{"id":60572,"date":"2021-04-04T23:10:05","date_gmt":"2021-04-05T02:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60572"},"modified":"2021-05-15T00:14:38","modified_gmt":"2021-05-15T03:14:38","slug":"bewitcher-guitarrista-m-von-bewitcher-fala-sobre-o-novo-disco-o-peso-e-a-magia-do-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/04\/04\/bewitcher-guitarrista-m-von-bewitcher-fala-sobre-o-novo-disco-o-peso-e-a-magia-do-rock\/","title":{"rendered":"Bewitcher: guitarrista M. Von Bewitcher fala sobre novo disco, o peso e a magia do rock"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Bewitcher n\u00e3o tem receio em se aventurar pelos caminhos tortuosos de quem opta por fazer rock nos dias de hoje. Desde 2013, quando foi fundada, a banda de Portland (EUA) passeia por rotas soturnas do estilo e firma ponto na encruzilhada entre speed, black metal, thrash e at\u00e9 d-beat. Com \u201cCursed Be Thy Kingdom\u201d \u2014 terceiro \u00e1lbum, previsto para ser lan\u00e7ado em 16 de abril \u2014, o trio segue rumos guiados por bruxas e divindades malignas. Ora acelerando o passo, ora em ritmo mais cadenciado. Mas sempre conduzindo o ouvinte por paisagens sonoras do lado oculto da exist\u00eancia. \u00c9 a trilha adequada para uma regozijante viagem pelo vale das sombras em meio \u00e0 magia, prazeres mundanos e figuras m\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas m\u00fasicas j\u00e1 foram lan\u00e7adas como singles\/videoclipes (que voc\u00ea assiste ao londo do texto): \u201cMystifier (White Night City)\u201d, \u201cSatanic Magick Attack\u201d e \u201cValley of the Ravens\u201d. O disco completo \u00e9 um caldeir\u00e3o de 10 composi\u00e7\u00f5es que abre com &#8220;Ashe&#8221;, intro em clima de balada heavy ac\u00fastica. Mas n\u00e3o se engane: a primeira faixa chega de mansinho para enfeiti\u00e7ar o ouvinte. Em seguida, d\u00e1 espa\u00e7o para petardos como &#8220;Death Returns\u2026&#8221; e seu ataque com reminisc\u00eancias de NWOBHM, a poderosa faixa-t\u00edtulo &#8220;Cursed Be Thy Kingdom&#8221;, a rockona de inclina\u00e7\u00f5es motorhedianas &#8220;Metal Burner&#8221; e a derradeira &#8220;Sign of the Wolf&#8221; \u2014 boa para bater cabe\u00e7a e sacudir os dem\u00f4nios que ali infernizam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reconhecimento que o trio M. Von Bewitcher (voz e guitarra), A. Hunter (bateria) e A. Magus (baixo e voz) conquistou ao longo do percurso, contudo, n\u00e3o \u00e9 bruxaria. \u00c9 resultado de dedica\u00e7\u00e3o, empenho e sons feitos com alma. Uma esp\u00e9cie de pacto de devo\u00e7\u00e3o para com o estilo musical que, segundo alguns, \u00e9 apadrinhado pelo tinhoso. Na entrevista a seguir, feita por e-mail, o guitarrista M. Von Bewitcher responde quest\u00f5es sobre a prol\u00edfica cena de sua cidade natal, os ingredientes que comp\u00f5em o novo registro, inspira\u00e7\u00f5es l\u00fagubres e rituais de audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BEWITCHER - Valley Of The Ravens (OFFICIAL VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gwHQTxBd1vA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portland tem uma cena prol\u00edfica de rock e subg\u00eaneros, do alternativo ao heavy, do punk ao post-punk. Nomes como Poison Idea, The Wipers, Toxic Holocaust e Red Fang s\u00e3o da cidade, assim como o Bewitcher. Como esse ambiente ecl\u00e9tico dentro do g\u00eanero influenciou o som de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nDo ponto de vista musical, na verdade, n\u00e3o nos influenciou muito. \u00c9 legal que Portland tenha essa rica hist\u00f3ria ligada a bandas, mas sempre fomos bastante isolados em um mundo pr\u00f3prio, apenas preocupados em fazer nosso trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais bandas de Portland voc\u00ea citaria como importantes?<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m das cl\u00e1ssicas que se criaram aqui e todo mundo conhece, tem nossos amigos do Soul Grinder e Dark Crucible. Ambos s\u00e3o nossos aliados h\u00e1 um bom tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Joel Grind, do Toxic Holocaust, gravou e mixou seus primeiros discos. Como \u00e9 sua rela\u00e7\u00e3o com as bandas locais e como \u00e9 cen\u00e1rio em Portland atualmente?<\/strong><br \/>\nConhecemos Joel h\u00e1 uns anos e ele esteve bem envolvido com nossos dois primeiros \u00e1lbuns. A cena em Portland foi legal para a m\u00fasica pesada por um per\u00edodo, mas n\u00e3o estamos mais t\u00e3o envolvidos como costum\u00e1vamos em raz\u00e3o das turn\u00eas rigorosas. Com o isolamento recente, acredito que mal h\u00e1 cena para se comentar no momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Bewitcher tem influ\u00eancia pesada do heavy metal mais tradicional e at\u00e9 mesmo do rock mais sujo, beirando coisas do come\u00e7o do black metal. Mas tem, ainda, uma \u00e1urea dark, que remete ao post-punk ou algo pr\u00f3ximo disso. E esse lado mais obscuro parece se destacar no novo disco. Essa impress\u00e3o faz sentido para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nIsso vem de qualquer lugar, na real. Pode ser inspirado por outros g\u00eaneros musicais, est\u00e9tica da natureza, livros, filmes ou energias de diferentes tradi\u00e7\u00f5es ou pr\u00e1ticas de magia. \u00c9 diferente para cada som, ent\u00e3o \u00e9 complicado definir uma \u00fanica fonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Cursed be thy Kingdom&#8221; levou dois anos para ser conclu\u00eddo. Em material de divulga\u00e7\u00e3o voc\u00ea disse que foram \u201cdois anos infernais\u201d. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n\u00c9 sempre um tanto angustiante fazer um \u00e1lbum, mas com os tempos estando do jeito que est\u00e3o, foi ainda mais louco. Nesses dois anos, rolaram troca de integrantes, shows em ambos os lados do Atl\u00e2ntico, um ano inteiro de apresenta\u00e7\u00f5es canceladas pela pandemia, motins e inc\u00eandios florestais em nossa cidade. Al\u00e9m disso, nosso velho espa\u00e7o de ensaio pegou fogo (nada a ver com as queimadas que mencionei anteriormente). Ent\u00e3o, rolaram alguns contratempos haha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Penso que, \u00e0s vezes, seria mais f\u00e1cil escolher um caminho regular, que n\u00e3o tivesse rela\u00e7\u00e3o com m\u00fasica. Tipo ser um cidad\u00e3o padr\u00e3o. Mas, pegando emprestado o nome de uma colet\u00e2nea do Black Sabbath: \u201cWe Sold Our Soul for Rock\u2019n\u2019Roll\u201d (n\u00f3s vendemos nossa alma ao rock\u2019n\u2019roll). O que voc\u00ea pensa disso?<\/strong><br \/>\nNunca fui um cidad\u00e3o normal na vida. Mesmo com um trabalho regular e outras atividades, n\u00e3o me encaixava nesses grupos. N\u00e3o seria mais f\u00e1cil porque ficaria muito entediado. O caminho que escolhemos certamente n\u00e3o \u00e9 simples o tempo todo, mas as pessoas que s\u00f3 fazem coisas f\u00e1ceis ou confort\u00e1veis geralmente n\u00e3o significam muito. \u00c9 importante desafiar a si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Houve algum tipo de encruzilhada pela qual teve de passar para seguir fazendo m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nTrabalhar com m\u00fasica o tempo todo demanda muitos sacrif\u00edcios. Voc\u00ea precisa se acostumar a viver um dia ap\u00f3s o outro, e a ideia de seguran\u00e7a na vida \u00e9 quase inexistente. Voc\u00ea lida com isso apenas se adaptando e ajustando sua mentalidade para a variedade de desafios que podem surgir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E sobre maldi\u00e7\u00f5es: que tipo de reinos voc\u00ea est\u00e1 praguejando no t\u00edtulo do novo trabalho? E quais tipos de reis n\u00f3s devemos amaldi\u00e7oar hoje em dia?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o leve o t\u00edtulo do disco t\u00e3o literalmente. Significa o que voc\u00ea quiser que signifique. \u00c9 algo representativo de alguns diferentes temas explorados nas letras. N\u00e3o deve demorar muito para as pessoas descobrirem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Misticismo, for\u00e7as ocultas, a noite que est\u00e1 sempre por encobrir o dia, o negro em oposi\u00e7\u00e3o ao colorido e o lado sexy do dem\u00f4nio s\u00e3o temas recorrentes nas composi\u00e7\u00f5es do Bewitcher. Quais caracter\u00edsticas desses t\u00f3picos chamam sua aten\u00e7\u00e3o e os fazem interessantes para serem explorados nas letras?<\/strong><br \/>\nConsidero que \u00e9 bom explorar o lado sombrio da vida e de n\u00f3s mesmos para conseguir uma fotografia mais ampla de quem somos. Fazer essas m\u00fasicas definitivamente ajudou nesse processo de descoberta. E vamos combinar, pode ser algo \u201cdas antigas\u201d neste momento, mas esses temas s\u00e3o insepar\u00e1veis do heavy metal. Eles simplesmente andam juntos. Ainda h\u00e1 muito territ\u00f3rio inexplorado e novas maneiras de abordar t\u00f3picos com todas essas coisas. \u00c9 preciso apenas criatividade, um pouco de imagina\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, sinceridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Algum ritual que voc\u00ea sugere para os ouvintes apreciarem &#8220;Cursed be thy Kingdom&#8221; e selarem um pacto com a m\u00fasica tida por alguns como do tinhoso?<\/strong><br \/>\nAcenda algumas velas, fique pelado e lacre o volume!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BEWITCHER - Mystifier (White Night City) (OFFICIAL VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AcqoGvMR7L0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BEWITCHER - Satanic Magick Attack (VISUALIZER VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OmxKGT-3FdU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bewitcher  -LIve- at The High Water Mark  7, 2, 2017  -Full Set\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/52kqhsaSyRw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, vocalista da\u00a0<a href=\"https:\/\/diokane.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diokane<\/a>\u00a0e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desde 2013, a banda de Portland passeia por rotas soturnas do estilo e firma ponto na encruzilhada entre speed, black metal, thrash e at\u00e9 d-beat. 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