{"id":60472,"date":"2021-03-24T22:19:46","date_gmt":"2021-03-25T01:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60472"},"modified":"2021-06-07T00:50:18","modified_gmt":"2021-06-07T03:50:18","slug":"entrevista-brian-profilio-the-budos-band","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/03\/24\/entrevista-brian-profilio-the-budos-band\/","title":{"rendered":"Entrevista: Brian Profilio (The Budos Band)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com pouco mais de 15 anos de hist\u00f3ria, a <a href=\"https:\/\/thebudosband.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Budos Band<\/a> j\u00e1 possui uma discografia de respeito, com um total de seis full-lengths, todos lan\u00e7ados pelo j\u00e1 ic\u00f4nico selo Daptone Records, de Nova York, conhecido por ser o lar de grandes nomes hist\u00f3ricos e contempor\u00e2neos da soul music como Charles Bradley, Sharon Jones, Naomi Shelton e Menahan Street Band.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos principais diferenciais da Budos, que conta com nada menos do que 9 integrantes em sua forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 justamente a forma como misturam um verdadeiro caldeir\u00e3o de influ\u00eancias, que v\u00e3o do soul e do afrobeat ao rock psicod\u00e9lico e ao in\u00edcio do heavy metal. O resultado \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um universo musical muito pr\u00f3prio, em que esses diferentes sons se fundem de maneira org\u00e2nica e impercept\u00edvel. Em seus dois mais recentes trabalhos, \u201c<a href=\"https:\/\/thebudosband.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">V<\/a>\u201d (2019) e \u201c<a href=\"https:\/\/thebudosband.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Long in the Tooth<\/a>\u201d (2020), esse gosto dos m\u00fasicos pelo rock\/metal fica ainda mais evidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, feita por videochamada no \u00faltimo m\u00eas de janeiro, o extremamente divertido baterista Brian Profilio, que \u00e9 professor de artes e tamb\u00e9m respons\u00e1vel por algumas das capas e cartazes de shows da Budos, fala sobre a vida na pandemia, revela que a banda nunca chegou a tocar junta as m\u00fasicas do \u00faltimo disco, conta como foi gravar o cover de \u201cChanges\u201d, do Black Sabbath, com Charles Bradley, comenta sobre como foi tocar antes do Slayer em um festival e revela quais discos mudaram a sua vida, entre muitas outras coisas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"15 Years of The Budos Band\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/b2Ea43JYwJo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como tem sido dar aulas online, de forma remota?<\/strong><br \/>\n\u00c9 como se eu estivesse recebendo 50% do que deveria estar recebendo das crian\u00e7as, \u00e9 mais ou menos assim. Quer dizer, \u00e9 frustrante, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o recompensador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E os seus alunos sabem sobre o seu trabalho como m\u00fasico?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o realmente. Alguns alunos sabem, mas eu n\u00e3o conto para eles. Eles descobrem de alguma maneira \u2013 n\u00e3o sei, outros professores podem contar para eles. Mas eu nunca falo para eles, tento manter os dois mundos separados. Mas mesmo quando eles descobrem, n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o importante. Tipo, eles n\u00e3o escutam a Budos Band ou algo assim. Eles podem falar algo como \u201cA\u00ed sim, o Mr. P \u00e9 um rockstar\u201d, mas eles n\u00e3o sabem nada realmente sobre. Eles n\u00e3o se importam com a Budos Band, eles s\u00f3 se importam com o disco mais novo de hip-hop que acaba de ser lan\u00e7ado ou algo do tipo. A minha m\u00fasica soa apenas como \u201cAh, \u00e9 legal, \u00e9 divertido\u201d. Mas eles n\u00e3o curtem mesmo. Tipo, jovens de 15 anos n\u00e3o v\u00e3o gostar disso (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00faltimo discos da Budos Band, \u201cLong in the Tooth\u201d (2020), foi lan\u00e7ado h\u00e1 cerca de cinco meses. Como foi a experi\u00eancia de lan\u00e7ar um disco durante a pandemia?<\/strong><br \/>\nAhh, \u00e9 legal que n\u00f3s temos m\u00fasica sendo lan\u00e7ada, porque recebemos uma \u00f3tima recep\u00e7\u00e3o ao disco. As pessoas curtiram bastante \u2013 ent\u00e3o tivemos uma \u00f3tima rea\u00e7\u00e3o ao lan\u00e7amento. Mas, quer dizer, teria sido \u00f3timo poder cair na estrada por alguns dias. N\u00e3o fazemos mais turn\u00eas grandes, de qualquer forma, fazemos um fim de semana aqui, outro fim de semana ali, coisas menores assim. Mas teria sido legal poder tocar alguns finais de semana, passar por alguns festivais \u2013 isso teria sido legal. A data mais pr\u00f3xima que temos atualmente para um show \u00e9 em agosto, no Colorado, em uma cidade chamada Telluride. Essa \u00e9 a data poss\u00edvel mais perto que temos. Vi algumas grava\u00e7\u00f5es da Europa no ver\u00e3o passado, em que eles estavam fazendo alguns eventos ao ar livre com um grande c\u00edrculo no gramado, isso \u00e9 algo legal. O lance mais dif\u00edcil para n\u00f3s seria viajar. Eu n\u00e3o quero entrar num avi\u00e3o, n\u00e3o quero ficar voando por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas chegaram a tocar alguma dessas m\u00fasicas do disco novo ao vivo antes do lan\u00e7amento do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o. E essa \u00e9 a raz\u00e3o para isso: o disco foi gravado de uma maneira estranha. Normalmente, quando sa\u00edmos em turn\u00ea, temos tr\u00eas ou quatro m\u00fasicas novas em que estamos trabalhando e ent\u00e3o as tocamos nos shows. Assim, quando chega a hora de grav\u00e1-las no est\u00fadio, n\u00f3s j\u00e1 as conhecemos, porque elas j\u00e1 estavam sendo tocadas. E ent\u00e3o escrevemos mais algumas e \u00e9 meio que um processo natural, org\u00e2nico. Esse disco \u00e9 estranho porque originalmente seria usado em um disco de hip-hop. Tipo, a raz\u00e3o pela qual entramos no est\u00fadio foi para um grupo de hip-hop, que ia trabalhar conosco. Ent\u00e3o era apenas bateria, baixo, guitarra e teclado \u2013 e \u00e9 isso, n\u00f3s quatro. E n\u00f3s fomos e gravamos o disco inteiro, sem metais nem nada. E ent\u00e3o pensamos que esse lance de hip-hop n\u00e3o ia dar certo. Ent\u00e3o a nossa sess\u00e3o de metais entrou em est\u00fadio um ou dois meses depois e colocou os metais em todas as m\u00fasicas. E eu nem estava l\u00e1 quando eles gravaram os metais, em nenhum momento. Ent\u00e3o foram meio que duas sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o diferentes. Por isso, quando o Tom (Brenneck), nosso guitarrista e que cuida de toda a parte de produ\u00e7\u00e3o, nos enviou as m\u00fasicas e falou \u201cEscutem a\u00ed!\u201d, eu fiquei pensando \u201cQue m\u00fasicas s\u00e3o essas? Eu nem conhe\u00e7o essas m\u00fasicas\u201d (risos). Foi estranho. Mas ent\u00e3o n\u00e3o, eu nunca toquei nenhuma dessas m\u00fasicas do disco ao vivo. N\u00e3o sei se consegue ver aqui, mas tem uma bateria aqui no fundo e eu tenho escutado as m\u00fasicas no iTunes e tentado toc\u00e1-las. A boa not\u00edcia \u00e9 que, como eu pensei inicialmente que eu algu\u00e9m iria fazer rimas em cima das m\u00fasicas, eu meio que peguei leve em muitas das faixas. Ent\u00e3o elas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o dif\u00edceis de tocar na bateria. Eu poderia toc\u00e1-las se precisasse, tenho ensaiado elas h\u00e1 algumas semanas, n\u00e3o seria dif\u00edcil, mas n\u00f3s nunca nem as tocamos ao vivo, ent\u00e3o definitivamente \u00e9 algo estranho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea pensa que o fato de estarem juntos h\u00e1 tanto tempo, pouco mais de 15 anos, contribuiu para que o disco soasse como algo unificado, sem soar estranho ou algo que foi feito depois, uma vez que foram duas grava\u00e7\u00f5es separadas? Porque, pelo menos para mim, n\u00e3o parece em nenhum momento que o disco foi feito desta forma.<\/strong><br \/>\n\u00c9, voc\u00ea tem raz\u00e3o, cara. Honestamente, eu fiquei chocado. Porque quando o pessoal falou \u201cOk, vamos chamar os caras para gravarem os metais\u201d, eu meio que pensei \u201cS\u00e9rio? Em cima disso a\u00ed? T\u00e1 bom\u201d. E ent\u00e3o quando o \u00e1lbum ficou pronto, foi algo muito louco, tipo \u201cN\u00f3s poder\u00edamos fazer outro disco assim, muito facilmente\u201d. Porque normalmente s\u00e3o 9 caras l\u00e1, a\u00ed temos que preparar a grava\u00e7\u00e3o para isso, temos que isolar os metais, fazer isso, fazer aquilo, \u00e9 todo um lance. E ent\u00e3o como voc\u00ea tem 9 caras l\u00e1, tamb\u00e9m \u00e9 preciso pensar: \u201cQuem vai beber? Quem est\u00e1 fazendo isso? Quem vai para uma festa?\u201d \u2013 \u00e9 muito dif\u00edcil que todos estejam na mesma p\u00e1gina. E ent\u00e3o quando come\u00e7amos a tocar, algu\u00e9m fala \u201cVamos fazer essa parte de novo\u201d ou \u201cVamos tirar essa parte\u201d e apenas leva todo o tempo do mundo para escrever as m\u00fasicas. Mas esse disco foram apenas quatro caras, apenas n\u00f3s quatro. Foi uma pequena festa, mas n\u00e3o como \u00e9 normalmente quando temos 9 pessoas. Por isso, acabamos gravando essas 11 m\u00fasicas em algo como um final de semana. E se voc\u00ea olhar para a dura\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas, elas s\u00e3o curtas, devem ter 2 minutos e meio cada, em m\u00e9dia, elas s\u00e3o r\u00e1pidas. Porque, como disse antes, n\u00f3s pensamos algo como: \u201cVamos apenas dar a esses rappers o que eles precisam porque eles provavelmente v\u00e3o cortar algumas partes, colocar um monte de produ\u00e7\u00e3o em cima. Ent\u00e3o vamos dar apenas alguns fragmentos e deixar que eles sigam em frente\u201d. Mas ent\u00e3o tudo mudou e foi decidido que ir\u00edamos transformar todas essas m\u00fasicas que fizemos em um disco de verdade da Budos \u2013 e foi algo como \u201cOk, isso tamb\u00e9m \u00e9 legal, eu acho (risos)\u201d. Mas voc\u00ea tem raz\u00e3o, o disco funcionou \u2013 \u00e9 meio estranho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60475\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/budosband1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/budosband1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/budosband1-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/budosband1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 um pouco estranho esse fato de o disco ter sido feito tendo em mente vocais hip hop, porque o produto final acabou um disco bem dark, soa meio que uma continua\u00e7\u00e3o perfeita do seu \u00e1lbum anterior, \u201cV\u201d (2019).<\/strong><br \/>\nObrigado. Esse \u00e9 apenas o jeito que n\u00f3s tocamos. Tipo, mesmo que formos fazer uma m\u00fasica hip-hop ou algo assim, ainda vai ter aquele som dark. Tudo est\u00e1 sempre em escala menor, tudo \u00e9 meio taciturno, \u00e9 apenas meio como as coisas s\u00e3o. Seria muito estranho nos ouvir tocar m\u00fasicas alegres e com batidas mais animadas, apenas n\u00e3o funcionaria. Ent\u00e3o acho que esse \u00e9 meio que o nosso som, nossa marca registrada, neste momento, sempre tocando um lance mais para baixo, melanc\u00f3lico. Quero dizer, as m\u00fasicas s\u00e3o dark, mas ainda s\u00e3o meio divertidas, sabe? \u00c9 a mistura que buscamos. Porque n\u00f3s n\u00e3o temos um vocalista, ent\u00e3o as pessoas v\u00eam aos shows e n\u00e3o querem apenas nos ouvir sendo apenas melanc\u00f3licos, elas tamb\u00e9m querem dan\u00e7ar e se divertir. \u00c9 engra\u00e7ado, porque as m\u00fasicas s\u00e3o meio densas e dark, mas a vibra\u00e7\u00e3o \u00e9 alta e divertida, \u00e9 energ\u00e9tica \u2013 acertamos um ponto estranho com isso, que eu n\u00e3o entendo completamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o sei se voc\u00ea concorda, mas pelo menos olhando de fora, a obra de voc\u00eas parece dividida em duas fases: a primeira com os discos \u201cI\u201d (2005), \u201cII\u201d (2007) e \u201cIII\u201d (2010), que seguem uma linha mais tradicional de big band. Enquanto, a partir de 2014, com o \u201cBurnt Offering\u201d (2014), e, mais especificamente com os dois \u00faltimos discos (\u201cV\u201d e \u201cLong in the Tooth\u201d, de 2019 e 2020, respectivamente), a banda passou a ficar ainda mais dark\/pesada \u2013 com a guitarra tendo mais destaque e at\u00e9 a arte dos discos agora trazendo o preto como cor principal. Isso foi uma mudan\u00e7a consciente, no sentido de que voc\u00eas pararam e pensaram para fazer essa mudan\u00e7a de direcionamento?<\/strong><br \/>\n\u00c9, foi muito natural. N\u00e3o foi como se sent\u00e1ssemos e diss\u00e9ssemos (nesse momento, Brian faz uma voz engra\u00e7ada): \u201cOk, \u00e9 isso que vamos fazer nos tr\u00eas primeiros discos&#8230;\u201d. Nos tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns, n\u00f3s est\u00e1vamos&#8230; isso foi h\u00e1 quase 20 anos \u2013 foi em 2004, h\u00e1 cerca de 15 anos. Ent\u00e3o, enquanto banda, n\u00f3s est\u00e1vamos curtindo muito afrobeat e m\u00fasica et\u00edope e voc\u00ea pode ouvir isso no nosso som. E havia meio que uma cena afrobeat em Nova York, havia muitas bandas de afrobeat, era uma \u00e9poca diferente. N\u00f3s \u00edamos fazer shows e voc\u00ea tinha outras tr\u00eas, quatro, cinco bandas de afrobeat, seja tocando conosco ou indo nos ver tocar. Era uma cena muito diferente, muito vibrante por um tempo. E acho que o que aconteceu foi que essa cena meio que apenas se dissolveu lentamente, n\u00e3o sei o que aconteceu. Ent\u00e3o por volta de 2007, 2008&#8230; E outra coisa que aconteceu foi que come\u00e7amos a fazer muito mais shows. E estar na estrada \u00e9 tipo, voc\u00ea tem longas viagens com a banda, voc\u00ea fica sabendo o que cada um est\u00e1 ouvindo. Sei que todos n\u00f3s crescemos ouvindo rock basicamente, e ent\u00e3o passamos a curtir afrobeat por volta de 1998, 1999, mas ent\u00e3o por volta de 2005, 2006, meio que come\u00e7amos a voltar aos nossos velhos h\u00e1bitos. Quer\u00edamos ouvir AC\/DC na van, beber um monte de cerveja. E a cena afrobeat tinha acabado neste momento, ent\u00e3o n\u00f3s est\u00e1vamos soltos na estrada e n\u00e3o queria apenas sentar e tocar \u201ctiqui tiqui t\u00e1, tiqui tiqui t\u00e1\u201d por 20 minutos. Quero come\u00e7ar a tocar mais pesado, e ent\u00e3o foi meio que quando todos pegaram seus instrumentos e, em vez de ser apenas uma bolha afrobeat ou uma bolha funk, come\u00e7amos a beber muito mais e a tocar mais pesado \u2013 apenas mais alto e um pouco mais desleixado. E foi apenas uma conex\u00e3o melhor com o p\u00fablico, ent\u00e3o os nossos shows ficaram melhores e n\u00f3s apenas continuamos levando essas grandes festas para o palco \u2013 foi muito mais f\u00e1cil. Para mim, como baterista, \u00e9 muito mais f\u00e1cil tocar algo mais rock, meio pesado, do que sentar e ficar tentando tocar umas levadas loucas sincopadas de afrobeat. E acho que a se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica \u00e9 onde as coisas mudaram, eu e o baixista. Porque ele come\u00e7ou a tocar mais e mais alto e a simplificar suas linhas de baixo, e ent\u00e3o a guitarra acompanhou. Mas se voc\u00ea escutar os metais, eles ainda est\u00e3o meio que fazendo a mesma coisa. Os metais n\u00e3o mudaram tanto, foi principalmente uma mudan\u00e7a na se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica. H\u00e1 menos percuss\u00e3o, temos menos bong\u00f4s, congas nas grava\u00e7\u00f5es, menos cowbell, menos xequer\u00ea &#8211; na verdade, n\u00e3o h\u00e1 mais xequer\u00ea e cowbell. Mas nos dois primeiros discos n\u00f3s t\u00ednhamos cinco caras tocando percuss\u00e3o. Agora talvez a gente tenha uma pessoa, duas no m\u00e1ximo \u2013 uma pandeireta, e \u00e9 isso. N\u00e3o \u00e9 como ter uma se\u00e7\u00e3o completa de percuss\u00e3o ao fundo, tocando em cima de tudo. Porque isso tamb\u00e9m deixou a se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica mais firme. Como baterista, eu meio que precisava ficar firme para manter os ritmos, para manter todos os m\u00fasicos de percuss\u00e3o juntos. Mas uma vez que eles come\u00e7aram a ficar no passado, eu pude ficar muito mais solto como baterista, me abrir muito mais. E penso que isso&#8230; nunca foi uma mudan\u00e7a premeditada, acho que muito tem a ver com fazer shows, estar na estrada e tocar com bandas de rock, ver como eles fazem as coisas, foi algo como \u201cVamos trazer um pouco dessa energia para o palco\u201d &#8211; foi mais ou menos como aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E houve algum show espec\u00edfico que voc\u00eas viram que teve um impacto maior em voc\u00eas e que os fez pensar em tentar novas coisas?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma boa pergunta. N\u00e3o todos n\u00f3s, mas metade da banda ama metal. H\u00e1 um lugar no Brooklyn, em Nova York, chamado Saint Vitus e n\u00f3s costum\u00e1vamos ir l\u00e1 com uma certa frequ\u00eancia para ver shows de metal. O nosso baixista est\u00e1 em uma banda de metal, e eu, o trompetista e o baixista tamb\u00e9m formamos uma banda de metal. Est\u00e1vamos apenas nos envolvendo, indo em muitos shows e era uma energia apenas diferente, mais intensa. N\u00e3o consigo pensar em um show espec\u00edfico assim de cabe\u00e7a, mas h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a em termos de vibra\u00e7\u00e3o nesses shows, quando voc\u00ea faz a compara\u00e7\u00e3o entre ir assistir \u00e0quela banda que falei, Antibalas, que \u00e9 uma banda de afrobeat, e ir assistir uma banda de metal. Ent\u00e3o apenas continuamos nos movendo. E o lance \u00e9 que n\u00f3s nunca quisemos que a Budos virasse metal, sabe? N\u00f3s n\u00e3o somos uma banda de metal, n\u00f3s nunca seremos uma banda de metal. Eu n\u00e3o vou tocar com pedal duplo, fazer blast beats, isso nunca vai acontecer. Mas n\u00f3s buscamos trazer essa energia e essa atitude. Quanto a shows espec\u00edficos, n\u00e3o consigo pensar em um que tenha sido&#8230; Mas apenas estar na estrada e ver outras bandas, como bandas de rock e tudo mais. E essa \u00e9 uma outra coisa que aconteceu tamb\u00e9m: em algum momento n\u00f3s decidimos que n\u00e3o quer\u00edamos mais bandas de funk ou afrobeat abrindo os nossos shows. Porque n\u00f3s vamos para uma cidade e ent\u00e3o, sei l\u00e1, os The Funkin Beats v\u00e3o abrir o show e voc\u00ea tem uma banda com 10 integrantes, com uma se\u00e7\u00e3o de metais, e eu penso \u201cPorra, cara! Essas pessoas j\u00e1 v\u00e3o ouvir a nossa banda de 10 pessoas com uma se\u00e7\u00e3o de metais. N\u00e3o quero ficar sentado por uma hora ouvindo uma banda instrumental do nosso estilo. Tem uma banda punk ou de garage rock na cidade? Chamem eles para abrir pra gente\u201d. Ent\u00e3o n\u00f3s come\u00e7amos a fazer isso, a chamar bandas punk e de garage rock \u2013 n\u00e3o bandas de metal, mas bandas de rock \u2013 e isso foi \u00f3timo. Porque o p\u00fablico ficava mais animado, mesmo que n\u00e3o conhecesse essa banda, porque levar um monte de riffs na cara \u00e9 muito diferente de ficar ouvindo cinco pessoas tocando trompete por uma hora e ent\u00e3o ouvir \u201cE agora com voc\u00eas a Budos Band! Pan\u00e3n\u00e3n\u00e3, pan\u00e3n\u00e3\u00e3\u201d (nesse momento Brian faz uma voz engra\u00e7ada imitando instrumentos de sopro). Era horr\u00edvel, odiava isso. Ent\u00e3o esse elemento tamb\u00e9m mudou. E ent\u00e3o come\u00e7aram a nos convidar para coisas como o Psycho Las Vegas. N\u00f3s fomos convidados para tocar nesse festival (nota: a banda tocou na edi\u00e7\u00e3o de 2016) e o lineup tinha Blue Oyster Cult, Alice Cooper, Boris, High on Fire, e a gente! Isso foi legal, foi divertido. O Converge tamb\u00e9m tocou. Todas essas bandas eram intensas. O Uncle Acid and The Deadbeats tamb\u00e9m tocou, eles foram \u00f3timos. E foi tipo \u201cE agora a Budos Band\u201d. Foi legal porque em um festival como esse, voc\u00ea obviamente vai ter f\u00e3s de metal, basicamente. E n\u00e3o estou dizendo que eles nos amaram, mas n\u00f3s nos encaixamos o suficiente para que as pessoas digam \u201cIsso \u00e9 legal\u201d. Algumas pessoas realmente curtiram, ali na frente do palco, realmente animados, mas a maioria ficou mais para o fundo, tranquilo, bebendo uma cerveja. Eles n\u00e3o estavam dan\u00e7ando, n\u00e3o me entenda mal, ningu\u00e9m dan\u00e7ou, mas as pessoas estavam meio que curtindo. Um pequeno respiro entre as bandas mais pesadas, ent\u00e3o \u00e9 legal. Ent\u00e3o n\u00f3s ficamos sabendo: \u201cVoc\u00eas v\u00e3o tocar em um festival de metal neste final de semana e no pr\u00f3ximo v\u00e3o tocar em um festival de reggae\u201d. Foi tipo \u201cO que?\u201d (risos). Sem brincadeira, cara (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, eu entendo os f\u00e3s de metal gostarem da banda. Ali\u00e1s, vi que o Steve Von Till, do Neurosis, <a href=\"https:\/\/www.brooklynvegan.com\/neurosis-steve-von-till-discusses-his-favorite-albums-of-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">citou o seu \u00faltimo disco entre os melhores lan\u00e7amentos de 2020<\/a>.<\/strong><br \/>\n\u00c9, eu tamb\u00e9m vi, nos mandaram isso! O cara do Neurosis, isso foi incr\u00edvel. E tamb\u00e9m o Dave Lombardo, do Slayer, n\u00f3s o conhecemos e ele adora a nossa banda. \u00c9 tipo \u201cJesus, cara. Qual elogio melhor como baterista posso receber? \u00c9 tipo inacredit\u00e1vel\u201d. Isso aconteceu quando tocamos no Texas, num festival chamado Fun Fun Fun Fest (na edi\u00e7\u00e3o de 2011). Havia v\u00e1rios palcos diferentes; voc\u00ea tinha o Orange Stage, que tinha, sei l\u00e1, m\u00fasica pop, voc\u00ea tinha o Blue Stage, que era focado em m\u00fasica eletr\u00f4nica, o Green Stage, e ent\u00e3o voc\u00ea tinha o Black Stage. E foi tipo \u201cEi, caras, voc\u00eas v\u00e3o tocar no Black Stage\u201d. E a gente \u201cS\u00e9rio?\u201d E quem est\u00e1 no Black Stage? A porra do Slayer. Eu fiquei \u201cO que? A gente vai tocar antes do Slayer? Qual o problema de voc\u00eas? N\u00f3s vamos ser mortos\u201d. Mas era a gente, um comediante chamado Brian Posehn e depois o Slayer. E eu fiquei pensando \u201cFoi \u00f3timo terem colocado esse comediante a\u00ed, porque ele meio que quebrou o gelo o bastante\u201d. Mas acho que esse foi o show mais assustador que eu j\u00e1 toquei. O Dave Lombardo estava l\u00e1 na cabine de mixagem apenas meio que olhando para a gente e eu estava atr\u00e1s da bateria pensando \u201cComo assim?\u201d. Foi um \u00f3timo dia, muito divertido. Ele veio at\u00e9 n\u00f3s e foi super legal conosco. Eu estava como \u201cJesus, cara, isso foi legal, ufa! (risos)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como estamos no territ\u00f3rio do metal, queria falar um pouco sobre o cover de \u201cChanges\u201d, do Black Sabbath, que voc\u00eas gravaram h\u00e1 alguns anos com o Charles Bradley \u2013 que ficou incr\u00edvel e teve uma grande repercuss\u00e3o. Por isso, queria saber como surgiu essa ideia e o que voc\u00ea achou do resultado final?<\/strong><br \/>\nBom, eu lembro quando a ideia surgiu, n\u00f3s est\u00e1vamos em turn\u00ea com o Charles. Fizemos muitas turn\u00eas com o Charles, porque metade da banda dele era a nossa banda, ent\u00e3o era mais f\u00e1cil, menos pessoas. Ent\u00e3o se tivesse dois ou tr\u00eas membros da Budos com o Charles no palco e outros dois ou tr\u00eas caras, ent\u00e3o voc\u00ea tinha a banda inteira do Charles. Ent\u00e3o n\u00f3s s\u00f3 precis\u00e1vamos levar tipo mais quatro ou cinco pessoas e estava tudo certo. E ele \u00e9 apenas \u00f3timo. \u00c9 engra\u00e7ado porque no in\u00edcio ele estava abrindo pra gente e depois n\u00f3s que est\u00e1vamos abrindo para ele. Mas n\u00f3s est\u00e1vamos na \u201csala verde\u201d, apenas escutando o \u201cVol 4\u201d (1972), do Black Sabbath, e ent\u00e3o come\u00e7a a tocar \u201cChanges\u201d e leva a sala inteira abaixo. E ent\u00e3o eu falei: \u201cEi Charles, o que voc\u00ea acha dessa m\u00fasica?\u201d e acho que ele falou algo como \u201cAh, \u00e9 linda\u201d e tudo mais. E ent\u00e3o pensamos \u201cVamos fazer isso\u201d. No disco (\u201cChanges\u201d, de Charles Bradley), voc\u00ea tem o cover de \u201cChanges\u201d e tamb\u00e9m \u201cAin\u00b4t It a Sin\u201d, que \u00e9 uma m\u00fasica que eu escrevi para o Charles e \u00e9 um lance um pouco mais animado. E o Tommy, nosso guitarrista, falou \u201cCara, vamos gravar essa m\u00fasica (\u201cAin\u00b4t It a Sin\u201d)\u201d e enquanto est\u00e1vamos conversando, n\u00f3s falamos \u201cVamos tentar \u2018Changes\u2019 tamb\u00e9m e ver como ela sai\u201d. E acabou sendo algo meio incr\u00edvel. Lembro que o Mike Deller, nosso tecladista, sentou-se no \u00f3rg\u00e3o B3, da Hammond, e apenas come\u00e7ou a tocar os acordes e tudo soou incr\u00edvel e todo mundo ficou \u201cPuta que pariu, isso \u00e9 legal\u201d. Ent\u00e3o n\u00f3s fizemos dois takes da m\u00fasica e ent\u00e3o o Charles chegou depois e apenas cantou e foi algo \u201cUau, isso \u00e9 incr\u00edvel\u201d \u2013 realmente funcionou. E foi apenas meio que uma ideia que surgiu de ficarmos sentados na \u201csala verde\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Charles Bradley &quot;Changes&quot; (OFFICIAL VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xi49yirJiEA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas j\u00e1 pensaram em gravar um disco de covers de bandas de rock e metal com diferentes vocalistas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o. Vocalistas s\u00e3o algo dif\u00edcil. N\u00f3s tentamos fazer covers de m\u00fasicas do Deep Purple, do Vanilla Fudge. Fizemos algumas m\u00fasicas de rock dos anos 1970, com os metais fazendo a linha, a melodia dos vocais, e isso meio que funciona. Mas para n\u00f3s, trazer um vocalista&#8230; n\u00f3s nunca nem pensamos em fazer isso. Pode acontecer um dia, quem sabe? De verdade, poderia ser legal, estou aberto a isso. Mas nunca pensamos nisso n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas tocaram no Brasil h\u00e1 quase 10 anos, em 2012. Quais suas lembran\u00e7as desses shows em S\u00e3o Paulo e da viagem pela Am\u00e9rica do Sul?<\/strong><br \/>\nAcho que tocamos a\u00ed em agosto ou setembro de 2012. Ahh, fiquei apenas chocado com o tamanho da cidade. Tipo, Nova York \u00e9 muito perto da minha casa, mas ir para o Brasil e ver a cidade foi tipo \u201cUau, isso \u00e9 selvagem\u201d. Lembro de estarmos na rodovia (nota: provavelmente aqui ele se refere a uma das Marginais que cortam S\u00e3o Paulo) e ver as favelas e tudo mais e pensar \u201cIsso \u00e9 pesado, cara\u201d. E n\u00f3s t\u00ednhamos um cara com a gente, n\u00e3o me lembro do nome dele, ele estava meio que cuidando da gente. E falou tipo \u201cN\u00e3o v\u00e3o para esse lado, para aquele lado, e nem para aquele outro. E se tiver um jogo de futebol, n\u00e3o v\u00e3o para l\u00e1 tamb\u00e9m\u201d. E eu apenas pensei \u201cPutz, que merda, cara. Vou ficar bebendo aqui no hotel\u201d (risos). E n\u00f3s tocamos em um tipo de mostra de arte ou algo assim (nota: os shows da banda em S\u00e3o Paulo aconteceram no SESC Pompeia). E eu lembro que sa\u00edmos do palco depois do nosso set e o p\u00fablico come\u00e7ou a gritar um canto no estilo de torcida de futebol, tipo \u201cOle, ole, ole, ole\u201d e foi alto, muito alto. E no final eles cantavam \u201cBudos, Budos\u201d. Eu lembro de pensar \u201cPuta que pariu, isso \u00e9 muito louco\u201d. Eu nunca tinha escutado algo assim antes. E era muito alto e muito intenso. Ent\u00e3o voltamos para o palco. A plateia estava animada, n\u00f3s definitivamente sentimos o carinho, foi legal. Mas s\u00f3 ficamos a\u00ed tipo dois dias, acho que fizemos apenas dois shows. Foi apenas legal o quanto a cidade era um pouco selvagem. Manhattan tinha esse mesmo clima quando eu era jovem, nos anos 1980 e in\u00edcio dos 1990. Eu costumava andar de skate e ia para Manhattan fazer isso. E a cidade tinha um clima mais duro tamb\u00e9m. Havia alguns bairros que eram meio assustadores e um pouco estranhos, apenas tinham um clima assim. Na verdade, agora, nesse cen\u00e1rio p\u00f3s-pand\u00eamico, Manhattan est\u00e1 voltando um pouco a isso (risos). Mas a cidade estava t\u00e3o limpa depois do 11 de Setembro. Tipo, a cidade ficou muito limpa e entediante. E quando fui a\u00ed para o Brasil, foi como \u201cAh, aqui parece uma Nova York das antigas\u201d, com aquele clima meio louco de ficar ligado o tempo todo, que Manhattan costumava ter. Mas foi muito legal ir para a\u00ed, adorei mesmo, me diverti muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea conhece algum artista brasileiro?<\/strong><br \/>\nBandas? Ahh, conhe\u00e7o aqueles artistas de street art, Os G\u00eameos. Mas n\u00e3o sei se conhe\u00e7o alguma banda. Quer dizer, o Sepultura, n\u00e9 (risos)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por favor, me diga tr\u00eas discos que mudaram a sua vida e por que eles fizeram isso.<\/strong><br \/>\nAhh, tr\u00eas discos. Eu sei que vou dizer tr\u00eas agora e amanh\u00e3 cedo vou acordar e pensar \u201cN\u00e3o acredito que n\u00e3o falei aquele disco!\u201d (risos). Honestamente, o primeiro disco que me vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 o \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2UqJjz5eMYRzbbKToD3Peh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">South of Heaven<\/a>\u201d (1988), do Slayer. Esse disco realmente&#8230; Antes disso, eu escutava as bandas de metal ou hard rock da \u00e9poca, mas esse disco apenas meio que&#8230; Eu ainda amo esse disco. Sem d\u00favidas, esse \u00e9 um dos meus discos favoritos, de longe. Ent\u00e3o diria o \u201cSouth of Heaven\u201d com certeza, \u00e9 incr\u00edvel. As baterias no \u00e1lbum s\u00e3o apenas fenomenais, \u00e9 tipo uma aula magna em como tocar bateria para metal. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 incr\u00edvel, as m\u00fasicas, os ritmos \u2013 tipo, \u00e9 thrash, mas voc\u00ea ainda tem muito peso no disco, \u00e9 um \u00e1lbum pesado. Adoro esse disco, ele apenas tem um clima \u00f3timo. Ent\u00e3o esse \u00e9 um. Hmm, merda. \u00c9 engra\u00e7ado. Sinto que se olhar para o que eu mais escuto pode surgir algo. Ahh, \u00e9 uma pergunta dif\u00edcil, n\u00e9? Tr\u00eas discos. Acho que o \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/5jerDBRhUh7bfuSXW1Lfgt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Live After Death<\/a>\u201d (1985), do Iron Maiden, teria de ser um deles. Eu tinha 10 anos quando o escutei, provavelmente foi a minha primeira incurs\u00e3o no mundo do metal e algo que definitivamente ajudou a abrir todo um caminho. Ent\u00e3o esse com certeza seria um disco que mudou a minha vida, um dos meus favoritos de todos os tempos. Sinto que o terceiro n\u00e3o deveria ser um disco de metal. Deixe-me pensar. H\u00e1 muitos discos bons ali na beirada, mas voc\u00ea est\u00e1 falando de discos que mudaram a minha perspectiva musical, que quase me fizeram pegar um instrumento. Teria de ser algo antigo. Apesar que&#8230; essa \u00e9 uma escolha estranha, mas eu apenas amo tanto esse disco. N\u00e3o sei se conhece uma banda da Su\u00e9cia chamada Witchcraft, mas o disco auto-intitulado deles, acho que foi lan\u00e7ado em 2004 (nota: o disco realmente foi lan\u00e7ado em 2004), \u00e9 chamado apenas de \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/78bxf4S7ckC7ZIledDl1qO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Witchcraft<\/a>\u201d. N\u00e3o sei como a banda est\u00e1 hoje, mas esse primeiro disco deles apenas me traz um clima. E esse foi um dos discos que me trouxeram de volta quando eu estava muito focado no lance do funk e do afrobeat e apenas tentando tocar bateria daquele jeito. E ent\u00e3o eu ouvi o disco do Witchcraft e ele meio que me lembrou sobre a raz\u00e3o pela qual eu amo tanto metal. E meio que me trouxe de volta ao metal, ap\u00f3s o meu pequeno salto para o funk, o afrobeat e coisas desse tipo. Acho que isso foi por volta de 2004 ou 2005. Algumas pessoas podem olhar para esse disco e pensar \u201c\u00c9 s\u00e9rio?\u201d, mas ele me levou para um lugar. Ele foi como um pequeno ve\u00edculo, me levando de volta a um lugar muito confort\u00e1vel em que eu me encontrava musicalmente quando era adolescente. Foi quase como um disco do Black Sabbath, tipo o sentimento que voc\u00ea tem ao ouvir os primeiros discos do Black Sabbath. Esse disco tinha esse mesmo tipo de sentimento nele. E me lembrou sobre o porqu\u00ea eu amo metal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/18\/entrevista-graveyard\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">voc\u00ea conhece o Graveyard<\/a>, tamb\u00e9m da Su\u00e9cia? Eles tamb\u00e9m s\u00e3o muito bons, me lembrei deles agora que voc\u00ea falou do Witchcraft \u2013 eles j\u00e1 tocaram no Brasil, inclusive.<\/strong><br \/>\nAhh sim, eles s\u00e3o uma banda legal. N\u00f3s os conhecemos na Noruega, quando est\u00e1vamos tocando em um festival. Eles estavam na tenda ao lado da nossa. Na verdade, essa \u00e9 uma hist\u00f3ria engra\u00e7ada. N\u00f3s est\u00e1vamos em uma tenda, era tipo uma pequena \u201csala verde\u201d, t\u00ednhamos cervejas, est\u00e1vamos conversando. Mas as paredes da nossa tenda estavam sendo empurradas para dentro, dos dois lados. E n\u00f3s pensamos \u201cO que? Quem s\u00e3o essas bandas?\u201d. Ent\u00e3o n\u00f3s sa\u00edmos e eu fui at\u00e9 uma tenda para espiar, apenas queria saber quem era. E era o Graveyard, a\u00ed eu falei \u201cEi caras, tudo bem?\u201d, e eles apenas foram legais logo de cara, tipo \u201cEntre a\u00ed, toma uma cerveja com a gente\u201d, apenas caras legais. Conhecemos a banda inteira, acabamos saindo com eles por dois dias, viraram tipo nossos amigos. Eles nos viram tocar, n\u00f3s fomos ver eles tocar. E no outro lado da parede da tenda, que tamb\u00e9m estava cedendo para dentro, n\u00f3s pensamos \u201cQuem s\u00e3o?\u201d. E ent\u00e3o fomos l\u00e1 e era o Guided by Voices (risos). Tipo cinco caras mais velhos l\u00e1 com cabelo grisalho, um empurrando o outro. Eu fiquei \u201cO que? Quem s\u00e3o esses caras?\u201d. E ent\u00e3o o nosso tour manager falou \u201cAh, \u00e9 o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/06\/robert-pollard-fala-dos-25-anos-de-alien-lanes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guided by Voices<\/a>\u201d (risos). Eles estavam em cinco e tinham mais cerveja do que todos n\u00f3s juntos, eles tinham tipo uma parede de cerveja (risos). Vi todas aquelas bebidas na mesa e pensei \u201cEsses caras s\u00e3o loucos\u201d, era tipo tr\u00eas horas da tarde (risos). Foi engra\u00e7ado, foi uma turn\u00ea divertida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essas s\u00e3o as \u00faltimas perguntas. Al\u00e9m da sua carreira musical, voc\u00ea tamb\u00e9m possui uma carreira incr\u00edvel como artista visual, tendo feito capas de discos e cartazes de shows da banda. O que veio antes na sua vida, a arte visual ou a m\u00fasica? E tamb\u00e9m gostaria de saber se voc\u00ea se interessou em trabalhar com artes visuais por causa de capas de discos \u2013 voc\u00ea mencionou o Iron Maiden h\u00e1 pouco?<\/strong><br \/>\nAhh sim, definitivamente. Comecei a desenhar quando estava na pr\u00e9-escola ou algo assim, era muito pequeno. Eu desenhava o Kiss nessa \u00e9poca, no jardim da inf\u00e2ncia ou no primeiro ano, porque eu tinha um disco do Kiss \u2013 na verdade, eram os discos solos deles. Tinha alguns deles, n\u00e3o me lembro quais, acho que tinha os \u00e1lbuns do Gene (Simmons) e do Peter Criss. De qualquer forma, eu desenhava a maquiagem do Kiss. Mas ent\u00e3o, acho que quando tinha 8 ou 9 anos de idade, fui na Toys R Us, que \u00e9 uma loja de brinquedos aqui nos EUA, e eles tinham os livros do \u201cDungeons and Dragons\u201d. Eles tinham uma se\u00e7\u00e3o completa com esses livros, lembro de olhar para as capas e ficar impressionado. E eu n\u00e3o sabia o que era, ent\u00e3o era algo como \u201cO que \u00e9 isso? \u00c9 um jogo? Eu n\u00e3o sei\u201d. Eles tamb\u00e9m tinham miniaturas e outras coisas. Ent\u00e3o eu mergulhei de verdade nesse mundo \u2013 e ainda estou nele. Ainda jogo \u201cDungeons and Dragons\u201d, ainda tenho miniaturas, n\u00e3o \u00e9 algo que foi embora. E isso aconteceu quando eu tinha entre 8 e 9 anos de idade. E aquelas artes, ver os livros de \u201cDungeons and Dragons\u201d foi algo que apenas me iluminou, comecei a copiar tudo daquilo. E a partir dali passei a curtir todos os quadrinhos, tipo as HQs do Conan e todo esse lance de fantasia \u2013 Frank Frazetta, a revista \u201cHeavy Metal\u201d, todas essas coisas. E eu meio que mergulhei bem ali. E foi da\u00ed que tirei todas as minhas influ\u00eancias de arte, desse lance de fantasia mais dark. E at\u00e9 hoje ainda \u00e9 o que sigo, a maior parte das artes que fa\u00e7o \u00e9 ligada a esse mundo de fantasia. N\u00e3o tenho muito interesse no mundo moderno, tipo moda moderna, tecnologia moderna. Ainda sou inspirado por coisas como \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, qualquer coisa nesse estilo de fantasia, apenas adoro isso. A m\u00fasica foi algo que aconteceu bem mais tarde. S\u00f3 comecei a tocar bateria aos 21 anos. Estava em uma festa, meus amigos estavam comprando instrumentos na \u00e9poca, havia algumas bandas locais na nossa vizinhan\u00e7a. Um cara comprou um baixo, outro comprou uma guitarra, e eles disseram \u201cVoc\u00ea \u00e9 o baterista\u201d. E eu fiquei \u201cDo que voc\u00ea est\u00e1 falando? Eu n\u00e3o sei tocar bateria\u201d. Ent\u00e3o comprei um kit de bateria, comecei a tocar e me apaixonei por isso. Aprendi algumas levadas e fiquei tipo \u201cEu posso fazer isso\u201d. E eu fiquei louco e apenas comecei a tocar bateria como um lun\u00e1tico depois disso. Eu adorava andar de skate, mas o que rolou foi que machuquei a minha coluna de maneira s\u00e9ria e ent\u00e3o n\u00e3o pude mais andar de skate. Mas eu tinha 21 anos, ent\u00e3o ainda estava cheio de energia, e em vez de coloc\u00e1-la no skate, apenas a direcionei para o kit de bateria. E apenas meio que continuei um pouco louco com a bateria. Os dois caras que me fizeram comprar a bateria acabaram parando de tocar. Nenhum deles toca mais, mas eu ainda estou com a bateria (risos). Para mim, a m\u00fasica sempre foi mais uma conex\u00e3o social, uma forma de me conectar com os meus amigos, de estar junto deles. Para mim, tocar bateria nunca foi realmente uma express\u00e3o pessoal. A arte, por exemplo, \u00e9 100% uma express\u00e3o pessoal para mim, mas a bateria sempre foi mais uma conex\u00e3o, uma forma de me conectar com os meus amigos. E apenas manter um c\u00edrculo social juntos, era mais nesse sentido. E mesmo agora, eu n\u00e3o sou um daqueles bateristas que se senta em casa com os pads e o metr\u00f4nomo. Eu n\u00e3o me importo com a minha t\u00e9cnica pessoal. Eu adoro escutar grandes bateristas, mas n\u00e3o estou tentando ser um deles. Se o meu lance for bom o bastante para manter a banda junta, isso \u00e9 realmente tudo o que eu quero ser como baterista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, voc\u00ea pensa que essa conex\u00e3o, a amizade, que mencionou h\u00e1 pouco \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais a banda continua junta h\u00e1 tanto tempo, ainda tocando bastante e lan\u00e7ando discos relevantes? Voc\u00ea mencionou que esse ponto de conex\u00e3o social \u00e9 muito importante para voc\u00ea.<\/strong><br \/>\nNeste ponto, acho que cresceu para algo al\u00e9m, para uma irmandade. Est\u00e1 muito al\u00e9m de se reunir numa quinta-feira \u00e0 noite para tocar. Agora \u00e9 tipo um compromisso fraternal muito s\u00e9rio com esses caras, e penso que a nossa amizade \u00e9 a raz\u00e3o principal pela qual estamos juntos. A m\u00fasica \u00e9&#8230; e isso vai soar louco vindo de um m\u00fasico falando sobre uma banda com muitas pessoas, mas a m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 a coisa mais importante para n\u00f3s. \u00c9 poder nos reunir, viajar, curtir, estar na estrada, todas essas experi\u00eancias. E a m\u00fasica e os shows s\u00e3o \u00f3timos e adoramos isso, mas \u00e9 quase como se isso se tornasse algo secund\u00e1rio a n\u00f3s apenas sermos amigos, sabe? N\u00f3s nunca brigamos por causa de m\u00fasica, da banda, por dinheiro ou o que vamos colocar na capa do disco. N\u00f3s nunca nos envolvemos em nenhum problema assim, todo mundo est\u00e1 sempre de boa com tudo, n\u00f3s todos meio que entendemos de onde cada um est\u00e1 vindo. E nunca chega a um ponto em que fica feio, o que eu acho que \u00e9 a raz\u00e3o pela qual estamos juntos h\u00e1 tanto tempo. Porque tenho certeza de que voc\u00ea j\u00e1 ouviu hist\u00f3rias malucas de bandas em que um cara est\u00e1 fora de si e ele precisa que as coisas sejam de um determinado jeito e o outro cara quer que as coisas sejam de outra maneira, e eles n\u00e3o conseguem se decidir. Tipo, isso felizmente nunca acontece com a gente. \u00c9 sempre algo como \u201cAh, legal, beleza\u201d ou \u201cVoc\u00ea n\u00e3o quer fazer isso ou n\u00e3o gosta? Tudo bem, sem problemas\u201d. Nunca vira uma quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00faltima pergunta. Do que voc\u00ea tem mais orgulho nesses pouco mais de 15 anos de carreira com a banda?<\/strong><br \/>\nDo que eu tenho mais orgulho? Ah, acho que apenas ter um legado. Ter um legado, voc\u00ea pensa no que voc\u00ea deixa para tr\u00e1s. Muitas coisas v\u00e3o desaparecer, todos n\u00f3s eventualmente. E \u00e9 algo como \u201cO que eu vou deixar para tr\u00e1s? De qual parte de mim o mundo vai se lembrar? Isso se forem se lembrar\u201d. E acho que ter essa amizade, que come\u00e7ou como um projeto de quinta-feira \u00e0 noite e se transformou em uma banda, que \u00e9 conhecida por v\u00e1rias pessoas em v\u00e1rios lugares. E poder viajar por a\u00ed e ter essa s\u00e9rie de discos que v\u00e3o existir por mais tempo do que a gente. Penso que ter algum tipo de legado para deixar para tr\u00e1s. A maior parte de n\u00f3s na banda temos filhos e, no fim das contas, n\u00f3s estamos meio que deixando essa m\u00fasica para eles, sabe? Acho que \u00e9 isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Budos Band - Veil of Shadows (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bFMfumut0fg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Long in the Tooth\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_k8nBGTcRI4CyDg_0XgwRLk2wb7qbTx4b8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com pouco mais de 15 anos de hist\u00f3ria, a The Budos Band j\u00e1 possui uma discografia de respeito, com um total de seis full-lengths, todos lan\u00e7ados pelo j\u00e1 ic\u00f4nico selo Daptone Records, de Nova York. Nesta conversa, o baterista Brian Profilio fala do disco mais recente da Budos, pandemia, Slayer&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/03\/24\/entrevista-brian-profilio-the-budos-band\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":60474,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5083],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60472"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60472"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60472\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61201,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60472\/revisions\/61201"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60474"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}