{"id":58979,"date":"2020-12-11T01:39:19","date_gmt":"2020-12-11T04:39:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=58979"},"modified":"2020-12-27T00:13:50","modified_gmt":"2020-12-27T03:13:50","slug":"entrevista-gleisson-dias-clube-rosebud-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/11\/entrevista-gleisson-dias-clube-rosebud-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/","title":{"rendered":"Entrevista: Gleisson Dias (Rosebud Club) &#8211; Mercado Cin\u00e9filo de M\u00eddia F\u00edsica 2020"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Terceira de uma s\u00e9rie de 9 entrevistas sobre o\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/mercado-cinefilo-2020\/\">Mercado Cin\u00e9filo de M\u00eddia F\u00edsica n Brasil<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as maneiras de ainda consumir filmes em m\u00eddia f\u00edsica no mercado brasileiro, os clubes de assinatura surgem como uma alternativa interessante por inclu\u00edrem na variedade de itens cin\u00e9filos de suas caixas (ou box, na inglesada maneira de se consolidar marcas) DVDs de obras relacionadas a temas propostos a cada m\u00eas. Iniciando suas atividades h\u00e1 dois anos com uma proposta inicialmente focada no colecionismo, o <a href=\"https:\/\/www.rosebud.club\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clube de Assinaturas Rosebud<\/a> foi moldando seu formato at\u00e9 alcan\u00e7ar a proposta educacional de seu atual perfil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos envolvidos nesse ambiente de colecionismo e identificamos que existe um mercado ainda. Apesar dos sinais de decrescimento, ainda existe um nicho que \u00e9 pulsante e que \u00e9 vi\u00e1vel. N\u00f3s quisemos desde o in\u00edcio, e n\u00e3o mudamos essa mentalidade em momento algum, investir na m\u00eddia f\u00edsica. Valorizamos muito a m\u00eddia f\u00edsica. At\u00e9 est\u00e1 na nossa Miss\u00e3o a proposta de reavivar o valor sentimental entre o cin\u00e9filo e a m\u00eddia f\u00edsica&#8221;, explica Gleisson Dias, um dos s\u00f3cios do Clube, ao falar sobre a import\u00e2ncia dos filmes no formato de m\u00eddia f\u00edsica nas caixas enviadas aos assinantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trazendo desde a caixa n\u00famero 1 uma revista exclusivamente produzida para aquela edi\u00e7\u00e3o, a Rosebud, hoje, investe em temas de aprofundamento educacional do cinema, aborda filmografias de cineastas e de pa\u00edses fora do cinema blockbuster, bem como traz aprofundamentos t\u00e9cnicos nas suas curadorias e pesquisas para assinantes. No <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCEz8sFmBrerd9lqEjW8t34g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">endere\u00e7o do clube no Youtube<\/a> \u00e9 poss\u00edvel perceber essa dedica\u00e7\u00e3o educacional da Rosebud.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os outros prop\u00f3sitos que s\u00e3o a base da Rosebud \u00e9 alinhar essa ideia de reavivar o valor sentimental do cinema atrav\u00e9s da m\u00eddia f\u00edsica com a ideia de ampliar os horizontes cinematogr\u00e1ficos das pessoas. A gente n\u00e3o envia filmes s\u00f3 por enviar. Todo box da Rosebud \u00e9 tem\u00e1tico e a nossa ideia \u00e9 fazer com que esse momento do clube se aprofunde naquele tema. Enviamos os filmes e dizemos a raz\u00e3o de estarmos enviando. O porqu\u00ea deles serem importantes. E junto com cada box, junto com cada sele\u00e7\u00e3o de filmes, vai uma revista caprichada, com muito conte\u00fado sobre o tema. Temos colunas, colaboradores, curadores, entrevistas, tudo para poder fazer com que os nossos membros tenham um acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sobre aquele tema. Queremos que eles aprendam cada box como uma esp\u00e9cie de curso livre de cinema. E essas s\u00e3o as duas coisas que a gente sustenta. O amor \u00e0 m\u00eddia f\u00edsica e a educa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. \u00c9 para isso que a Rosebud existe&#8221;, pontua Gleisson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa entrevista ao Scream &amp; Yell como parte do Especial Mercado Cin\u00e9filo de M\u00eddia F\u00edsica em 2020, Gleisson fala mais sobre a Rosebud e sobre os planos para os pr\u00f3ximos anos do clube. Confira!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.rosebud.club\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>https:\/\/www.rosebud.club\/<\/strong><\/a><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosebud Club - Box #2 - Nouvelle Vague\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/unGI3UdG2qQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a proposta de cria\u00e7\u00e3o do Clube de Assinaturas Rosebud?<\/strong><br \/>A Rosebud foi uma iniciativa que aconteceu quando eu estava prestes a me formar em Cinema pela PUC do Rio de Janeiro. Quando estava no \u00faltimo per\u00edodo, comecei a me interessar por Clubes de Assinatura de outros temas. Especialmente, Clubes de Assinatura de Caf\u00e9. Procurei os que existiam e descobri que eram v\u00e1rios. A\u00ed eu fui mais a fundo e descobri que existiam Clubes de Assinaturas sobre N coisas. Muitas coisas. De livros, de comida, de bebida e de tudo. E pensei: &#8220;Poxa, ent\u00e3o vou procurar um clube de assinatura de cinema, porque sou apaixonado por cinema e, se tem clube de assinatura sobre tudo, com certeza vai ter clube de assinatura sobre cinema&#8221;. Mas a\u00ed, para minha surpresa, at\u00e9 aquele momento, n\u00e3o encontrei nenhum clube de assinatura de cinema no mercado. Nenhum clube de assinatura com a mesma proposta da Rosebud. Pensei naquela oportunidade como um lugar onde eu poderia conciliar as minhas duas paix\u00f5es: cinema e empreendedorismo. Na \u00e9poca, eu estava come\u00e7ando a me interessar por empreendedorismo e peguei algumas mat\u00e9rias na faculdade. Cheguei para outras pessoas e propus uma sociedade entre os amigos. Topamos e come\u00e7amos um processo seletivo para entrar em uma incubadora aqui da PUC. Participamos do processo seletivo deles e passamos. Isso foi em janeiro de 2018. E a\u00ed, de janeiro a novembro de 2018, ficamos estruturando como seria a empresa, fazendo todos os movimentos legais, todos as comunica\u00e7\u00f5es com fornecedores. E fomos estruturando a empresa tal qual ela se formou em novembro de 2018. Qual era o nosso objetivo? N\u00f3s somos quatro s\u00f3cios e, al\u00e9m de cin\u00e9filos, somos colecionadores. Estamos envolvidos nesse ambiente de colecionismo e identificamos que existe um mercado ainda. Apesar dos sinais de decrescimento, ainda existe um nicho que \u00e9 pulsante e que \u00e9 vi\u00e1vel. N\u00f3s quisemos desde o in\u00edcio, e n\u00e3o mudamos essa mentalidade em momento algum, investir na m\u00eddia f\u00edsica. Valorizamos muito a m\u00eddia f\u00edsica. At\u00e9 est\u00e1 na nossa Miss\u00e3o a proposta de reavivar o valor sentimental entre o cin\u00e9filo e a m\u00eddia f\u00edsica, que porventura possa ter se perdido pela facilidade do streaming ou por outros N fatores como, por exemplo, a falta de players no mercado. Com a Rosebud, tentamos ajudar nesse sentido de reavivar esse valor sentimental em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00eddia f\u00edsica. E a\u00ed percebemos uma coisa de valida\u00e7\u00e3o do nosso modelo de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Junto \u00e0 banca de avalia\u00e7\u00e3o do projeto, qual foi a avalia\u00e7\u00e3o acerca do trabalho ainda envolver m\u00eddia f\u00edsica? Trabalhar em um nicho fechado de mercado foi um ponto muito refletido?<\/strong><br \/>Quando tivemos que apresentar a ideia da startup para a banca, n\u00f3s sempre nos depar\u00e1vamos com as mesmas perguntas. E todo mundo nos faz essas mesmas perguntas at\u00e9 hoje: &#8220;Puxa, voc\u00eas trabalham com m\u00eddia f\u00edsica? M\u00eddia f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 uma coisa que j\u00e1 morreu? Algu\u00e9m ainda tem aparelho de DVD? E o streaming? N\u00e3o vai acabar com a m\u00eddia f\u00edsica?&#8221; Sendo isso algo que n\u00f3s sempre nos depar\u00e1vamos, a gente se baseava na nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia como colecionadores em que est\u00e1vamos envolvidos. Mas para podermos validar esse projeto, t\u00ednhamos que fazer uma pesquisa. E essa pesquisa, tanto qualitativa quanto quantitativa, mostrou para a gente que o nicho \u00e9 ativo, vi\u00e1vel e \u00e9 algo ainda a ser explorado. Mas ela tamb\u00e9m mostrou que a rela\u00e7\u00e3o do cin\u00e9filo com a m\u00eddia f\u00edsica mudou de uns tempos para c\u00e1. Antigamente, voc\u00ea comprava m\u00eddia f\u00edsica porque era uma das maneiras de voc\u00ea ter acesso ao filme. Se voc\u00ea assiste ao filme no cinema e gostou, voc\u00ea tinha que esperar algum tempo at\u00e9 ele passar nos canais fechados, depois em um canal aberto, e, ent\u00e3o, o DVD ficava ali nesse meio tempo. Hoje em dia, os filmes saem, praticamente, em todos os lugares ao mesmo tempo. Ent\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o do cin\u00e9filo com a m\u00eddia f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 mais de ver o filme, mas, sim, de ter o filme. Ou seja, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o afetiva entre aquela pessoa que quer ter aquele filme que ela gosta, ou que ela quer ter na cole\u00e7\u00e3o na estante. Ent\u00e3o, apresentamos essa pesquisa ao pessoal para consolidar o nosso meio de neg\u00f3cio, confirmando que d\u00e1 para trabalhar, sim, com m\u00eddia f\u00edsica. &#8220;Temos esse nicho e vamos investir nele&#8221;. E isso \u00e9 o que a gente realmente acredita, porque fazemos parte dele. Mas, obviamente, h\u00e1 muitas dificuldades em se trabalhar nesse nicho por ser muito fechado, como voc\u00ea bem mencionou. Ele \u00e9 um nicho fechado que n\u00e3o tem o tamanho que tinha em outros tempos, mas que ainda \u00e9 um nicho bastante s\u00f3lido. A Rosebud nasceu com esse prop\u00f3sito. Quer dizer, n\u00e3o s\u00f3 com esse prop\u00f3sito, mas esse \u00e9 um deles. Os outros prop\u00f3sitos que s\u00e3o a base da Rosebud \u00e9 alinhar essa ideia de reavivar o valor sentimental do cinema atrav\u00e9s da m\u00eddia f\u00edsica com a ideia de ampliar os horizontes cinematogr\u00e1ficos das pessoas. A gente n\u00e3o envia filmes s\u00f3 por enviar. Todo box da Rosebud \u00e9 tem\u00e1tico e a nossa ideia \u00e9 fazer com que esse momento do clube se aprofunde naquele tema. Enviamos os filmes e dizemos a raz\u00e3o de estarmos enviando. O porqu\u00ea deles serem importantes. E junto com cada box, junto com cada sele\u00e7\u00e3o de filmes, vai uma revista caprichada, com muito conte\u00fado sobre o tema. Temos colunas, colaboradores, curadores, entrevistas, tudo para poder fazer com que os nossos membros tenham um acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sobre aquele tema. Queremos que eles aprendam cada box como uma esp\u00e9cie de curso livre de cinema. E essas s\u00e3o as duas coisas que a gente sustenta. O amor \u00e0 m\u00eddia f\u00edsica e a educa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. \u00c9 para isso que a Rosebud existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sendo um jornalista que ainda atua em um ve\u00edculo impresso (no caso, o Jornal A Tarde), e tendo tido minha forma\u00e7\u00e3o cin\u00e9fila em revistas como a SET, a Revista de Cinema, a Bravo, dentre outras, uma das coisas que mais me deixaram curioso ao abordar essa pauta da Rosebud foi o fato de voc\u00eas produzirem uma revista impressa para cada caixa. Como se d\u00e1 esse processo? O custo \u00e9 muito alto? Para pontuar, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/21\/entrevista-editor-paulo-henrique-silva-fala-sobre-a-revista-elipse\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">recentemente fiz uma entrevista com o Paulo Henrique Silva<\/a>, editor da Revista Elipse, na qual ele falou sobre a empreitada de se construir um ve\u00edculo impresso. E confesso que isso \u00e9 algo que me empolga e estimula bastante.<\/strong><br \/>Eu amei essa pergunta porque a revista \u00e9 uma das coisas que a gente mais se orgulha, na verdade. A revista da Rosebud \u00e9 uma das principais coisas em que a gente concentra os nossos esfor\u00e7os. No meio do ano, in\u00edcio da pandemia, passamos por uma transforma\u00e7\u00e3o no clube. N\u00f3s rodamos uma pesquisa com os nossos membros e foi uma pesquisa muito sincera para definir o futuro da Rosebud. Jogamos abertamente com eles as nossas perspectivas e pedimos para nos darem um feedback. Isso \u00e9 algo que sempre pedimos, pois constru\u00edmos o clube juntos. E atrav\u00e9s dessa pesquisa, identificamos que a parte que eles mais valorizam no clube \u00e9 a educacional. Ficamos muito satisfeitos com isso, porque \u00e9 a parte onde n\u00f3s est\u00e1vamos mais interessados em concentrar nossos esfor\u00e7os. Ent\u00e3o, o que fizemos? N\u00f3s remodelamos nosso clube um pouco para que ele valorizasse essa parte educacional. Porque, at\u00e9 ent\u00e3o, valoriz\u00e1vamos essa parte do colecionismo, do entretenimento, mas a da educa\u00e7\u00e3o sempre foi uma quest\u00e3o. S\u00f3 que agora a gente valoriza ainda mais essa quest\u00e3o. Respondendo sua pergunta sobre o custo da revista, com essa reformula\u00e7\u00e3o, nossa revista triplicou de tamanho. Tanto em formato de cent\u00edmetros, quanto de conte\u00fado. Tivemos que realocar recursos. Antigamente, o nossa box tinha um snack, que vinha em todos eles. E percebemos, atrav\u00e9s dessa pesquisa, que ter esse snack, apesar dos membros gostarem, n\u00e3o gerava tanto valor quanto os outros itens. Ent\u00e3o, a gente meio que o substitui para poder investir mais na revista. Agora, ela pode ter esse tamanho e conte\u00fado maiores. Para voc\u00ea ter uma ideia, a primeira revista da Rosebud, que veio no nosso primeira box, tinha 12 p\u00e1ginas. E a \u00faltima que a gente enviou tem 88 p\u00e1ginas. Ela aborda muito conte\u00fado, mesmo, sobre diversas \u00e1reas de cinema, e n\u00e3o somente sobre o tema daquele m\u00eas. Isso foi uma das mudan\u00e7as que fizemos nos \u00faltimos meses. A partir do box 20, a revista passou a abordar assuntos variados do universo do cinema. Antigamente, todo o texto da revista era feito pela pr\u00f3pria equipe da Rosebud. Aos poucos, fomos convidando colaboradores e colunistas para agregar nesse formato educacional. Hoje, a gente conta com tr\u00eas colunistas fixos e toda revista conta com um n\u00famero x de colaboradores que a gente convida, dependendo do tema. Para agregar aquele tema do m\u00eas especificamente. Ent\u00e3o, tem a mat\u00e9ria que aborda o tema do m\u00eas. Por exemplo, a do \u00faltimo m\u00eas (N.E. Entrevista realizada em 06\/11\/2020) foi sobre roteiro, com diferentes roteiristas escrevendo para a revista. Esse m\u00eas foi o Cinema Brasileiro. N\u00f3s convidamos pessoas do Cinema Brasileiro para escrever. Tamb\u00e9m sempre fazemos uma entrevista com o curador. O curador foi uma pe\u00e7a que entrou na vida da Rosebud a partir do box 16. Da 16 at\u00e9 hoje, todas t\u00eam um curador. Antigamente, era a curadoria pr\u00f3pria da Rosebud. Os curadores nos ajudam a escolher os filmes e a montar o box. No pr\u00f3xima box, por exemplo, tem a curadoria do Cac\u00e1 Diegues, por exemplo. E ele ajudou a gente a escolher os filmes e nos deu uma entrevista. N\u00f3s temos em mente que a revista \u00e9 uma coisa que buscamos sempre melhorar. At\u00e9 recentemente, identificamos atrav\u00e9s de uma demanda pela revista vinda das pr\u00f3prias pessoas que n\u00e3o s\u00e3o assinantes, mas que acompanham a gente. Um monte de pessoas acompanha o nosso trabalho educacional, mas n\u00e3o necessariamente possuem player de DVD, mas querem ter acesso a essa revista. Em setembro, lan\u00e7amos planos s\u00f3 para quem quer ter acesso \u00e0 revista. E tem dado muito certo, porque a gente est\u00e1 podendo, al\u00e9m de democratizar um pouco a educa\u00e7\u00e3o que a gente se prop\u00f5e, j\u00e1 que o plano-revista \u00e9 mais barato, tamb\u00e9m alcan\u00e7amos aqueles que n\u00e3o necessariamente t\u00eam esse apego pela m\u00eddia f\u00edsica ou se quer t\u00eam lugar para reproduzir. Mas s\u00e3o pessoas que ainda querem ter acesso a essa parte educacional, que \u00e9 uma das coisas que estamos sempre melhorando, aprimorando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A revista possui anunciantes?<\/strong><br \/>Por enquanto, n\u00e3o temos an\u00fancios. S\u00e3o s\u00f3 mat\u00e9rias e os institucionais da pr\u00f3pria Rosebud. Mas n\u00f3s cedemos um espa\u00e7o para os colaboradores daquela edi\u00e7\u00e3o. Por exemplo, j\u00e1 tivemos como curadores a Mubi e a Imovision. As duas tiveram p\u00e1ginas especiais onde puderam fazer uma declara\u00e7\u00e3o sobre a empresa ou algo do tipo. Esse \u00e9 o mais pr\u00f3ximo que tivemos de um an\u00fancio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosebud Especial - Cinema Asi\u00e1tico - Pt. 1\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UFkaeebGvQM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 analisada a quest\u00e3o dos estoques de filmes junto \u00e0s distribuidoras?<\/strong><br \/>Esse \u00e9 um dos principais gargalos que a Rosebud tem desde o in\u00edcio: a limita\u00e7\u00e3o dos estoques das distribuidoras. Sempre estivemos muito presos a esses estoques. Ent\u00e3o, \u00e0s vezes, quer\u00edamos fazer tema tal, mas n\u00e3o podia porque n\u00e3o tinha estoque suficiente. E tamb\u00e9m isso atrapalhava um pouco o nosso planejamento. Porque o ideal, no melhor dos mundos, a gente conseguiria fazer um planejamento para daqui a seis meses. Saber\u00edamos os temas e os filmes dos boxes pelos pr\u00f3ximos seis meses. S\u00f3 que como o estoque das distribuidoras n\u00e3o espera, eu n\u00e3o poderia fazer esse planejamento de modo t\u00e3o duradouro assim. E o pr\u00f3prio fato da gente se limitar ao estoque das distribuidoras atrapalhava um pouco o nosso processo de ter curadores externos. Porque a gente fazia um processo contr\u00e1rio. Ao inv\u00e9s de pensar no tema e depois correr atr\u00e1s dos filmes, a gente tinha que elaborar os temas baseados nos estoques que estavam dispon\u00edveis. Isso mudou um pouco depois que conseguimos atingir a marca de 300 assinantes, porque tivemos um poder de barganha um pouco maior com as distribuidoras. Conseguimos trazer alguns relan\u00e7amentos exclusivos. E at\u00e9 lan\u00e7amentos. Porque a gente garantia a compra de pelo menos 300 c\u00f3pias e a\u00ed as distribuidoras topavam relan\u00e7ar ou lan\u00e7ar. Com a Imovision, foi exatamente esse caso. N\u00f3s os convidamos para serem curadores e lan\u00e7ar um filme conosco. O box era sobre Cinema Iraniano, e o lan\u00e7amento foi o filme \u201cTr\u00eas Faces\u201d, que eles detinham os direitos, mas n\u00e3o estava no radar deles lan\u00e7ar em DVD. Mas n\u00f3s garantimos 300 c\u00f3pias, e eles toparam lan\u00e7ar e assinaram a curadoria. Isso \u00e9 uma coisa que, conforme nossa base de assinantes for aumentando, vamos conseguir trazer cada vez mais com filmes exclusivos, lan\u00e7amentos e relan\u00e7amentos. Mas durante um tempo, tivemos que ficar bastante limitados ao que as distribuidoras disponibilizavam para a gente. Mas, gra\u00e7as a Deus, isso est\u00e1 mudando um pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea citou a Imovision como uma das curadoras e fornecedora de DVDs. H\u00e1 parcerias com outras empresas como a Obras Primas do Cinema, CPC Umes Filmes e a Vers\u00e1til?<\/strong><br \/>Com a Vers\u00e1til, n\u00f3s trabalhamos desde o in\u00edcio. \u00c9 uma das principais parceiras. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/08\/entrevista-valmir-fernandes-obras-primas-do-cinema-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Obras Primas<\/a>, tamb\u00e9m. Apesar de n\u00e3o ter sido uma curadoria deles, j\u00e1 fizemos boxes s\u00f3 com filmes do Obras Primas. J\u00e1 trabalhamos com o Imovision e outras distribuidoras brasileira, como a Bretz, a Pandora, por exemplo. N\u00f3s temos uma pegada que \u00e9 bastante educacional. Pode-se dizer que a Rosebud \u00e9 um clube de assinatura de cinema mais cult. Ent\u00e3o, a gente, al\u00e9m de estar limitado a um nicho, estamos limitados no nicho do nicho, que \u00e9 a galera mais interessada nos filmes cult. Ent\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o todos os filmes ou todas as distribuidoras que a gente poderia trabalhar. Por exemplo, a gente n\u00e3o enviaria algum filme da Disney, por exemplo, ou esse tipo de coisa. J\u00e1 com o CPC Umes, n\u00f3s est\u00e1vamos em negocia\u00e7\u00e3o para usar um filme deles h\u00e1 um tempo. N\u00f3s queremos muito trabalhar, mas acabamos n\u00e3o seguindo com o tema. Mas eu espero que a gente trabalhe com eles em breve. \u00c9 uma das \u00fanicas que a gente n\u00e3o trabalhou ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m do custo mais alto do tipo de m\u00eddia, o que poderia encarecer o valor da assinatura, h\u00e1 outros impedimentos para a Rosebud enviar filmes em blu-ray, tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>O custo impactaria, sim, mas o motivo de a gente n\u00e3o trabalhar o blu-ray n\u00e3o \u00e9 esse. O motivo da gente n\u00e3o trabalhar com blu-ray \u00e9 porque, dos quase 100 filmes que a Rosebud enviou at\u00e9 hoje, se dez tiverem sa\u00eddo em blu-ray no Brasil \u00e9 muito. A maioria dos filmes que a gente trabalha, nunca sa\u00edram no Brasil em blu-ray. N\u00e3o conseguir\u00edamos entregar o mesmo conte\u00fado para as pessoas que assinassem, por exemplo, o plano que d\u00e1 acesso a DVD e o plano que d\u00e1 acesso ao blu-ray. Porque a maioria dos filmes cl\u00e1ssicos que a gente trabalha n\u00e3o eram contemplados em blu-ray. Eu venho vislumbrando uma mudan\u00e7a disso com a Vers\u00e1til e Obras Primas voltando a lan\u00e7ar blu-rays. Ent\u00e3o, eu acho que isso vai mudar em breve. Mas at\u00e9 o momento, a gente n\u00e3o conseguiria enviar o mesmo filme em DVD e em blu-ray para todo mundo. E \u00e9 por esse motivo que a gente n\u00e3o consegue oferecer as duas m\u00eddias. Mas em rela\u00e7\u00e3o ao custo, representaria, sim, uma diferen\u00e7a. Mas eventualmente essa diferen\u00e7a seria repassada aos assinantes e quem quisesse pagar mais para ter blu-rays, poderia pagar. Isso \u00e9 at\u00e9 uma coisa que alguns assinantes perguntam para a gente \u00e0s vezes. E temos que dar essa resposta. A maioria dos filmes com os quais trabalhamos, n\u00e3o foram lan\u00e7ados em blu-ray. Por isso, n\u00e3o teria como a gente trabalhar, por exemplo, \u201cTrilogia de Apu\u201d. Esse n\u00e3o foi lan\u00e7ado em blu-ray. Ent\u00e3o, fica dif\u00edcil. E, tamb\u00e9m, a gente n\u00e3o sabe se todos os assinantes teriam a capacidade de reproduzir a m\u00eddia de blu-ray, porque talvez s\u00f3 tenham aparelho de DVD. Temos assinantes de uma faixa et\u00e1ria muito diversificada. Desde de muito jovens, at\u00e9 idosos. E acredito que para uma parte deles, que talvez n\u00e3o seja a maior parte, mas uma parte deles pode ser que n\u00e3o tenha o blu ray player. S\u00f3 o DVD, mesmo. Ent\u00e3o, teria que ser uma medida que, se tomada, ou quando tomada, tem que ser coordenada para que os dois p\u00fablicos sejam atendidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse ano foi realizada uma peti\u00e7\u00e3o on line para que as empresas pudessem retornar com a fabrica\u00e7\u00e3o de blu-rays players no Brasil. Infelizmente, mesmo com a ades\u00e3o de diversas lojas e distribuidoras, o n\u00famero de assinaturas n\u00e3o chegou a quatro mil. Ao mesmo tempo, vemos uma ascens\u00e3o do streaming, com diversas plataformas surgindo e brigando pela aten\u00e7\u00e3o (e dinheiro) do assinante. Voc\u00ea considera que fatores como estes, especificamente esse crescimento do streaming, pode ser uma amea\u00e7a ao mercado de m\u00eddia f\u00edsica?<\/strong><br \/>Acredito que d\u00e1 para coexistir e sou at\u00e9 otimista em rela\u00e7\u00e3o a esse futuro entre as duas m\u00eddias. Como falei, o que movimenta o colecionismo n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea assistir ao filme, mas voc\u00ea ter o filme. Ent\u00e3o, o nicho em si s\u00f3 vai estar amea\u00e7ado se as distribuidoras n\u00e3o sentirem mais interesse em trazer esses filmes em m\u00eddia f\u00edsica. Mas h\u00e1 um movimento que a gente tem visto, apesar das majors terem abandonado, <a href=\"https:\/\/blogdojotace.com.br\/2020\/08\/27\/urgente-disney-abandona-mercado-de-midia-fisica-na-america-latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">como a Disney\u00a0 por causa do Disney+<\/a> e <a href=\"https:\/\/blogdojotace.com.br\/2020\/10\/22\/trio-sony-universal-paramount-encerra-suas-atividades-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a SUP<\/a> (Sony Universal e Paramount), que ainda n\u00e3o se sabe qual empresa vai assumir. Durante essa pandemia, o mercado viveu a &#8220;festa do cat\u00e1logo&#8221; (N.E. S\u00e9rie de lan\u00e7amentos e relan\u00e7amentos de filmes em blu-ray que aconteceram esse ano), por exemplo, que nos fez perceber a sua solidez. Percebemos que existe um p\u00fablico, existe um mercado e um mercado com vontade de consumir. Esse mercado sofreu mudan\u00e7as muito dr\u00e1sticas recentemente, principalmente por conta da sa\u00edda dos grandes varejistas, como a Saraiva e a Livraria Cultura. E isso fez com que o mercado tivesse que se reinventar. E a\u00ed as distribuidoras, que garantiam uma parte massiva de suas vendas atrav\u00e9s desses grandes varejistas, precisaram se reinventar, tamb\u00e9m, e a tratar direto com o consumidor. Ent\u00e3o, a gente v\u00ea a Vers\u00e1til fazendo pr\u00e9-lan\u00e7amentos, lan\u00e7amentos em blu-ray, fazendo pr\u00e9-vendas que ainda ser\u00e3o lan\u00e7ados em janeiro, fevereiro. Essa \u00e9 uma maneira dela conseguir se adaptar a essas mudan\u00e7as. E a outra mudan\u00e7a que a gente tem, logo depois com a pandemia, foi que algumas distribuidoras se viram sem a receita dos cinemas. E isso proporcionou coisas como a volta da Imovision ao mercado de m\u00eddia f\u00edsica. Eles viram que tem uma maneira ali de conseguir um dinheiro que, at\u00e9 ent\u00e3o, eles n\u00e3o estavam dando muita bola. A Imovision tinha abandonado o mercado de m\u00eddia f\u00edsica durante um bom tempo e voltou esse ano, sendo muito bem recebida pela comunidade dos colecionadores. Ent\u00e3o, esses ind\u00edcios me deixam muito otimista em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Mas o que assusta \u00e9 o que voc\u00ea come\u00e7ou falando, mesmo. As pessoas, para que elas possam continuar colecionando, continuar consumindo filmes em m\u00eddia f\u00edsica, precisa ter onde assisti-los. Por isso que esse movimento que foi feito no meio do ano <a href=\"https:\/\/secure.avaaz.org\/community_petitions\/po\/empresas_produtoras_de_aparelhos_bluray_no_brasil_queremos_a_volta_da_producao_de_aparelhos_bluray_no_brasil\/?zTjGKqb&amp;fbclid=IwAR2n_O8ld5hLLVrGoC3_dNZBq_YeAJ9v8uN3kJPxwPsyHldbVKqMr8JUvlE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">para estimular as f\u00e1bricas a voltarem a produzir aparelhos de blu-ray<\/a>, foi extremamente necess\u00e1rio. E apesar do engajamento de grande parte da comunidade, voc\u00ea mesmo falou que parece n\u00e3o ter surtido muito efeito. \u00c9 uma s\u00e9rie de fatores que propiciam isso e n\u00e3o necessariamente s\u00f3 o streaming, como se o streaming fosse acabar com m\u00eddia f\u00edsica. Tem muitas outras coisas envolvidas. Tem at\u00e9 o valor do d\u00f3lar, que est\u00e1 envolvido. Os custos de fabrica\u00e7\u00e3o aumentam, deixa de ser t\u00e3o economicamente vi\u00e1vel. Mas uma coisa que deixa a gente com um radar mais otimista \u00e9 a possibilidade da entrada de novos players que est\u00e3o enxergando potencial nesse mercado. N\u00e3o s\u00f3 a gente como clube de assinatura, mas as pr\u00f3prias lojas que perceberam que para se destacar, precisa ser mais do que lojistas. Precisam trazer conte\u00fados exclusivos. E esse ano a gente teve lojas como The Originals (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/06\/entrevista-fernando-alves-the-originals-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista<\/a>), como FAMDvD (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/05\/entrevista-fabio-martins-famdvd-especial-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista<\/a>), trazendo coisas exclusivas. A comunidade cin\u00e9fila e colecionadora se beneficia muito desses novos ares. Ent\u00e3o, apesar de 2020 ter sido um ano de altos e baixos para a m\u00eddia f\u00edsica, como vit\u00f3rias e derrotas muito caracter\u00edsticas, o resultado dessa equa\u00e7\u00e3o me deixa otimista para os pr\u00f3ximos anos em rela\u00e7\u00e3o ao futuro do mercado do homevideo no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pode falar um pouco acerca da proposta de colecionismo que a Rosebud tem a partir dos itens inseridos nas caixas? Memorabilia, canecas, itens simb\u00f3licos de decora\u00e7\u00e3o em termos de cinefilia. Eu vejo na loja virtual de voc\u00eas diversos exemplos. Como funciona essa proposta de escolha desses itens?<\/strong><br \/>Na verdade, hoje, n\u00f3s estamos em um movimento contr\u00e1rio. Porque a gente identificou que precis\u00e1vamos no posicionar e encontrar o que a Rosebud mais valoriza. E nessa pesquisa que eu te falei que fizemos com os assinantes antes da pandemia, identificamos isso: &#8220;Olha, a Rosebud \u00e9 mais do que um clube de assinatura. Ela pode ser mais que um clube de assinatura. Pode ser mais do que uma mistery box. Pode ser mais do que um objeto. Pode ser mais do que coisas de colocar na estante&#8221;. A Rosebud pode te agregar em uma quest\u00e3o mais do que material, que \u00e9 a parte educacional onde a gente alocou a nossa for\u00e7a de trabalho no segundo semestre baseado no feedback que tivemos dos assinantes. Estamos em um movimento de redu\u00e7\u00e3o dessa parte dos objetos para concentrar nosso or\u00e7amento e esfor\u00e7os nessa parte educacional. Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o absurda que a gente teve da revista, estamos investindo em uma plataforma de cursos on line que vai ser lan\u00e7ada em janeiro do ano que vem. Al\u00e9m disso, estamos concentrando a nossa caixa. A partir do box #20, a gente n\u00e3o envia essas coisas que est\u00e3o na nossa loja virtual. Vamos nos concentrar na revista, nos filmes, na luva exclusiva. P\u00f4steres, tamb\u00e9m, a gente envia. Tem \u00e1lbum de figurinhas que supre essa parte da memorabilia que voc\u00ea falou. Mas esses itens como quadrinhos, canecas, esse tipo de coisa, a gente n\u00e3o envia mais justamente porque percebemos que, para o nosso assinante, valia mais a pena ele adquirir conhecimento do que ele adquirir objetos na estante dele. Esse foi o movimento que a gente idealizou. Percebemos que era hora de focar na parte educacional e entendemos com isso que, obviamente, quem estava conosco por causa dos itens, dos objetos, pode n\u00e3o ter ficado satisfeito, mas temos que entender que a grande maioria dos nossos assinantes est\u00e3o conosco porque querem conhecer mais sobre cinema, querem aprender sobre cinema, querem se aprofundar nos temas que a gente prop\u00f5e. Ent\u00e3o, realizamos esse movimento. A partir do box #20, que foi h\u00e1 uns tr\u00eas meses, n\u00e3o enviamos mais esses itens.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosebud.bio - Ep. 06 - Krzysztof Kieslowski\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/suAt9iKBUyk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o, essa proposta educacional de oferecer cursos voltados para o estudo de cinema vai passar a ser um dos itens oferecidos na assinatura da Rosebud?<\/strong><br \/>Isso. A gente se posicionou muito firmemente nesse segundo semestre como uma empresa voltada para a \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o sobre cinema. Ent\u00e3o, isso est\u00e1 totalmente alinhado ao nosso prop\u00f3sito. Estamos no movimento desde o in\u00edcio do ano de criar essa plataforma, gravar os cursos e disponibilizar para os assinantes como parte da assinatura. Obviamente, vamos continuar enviando os filmes, a revista, que \u00e9 fundamental e agrega valor na assinatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea comentou que \u00e9 formado em Cinema. Imagino que mais pessoas da equipe tamb\u00e9m sejam. Os ministrantes desses cursos seriam voc\u00eas ou convidados?<\/strong><br \/>N\u00e3o. (risos) Esse tipo de foro eu deixo para pessoas mais habilitadas do que eu para falar sobre esse assunto. A gente vai convidar profissionais da \u00e1rea, professores de cinema, para falar sobre os assuntos diversos do universo do cinema. Nessa plataforma vai ter cursos desde \u201cCinema e Psican\u00e1lise\u201d at\u00e9 \u201cDogma 95\u201d, por exemplo. Sobre diretores espec\u00edficos, sobre movimentos, g\u00eaneros, e a gente vai seguir convidando de acordo com as expertises dos professores. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem ningu\u00e9m da equipe da Rosebud dentre as pessoas que v\u00e3o ministrar as aulas. O lan\u00e7amento da plataforma vai ser em janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea citou a presen\u00e7a do Cac\u00e1 Diegues como curador e, tamb\u00e9m, em uma entrevista para a revista encartada em uma das caixas. Como foi essa experi\u00eancia de contar com a experi\u00eancia de um cineasta t\u00e3o importante para o Cinema Brasileiro?<\/strong><br \/>O Cac\u00e1 Diegues foi uma vit\u00f3ria que nos orgulhamos muito por termos conseguido. Um diretor que a gente admira demais. E ele foi um dos primeiros nomes que a gente cogitou para entrar em contato quando pensamos em fazer o box Cinema Brasileiro. E conseguir contato dele n\u00e3o foi f\u00e1cil. Tivemos que movimentar v\u00e1rias pessoas at\u00e9 conseguir chegar at\u00e9 ele. Mas o Cac\u00e1 Diegues foi extremamente sol\u00edcito, abra\u00e7ou muito o nosso projeto. Fez a curadoria, cedeu a entrevista, se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da gente e isso s\u00f3 aumentou a nossa admira\u00e7\u00e3o. Viramos mais f\u00e3s ainda. E esse box de novembro, o 23, agregou absurdamente. N\u00e3o s\u00f3 pela escolha dos filmes, mas pelo conte\u00fado que o Cac\u00e1 Diegues trouxe \u00e0 revista. E n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que ele \u00e9 um dos maiores nomes do cinema. Um imortal da Academia Brasileira de Letras. Inclusive, j\u00e1 tivemos como curador, tamb\u00e9m, o Walter Lima Jr., tamb\u00e9m diretor e que foi curador do nosso box sobre Cinema Novo. Teve o Lucas Para\u00edso, que \u00e9 roteirista e foi curador do box de roteiro. Teve a Mubi e a Imovision. Teve a professora Cec\u00edlia Mello no box sobre cinema taiwan\u00eas. E o cr\u00edtico Leonardo Luiz Ferreira, no box sobre cinema sul-coreano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa proposta de vincular a assinatura da Rosebud a um curso, bem como optar por cinemas fora do mainstream como temas das caixas \u00e9 algo bastante surpreendente e louv\u00e1vel, de fato.<\/strong><br \/>Para n\u00f3s, mais importante do que os filmes que t\u00eam dispon\u00edveis, \u00e9 o que a gente quer ensinar. O que a gente quer que os nossos membros tenham acesso, o que a gente quer que eles aprendam. Por exemplo, fizemos um tema recentemente sobre cinema taiwan\u00eas. Escolhemos esse tema porque \u00e9 uma cinematografia que \u00e9 pouco explorada aqui. Muita gente da nossa base n\u00e3o teve muito acesso a filmes feitos em Taiwan. E, ao mesmo tempo, existem poucos filmes de cineastas taiwaneses em m\u00eddia f\u00edsica. Sab\u00edamos que seria desafiador fazer esse tema, mas achamos que valeira a pena porque quer\u00edamos realmente falar sobre esse assunto. Porque, como te falei l\u00e1 no in\u00edcio, um de nossos pilares de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar os horizontes cinematogr\u00e1ficos. Por isso, sempre tentamos diversificar os nossos temas de maneira que os nossos membros aprendam uma coisa diferente. Aprendam uma coisa que eles n\u00e3o sabiam at\u00e9 ent\u00e3o, ou possam se aprofundar, caso j\u00e1 saibam. Ent\u00e3o, a gente fez um box de roteiro, que foi o nosso primeiro tema t\u00e9cnico que nos aprofundamos. Fizemos um tema sobre cinema iraniano, e nos aprofundamos nesse cinema. A mesma coisa com o cinema de Taiwan. Tamb\u00e9m nos aprofundamos no cinema de g\u00eanero. Agora no box de dezembro, vamos nos aprofundar em uma linguagem, que \u00e9 a anima\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, o que nos norteia, o que faz com que criemos os temas, \u00e9 exatamente isso: pensar o que podemos agregar \u00e0 vida do nosso membro, desse nosso assinante. O que a gente pode fazer para que ele, depois de ter acesso ao box, saiba mais do que sabia antes. E a partir disso \u00e9 que a gente vai atr\u00e1s dos filmes. Mesmo que seja complicado em alguns aspectos. Por exemplo, achar um curador para o box de cinema taiwan\u00eas foi complicado. As op\u00e7\u00f5es que esse curador tinha para escolher n\u00e3o eram muitas e ainda assim a gente fez. N\u00f3s nos desdobramos para conseguir porque achamos que era importante que os nossos assinantes tivessem acesso a essa cinematografia. \u00c9 assim que trabalhamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde a cria\u00e7\u00e3o do Clube de Assinaturas Rosebub, como foi o equil\u00edbrio no n\u00famero de assinantes?<\/strong><br \/>A gente mant\u00e9m um crescimento modesto. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WqJ8jGPopqU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A nossa primeira caixa<\/a> foi enviada para 10 pessoas, apenas. Foram pessoas que compraram na nossa pr\u00e9-venda. E fomos crescendo, angariando p\u00fablico. Chegar ao n\u00famero de 300 assinantes at\u00e9 o final de 2020 era a nossa meta. Conseguimos bater um pouco antes. Mas no in\u00edcio da pandemia, n\u00f3s achamos que ia ter uma diminui\u00e7\u00e3o expressiva do n\u00famero de assinaturas. Tanto em n\u00famero de novas assinaturas, quanto em poss\u00edveis cancelamentos. E isso nos amedrontou um pouco no in\u00edcio, mas logo vimos que foi o contr\u00e1rio. N\u00f3s conseguimos crescer no meio dessa pandemia. Acho que as pessoas estavam mais suscet\u00edveis a receber coisas em casa, a procurar op\u00e7\u00f5es de cultura, entretenimento. E tamb\u00e9m os cinemas estavam fechados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim. Do mesmo modo, nesse mercado de nicho, a busca por m\u00eddia f\u00edsica aumentou nesse per\u00edodo. Atrelar a Rosebud a esse mercado faz todo sentido, de fato.<\/strong><br \/>Sim. A m\u00eddia f\u00edsica faz sentido para a gente porque como abra\u00e7amos a ideia da educa\u00e7\u00e3o, a m\u00eddia f\u00edsica ela vem acompanhada de coisas que voc\u00ea n\u00e3o encontra no streaming, ou raramente encontra no streaming, que s\u00e3o os extras que te ajudam a mergulhar naquela obra. E isso \u00e9 uma coisa que valorizamos muito na m\u00eddia f\u00edsica: essa possibilidade de ter os extras. E cada vez valorizamos mais como algo que queremos que nossos assinantes tenham acesso. Por isso a m\u00eddia f\u00edsica est\u00e1 totalmente alinhada ao nosso prop\u00f3sito educacional.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosebud Club - Box #9 - Cinema Russo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2GP15Fk0VNo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosebud Club - Box #10 - Com\u00e9dia Cl\u00e1ssica\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KYZ8T6Lfp0s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ROSEBUD CLUB, um Clube de Assinatura de Cinema *UNBOXING \/\/ V\u00eddeo Parceria \/\/ PP#133\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xc4mMy2ou0c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde e assina o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pel\u00edcula Virtual<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><strong>Panorama do Mercado Cin\u00e9filo de M\u00eddia F\u00edsica em 2020 no Brasil<\/strong><br \/>01)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/05\/entrevista-fabio-martins-famdvd-especial-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">F\u00e1bio Martins \u2013 Loja FAMDv<\/a><br \/>02)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/06\/entrevista-fernando-alves-the-originals-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Luiz Alves \u2013 Loja The Originals<\/a><br \/>03)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/07\/entrevista-classicline-1films-e-video-perola-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\">Classicline, 1Films e V\u00eddeo P\u00e9rola<\/a><br \/>04)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/08\/entrevista-valmir-fernandes-obras-primas-do-cinema-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\">Valmir Fernandes (Obras Primas do Cinema)<\/a><br \/>05)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/09\/entrevista-igor-oliveira-cpc-umes-filmes-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Igor Oliveira (CPC UMES Filmes)<\/a><br \/>06)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/10\/entrevista-daniel-herculano-clube-box-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\">Daniel Herculano (Clube Box)<\/a><br \/>07)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/11\/entrevista-gleisson-dias-clube-rosebud-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gleisson Dias (Rosebud Club)<\/a><br \/>08)\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/12\/entrevista-andre-melo-e-fernando-brito-versatil-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Andr\u00e9 Melo e Fernando Brito (Vers\u00e1til)<\/a><br \/>09) <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/13\/entrevista-juliano-vasconcellos-e-celso-menezes-blog-do-jotace-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\">Juliano Vasconcellos e Celso Menezes (Blog do Jotac\u00ea)<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Trazendo desde a caixa n\u00famero 1 uma revista exclusivamente produzida para aquela edi\u00e7\u00e3o, a Rosebud, hoje, investe no aprofundamento educacional do cinema, aborda filmografias de cineastas e de pa\u00edses fora do cinema blockbuster\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/11\/entrevista-gleisson-dias-clube-rosebud-mercado-cinefilo-de-midia-fisica-2020\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":58981,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[5009,4993],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58979"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58979"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59052,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58979\/revisions\/59052"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}