{"id":60438,"date":"2021-03-17T00:09:00","date_gmt":"2021-03-17T03:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60438"},"modified":"2021-05-07T14:23:44","modified_gmt":"2021-05-07T17:23:44","slug":"entrevista-o-capitulo-negro-do-black-pantera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/03\/17\/entrevista-o-capitulo-negro-do-black-pantera\/","title":{"rendered":"Entrevista: O &#8220;Cap\u00edtulo Negro&#8221; do Black Pantera"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Natural de Uberaba, no triangulo mineiro, o Black Pantera \u00e9 um dos melhores exemplos do potencial de qualidade da cena atual do rock nacional ao combinar peso, melodia e letras com vi\u00e9s pol\u00edtico social. Ao vivo, a banda \u00e9 um aut\u00eantico rolo compressor, entregando uma performance en\u00e9rgica e cativante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formado em 2014, o power trio conta com Chaene da Gama (baixo e voz), seu irm\u00e3o Charles da Gama (guitarra e voz) e Rodrigo Pancho (bateria). Na discografia, dois \u00e1lbuns de est\u00fadio, \u201cProject Black Pantera\u201d (2015) e \u201cAgress\u00e3o\u201d (2018) e um EP, \u201cCap\u00edtulo Negro\u201d, lan\u00e7ado pela Deck em 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCap\u00edtulo Negro\u201d \u00e9 um EP e, tamb\u00e9m, um registro audiovisual onde o grupo revisita com autenticidade faixas cl\u00e1ssicas dos repert\u00f3rios de Elza Soares (\u201cA Carne\u201d), O Rappa (\u201cTodo Cambur\u00e3o Tem Um Pouco de Navio Negreiro\u201d) e Jorge Arag\u00e3o (\u201cIdentidade\u201d) tendo como elemento de uni\u00e3o o exerc\u00edcio da milit\u00e2ncia contra o racismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Rodrigo Pancho fala sobre a pandemia, o processo de grava\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rio de \u201cCap\u00edtulo Negro\u201d, a import\u00e2ncia da arte em tempos conservadores, influ\u00eancias no espectro da milit\u00e2ncia, o movimento Black Lives Matter, o potencial das apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo no Brasil e no exterior, planos futuros e muito mais. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Black Pantera - CAP\u00cdTULO NEGRO\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/p14mKO4UTks?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiramente, como tem sido praxe aqui no S&amp;Y, iniciamos nossas entrevistas perguntando: como tem sido esse per\u00edodo de pandemia para voc\u00eas? O qu\u00e3o modificada foi a vida de voc\u00eas e seus pares?<\/strong><br \/>\nEsse per\u00edodo de pandemia tem sido para banda um per\u00edodo de reflex\u00e3o, de bastante trabalho. Em 2020 a banda tinha um planejamento de gravar o terceiro disco e acabou que no meio disso tudo a gente gravou o EP. Acho que a gente conseguiu fazer com que o per\u00edodo fosse, de certa forma, produtivo para banda. Com rela\u00e7\u00e3o aos nossos familiares a pandemia tem sido um momento de ficar mais pr\u00f3ximo dos nossos filhos. Isto fez com que a gente ficasse mais pr\u00f3ximo de todos e acabou at\u00e9 sendo inspirador para a banda. Surgiram novas m\u00fasicas e ideias que resultaram no EP e no material audiovisual. Ent\u00e3o foi um ano onde a gente ficou sem fazer shows, mas a gente conseguiu produzir can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O EP &#8220;Cap\u00edtulo Negro&#8221; \u00e9 tamb\u00e9m uma obra audiovisual onde o grupo revisita (de forma bastante pessoal) cl\u00e1ssicos do cancioneiro nacional de \u00edcones como Jorge Arag\u00e3o, Elza Soares e O Rappa. Por mais que as tr\u00eas faixas sejam oriundas de artistas de searas diferentes, elas t\u00eam em comum versos pungentes ligados a quest\u00f5es raciais. Como se deu o processo de grava\u00e7\u00e3o das tr\u00eas faixas? E ainda: como se a sele\u00e7\u00e3o desse repert\u00f3rio?<\/strong><br \/>\nEsse processo se deu justamente neste per\u00edodo de pandemia, onde a banda teve que ficar em casa. Como a gente cancelou a viagem para o Rio onde iriamos gravar (o terceiro disco), n\u00f3s acabamos pensando de que forma que a gente poderia continuar sendo produtivo. A ideia era tentar criar algum conte\u00fado para n\u00e3o ficar parado tanto tempo assim. N\u00f3s j\u00e1 toc\u00e1vamos a m\u00fasica da Elza, \u201cA Carne\u201d, que foi uma ideia do Charles e que j\u00e1 tinha rolado em alguns shows e numa Live. A\u00ed o Chaene teve a ideia de gravar mais uma m\u00fasica e tenta fazer um clipe com ela. A gente deu uma ideia para o Rafa Ramos (diretor musical da Deck) e ele achou demais, topou na hora. Na sequ\u00eancia sugeri incluir \u201cIdentidade\u201d (Jorge Arag\u00e3o), que eu achava que iria funcionar super bem dentro desse repert\u00f3rio. Falei: \u201cVamos fazer uma trilogia onde a gente grava tr\u00eas m\u00fasicas e faz tr\u00eas clipes dialogando entre si?\u201d Seguimos conversando e Chaene sugeriu \u201cTodo Cambur\u00e3o Tem Um Pouco de Navio Negreiro\u201d (O Rappa). Fechamos com essas tr\u00eas m\u00fasicas e o Rafa adorou. Elas t\u00eam essa tem\u00e1tica sobre racismo, mas cada uma de forma diferente. O processo de toc\u00e1-las foi muito fluido, a gente n\u00e3o teve dificuldade de toca-las do nosso jeito. Com rela\u00e7\u00e3o a parte visual, convidamos o Leonardo Paj\u00e9, que j\u00e1 tinha trabalhado com a gente em dois trabalhos \u2013 o \u201cPunk Rock Nigga Roll\u201d e o \u201cI Can\u2019t Breathe\u201d \u2013 e ele acabou trazendo na bagagem a ideia de fazer um filme s\u00f3 com as tr\u00eas m\u00fasicas e acabou rolando. Foi um trabalho que durou mais ou menos tr\u00eas meses. Ficamos bem ocupados durante essa pandemia e o trabalho \u00e9 esse que voc\u00eas viram. A soma de ideias tanto do Paj\u00e9, quanto do Rafael Ramos e dos tr\u00eas membros da banda resultou no \u201cCap\u00edtulo Negro\u201d, trabalho maravilhoso que nos deixou muito feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente temos vivido tempos reacion\u00e1rios nas esferas pol\u00edtico-sociais. Mas a banda, por sua vez, tem levantado bandeiras progressistas (de ra\u00e7a e de classe, em especial), totalmente contr\u00e1rias a ordem vigente manifestada pelo governo federal e a sua corja de apoiadores. Nesse sentido o qu\u00e3o desafiador \u00e9 fazer de sua arte um manifesto contr\u00e1rio a onda conservadora que varre o mundo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 complicado porque a gente est\u00e1 vivendo um tempo dif\u00edcil para o pa\u00eds. Um tempo que vai juntando pandemia a este desgoverno, que est\u00e1 assumidamente negando os fatos, a ci\u00eancia e consequentemente matando pessoas. Isso para banda acaba sendo um combust\u00edvel na hora de compor, tocar e gravar, pois a gente transforma toda a raiva, esse \u00f3dio mortal a esse presidente maluco. Mas tamb\u00e9m \u00e9 complicado porque al\u00e9m de termos um governo negacionista de direita escroto, temos milh\u00f5es de pessoas que apoiam esse governo. O mais complicado \u00e9 isso porque s\u00e3o essas pessoas que sustentam essas fal\u00e1cias. N\u00f3s sentimos que estamos do lado certo da hist\u00f3ria e falamos com todas as letras que somos contra esse governo e essas pessoas que o apoiam, tentando abrir os olhos delas. Creio que temos feito um bom trabalho, junto com v\u00e1rias outras pessoas que est\u00e3o na linha de frente lutando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda na esfera pol\u00edtica o nome da banda remete a milit\u00e2ncia dos Panteras Negras, partido norte-americano, que fez hist\u00f3ria e influenciou diversos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o negra mundo \u00e0 fora. Partindo da premissa dessa refer\u00eancia, quem s\u00e3o as refer\u00eancias de milit\u00e2ncia que fizeram a cabe\u00e7a do trio e ajudaram na forma\u00e7\u00e3o intelectual de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nA primeira refer\u00eancia s\u00e3o nossos pais que n\u00f3s ensinaram desde pequenos a se comportar como adultos que somos hoje. Pessoas que respeitam o pr\u00f3ximo, que n\u00e3o abaixam a cabe\u00e7a diante das dificuldades, que trabalham forte e que sempre almejam buscar o melhor para n\u00f3s e pros nossos. Ent\u00e3o depois que a gente foi crescendo cada um foi dentro da sua. Posso citar uma refer\u00eancia musical para a banda, de combate, que \u00e9 o Cannibal, da banda Devotos, que sempre escreveu letras duras, falando sobre a sociedade, sobre a forma como eles vivem l\u00e1 no alto Jos\u00e9 do Pinho na periferia de Recife. Mas depois, conforme a gente foi ganhando espa\u00e7o, fomos conhecendo outras pessoas. Uma pessoa muito importante para a banda hoje, falando da nossa forma\u00e7\u00e3o intelectual, \u00e9 a Luana G\u00e9not, que inclusive lan\u00e7ou um livro recentemente chamado \u201cSim \u00e0 igualdade racial\u201d. Ela \u00e9 uma esp\u00e9cie de madrinha da banda, uma pessoa incr\u00edvel pra gente. Outras pessoas (inspiradoras) s\u00e3o Djamila Ribeiro e nossos amigos do Quilombo Vermelho, em especial a Tristan, que nos presenteou com um livro, \u201cA revolu\u00e7\u00e3o e o negro\u201d (Editora Iskra) que tem nos servido como inspira\u00e7\u00e3o para compor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando em Devotos e Cannibal, tive a oportunidade de assistir voc\u00eas em BH, num distante dia dos pais em 2017, junto ao Dead Fish. Nesta noite em especial foi interessante perceber o qu\u00e3o a vontade a banda estava \u00e0 no palco, entregando uma performance en\u00e9rgica e brutal. Apesar da boa repercuss\u00e3o do material de est\u00fadio \u00e9 no palco onde a banda se sente mais \u00e0 vontade?<\/strong><br \/>\nNada substitui o palco. Acho que a nossa melhor propaganda \u00e9 ao vivo. A gente gosta muito de tocar. No palco \u00e9 onde a gente se sente mais \u00e0 vontade. Gravar \u00e9 bom, mas sei l\u00e1, tem hora que a gente estar ali junto com as pessoas, ver o pessoal fazendo mosh&#8230; a gente se empolga e d\u00e1 aquela acelerada a mais na m\u00fasica, aquele punch a mais e poxa&#8230; n\u00e3o tem como n\u00e3o perceber isso. N\u00e3o tem como n\u00e3o perceber essa vontade que a gente tem de tocar, de se entregar totalmente. Realmente sentimos muita saudade. J\u00e1 faz um ano, nosso \u00faltimo foi em mar\u00e7o de 2020, e n\u00f3s estamos loucos para voltar a tocar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60439\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Black-Pantera-Capitulo-Negro-EP.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Black-Pantera-Capitulo-Negro-EP.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Black-Pantera-Capitulo-Negro-EP-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Black-Pantera-Capitulo-Negro-EP-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ano passado voc\u00eas lan\u00e7aram o single &#8220;I Can&#8217;t Breathe&#8221; em ode ao assassinato de George Floyd nos EUA. O fato gerou uma enorme como\u00e7\u00e3o mundial e resultou num expressivo levante popular que \u00e9 o Black Lives Matter. Voc\u00eas acreditam que acontecimentos como este, que no Brasil s\u00e3o infelizmente ainda mais comuns, possam reacender esperan\u00e7as ligadas a busca equidade racial?<\/strong><br \/>\nEu creio que esse movimento nos EUA j\u00e1 acendeu uma chama aqui no Brasil. O Black Pantera protesta em forma de letra, atrav\u00e9s da arte, mas a gente acredita que realmente as pessoas precisam ir para as ruas para protestar, para dizer um basta \u00e0 essa viol\u00eancia exagerada, focada s\u00f3 no povo preto que \u00e9 o que mais morre pelo Estado. Isso \u00e9 desumano. A gente n\u00e3o pode aceitar mais isso. E n\u00e3o \u00e9 vitimismo, nem mimimi, \u00e9 fato, \u00e9 real. N\u00f3s cremos profundamente que essa chama tem que se manter acesa. N\u00e3o podemos deixar isso acontecer mais. As pessoas precisam realmente lutar contra esse tipo de opress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda falando de performances ao vivo: voc\u00eas j\u00e1 tiveram oportunidades de se apresentar em festivais nos EUA e na Europa, como o Afropunk (EUA\/Fran\u00e7a) e o Download (Fran\u00e7a). Como se deu essa abertura? E como \u00e9 a experi\u00eancia de tocar para um p\u00fablico n\u00e3o familiarizado com a sua l\u00edngua p\u00e1tria?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, a primeira vez que a gente tocou fora do pa\u00eds foi em Paris, Fran\u00e7a, no festival Afropunk. E, cara, todas as vezes foram maravilhosas. A recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e9 incr\u00edvel. Parece que, mesmo n\u00e3o entendendo a letra, o pessoal sente a energia, a vibe e curte o show com a gente assim como se fossem brasileiros. Nossa segunda experi\u00eancia tamb\u00e9m foi na Fran\u00e7a, no Festival Download. Estava lotado, mais de 50 mil pessoas assistindo a gente, inclusive tem v\u00eddeo no YouTube que mostra a intera\u00e7\u00e3o da galera, participando das rodas de mosh. Nos Estados Unidos, no festival Afropunk, tamb\u00e9m foi a mesma coisa. A nossa \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o fora foi na Col\u00f4mbia, em Medel\u00edn, e foi incr\u00edvel tamb\u00e9m ver a molecada curtindo o nosso som. E ap\u00f3s o show o pessoal veio trocar uma ideia, tirar foto&#8230; Sempre \u00e9 incr\u00edvel tocar fora do pa\u00eds. A gente tem o maior prazer de tocar pelo Brasil e fora tamb\u00e9m. A recep\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre muito calorosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Num curto espa\u00e7o de tempo o grupo conquistou espa\u00e7o no mercado fonogr\u00e1fico, tocou em grandes festivais e agora faz parte do cast de uma das mais importantes gravadoras do pa\u00eds (a Deck). Olhando para tr\u00e1s, voc\u00eas projetavam que a ordem dos acontecimentos se daria dessa maneira?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito louco pensar que em 2014 eu e o Chaene est\u00e1vamos simplesmente dispensando convite do Charles para gravar m\u00fasicas que ele j\u00e1 estava a um tempo querendo gravar e ningu\u00e9m queria tocar com o cara. O Charles era um cara que tinha uns projetos meio fracassados aqui na cidade e eu dispensei a oportunidade de tocar com o Black Pantera naquele momento. Nem fiz quest\u00e3o de ouvir. O Chaene ent\u00e3o gravou as duas primeiras m\u00fasicas porque ele era irm\u00e3o, n\u00e9, foi obrigado, mas depois, cara, quando eu vi as duas primeiras grava\u00e7\u00f5es senti que essa seria a minha banda pro resto da vida. Senti uma energia brutal naquele som e falei: \u201cCara, eu tenho que tocar nessa banda. Ela vai ser meu projeto de vida\u201d. E acabou que deu certo. O batera anterior s\u00f3 gravou essas faixas e saiu e eu acabei que entrei bem no come\u00e7o da banda, gravei todos os outros sons. Ent\u00e3o n\u00e3o sei se a gente imaginava essa propor\u00e7\u00e3o, mas os tr\u00eas j\u00e1 tinham isso como prop\u00f3sito de vida, porque a gente tinha se encontrado, j\u00e1 tinha tocado em outros projetos juntos e at\u00e9 em separado, mas a energia que n\u00f3s tr\u00eas est\u00e1vamos produzindo juntos nos ensaios e a\u00ed depois nos corres que a gente tem feito, as barreiras que temos enfrentado a cada ano que passa, tudo isso resulta nos frutos que estamos colhendo. Cada vez mais temos certeza de que a gente pode ir muito mais al\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 sendo soberbo nem nada, mas \u00e9 porque a gente sabe o potencial que o Black Pantera tem. Estamos trabalhando pesado. Nada disso foi sorte, nada disso foi por acaso. Muito disso n\u00e3o foi planejado (risos). Muito disso veio no feeling, aconteceu, mas agora eu tenho certeza que com a Deck dando esse suporte, esse apoio, a gente vai conseguir ir muito mais al\u00e9m. A gente sonha muito mais alto e almeja muito ser grande. Temos muitos sonhos pela frente. Estamos s\u00f3 no come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tra\u00e7ar planos futuros em meio a uma pandemia \u00e9 exerc\u00edcio dos mais dif\u00edceis. Ainda mais estando neste trem desgovernado chamado Brasil. Mas o que podemos esperar do Black Pantera em 2021? Quais as motiva\u00e7\u00f5es voc\u00eas alimentam para seguir em frente?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o est\u00e1 sendo f\u00e1cil passar por essa pandemia porque n\u00f3s temos outros trabalhos. Eu, o Chaene e Charles tocamos na cidade como m\u00fasicos freelancer e a gente precisa botar comida dentro de casa. Al\u00e9m disso precisamos pensar no projeto de vida que \u00e9 o Black Pantera. Mas em 2020 n\u00f3s conseguimos produzir muito e j\u00e1 deixar a cama pronta para 2021. Ent\u00e3o al\u00e9m do EP que a gente lan\u00e7ou em 2020, n\u00f3s conseguimos deixar todas as m\u00fasicas prontas para o nosso disco a ser lan\u00e7ado em 2021. Estamos agora planejando o lan\u00e7amento desse novo \u00e1lbum. Vamos lan\u00e7ar alguns singles antes at\u00e9 a data de lan\u00e7ar o \u00e1lbum inteiro. Creio que fizemos um \u00f3timo trabalho em 2020 e que 2021 vai ser mais f\u00e1cil lidar. Apesar da pandemia e de n\u00e3o estarmos fazendo shows, n\u00f3s poderemos focar mais no novo trabalho. Ent\u00e3o o Black Pantera vai dar muito assunto para 2021. Pode ter certeza disso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Black Pantera - I can\u00b4t breathe\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kh3mQYf8W-E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Escravos - Black Pantera\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nzr77E21VOY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Black Pantera - Punk Rock Nigga Roll\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5XQGNYFejSI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Natural de Uberaba, no triangulo mineiro, o Black Pantera \u00e9 um dos melhores exemplos do potencial de qualidade da cena atual do rock nacional ao combinar peso, melodia e letras com vi\u00e9s pol\u00edtico social&#8230;.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/03\/17\/entrevista-o-capitulo-negro-do-black-pantera\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":60440,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5078],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60438"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60438"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60442,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60438\/revisions\/60442"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}