{"id":60461,"date":"2021-03-22T00:44:07","date_gmt":"2021-03-22T03:44:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60461"},"modified":"2021-05-26T01:21:44","modified_gmt":"2021-05-26T04:21:44","slug":"entrevista-renato-thibes-fala-sobre-o-livro-31-filmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/03\/22\/entrevista-renato-thibes-fala-sobre-o-livro-31-filmes\/","title":{"rendered":"Entrevista: Renato Thibes fala sobre o livro &#8220;31 Filmes&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os blogs j\u00e1 foram \u201co futuro\u201d, e hoje, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, ou s\u00e3o parte da mem\u00f3ria afetiva dos antigos leitores, ou sobrevivem como alternativa textual para aqueles que acham que canal de Youtube ou IGTV entregam muito pouco. Nessa \u00e9poca, muita gente lia o <a href=\"https:\/\/registrodissonante.home.blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Registro Dissonante<\/a>, blog onde o publicit\u00e1rio paulista <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rthibes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renato Thibes<\/a> escrevia sobre cinema, ativo entre 2002 e 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Registro Dissonante se desdobrou em outro blog, <a href=\"https:\/\/medium.com\/31-filmes\/tagged\/cinema\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">31 Filmes<\/a>, que ficou no ar de 2008 a 2018. Desse \u00faltimo vem o material do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.gauchebooks.com\/produtos\/31-filmes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">31 Filmes<\/a>\u201d. Lan\u00e7ado com capricho editorial pela Gauche Books em 2019, a obra compila uma sele\u00e7\u00e3o de filmes que ajudaram Thibes a definir seu amor pelo cinema e sua pr\u00f3pria persona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa era em que umbiguismo passa disfar\u00e7ado de cr\u00edtica cultural, Thibes consegue entregar um belo livro ao assumir tanto o seu lado \u201ccr\u00edtico de cinema frustrado\u201d como a contempla\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio umbigo. O livro fala, sim, de seu universo pessoal, de moleque interiorano que tinha nas idas \u00e0 videolocadora o ponto alto da semana. Fala de amores e frustra\u00e7\u00f5es sublinhados por filmes e trilhas sonoras, e de viagens organizadas a partir do que assistiu na tela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, \u201c31 Filmes\u201d tem muita informa\u00e7\u00e3o sobre os filmes em si e sobre o contexto em que eles foram lan\u00e7ados. N\u00e3o importa se voc\u00ea nunca assistiu \u2013 ou sequer ouviu falar de \u2013 filmes como \u201cUm Corpo que Cai\u201d (Alfred Hitchcok, 1958) ou \u201cConta Comigo\u201d (Rob Reiner, 1986): o autor traz tudo que voc\u00ea precisa saber sobre esses filmes sem apelar ao didatismo ou subestimar o leitor. E consegue amarr\u00e1-los com sua hist\u00f3ria pessoal de um modo muito natural, em uma leitura fluida na qual o cinema, e n\u00e3o o autor, \u00e9 sempre o protagonista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c31 Filmes\u201d \u00e9 um livro raro, por conseguir trazer esse aspecto pessoal e simultaneamente entregar ao leitor uma raz\u00e3o real para se dedicar \u00e0 obra. Porque \u201c31 Filmes\u201d \u00e9 um livro muito bem escrito sobre como o cinema nos molda, como seu impacto vai al\u00e9m de \u201clikes\u201d, e pode tanto nos aproximar de outras pessoas como nos confortar em momentos de solid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de uma malfadada entrevista presencial antes da pandemia, o Scream &amp; Yell voltou \u00e0 carga um ano depois, dessa vez por e-mail. E o resultado \u00e9 t\u00e3o envolvente quanto o livro em quest\u00e3o. Com a palavra, Renato Thibes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60463\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Behance_livros01-2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"548\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Behance_livros01-2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Behance_livros01-2-300x219.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;31 Filmes&#8221; diz respeito a uma era onde as op\u00e7\u00f5es do cin\u00e9filo eram o cinema e, principalmente, as videolocadoras (e s\u00f3 mais tarde o DVD, mas a maior parte dos selecionados ainda pertence \u00e0 era do VHS). Voc\u00ea acha que esse contexto traz alguma particularidade no modo de se relacionar com os filmes que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nessa era de streaming?<\/strong><br \/>\nO cinema e as locadoras me pegaram na minha faixa de idade mais impression\u00e1vel, onde tudo era novidade pra mim, ent\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil cair na armadilha da nostalgia, de que na minha \u00e9poca era muito melhor, mas n\u00e3o era. Eu acredito sim que naquela \u00e9poca havia um compromisso maior do espectador com o filme, uma dedica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o existe no streaming. \u00c9 aquilo que o Scorsese disse sobre o problema do filme virar conte\u00fado. Ir ao cinema \u00e9, ou pelo menos era antes da pandemia, um evento, um programa. A locadora tinha aquele apelo do contato f\u00edsico com a caixa do filme, como a capa de um LP pra quem coleciona discos. E tamb\u00e9m o apelo do garimpo, porque procurar um filme era como procurar um livro numa livraria. O streaming \u00e9 mais um conte\u00fado dispon\u00edvel na internet, organizado por um algoritmo e com um sistema de busca. Voc\u00ea paga pelo pacote e pela comodidade, n\u00e3o pelo filme espec\u00edfico, e muitas vezes esse pr\u00f3prio conte\u00fado \u00e9 tratado com descaso. Voc\u00ea tem ali um banner ou uma foto e uma sinopse mal escrita. No Prime Video eu sempre encontro filme interessante sem legenda, parece que largaram ele ali pra fazer volume, nunca imaginando que algu\u00e9m realmente ia querer ver. Mesmo assim, as vantagens s\u00e3o \u00f3bvias, \u00e9 tudo muito f\u00e1cil, pr\u00e1tico e em HD. Tenho certeza de que as pessoas v\u00e3o continuar se envolvendo com seus filmes favoritos e v\u00e3o encontrar alguma magia nisso, e daqui a alguns anos vai ter algu\u00e9m dizendo que &#8220;bom mesmo era a Netflix de antigamente&#8221;. No final das contas, o que importa \u00e9 ver filme. Cada servi\u00e7o de streaming \u00e9 uma esp\u00e9cie de Tinder, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente, mas d\u00e1 pra encontrar o amor da sua vida l\u00e1 tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O livro tem uma sele\u00e7\u00e3o assumidamente pessoal, mas voc\u00ea tenta, em cada cr\u00f4nica, trazer bastante informa\u00e7\u00e3o sobre a \u00e9poca em que o filme foi feito, e at\u00e9 alguns aspectos t\u00e9cnicos. O quanto essa informa\u00e7\u00e3o &#8220;jornal\u00edstica&#8221; \u00e9 importante para voc\u00ea na hora de organizar seus textos?<\/strong><br \/>\nEu vejo isso como cacoete de quem j\u00e1 tentou ser cr\u00edtico de cinema na vida e desistiu no meio do caminho, essa necessidade de contextualizar a obra e trazer curiosidades sobre ela, al\u00e9m da vis\u00e3o pessoal. Nos primeiros textos que escrevi para a vers\u00e3o blog do &#8220;31 Filmes&#8221; isso era mais evidente ainda, com o tempo fui me policiando para deixar as impress\u00f5es pessoais tomarem conta. Fiz um curso de cr\u00edtica com o In\u00e1cio Ara\u00fajo uns anos atr\u00e1s e tomei coragem de mostrar pra ele o primeiro rascunho do texto sobre &#8220;RoboCop&#8221;. A rea\u00e7\u00e3o dele foi \u00f3tima, me deu uma bronca: &#8220;quem \u00e9 que quer saber disso tudo?&#8221;. Nas revis\u00f5es do &#8220;31 Filmes&#8221; eu sempre tive isso em mente. Bronca do In\u00e1cio a gente tem que levar a s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lendo o livro na sequ\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel ver ali uma hist\u00f3ria sua, tamb\u00e9m. Uma esp\u00e9cie de &#8220;processo de matura\u00e7\u00e3o acompanhado pelo cinema&#8221;. O Marcelo Rubens Paiva j\u00e1 disse que, n\u00e3o fosse Hollywood, ter\u00edamos que inventar modelos de comportamento nos relacionamentos, de tanto que o cinema nos impacta. Voc\u00ea diria que sua vida foi, em maior parte, moldada pelo cinema?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. Eu me lembro de querer ser arque\u00f3logo, quando crian\u00e7a, por causa do Indiana Jones. Depois percebi que eu gostava era dos filmes, n\u00e3o da arqueologia. Acabei me tornando publicit\u00e1rio porque era uma forma de estar pr\u00f3ximo desse meio, tentei trabalhar com produ\u00e7\u00e3o, percebi que n\u00e3o tinha paci\u00eancia, mas ainda me sinto pr\u00f3ximo do cinema quando escrevo um roteiro, por mais banal que seja. Minha carreira profissional e at\u00e9 as viagens que fiz na vida foram direcionadas pelo cinema. Al\u00e9m, \u00e9 claro, dos in\u00fameros aprendizados que qualquer hist\u00f3ria ensina. No cap\u00edtulo sobre &#8220;Os Intoc\u00e1veis&#8221; eu falo um pouco sobre a necessidade nesses modelos de car\u00e1ter na vida, de saber diferenciar o certo do errado. Parece bobo, mas n\u00e3o deve ser coincid\u00eancia que nos \u00faltimos anos, depois que os anti-her\u00f3is come\u00e7aram a dominar os filmes e as s\u00e9ries, as pessoas perderam um pouco a refer\u00eancia e n\u00e3o conseguem mais identificar um vil\u00e3o na vida real. Voc\u00ea sabe, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/11\/13\/cinema-coringa-e-o-retrato-de-uma-sociedade-que-escolheu-a-barbarie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">as pessoas realmente se identificaram com o Coringa<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os textos do livro j\u00e1 existiam online, mas ganharam essa edi\u00e7\u00e3o impressa caprichada. Qual era o p\u00fablico que voc\u00eas miravam com a edi\u00e7\u00e3o impressa? E como a divulga\u00e7\u00e3o do livro foi impactada pela pandemia?<\/strong><br \/>\nO blog sempre proporcionou um retorno legal de pessoas apaixonadas por aqueles filmes ou que se identificavam com aqueles sentimentos, mesmo que atrelados a outros filmes. Minha maior alegria era um total desconhecido vir me contar espontaneamente qual o primeiro filme que ele viu no cinema ou o impacto que &#8220;Ruas de Fogo&#8221; teve sobre ele quando passou na Tela Quente. Achamos que esse perfil de cin\u00e9filo nost\u00e1lgico que tem saudade das locadoras ainda teria interesse em uma vers\u00e3o impressa, incrementada pelas artes lindas que o Marcelo Magalh\u00e3es fez pra cada filme. A princ\u00edpio, o p\u00fablico era esse. A pandemia colocou nossos planos em modo de espera. A Gauche Books \u00e9 uma editora independente que valoriza a arte e a parte gr\u00e1fica e por isso trata cada exemplar com um cuidado muito grande, fazendo contato pessoal com pequenas livrarias e expondo os trabalhos nas feiras de livros. Tamb\u00e9m t\u00ednhamos planos de realizar novos eventos e tardes de aut\u00f3grafos pra reunir os amigos, tomar cerveja e falar de filmes, mas infelizmente tudo foi interrompido.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60462\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/31_capa.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/31_capa.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/31_capa-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Livros-lista&#8221; se tornaram uma constante no mercado editorial. Para n\u00e3o falar de listas em p\u00e1ginas web, sempre campe\u00e3s de clique. Al\u00e9m da curadoria em si, qual o apelo que voc\u00ea v\u00ea em listas \u2013 e o que faz dela um objeto realmente valioso para o leitor?<\/strong><br \/>\nQuando eu era moleque, comprava aqueles Guias de V\u00eddeo da Nova Cultural. Era um apanhado de filmes com sinopse, cota\u00e7\u00e3o, dura\u00e7\u00e3o e um breve coment\u00e1rio do Rubens Ewald Filho, com se\u00e7\u00f5es divididas por g\u00eanero. Na capa de cada g\u00eanero tinha l\u00e1 duas listas de filmes imperd\u00edveis, um top 10 do Rubens e um top 10 dos maiores sucessos daquele g\u00eanero. Aquilo serviu como base pra mim, ver aqueles filmes era uma obriga\u00e7\u00e3o. Acho que as listas t\u00eam essa fun\u00e7\u00e3o, servem como guia. Todo mundo precisa de orienta\u00e7\u00e3o e todo mundo t\u00e1 cada vez mais perdido. Eu vejo pessoas pedindo dicas de filmes no Twitter aleatoriamente para desconhecidos e eu fico com pena. N\u00e3o \u00e9 assim que funciona. Listas de melhores filmes da d\u00e9cada s\u00e3o importantes. Listas de cr\u00edticos s\u00e3o importantes. Listas de filmes preferidos de cineastas relevantes s\u00e3o importantes. Esses livros do tipo &#8220;filmes para ver antes de morrer&#8221; t\u00eam um conte\u00fado bem interessante e poderiam desempenhar esse papel, mas desconfio que ningu\u00e9m leia, me parece livro pra decorar estante. Na internet, a grande maioria das listas s\u00f3 serve pra gerar engajamento em canais de cultura pop que eu estou velho demais pra acompanhar. Tor\u00e7o pra que o letterboxd se popularize cada vez mais a ponto de formar influencers e de suas listas se tornarem relevantes, mas talvez eu esteja sonhando demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alguns dos filmes listados foram feitos algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s. H\u00e1 algum que voc\u00ea acredita que tenha envelhecido mal e que s\u00f3 permaneceu na tua sele\u00e7\u00e3o pela quest\u00e3o afetiva?<\/strong><br \/>\nTem alguns casos espec\u00edficos. &#8220;O Feiti\u00e7o de \u00c1quila&#8221; tem uma trilha sonora horr\u00edvel de rock progressivo na primeira metade, mas no geral seu conceito \u00e9 t\u00e3o poderoso que ainda vale a pena. &#8220;O Retorno de Jedi&#8221; nunca foi considerado grande coisa e ganhou a vaga pela quest\u00e3o afetiva, mas hoje eu trocaria por &#8220;Os \u00daltimos Jedi&#8221;, que al\u00e9m de ser um filme muito melhor ainda levantou quest\u00f5es mais relevantes pro atual momento hist\u00f3rico, revelando o lado sombrio dos f\u00e3s. E por fim, devo confessar que revi &#8220;Alta Fidelidade&#8221; h\u00e1 pouco tempo e achei o protagonista, com quem me identifiquei durante muitas fases da vida, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/12\/tres-series-high-fidelity-my-brillant-friend-chernobyl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um grande babaca<\/a>. Talvez a maturidade enfim tenha chegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sei que a perspectiva do tempo \u00e9 determinante para fazer esse tipo de avalia\u00e7\u00e3o, mas vamos l\u00e1: da d\u00e9cada de 2010, quais filmes que voc\u00ea acha que caberiam no livro, pensando assim de bate-pronto?<\/strong><br \/>\nConsigo pensar em tr\u00eas exemplos sobre o mesmo tema: &#8220;Mad Max &#8211; Estrada da F\u00faria&#8221;, &#8220;007 &#8211; Opera\u00e7\u00e3o Skyfall&#8221; e o pr\u00f3prio &#8220;Os \u00daltimos Jedi&#8221;. S\u00e3o tr\u00eas grandes filmes que conseguem dar uma boa renovada em assuntos velhos brincando, subvertendo e ao mesmo tempo homenageando \u00edcones da minha inf\u00e2ncia. A ind\u00fastria na \u00faltima d\u00e9cada n\u00e3o foi muito criativa com aquele monte de revival, remake e adapta\u00e7\u00e3o de quadrinho, ent\u00e3o quando algu\u00e9m consegue ser ousado em uma franquia estabelecida, com toda a press\u00e3o do blockbuster, a gente tem que aplaudir. Esses filmes falam sobre idade e obsolesc\u00eancia, sobre deixar o passado pra tr\u00e1s e destruir monstros sagrados. James Bond e Luke Skywalker, cada um a seu modo, tacam fogo no pr\u00f3prio passado. E o George Miller fez o maior filme de a\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria aos 70 anos jogando seu protagonista pra escanteio. G\u00eanio demais. Seria como se cada um desses \u00edcones da minha inf\u00e2ncia dissesse: &#8220;ok, j\u00e1 deu, hora de encerrar esse livro&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pretende retomar a divulga\u00e7\u00e3o do livro?<\/strong><br \/>\nSim, assim que a vacina permitir!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60465\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG-20191102-WA0022.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG-20191102-WA0022.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG-20191102-WA0022-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201c31 Filmes\u201d \u00e9 um livro raro, por conseguir trazer esse aspecto pessoal e simultaneamente entregar ao leitor uma raz\u00e3o real para se dedicar \u00e0 obra. 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