{"id":60115,"date":"2021-02-17T10:48:33","date_gmt":"2021-02-17T13:48:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=60115"},"modified":"2021-04-13T00:36:13","modified_gmt":"2021-04-13T03:36:13","slug":"tres-perguntas-para-gabriel-bruce-graveola-zimun","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/02\/17\/tres-perguntas-para-gabriel-bruce-graveola-zimun\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas para Gabriel Bruce (Graveola \/ Zimun)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bruce.contato\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gabriel Bruce<\/a> \u00e9 um m\u00fasico mineiro que ganhou notoriedade ao assumir as baquetas de bandas como Graveola e Zimun. Seu vasto curr\u00edculo inclui ainda participa\u00e7\u00f5es especiais em diversos trabalhos (com Juarez Moreira, Gast\u00e3o Villeroy, Cliff Korman, Daniel Santiago, Wilson Lopes, Cleber Alves, Rafael Martini, Breno Mendon\u00e7a, Felipe Vilas Boas entre outros) que o ajudaram formatar o seu fazer musical. Mas ap\u00f3s anos de dedica\u00e7\u00e3o era chegada a hora de apostar sua verve art\u00edstica num trabalho solo. E o resultado disso est\u00e1 presente em \u201c<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/afluir\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Afluir<\/a>\u201d (2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado no fim do ano passado, no \u00e1lbum Gabriel explora texturas sonoras diversas indo do jazz ao rap, passando pela escola da m\u00fasica mineira (o Clube da Esquina em especial) e ritmos brasileiros. Produzido por Frederico Heliodoro, \u201dAfluir\u201d conta com as participa\u00e7\u00f5es especiais do rapper Mat\u00e9ria Prima, da cantora Mariana Cavanellas e do saxofonista canadense Seamus Blake, entre outros, que contribu\u00edram com um disco ousado na est\u00e9tica sonora e pol\u00edtico liricamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, Gabriel fala sobre a pandemia e as motiva\u00e7\u00f5es que levaram a lan\u00e7ar um disco durante o per\u00edodo, a diversidade sonora presente em \u201cAfluir\u201d, a sele\u00e7\u00e3o das participa\u00e7\u00f5es especiais, a carga pol\u00edtica presente nas letras, a arte sob o contexto reacion\u00e1rio e muito mais. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gabriel Bruce -  Afluir -  Full album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Eobd_cL86is?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse per\u00edodo tem sido um ano de muitos desafios para todos, em especial para a classe art\u00edstica que ficou impossibilitada de realizar apresenta\u00e7\u00f5es. E para muitos esta \u00e9 a principal fonte de renda. Nesse sentido como tem sido este per\u00edodo para voc\u00ea? E ainda: o que o motivou lan\u00e7ar um disco em plena pandemia<\/strong>?<br \/>Tem sido um grande desafio! Sou um desses muitos cuja principal fonte de renda vinha dos shows. Como baterista, acompanho muitos artistas de BH, al\u00e9m do Graveola, e no in\u00edcio foi extremamente dif\u00edcil me adaptar a esse novo momento. Emocionalmente falando foi bem complexo, os shows faziam parte da minha rotina, um alimento espiritual e energ\u00e9tico, aquela troca com o p\u00fablico. Nesse sentido ainda estou me adaptando, tenho meditado diariamente, feito exerc\u00edcios regularmente, aprofundado a rela\u00e7\u00e3o com os meus amigos. Voltei pra terapia, enfim, ainda buscando maneiras pra seguir do melhor jeito poss\u00edvel. Do ponto de vista econ\u00f4mico foi um baque! Mais ou menos 80% da minha renda vinha de apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. Algo que fiz no in\u00edcio da pandemia foi trocar alguns equipamentos que estavam parados aqui em casa, por conta da pandemia, por equipamentos de grava\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o montei um home est\u00fadio, e desde ent\u00e3o venho fazendo diversas grava\u00e7\u00f5es e aulas online, tamb\u00e9m fiz alguns arranjos e lives. Sobre a motiva\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento, a principal foi a de tentar contribuir de alguma forma para esse momento t\u00e3o triste em que vivemos. Esse disco fala de coisas importantes de serem ditas agora, ele tinha que ser lan\u00e7ado nesse momento. E do ponto de vista pessoal, foi muito importante pra mim, foi algo muito bom que aconteceu na minha vida num momento t\u00e3o dif\u00edcil, uma fonte de energia que me deu for\u00e7as pra seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Particularmente n\u00e3o gosto de rotula\u00e7\u00f5es sonoras, pois elas s\u00e3o reducionistas. Prova disso \u00e9 que &#8220;Afluir&#8221; \u00e9 colocado na caixinha do jazz, mas o disco vai al\u00e9m dialogando com diversos g\u00eaneros e isto faz com que a experi\u00eancia da audi\u00e7\u00e3o torne-se ainda mais rica. Ent\u00e3o eu gostaria de saber como se deu o processo de cria\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum e como se deu a sele\u00e7\u00e3o das participa\u00e7\u00f5es especiais.<\/strong><br \/>Pois \u00e9! &#8220;Afluir&#8221; \u00e9 um disco muito diverso, tem muita influ\u00eancia da m\u00fasica mineira nas melodias e harmonias, junto do rap, de ritmos brasileiros, do jazz e da can\u00e7\u00e3o. Todos esses g\u00eaneros fizeram e fazem parte da minha trajet\u00f3ria, eu queria um disco que coubesse tudo isso. O disco foi produzido pelo amigo Frederico Heliodoro cuja participa\u00e7\u00e3o foi al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o, ele foi um parceiro na constru\u00e7\u00e3o desse disco junto com o Mat\u00e9ria Prima, que \u00e9 outro pilar desse disco, o porta voz. O processo teve in\u00edcio com o convite de Fred para produzir o meu disco pelo seu selo, &#8220;Interior&#8221;. Nessa \u00e9poca eu ativei o meu lado compositor, tentava compor todos os dias. Ent\u00e3o, eu e o Fred come\u00e7amos os encontros para fazer a pr\u00e9 produ\u00e7\u00e3o do disco, \u00e0s vezes eu levava algumas m\u00fasicas quase prontas, outras vezes algumas partes e \u00edamos desenvolvendo essas ideias juntos, e assim as m\u00fasicas iam ganhando vida. Foi tudo muito r\u00e1pido, acho que em dois meses finalizamos todas as pr\u00e9s. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s letras, como o pr\u00f3prio Mat\u00e9ria diz, &#8220;O Bruce encomendou umas letras comigo&#8221;. Depois das m\u00fasicas prontas eu falava pra ele de onde tinha vindo essa m\u00fasica, o que eu tinha o desejo de transmitir, e ele, com a sua escrita incr\u00edvel, dava vida a todas aquelas ideias. Sobre as participa\u00e7\u00f5es, quando cada m\u00fasica ficava pronta logo me vinha \u00e0 cabe\u00e7a cada uma dessas pessoas, que eu achava que tinham a ver com cada m\u00fasica espec\u00edfica, e tive a sorte que todas aceitaram o convite, artistas incr\u00edveis que elevaram e potencializaram muito o meu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Liricamente o \u00e1lbum reflete sobre o Brasil contempor\u00e2neo, numa ode \u00e0 dor e \u00e0 luta por dias melhores. Qual a import\u00e2ncia de trazer \u00e0 tona estas tem\u00e1ticas e qual o papel da arte neste contexto reacion\u00e1rio em que estamos?<\/strong><br \/>Acho necess\u00e1rio, faz parte do meu papel como artista. Nesse caso, foi um processo terap\u00eautico onde as palavras e os sons foram elementos centrais de ressignifica\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e, nesse caso espec\u00edfico, de express\u00e3o de toda aquela revolta e dor que eu sentia naquele momento, uma forma real e profunda de cura e busca de sentido. Sobre o papel da arte nesse contexto, eu diria que \u00e9 um papel de protagonismo. Sempre me lembro de uma aula que fiz com o grande baterista Kiko Freitas que ele falava sobre o sentido da arte, disse que a palavra arte vinha da palavra em latim Agere, que significa agir, isso ficou marcado em mim, e acho que esse momento nos pede muita a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-60116\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GabrielBruceCapa_Afluir_baixa.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GabrielBruceCapa_Afluir_baixa.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GabrielBruceCapa_Afluir_baixa-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GabrielBruceCapa_Afluir_baixa-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Lucca Mezzacappa.<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gabriel Bruce \u00e9 um m\u00fasico mineiro que ganhou notoriedade ao assumir as baquetas de bandas como Graveola e Zimun, mas que tem um vasto curr\u00edculo de colabora\u00e7\u00f5es. Agora ele chega ao seu primeiro \u00e1lbum solo, &#8220;Afluir&#8221;, em que o jazz encontra o Clube da Esquina, o rap, ritmos brasileiros e mais. Conhe\u00e7a!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/02\/17\/tres-perguntas-para-gabriel-bruce-graveola-zimun\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":60117,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5057],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60115"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60115"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60119,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60115\/revisions\/60119"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}