{"id":60238,"date":"2021-02-27T00:02:00","date_gmt":"2021-02-27T03:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60238"},"modified":"2021-04-10T15:16:03","modified_gmt":"2021-04-10T18:16:03","slug":"entrevista-mike-ix-willians-eyehategod","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/02\/27\/entrevista-mike-ix-willians-eyehategod\/","title":{"rendered":"Entrevista: Mike IX Williams (Eyehategod)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Eyehategod segue uma trajet\u00f3ria err\u00e1tica, ainda que constante, desde que colocou o p\u00e9 no lodo da m\u00fasica extrema pela primeira vez, na segunda metade dos anos 80. Oriundo da prol\u00edfica cena do estado de Louisiana, mais precisamente da cidade de New Orleans \u2014 \u00e0s margens do Rio Mississipi \u2014, \u00e9 cria pantanosa da mistura entre a for\u00e7a do metal, a impetuosidade do hardcore e a tradi\u00e7\u00e3o blueseira da regi\u00e3o. Nessas pouco mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de estrada e lama, foram apenas cinco discos. Por\u00e9m, extensivas e frequentes turn\u00eas. Algo que a banda achou por bem referenciar \u2014 e talvez reverenciar \u2014 no sexto trabalho de est\u00fadio, chamado \u201dA History of Nomadic Behavior\u201d. O lan\u00e7amento est\u00e1 marcado para 12 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum traz 12 composi\u00e7\u00f5es odiosas. Como de costume, com uma veia mais punk do que pares conterr\u00e2neos, como Down e Crowbar (para citar alguns dos mais conhecidos). Quatro faixas foram liberadas como aperitivo em formato single e est\u00e3o listadas no decorrer deste texto. S\u00e3o elas: \u2018High Risk Trigger\u2019, \u2018Fake What&#8217;s Yours\u2019, \u2018Circle of Nerves\u2019 e \u2018Built Beneath the Lies\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como representantes mais tradicionais daquilo que se convencionou chamar de sludge \u2014 sonoridade pesada, por vezes arrastada para o lado do doom, outras acelerada em pique hardcore \u2014, o Eyehategod tem forte refer\u00eancias de Black Sabbath e de Black Flag da fase \u201cMy War\u201d. Mas costura essas influ\u00eancias de uma maneira um pouco mais torta, por que n\u00e3o provocativa. E tanto o vocal agudo e rasgado, quanto o comportamento (hoje nem t\u00e3o) niilista de Mike IX Williams tem contribui\u00e7\u00e3o forte para essa imagem\/musicalidade rebelde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu n\u00e3o escuto as bandas de Nova Orleans. Mas acho que a \u00fanica banda que faz som de um jeito mais punk \u00e9 o Eyehategod&#8221;, avalia o cantor. A pr\u00f3pria hist\u00f3ria do grupo, que ostenta um nome raivoso, uma postura c\u00ednica e uma saga que envolve mortes, crimes, trag\u00e9dias e dramas pessoais, tamb\u00e9m ajuda a tornar o Eyehategod singular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O nome foi criado por outro cara que esteve na banda. Talvez tenha um significado mais profundo (Eyehategod tem grafia diferente, mas a pron\u00fancia \u00e9 igual a \u201cI hate God\u201d, que traduzido fica \u201ceu odeio Deus\u201d). N\u00e3o est\u00e1vamos nem a\u00ed, era pela divers\u00e3o. At\u00e9 houve protestos de crentes em alguns locais no come\u00e7o&#8221;, recorda Mike IX Williams, nosso entrevistado, garantindo que nunca teve receio de ser prejudicado em raz\u00e3o da alcunha do conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao passo que a banda ascendia em uma carreira n\u00e3o proposital na ind\u00fastria da m\u00fasica, o vocalista se afundava no v\u00edcio em drogas, como hero\u00edna. Certa altura da vida teve s\u00e9rias complica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. Em 2014, veio o diagn\u00f3stico de cirrose e a necessidade de um transplante de f\u00edgado, realizado em 2016. &#8220;Estou bem desde ent\u00e3o. A moral da vida \u00e9 passar por prova\u00e7\u00f5es. Se a pessoa tem tudo, perde um pouco da gra\u00e7a&#8221;, conta, complementando: &#8220;A arte ajuda na supera\u00e7\u00e3o. Mesmo m\u00fasicas mais sombrias, como \u00e9 nosso som. Isso at\u00e9 tem a ver com o t\u00edtulo \u201cIn the Name of Suffering\u201d (\u201cEm nome do sofrimento\u201d, primeiro \u00e1lbum, de 1990)&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mike confirma que \u201dA History of Nomadic Behavior\u201d \u00e9 uma express\u00e3o que se relaciona com as incurs\u00f5es que fez para tocar mundo afora. Contudo, essa n\u00e3o \u00e9 a tem\u00e1tica do trampo mais recente. \u00a0&#8220;Adoramos estar em turn\u00ea! Mas n\u00e3o \u00e9 um \u00e1lbum conceitual. Nunca fizemos, possivelmente nem vamos fazer algo assim \u2014 sentencia o m\u00fasico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mike \u00e9 testemunha in loco de tempestuosidades da exist\u00eancia. Entre elas, a morte do colega Joey LaCaze (baterista do Eyehategod at\u00e9 2013), o espiral de loucura das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, a casa destru\u00edda pelo furac\u00e3o Katrina (2005) e a pris\u00e3o dias depois do desastre natural, ao roubar uma farm\u00e1cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No papo a seguir, feito via Zoom, ele fala sobre m\u00fasica e escrita. Em algumas quest\u00f5es, aborda ainda a rela\u00e7\u00e3o dos tristes acontecimentos mencionados anteriormente. E tamb\u00e9m comenta o infame epis\u00f3dio em que o amigo Phil Anselmo fez uma sauda\u00e7\u00e3o usada por supremacistas brancos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Circle of Nerves\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UJjpEiHkO2c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considerando que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o jovem (tem 52 anos), quais diferen\u00e7as de excursionar hoje em dia comparando com antigamente?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o entendo o que a idade tem a ver com isso. Mas, enfim, temos feito turn\u00eas por um longo tempo. O \u00f3bvio \u00e9 que n\u00e3o havia computadores quando come\u00e7amos com as giras. Ningu\u00e9m marcava tour pelo computador, ningu\u00e9m tinha celular para acionar as pessoas 24h por dia, sete dias por semana. Voc\u00ea precisava de uma parada para usar um telefone pago. Fora isso, tudo \u00e9 a mesma coisa. Voc\u00ea marca o show, vai para cidade, toca, conhece gente e se diverte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas voc\u00ea sente-se da mesma maneira? N\u00e3o fica mais cansado, seu corpo n\u00e3o cobra o pre\u00e7o de algum excesso?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, isso seria para os fracos. N\u00f3s fazemos turn\u00eas tanto quanto qualquer um, talvez mais que muitas bandas jovens. Amamos estar na estrada. \u00c9 \u00f3timo para n\u00f3s, \u00e9 onde brilhamos: como banda ao vivo. O melhor que podemos ser \u00e9 tocando no palco. Idade n\u00e3o tem nada a ver com isso. Estamos nos nossos 50 e poucos, n\u00e3o temos 80 anos como parece quando voc\u00ea fala. N\u00e3o somos idosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o era essa a inten\u00e7\u00e3o, malz.<\/strong><br \/>\nSa\u00edmos dos 40 h\u00e1 pouco tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se voc\u00ea tivesse que ranquear o novo disco entre suas produ\u00e7\u00f5es favoritas na discografia do Eyehategod, em que posi\u00e7\u00e3o o \u00e1lbum estaria?<\/strong><br \/>\nTodos os nossos trabalhos s\u00e3o meus favoritos. Cada grava\u00e7\u00e3o \u00e9 o retrato do per\u00edodo em que foi feito no tempo. \u00c9 assim que funciona para qualquer \u00e1lbum de qualquer banda. Na verdade, \u00e9 o mesmo com todo som, escultura, dan\u00e7a ou seja l\u00e1 o que for. \u00c9 uma representa\u00e7\u00e3o de determinado momento. No nosso caso, o \u00e1lbum novo \u00e9 uma fotografia entre 2017 e 2021. N\u00e3o tenho um trampo favorito que fizemos. S\u00e3o todas obras do Eyehategod. Quem tem de decidir qual \u00e1lbum \u00e9 o favorito s\u00e3o os f\u00e3s. N\u00e3o \u00e9 algo que eu deva fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 disse que o Eyehategod n\u00e3o \u00e9 uma banda pol\u00edtica. Mas, dessa vez, eventos como elei\u00e7\u00f5es, polariza\u00e7\u00e3o e brutalidade policial afetaram voc\u00ea de algum jeito? \u00c9 poss\u00edvel notar alguns versos que, se n\u00e3o pol\u00edticos, ao menos demonstram insatisfa\u00e7\u00e3o com o momento nos dois singles lan\u00e7ados at\u00e9 ent\u00e3o: \u201cFake What\u2019s Yours\u201d e \u201cHigh Risk Trigger\u201d.<\/strong><br \/>\nEssas quest\u00f5es aparecem subliminarmente. N\u00f3s n\u00e3o sentamos e escrevemos sobre isso diretamente. N\u00e3o compomos nada proposital sobre algum assunto. Fazemos sons com letras que soam bem juntas e ent\u00e3o colocamos um nome na m\u00fasica. Nada mais que isso. N\u00e3o h\u00e1 significado mais profundo nessas letras. Escrevi algumas dessas letras h\u00e1 cinco ou seis anos. Elas n\u00e3o foram colocadas no papel apenas sobre 2020. Essas coincid\u00eancias acontecem, n\u00e3o compomos intencionalmente. Se h\u00e1 alguns chav\u00f5es, como \u201cdestroy USA\u201d (trecho de \u201cHigh Risk Trigger\u201d), trata-se de um sentimento que tenho desde crian\u00e7a. N\u00e3o sou patriota, n\u00e3o me importo com esse pa\u00eds. Eu poderia viver em qualquer lugar, desde que as pessoas sejam bacanas e haja alguma liberdade. Contanto que exista um bom ambiente, eu ficaria bem em qualquer pa\u00eds. Dizer \u201cdestrua os USA\u201d \u00e9 apenas um jeito de irritar as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seria correto dizer que existe uma esp\u00e9cie de humor \u00e1cido ou inten\u00e7\u00e3o provocativa em certas de suas letras? Caso sim, seria apenas a forma de voc\u00ea expressar sua maneira de ver o mundo ou algo com prop\u00f3sito? Chocar as pessoas, talvez.<\/strong><br \/>\nN\u00f3s amamos chocar as pessoas. N\u00e3o acho que tantas pessoas ficam impactadas como quando come\u00e7amos, por volta de 1986 \u2014 apesar de finalmente termos colocado a banda no palco s\u00f3 em 1988. Claro que nos agrada chocar as pessoas. Eu venho da cena punk que remonta por volta de 1978. E gosto da forma como esse pessoal abalava as pessoas e as fazia pensarem diferente. Certas a\u00e7\u00f5es podiam ser ofensivas, mas eles mudaram a percep\u00e7\u00e3o de alguns. N\u00e3o havia nada que fosse para machucar algu\u00e9m nem nada assim. Mas a real \u00e9 que sempre curtimos ofender e chocar. Hoje em dia n\u00e3o fazemos muito isso. Apenas juntamos palavras que nos soam bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 um leitor \u00e1vido? Qual a import\u00e2ncia que v\u00ea no h\u00e1bito de ler e o quanto isso se reflete na sua l\u00edrica musical?<\/strong><br \/>\nEu acho que todo mundo deve ler. Eu leio bastante, tanto quanto eu posso. Seja no computador ou nos livros. Ler \u00e9 educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o entendo essa gente que se gaba de dizer \u201cfoda-se os livros, eu n\u00e3o leio\u201d. Acho que \u00e9 um jeito ignorante de pensar. Ler e viajar s\u00e3o meios para se educar, e todos deveriam fazer isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nisso: voc\u00ea continua escrevendo para revistas (Mike foi colaborador da revista Metal Maniacs) ou exercitando sua veia liter\u00e1ria fora da m\u00fasica? Quem sabe um novo livro a caminho (em 2005, ele publicou a obra \u201cCancer as a Social Activity\u201d [C\u00e2ncer como atividade social])?<\/strong><br \/>\nSim, tenho toneladas de letras, hist\u00f3rias curtas e material abstrato. Tenho escrito durante minha vida inteira, textos diferentes, seja no computador ou em livro de anota\u00e7\u00f5es ou mesmo no telefone. Seria o suficiente para algumas publica\u00e7\u00f5es. S\u00f3 tenho de me organizar e editar isso tudo, bem como fazer a arte gr\u00e1fica. Planejo lan\u00e7ar mais livros sim. \u201cCancer as a Social Activity\u201d foi o primeiro que lancei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li que voc\u00ea costuma ter letras prontas e, quando a banda cria novos sons, apenas precisa escolher entre seus escritos aquilo que se encaixa melhor no som. \u00c9 assim mesmo? Acho interessante porque, geralmente, vocalistas costumam escrever ap\u00f3s ouvirem a parte instrumental.<\/strong><br \/>\nTalvez isso que voc\u00ea diz seja uma generaliza\u00e7\u00e3o. Sei que muitos cantores fazem do mesmo jeito que eu. Vocalistas s\u00e3o pessoas \u00edmpares. Se voc\u00ea escreve, faz isso em qualquer situa\u00e7\u00e3o na qual esteja inspirado\u2026 N\u00e3o h\u00e1 regras estabelecidas. Detesto normas, especialmente ao escrever m\u00fasica. Voc\u00ea pode fazer o que quiser. Pode escrever ali mesmo no local de grava\u00e7\u00e3o ou meses antes. Algumas das letras do novo disco foram concebidas no est\u00fadio, outros anos atr\u00e1s, ou em qualquer situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea sinta que tem de fazer, como indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como andam seus outros projetos musicais, como Arson Anthem e Corrections House? E sobre o Dead End America?<\/strong><br \/>\nDead End America \u00e9 um projeto que fiz com o baixista Nick Olivieri (ex-Queens of the Stone Age, Mondo Generator, Kyuss) e o baterista Steve &#8220;Thee Slayer Hippy&#8221; Hanford (ex-Poison Idea), um grande amigo que morreu (a morte ocorreu em maio de 2020, em decorr\u00eancia de ataque card\u00edaco). At\u00e9 onde sei a banda j\u00e1 era. N\u00e3o posso continuar sem o Steve. Se o Nick quiser fazer outro projeto, possivelmente eu tenha como colaborar. O nome Dead End America fui eu quem deu, e o t\u00edtulo do EP \u201cCrush the Machine\u201d tamb\u00e9m \u00e9 meu. N\u00e3o sei cara, \u00e9 muito ruim o Steve n\u00e3o estar mais conosco para continuar. Com o Corrections House, temos conversado sobre fazer algo mais. Sanford Parker (Nachtmystium, Minsk), que toca comigo no Corrections House e tamb\u00e9m \u00e9 produtor, foi quem gravou meus vocais para o \u201cA History of Nomadic Behavior\u201d. Ent\u00e3o, falamos sobre algo novo para o futuro. Arson Anthem est\u00e1 morto, at\u00e9 onde sei. Pessoalmente, tenho pensado em juntar a banda novamente com outros membros algum dia. J\u00e1 sobre o Outlaw Order (projeto com o colega de Eyehategod, Jimmy Bower), queremos realizar alguns shows quando a situa\u00e7\u00e3o melhorar um pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de tocar com voc\u00ea no Arson Anthem, Phil Anselmo o ajudou ap\u00f3s sua casa ser devastada pelo fura\u00e7\u00e3o Katrina. Voc\u00ea at\u00e9 morou com ele, certo? Como algu\u00e9m que conhece o cara por tanto tempo, o que achou do epis\u00f3dio em que ele fez uma sauda\u00e7\u00e3o white power?<\/strong><br \/>\nPenso que foi bem est\u00fapido. Achei bem burro da parte do Phil fazer isso. Fazer isso em p\u00fablico foi rid\u00edculo. Eu fui para a escola com Phil, quando ele tinha cabelo gigante estilo M\u00f6tley Cr\u00fce. Aquele corte de cabelo glam. Foi assim que conheci o cara. Nunca pensei nada diferente dele, exceto que \u00e9 um amigo antigo. Por\u00e9m, ele ficou famoso e tal. Eu sempre considerei ele outra pessoa, nunca nem prestei aten\u00e7\u00e3o no Pantera sem que tivesse de fazer isso. N\u00e3o foi nada esperto da parte dele gritar algo racista, fosse onde fosse. E ele estava sendo filmado. Ele se desculpou, acho que as pessoas podem mudar. E espero que ele tenha passado por algumas mudan\u00e7as. Foi algo bem idiota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que achou da repercuss\u00e3o disso no meio musical e entre f\u00e3s de m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o prestei aten\u00e7\u00e3o nisso. Vi que ele fez, e foi isso. N\u00e3o me prestei a ler mensagens em redes sociais. Vi alguns coment\u00e1rios acidentalmente de pessoas falando merda. Essa \u00e9 a era em que vivemos agora, com pessoas dizendo o que querem diante de seus computadores. Concordo que n\u00e3o foi algo esperto a se fazer em frente a um monte de c\u00e2meras, ou em qualquer outro momento. Ele n\u00e3o deveria ter feito o que fez. N\u00e3o li sobre as repercuss\u00f5es, n\u00e3o me interessei.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"EYEHATEGOD - Built Beneath The Lies (LYRIC VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jDqPusLOYcs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"EYEHATEGOD - High Risk Trigger (OFFICIAL VISUALZIER VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YTwZdaNEWIw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"EYEHATEGOD - Fake What&#039;s Yours (VISUALIZER VIDEO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eQa5o9Q9Z7k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, vocalista da\u00a0<a href=\"https:\/\/diokane.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diokane<\/a>\u00a0e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em papo feito via Zoom, Mike fala sobre m\u00fasica e escrita. 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