{"id":60340,"date":"2024-01-10T00:33:00","date_gmt":"2024-01-10T03:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60340"},"modified":"2024-02-07T00:14:27","modified_gmt":"2024-02-07T03:14:27","slug":"musica-hate-the-delgados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/01\/10\/musica-hate-the-delgados\/","title":{"rendered":"Esse voc\u00ea precisa ouvir: Toda a beleza e tristeza de &#8220;Hate&#8221;, do The Delgados"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60342 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/delgadoshate.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/delgadoshate.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/delgadoshate-300x290.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Francisco Mar\u00e9s de Souza<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem discos e discos. Alguns belos, alguns feios, alguns bons, ruins, delicados, pesados, acess\u00edveis, experimentais, enfim, uma infinidade de adjetivos que, no final, s\u00e3o apenas o reflexo do &#8220;efeito&#8221; que o disco causou ao ouvinte. Qualquer um desses adjetivos pode ser atribu\u00eddo a qualquer disco, dependendo apenas do humor de quem os ouve. Mas existe um que se aplica a poucos e raros discos, aqueles que n\u00e3o s\u00e3o lan\u00e7ados a cada semana, mas quando s\u00e3o, iluminam os rostos (e os ouvidos) dos amantes de m\u00fasica do mundo inteiro: s\u00e3o os discos &#8216;especiais&#8217;. Discos que, por algum motivo, transcendem o bem e o mal, fascinando, encantando e deleitando o ouvinte por algum motivo especial, como, por exemplo, &#8220;Revolver&#8221; (1966), &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/11\/dvd-stones-in-exile-stephen-kijak\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Exile on Main Street<\/a>&#8221; (1972), &#8220;<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/faixapixies.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Surfer Rosa<\/a>&#8221; (1988) e &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Bends<\/a>&#8221; (1995). Inclua mais um disco preciso nessa lista: o quarto \u00e1lbum dos escoceses dos Delgados, &#8220;Hate&#8221; (2002).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para conseguir esse feito, a banda reatou a parceria com o renomado produtor David Friedmann que j\u00e1 havia dado certo no belo &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2000\/12\/19\/musica-the-great-eastern-the-delgados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Great Eastern<\/a>&#8221; (2000), \u00e1lbum anterior do quarteto escoc\u00eas. Friedmann sabe como fazer as coisas funcionarem em um est\u00fadio quando tem uma grande banda nas m\u00e3os. N\u00e3o \u00e0 toa, trabalha com Mercury Rev e Flaming Lips desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, incluindo os \u00e1lbuns &#8220;<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/11\/02\/ouvindo-deserters-song-mercury-rev\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deserter&#8217;s Songs<\/a>&#8221; e &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/06\/16\/faixa-a-faixa-yoshimi-battles-the-pink-robots-the-flaming-lips\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yoshimi Battles The Pink Robots<\/a>&#8220;, de cada banda, respectivamente. Mais? Ele foi engenheiro de som do \u00e1lbum &#8220;Pinkerton&#8221; do Weezer, produziu &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Come on Die Young<\/a>&#8221; do Mogwai, &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/05\/10\/cds-luna-trail-of-dead-e-flaming-lips\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rom\u00e2ntica<\/a>&#8221; do Luna e&#8230; &#8220;The Great Eastern&#8221; dos Delgados (melhor colocar retic\u00eancias sen\u00e3o a mat\u00e9ria n\u00e3o acaba)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 com o Delgados \u00e9 outra hist\u00f3ria. A banda vinha de um passado barulhento, marcado por bons \u00e1lbuns como &#8220;Domestiques&#8221; e &#8220;BBC Sessions&#8221;, ambos de 1997 e in\u00e9ditos no Brasil. Essa fase chegou ao \u00e1pice no genial &#8220;Peloton&#8221; (1999) e praticamente se encerrou, afogada em bel\u00edssimos arranjos de cordas e sutis duetos vocais, com &#8220;The Great Eastern&#8221; (2000).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;Hate&#8221;, o Delgados fez um disco remando contra a mar\u00e9, utilizando grandes orquestras, melodias apaixonadas, refr\u00f5es \u00e9picos, indo em uma dire\u00e7\u00e3o totalmente oposta ao que propunha o &#8220;novo rock&#8221; (a saber, White Stripes, Strokes, Vines, Hives, entre outros).&nbsp;Seus detratores afirmam que o disco \u00e9 exagerado e pretensioso. Sim, &#8220;Hate&#8221; \u00e9 muito exagerado e muito pretensioso, mas o exagero deu a for\u00e7a e a consist\u00eancia que talvez faltaram em seus trabalhos anteriores e a pretens\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria quando se quer fazer algo especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum come\u00e7a com alguns violinos suaves, que servem como port\u00f5es de entrada para o universo da banda. Mas em pouco tempo, essa beleza acaba sendo sugada por um sombrio ataque de cordas, efeitos, guitarras e bateria. \u00c9 &#8220;The Light Before We Land&#8221;, a primeira p\u00e9rola do disco. Com uma letra linda, nost\u00e1lgica (&#8220;Before we let euphoria \/ Convince us we are free \/Remind us how we used to feel \/ Before when life was real&#8221;), alterna momentos de tens\u00e3o com uma melancolia suave, que cai como uma luva para os suaves e delicados vocais de Emma Pollock. \u00c9 interessante notar o vocal da menina: em uma \u00e9poca de vozes superproduzidas, exageradas e (metidas \u00e0) virtuosas, ela parece sua vizinha, um pouco t\u00edmida, mas com uma afina\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel e um tom absurdamente realista.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Delgados - All You Need is Hate\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NSMLx44DqFc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um n\u00edtido contraste, vem &#8220;All You Need Is Hate&#8221;, a faixa seguinte: uma s\u00e1tira bem bolada do cl\u00e1ssico daquela bandinha de Liverpool (como \u00e9 o nome deles mesmo? Bee&#8230; Bea&#8230;), com todo o exagero do arranjo da &#8220;original&#8221;, mas com uma letra &#8220;ligeiramente&#8221; alterada. \u00c9 a ir\u00f4nica alma de Alun Woodward, que com sua voz desafinada grita versos do calibre de &#8220;Hate is everywhere, look inside your heart and you will find it there&#8221; como se estivesse falando de alegria, amor, paz, etc. Genial! O tipo de m\u00fasica politicamente incorreta que esse mundo precisa tanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da ode ao \u00f3dio, a melancolia volta a dar o tom do disco. Ainda assim, a banda n\u00e3o cai no lugar-comum das baladas &#8220;tristinhas&#8221; que parecem infestar as paradas inglesas como gafanhotos. Usam toda essa d\u00favida, esses conflitos e essa ang\u00fastia para produzir algo criativo e belo, absurdamente belo. As m\u00fasicas seguintes, &#8220;Woke From Dreaming&#8221; e &#8220;The Drowning Years&#8221; s\u00e3o exemplos perfeitos para essa faceta do \u00e1lbum. A primeira mostra Emma e sua voz delicada sobre uma magn\u00edfica melodia para piano, alternando escalas maiores e menores. A segunda traz o outro lado de Alun, frio, distante, sob rajadas de violinos e um poderoso refr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Coming In From The Cold&#8221; \u00e9 o grande single do disco &#8211; apesar de ter passado relativamente desapercebido pelo mercado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/12\/teenage-fanclub-por-nick-hornby\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Teenage Fanclub<\/a> nunca chegou ao topo das paradas, o que prova que qualidade e apelo pop n\u00e3o s\u00e3o, nem de longe, sin\u00f4nimos ou pr\u00e9-requisitos para o sucesso). A can\u00e7\u00e3o alia a profundidade e emo\u00e7\u00e3o dos arranjos de &#8220;Hate&#8221; com uma melodia para l\u00e1 de cativante e acess\u00edvel. Simples, genial, \u00e9 o que as pessoas costumam chamar de &#8220;pop do bem&#8221;, verso-refr\u00e3o-verso-refr\u00e3o em nome da boa m\u00fasica. Um verso? &#8220;We&#8217;re coming in from the cold, and everybody&#8217;s searching for someone to hold&#8221;. Talvez seja bobo, mas \u00e9 tocante, e fica ainda mais tocante na voz de Emma.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Delgados - Coming In From The Cold\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I8vY64fwrlk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como contraponto vem &#8220;Child Killers&#8221;, a m\u00fasica menos acess\u00edvel, com um arranjo et\u00e9reo (se Brian Wilson ouvir vai amar), uma estrutura estranha e lentid\u00e3o. Mas, de novo, a banda tira leite de pedra, e faz do que poderia ser uma m\u00fasica chata e pretensiosa uma grande can\u00e7\u00e3o&#8230; de ninar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Favours&#8221; acaba sendo a \u00fanica m\u00fasica mediana do disco. Em outras ocasi\u00f5es brilharia, mas seu brilho acaba ofuscado no meio de tantas obras-primas. Lembra vagamente &#8220;Thirteen Glinding Principles&#8221;, do disco anterior, mas serve apenas como uma ponte para o trio final de &#8220;Hate&#8221;, que se inicia com a brilhante &#8220;All Rise&#8221;, que abre pequena e delicada. Alun Woodward, sozinho com um piano, canta versos tristes e belos (&#8220;I gave you madness I gave you sadness \/ I don\u2019t have much body \/ And you were all soul&#8221;). A can\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ganhar peso com a entrada da bateria, alguns vocais ao fundo, guitarras discretas e o baixo sempre inventivo de Stewart Henderson. Como uma bomba, o refr\u00e3o surpreende a todos, com corais, orquestras, guitarras, baterias e emo\u00e7\u00e3o, muita emo\u00e7\u00e3o. Um grande refr\u00e3o, que ao mesmo tempo traz l\u00e1grimas e sorrisos aos ouvintes mais sens\u00edveis. &#8220;All Rise!&#8221; Tudo se ergue! Para ser derrubado de novo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Never Look At The Sun&#8221;, a pr\u00f3xima, come\u00e7a com a mesma suavidade da faixa antecessora, mas com o vocal de Emma e um instrumento de sopro. Uma voz diz &#8220;some cold confort will tell you what&#8217;s true&#8221; e come\u00e7a o refr\u00e3o. Este surge discreto, pelo menos para o padr\u00e3o do disco, mas a orquestra parece explodir em uma cad\u00eancia enfurecida para acompanhar a voz de Emma, entre sua suavidade natural e o desespero da melodia. De novo, o refr\u00e3o joga o ouvinte para o alto, sem avisar, sem pedir licen\u00e7a. E esse tom \u00e9pico continua, no contraste entre versos distantes e et\u00e9reos, chegando a um cl\u00edmax quase inacredit\u00e1vel no final. A banda parece brincar com o nosso cora\u00e7\u00e3o, expondo-o a emo\u00e7\u00f5es adversas, contradit\u00f3rias, sempre com uma profundidade rara, uma beleza dif\u00edcil de ser atingida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a m\u00fasica acaba, podemos jurar que chegamos ao grande cl\u00edmax, que Emma, Alun, Paul e Stewart j\u00e1 chegaram ao ponto m\u00e1ximo de sua aud\u00e1cia. E assim come\u00e7a &#8220;If This Is A Plan&#8221;. Uma melodia n\u00e3o muito convencional faz cama para os vocais contidos de Woodward. Ao que tudo indica ser\u00e1 um final parecido com o de &#8220;The Great Eastern&#8221;, &#8220;Make Your Move&#8221;. Mas eis que irrompe o (maldito) refr\u00e3o, com todos os instrumentos que passaram pelo \u00e1lbum, toda a emo\u00e7\u00e3o que manchou as melodias da banda, a dor, o al\u00edvio, a felicidade, o \u00f3dio, a viol\u00eancia, tudo, tudo, o mundo parece desabar sobre n\u00f3s em forma de m\u00fasica. O \u00eaxtase, o cl\u00edmax. Algo fora do comum, algo extraordin\u00e1rio. Quando tudo acaba, estamos derrotados pela avalanche de sons, sentimentos, melodias, palavras e texturas proporcionada por esta pequena obra de arte. E seguimos nossas vidas, mas marcados por um punhado de grandes melodias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, depois de tantas palavras, n\u00e3o consegui explicar com clareza por que disco \u00e9 especial. Ningu\u00e9m vai colocar isso em palavras, em f\u00f3rmulas, de maneira alguma. Mas n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender; compre, empreste, baixe, roube, mas ou\u00e7a, uma, duas, dez, mil vezes. Voc\u00ea vai entender.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado originalmente no Scream &amp; Yell em 03\/06\/2003<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Post Script: &#8220;Hate&#8221; foi lan\u00e7ado no Brasil em CD pela Sum Records, e pode ser encontrado com facilidade no Mercado Livre, por exemplo. Mas, para os navegantes, uma curiosidade: &#8220;Hate&#8221; foi editado nos Estados Unidos com duas faixas b\u00f4nus, &#8220;Coalman&#8221; e &#8220;Mad Drums&#8221; (a primeira pode ser encontrada como b-side do single &#8220;Coming in from the Cold&#8221; nos streamings). O Delgados chegou a lan\u00e7ar um quinto \u00e1lbum, &#8220;Universal Audio&#8221;, em 2004, e decidiu encerrar as atividades em 2005. Por\u00e9m, em 2022 a banda se reuniu para alguns shows em festivais (como o Primavera Sound Barcelona) e est\u00e1 na ativa. Algu\u00e9m os traga para o Brasil, por favor?<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hate\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_k7ZJDVlz3PDbp-nnI8KCdmeHb7i5NpSC0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"THE DELGADOS  - Conciertos de Radio 3 (2005)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_lMrjL9hkCQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Delgados - The Light Before We Land [Live London 2023]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yRpEeo8O3S8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Delgados Live - The Drowning Years - Manchester Academy 2 - Jan 22, 2023\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YPCf62PHHXw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A banda vinha de um passado barulhento, marcado por bons \u00e1lbuns como &#8220;Domestiques&#8221; (1997). Essa fase chegou ao \u00e1pice no genial &#8220;Peloton&#8221; (1999) e praticamente se encerrou com &#8220;The Great Eastern&#8221; (2000). Em &#8220;Hate&#8221;, o Delgados fez um disco remando contra a mar\u00e9\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/01\/10\/musica-hate-the-delgados\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":60341,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4782,5071],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60340"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60340"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78984,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60340\/revisions\/78984"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}