{"id":6038,"date":"2010-09-29T15:07:08","date_gmt":"2010-09-29T18:07:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6038"},"modified":"2016-09-10T09:26:02","modified_gmt":"2016-09-10T12:26:02","slug":"cds-robert-plant-e-sheryl-crown","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/29\/cds-robert-plant-e-sheryl-crown\/","title":{"rendered":"CDs: Robert Plant e Sheryl Crow"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"350\" height=\"350\" class=\"size-full wp-image-6039 aligncenter\" title=\"robert_plant_band\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/robert_plant_band.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/robert_plant_band.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/robert_plant_band-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/robert_plant_band-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><br \/>\n<strong><br \/>\n&#8220;Band Of Joy&#8221;, Robert Plant<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Que ningu\u00e9m se engane, s\u00f3 se consegue a simplicidade atrav\u00e9s de muito trabalho&#8221;, Clarice Lispector disse certa vez. Quando \u201cBand Of Joy\u201d, o novo disco do Robert Plant acaba de tocar \u00e9 mais ou menos a sensa\u00e7\u00e3o da frase de Clarice Lispector que toma conta. Por mais que o disco exiba produ\u00e7\u00e3o caprichada e arranjos bem elaborados, no fundo est\u00e1 a simplicidade de folk, do bluegrass, do country americano, al\u00e9m \u00e9 claro de toda a experi\u00eancia desse \u00edcone do rock aos 62 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de aparecer com um bel\u00edssimo disco em 2007 em parceria com a cantora Alison Krauss (\u201cRaising Sand\u201d a saber), Robert Plant ressuscita o nome da velha banda que tinha com o baterista John Bonham nos anos 60 antes de al\u00e7ar v\u00f4os com o Led Zeppelin, para continuar a vida. Olha para o passado com extremo carinho e monta um disco somente de covers obscuros de bandas como Los Lobos e Low e compositores como Richard Thompson e o grande Townes Van Zandt.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O time contratado para a nova encarna\u00e7\u00e3o da Band Of Joy reside em Buddy Miller (guitarrista e co-produtor do \u00e1lbum), com o qual j\u00e1 havia trabalhado na turn\u00ea de \u201cRaising Sand\u201d, Patty Griffin (vocal), Darrell Scott (guitarra ac\u00fastica, banjo e bandolim), Byron House (baixista) e Marco Giovino (bateria e percuss\u00e3o). A forma\u00e7\u00e3o esbanja compet\u00eancia para criar a paisagem sonora perfeita para que Robert Plant possa cantar, sussurrar ou at\u00e9 mesmo declamar as can\u00e7\u00f5es do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAngel Dance\u201d, can\u00e7\u00e3o dos californianos Los Lobos abre o registro em vers\u00e3o poderosa e surpreendentemente diferente, para que os bons momentos n\u00e3o parem de se suceder. \u201cHouse Of Cards\u201d traz \u00f3timas guitarras, \u201cSilver River\u201d \u00e9 densa com seus mais de seis minutos, \u201cYou Can&#8217;t Buy My Love\u201d \u00e9 um rock encharcado de country, \u2018I&#8217;m Falling In Love Again\u201d volta o olhar para os anos 50, \u201cThe Only Sound That Matters\u201d \u00e9 um belo folk e \u201cHarms Swift Way\u201d \u00e9 feita para encantar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utilizando boa parte da tem\u00e1tica explorada em \u201cRaising Sand\u201d, mas indo al\u00e9m dela, Robert Plant est\u00e1 distante do estere\u00f3tipo do roqueiro velho que vira uma caricatura de si mesmo e recebe alcunhas nada lisonjeiras. Seus recentes trabalhos indicam n\u00e3o mais uma vontade de conquistar o mundo (apesar de continuar vendendo muito bem) e sim de cantar can\u00e7\u00f5es que gosta. Para Plant, a frase de M\u00e1rio Quintana: \u201cNada jamais continua. Tudo vai recome\u00e7ar!\u201d, parece viva e presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">******<br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6040 aligncenter\" title=\"sheryl_miles\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sheryl_miles.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sheryl_miles.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sheryl_miles-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sheryl_miles-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><br \/>\n<strong>&#8220;100 Miles From Memphis&#8221;, Sheryl Crow<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sheryl Crow nasceu perto de Memphis, Tennessee, tendo sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia envolvida pela m\u00fasica de gravadoras como a Stax e a Hi Records. Desde que iniciou a carreira como vocal de apoio de nomes como Michael Jackson, costumava citar esse detalhe. Quando iniciou o trabalho solo e emplacou hits como \u201cAl I Wanna Do\u201d, \u201cIf It Makes You Happy\u201d e \u201cMy Favorite Mistake\u201d, suas can\u00e7\u00f5es indicavam que esse envolvimento ficara para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anos depois, perto de chegar aos 50 de idade, a artista finalmente fez um disco inteiramente dedicado para essa \u00e9poca sonora. \u201c100 Miles From Memphis\u201d (alus\u00e3o a dist\u00e2ncia da cidade citada com a que nasceu) \u00e9 resultado desse, podemos dizer, amor. Sheryl Crow se uniu com os competentes produtores Doyle Bramhall II e Justin Stanley para fazer um disco que remete completamente para os anos 60 e 70, sem esquecer as suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum \u00e9 recheado de R&amp;B e soul por todos os lados. Longe de parecer oportunista, pois quem conhece sua hist\u00f3ria sabe do relacionamento com esses estilos, Sheryl Crow talvez tenha criado o melhor trabalho da sua carreira art\u00edstica. Em \u201c100 Miles From Memphis\u201d encontramos peda\u00e7os de Sam &amp; Dave, Otis Redding e The MG\u2019s junto com outros de Aretha Franklin, Al Green e at\u00e9 mesmo de Eric Clapton da fase de \u201c461 Ocean Boulevard\u201d, lan\u00e7ado em 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7ando com o soul de \u201cOur Love Is Fading\u201d onde os metais entram e ditam o ritmo saborosamente, o \u00e1lbum se estende por mais 10 can\u00e7\u00f5es. Em \u201cEye To Eye\u201d que ostenta um groove reggueiro j\u00e1 visto antes no seu trabalho, conta com Keith Richards incluindo seus riffs a malemol\u00eancia. Em \u201cSign Your Name\u201d recria um sucesso de Terence Trent D\u2019arby (lembra dele?) com a ajuda de um pouco afetado e surpreendente Justin Timberlake nos vocais de apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cSummer Day\u201d cria aquele pop perfeito sessentista, cheio de \u201cna-na-na-na\u201d, para em \u201cLong Road Home\u201d convidar ainda que timidamente o velho amigo country para a festa. Sheryl Crow levou t\u00e3o a s\u00e9rio a concep\u00e7\u00e3o do disco que lutou por deixar at\u00e9 as letras adequadas para a atmosfera, elas s\u00e3o leves, alegres e sensuais, bem longe do n\u00edvel cr\u00edtico e pessoal de \u201cDetours\u201d de 2008. Ela faz de tudo para que o clima soul consiga invadir o espa\u00e7o que cabe nas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c100 Miles From Memphis\u201d tem v\u00e1rios outros bons momentos como \u201cPeaceful Felling\u201d, \u201cStop\u201d e \u201cRoses And Moonlight\u201d. Para finalizar tudo com o clima l\u00e1 em cima, ainda aparece um b\u00f4nus com \u201cI Want You Back\u201d do Jackson Five, aqui recriada longe da canalhice e mais perto da homenagem sincera. Mais um registro desse ano que acerta a m\u00e3o em cheio ao mirar no passado, mostrando que a m\u00fasica americana se veste melhor com roupas mais antigas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adriano Mello Costa assina o blog <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Robert Plant monta um disco somente de covers obscuros enquanto Sheryl Crow remete completamente para os anos 60\/70\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/29\/cds-robert-plant-e-sheryl-crown\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1153,1152],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6038"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6038"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6038\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40214,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6038\/revisions\/40214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}