ea na Alemanha em outubro. De novo, fizemos o \u00faltimo show num s\u00e1bado e na segunda-feira a Alemanha entrou no segundo lockdown. Estamos agora desde novembro sem fazer show, o que afeta drasticamente nossa economia e as nossas cabe\u00e7as, a gente ama estar na estrada e o sustento da nossa fam\u00edlia vem basicamente dos shows. Mas sim, rolam ideias novas toda hora, e apesar de toda a barra a gente escreveu muitas m\u00fasicas nesse per\u00edodo. Al\u00e9m de \u201cHop The Twig\u201d e do novo \u00e1lbum, vamos lan\u00e7ar mais dois singles esse ano, al\u00e9m do relan\u00e7amento dos nossos dois primeiros \u00e1lbums \u2013 \u201cHere Are The Courettes\u201d e \u201cWe Are The Courettes\u201d \u2013 pela Damaged Goods, com capa nova e em vinil colorido, muitas novidades. Tamb\u00e9m criamos novos projetos, como terminar de construir o StarrSound Studio, nosso est\u00fadio onde gravamos \u201cWant You! Like a Cigarette\u201d, \u201cHop The Twig\u201d e \u201cBack in Mono\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O som do Courettes \u00e9 \u00edmpar, puxando influ\u00eancias de muitos lugares a\u00ed. Quais artistas voc\u00eas citariam como grandes \u00eddolos de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nNossos maiores \u00eddolos s\u00e3o John Lennon, Little Richard, Phil Spector, os girl groups dos anos 60, The Sonics, Chuck Berry, Kinks, Stones, Duane Eddy, Elvis, Poison Ivy e os grupos da Motown nos anos 60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O formato duo se popularizou muito desde os White Stripes mostrando que n\u00e3o se precisa de tr\u00eas pra fazer um baita som. Como \u00e9 este formato para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nNa real a gente nunca planejou fazer um duo, tudo foi acontecendo naturalmente. O formato de duo \u00e9 muito pr\u00e1tico na parte da log\u00edstica (um quarto de hotel, duas passagens de avi\u00e3o), mas musicalmente \u00e9 um desafio enorme fazer um som \u201ccheio\u201d e prender o interesse do p\u00fablico durante um show inteiro, com apenas duas pessoas. A gente faz muita coisa pra encher o som: o Martin usa muita percuss\u00e3o junto com a bateria, o bumbo e o surdo s\u00e3o sempre bem altos na mix ao vivo e eu uso um fuzz que tem um som bem gordo e que substitui o baixo em algumas m\u00fasicas. No nosso pr\u00f3ximo \u00e1lbum, desenvolvendo uma tend\u00eancia que j\u00e1 vinha rolando no segundo \u00e1lbum, a gente se permitiu usar mais overdubs no est\u00fadio, ao contr\u00e1rio do primeiro disco que foi gravado quase todo ao vivo, cru e direto. Mas a gente sempre tem a preocupa\u00e7\u00e3o que esses overdubs n\u00e3o se tornem uma parte indispens\u00e1vel da m\u00fasica, porque queremos poder tocar as can\u00e7\u00f5es ao vivo s\u00f3 com bateria, guitarra e vozes. As m\u00fasicas t\u00eam que funcionar nesse formato. Alguns duos usam banda de apoio quando tocam ao vivo, mas a gente acha importante conseguir tocar as m\u00fasicas s\u00f3 n\u00f3s dois. \u00c0s vezes cansa a refer\u00eancia com o White Stripes que ouvimos por a\u00ed. Ningu\u00e9m diz que se o formato de uma banda \u00e9 trio, \u00e9 porque os integrantes s\u00e3o f\u00e3s do Cream, do Jam ou do Jimi Hendrix Experience. Mas no caso do duo, como foram os White Stripes que popularizaram o formato, parece ser inevit\u00e1vel essa compara\u00e7\u00e3o. Apesar de gostarmos da banda, n\u00e3o acho que eles s\u00e3o de forma alguma uma influ\u00eancia no nosso som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas acabaram de lan\u00e7ar um single e ano passado tamb\u00e9m tivemos um. O formato \u00e1lbum ainda \u00e9 algo que voc\u00eas curtem? Vale a pena hoje em dia?<\/strong><br \/>\nSim, a gente adora \u00e1lbuns! Nosso terceiro \u00e1lbum chama-se \u201cBack in Mono\u201d, j\u00e1 est\u00e1 sendo prensado e vai ser lan\u00e7ado em outubro, tamb\u00e9m pela Damaged Goods Records. Na real era pro disco ter sa\u00eddo em 2020, foi nossa gravadora que achou melhor segurar o lan\u00e7amento por causa da pandemia. O disco \u00e9 todo inspirado nos girl groups dos anos 60 e no Wall of Sound do Phil Spector, ent\u00e3o \u00e9 um grande passo em termos de composi\u00e7\u00e3o, arranjos, overdubs, gravei piano, backing vocals, v\u00e1rias faixas de guitarras, tem mellotron, percuss\u00e3o\u2026 Isso \u00e9 uma das coisas que curto nos \u00e1lbuns, voc\u00ea pode criar um conceito e escrever 12, 14 m\u00fasicas e criar uma obra, n\u00e3o apenas uma can\u00e7\u00e3o. Eu sei que tem muita gente hoje em dia que prega que lan\u00e7ar \u00e1lbuns n\u00e3o faz mais sentido, que o bom \u00e9 ir lan\u00e7ando cada single digitalmente. Mas o som que a gente faz n\u00e3o \u00e9 para um p\u00fablico mainstream, ent\u00e3o essas f\u00f3rmulas pop n\u00e3o funcionam pra gente. O nosso p\u00fablico curte comprar vinil. Nosso primeiro disco, por exemplo, vai ser re-prensado em junho pela quinta vez. Ent\u00e3o pra gente o formato \u00e1lbum continua super relevante e ainda vale a pena sim. Curto todas as formas de ouvir m\u00fasica, mas os servidores de streaming que focam apenas em singles acabam deixando os artistas mais descart\u00e1veis e an\u00f4nimos \u2013 sem entrar na quest\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o extremamente baixa. Ter muitos streams ou estar numa playlist n\u00e3o significa necessariamente criar uma fan base, e o p\u00fablico muitas vezes tem uma vis\u00e3o superficial do artista, n\u00e3o tem acesso \u00e0 ficha t\u00e9cnica de um disco ou ouve m\u00fasica como pano de fundo enquanto faz outras atividades di\u00e1rias. Eu curto imergir num \u00e1lbum, ler as letras, ver a ficha t\u00e9cnica, \u00e9 um outro tipo de audi\u00e7\u00e3o, acho que voc\u00ea cria uma rela\u00e7\u00e3o mais profunda com a obra. E tamb\u00e9m acho muito bacana pensar que daqui a 20 anos, 30 anos, nossa m\u00fasica ainda vai estar por a\u00ed, em um disco de vinil. N\u00e3o em alguma \u201cnuvem\u201d ou perdida em algum formato digital obsoleto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como as coisas mudaram para voc\u00eas depois de se tornarem pais? Isso com certeza acaba impactando em toda a vida.<\/strong><br \/>\nMudou tudo. Eu achava que era hardcore ficar sem dormir um m\u00eas numa turn\u00ea, eu achava que sabia o que era estar cansada, o que era estar ocupada. Mas n\u00e3o tem nada mais hardcore do que cuidar de um beb\u00ea! Foram dez meses sem dormir direito e continuamos tocando direto, durante a gravidez e depois que o Lennon nasceu. Ali\u00e1s eu fiz um show no dia seguinte que ele nasceu. Foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel e foi muito importante pra mim, porque de alguma forma ainda existe, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, uma certa press\u00e3o social super machista, de que uma mulher tem que abdicar da sua carreira depois que vira m\u00e3e. Eu mesma ouvi alguns coment\u00e1rios do tipo \u201cengravidou? vai parar de tocar, n\u00e9?\u201d. \u00c9 muito importante que as mulheres tenham a possibilidade de ser m\u00e3es e ao mesmo tempo terem suas carreiras, quaisquer que sejam, sem ter gente dando opini\u00e3o sobre o que \u00e9 melhor pra ela, ou pra crian\u00e7a. \u00c9 tamb\u00e9m super importante pra uma crian\u00e7a ver que seus pais s\u00e3o felizes fazendo o que gostam. Ter uma rede de apoio, como av\u00f3s pra ajudar, faz, claro, uma diferen\u00e7a enorme. Mas a real \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil conciliar a vida familiar com a vida na estrada, mas a gente achou uma solu\u00e7\u00e3o pra continuar fazendo turn\u00eas. Fazemos no m\u00e1ximo 5 ou 6 shows de cada vez e voltamos pra casa antes de ir pra estrada de novo. A gente fica morrendo de saudades do Lennon, ent\u00e3o mais que isso n\u00e3o rola, por enquanto. Aqui na Europa as dist\u00e2ncias s\u00e3o mais curtas, ent\u00e3o a gente consegue fazer uns 70 shows por ano mesmo sem fazer turn\u00eas longas. At\u00e9 pra compor \u00e9 diferente, \u00e9 dif\u00edcil ter tempo para aquele \u00f3cio criativo quando se tem filhos. Mas tamb\u00e9m \u00e9 muito inspirador, \u00e9 uma experi\u00eancia maravilhosa, a maior alegria e o maior amor do mundo. Eu escrevi sobre ser m\u00e3e em \u201cStrawberry Boy\u201d, do nosso segundo disco, can\u00e7\u00e3o inspirada por e escrita pro Lennon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como anda a cena rocker por a\u00ed? Que bandas voc\u00eas recomendariam que a gente aqui no Brasil d\u00e9ssemos uma ouvida?<\/strong><br \/>\nAs bandas que mais curto aqui na Dinamarca s\u00e3o <a href=\"http:\/\/crunchy.dk\/powersolo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Powersolo<\/a>, <a href=\"https:\/\/thetremolobeergut.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tremolo Beer Gutt<\/a> e <a href=\"https:\/\/thebluevan.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Blue Van<\/a>. Uma banda nova dinamarquesa muito boa \u00e9 o <a href=\"https:\/\/foxpaloma.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fox Paloma<\/a>, que gravou seu disco de estreia agora no StarrSound Studio. Das europeias que a gente esbarra sempre no circuito 60s \/ garage as minhas preferidas s\u00e3o o <a href=\"https:\/\/kingkhanmusic.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">King Khan &amp; The Shrines<\/a> (banda incr\u00edvel de soul), The Jackets, <a href=\"https:\/\/ohgunquit.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oh! Gunquit<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.curleewurlee.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curlee Wurlee<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/03\/30\/entrevista-o-terceiro-disco-do-blasfemo-the-devils-com-alain-johannes-e-mark-lanegan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Devils<\/a>, <a href=\"https:\/\/trixieandthetrainwrecks.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trixie and the Trainwrecks<\/a>, <a href=\"https:\/\/monsieurpaullessolutions.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Monsieur Paul et Les Solutions<\/a>, <a href=\"https:\/\/lorddiabolik.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lord Diabolik<\/a>, <a href=\"https:\/\/jchawkinsandhismodel-aplayboys.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">JC Hawkings &amp; His Model-A Playboys<\/a> e <a href=\"https:\/\/theegirlfridays.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thee Girls Friday<\/a>. Aqui na Dinamarca as bandas est\u00e3o otimistas em poder voltar a fazer shows em breve, as medidas restritivas est\u00e3o ficando mais leves depois de 5 meses de lockdown quase total, e as casas de show devem voltar a abrir em breve, com medidas de precau\u00e7\u00f5es, claro. Os n\u00fameros de cont\u00e1gio est\u00e3o bem baixos no momento por aqui, gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficiente do governo, ao esfor\u00e7o de todos e o respeito da popula\u00e7\u00e3o \u00e0s restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, voc\u00eas t\u00eam ouvido algo brasileiro? Como t\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o da banda com nosso pa\u00eds, estando t\u00e3o longe?<\/strong><br \/>\nQuando d\u00e1 saudades do Brasil eu ou\u00e7o os meus cl\u00e1ssicos, Mutantes, Jovem Guarda, J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3, e tem muita banda brasileira boa na ativa. Curto muito o som do Boogarins, The Baggios, The Outs, Fuzzu\u00eas, Blastfemme, Beach Combers, Os Vulc\u00e2nicos\u2026 The Courettes fez umas 3 mini turn\u00eas no Brasil, a \u00faltima foi em 2019. Foi a \u00faltima vez que fui ao Brasil e vi minha fam\u00edlia. Tirando a m\u00fasica, as not\u00edcias vindas do Brasil s\u00e3o desoladoras, essa combina\u00e7\u00e3o de pandemia com um governo negacionista, anti-ci\u00eancia, fascista e genocida \u00e9 uma trag\u00e9dia mundial. S\u00e3o muitas mortes que poderiam ter sido evitadas, \u00e9 revoltante. Espero que essa loucura acabe logo, e que todo mundo tenha acesso \u00e0 vacina em breve. At\u00e9 l\u00e1, cuidem-se muito. N\u00e3o vejo a hora de poder ir ao Brasil. De prefer\u00eancia pra celebrar o fim da pandemia e o fim desse pesadelo de governo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Courettes - &quot;Want You! Like a Cigarette&quot; (Official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kZlnMgFmY-c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Courettes - &quot;Time Is Ticking&quot;\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aZuIna36ZrY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Courettes - Strawberry boy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7jOD8jiDcN8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, redator, social media, colecionador de vinis, CDs e m\u00fasica em geral. E \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo podcast Troca Fitas!\u00a0<a href=\"https:\/\/anchor.fm\/trocafitaspod\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desde que Fl\u00e1via Couri e seu marido e dinamarqu\u00eas Martin Couri se mudaram de mala e cuia para a Dinamarca, o pedal de distor\u00e7\u00e3o sempre esteve bem pisado com o seu projeto, The Courettes.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/13\/entrevista-the-courettes-e-a-combinacao-rock-estrada-familia-e-pandemia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":95,"featured_media":60923,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5175],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60922"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60922"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60922\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60930,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60922\/revisions\/60930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60923"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}