{"id":58048,"date":"2020-10-29T02:22:13","date_gmt":"2020-10-29T05:22:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=58048"},"modified":"2020-11-20T00:17:48","modified_gmt":"2020-11-20T03:17:48","slug":"44a-mostra-sp-cracolandia-de-edu-felistoque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/29\/44a-mostra-sp-cracolandia-de-edu-felistoque\/","title":{"rendered":"44\u00aa Mostra SP: &#8220;Cracol\u00e2ndia&#8221;, de Edu Felistoque"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-58050 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Cracolandia_Instagram_Teaser_44Mostra.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Cracolandia_Instagram_Teaser_44Mostra.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Cracolandia_Instagram_Teaser_44Mostra-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Cracolandia_Instagram_Teaser_44Mostra-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Cracol\u00e2ndia \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o comum para uma popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua, estimada em 1.680 indiv\u00edduos, composta, na sua maioria, por dependentes qu\u00edmicos e traficantes, geralmente de crack, que costuma ocupar uma determinada \u00e1rea no centro da cidade de S\u00e3o Paulo, nas imedia\u00e7\u00f5es das Avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, C\u00e1sper L\u00edbero, Rua Mau\u00e1, Esta\u00e7\u00e3o J\u00falio Prestes, Alameda Dino Bueno e da Pra\u00e7a Princesa Isabel, onde historicamente se desenvolveu intenso tr\u00e1fico de drogas e meretr\u00edcio&#8221;. Essa explica\u00e7\u00e3o voc\u00ea encontra na Wikipedia, mas n\u00e3o no document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/44.mostra.org\/filmes\/cracolandia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cracol\u00e2ndia<\/a>\u201d (2020), de Edu Felistoque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante destacar isso logo no in\u00edcio deste texto, porque o document\u00e1rio \u201cCracol\u00e2ndia\u201d tenta muitas vezes entender o efeito do crack em uma pessoa esquecendo-se de focar na \u00e1rea ocupada por usu\u00e1rios na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, o que faz do filme muito mais uma obra sobre drogas do que sobre um local que abriga viciados em drogas. Ao negar aprofundamento do territ\u00f3rio que a Cracol\u00e2ndia ocupa na cidade de S\u00e3o Paulo, o filme deixa de discutir temas como o abandono e a consequente degrada\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es centrais de grandes cidades (um evento que se repetiu em diversas capitais do mundo), gentrifica\u00e7\u00e3o e o espa\u00e7o p\u00fablico antes abandonado e que foi ocupado por um grupo de pessoas a partir dos anos 90, com o n\u00famero aumentando de maneira assustadora nas duas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse primeiro equivoco \u00e9 facilmente percept\u00edvel quando o espectador se d\u00e1 conta de que o roteiro, escrito por Heni Ozi Cukier, &#8220;Cientista Pol\u00edtico, Professor, Palestrante e Deputado Estadual pelo Partido NOVO SP&#8221; (est\u00e1 na bio do Twitter dele), \u00e9 usado como um palanque para que o deputado exponha suas opini\u00f5es (de um integrante do Partido NOVO), tendendo quase sempre ao pensamento de Direita, que tenta avalizar a\u00e7\u00f5es violentas da Policia Militar tanto quanto atacar o trabalho de ONGs. Essas \u201copini\u00f5es\u201d surgem balizadas em entrevistas com integrantes de diversas \u00e1reas do Estado, mas nunca com ningu\u00e9m de partidos de Esquerda ou, mais profundamente, de ONGs que trabalham no local, um olhar enviesado que, infelizmente, contamina um filme que toca num assunto de extrema import\u00e2ncia para a cidade de S\u00e3o Paulo, mas o politiza antes de tentar entende-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel n\u00e3o politizar algo nestes anos sombrios?, pergunta o leitor atento. Provavelmente, n\u00e3o. E a maneira mais honesta de lidar com isso \u00e9 fazer um recorte que abrigue as opini\u00f5es mais diversas, os espectros pol\u00edticos mais distantes, e deixar que o espectador fa\u00e7a a sua leitura. \u00c9 ingenuidade esperar que um document\u00e1rio que traz o roteiro assinado por um deputado de um partido x tome essa iniciativa e n\u00e3o puxe a sardinha para o seu lado? Pode ser, mas a fun\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 destacar ingenuidade, mas tentar entender como a constru\u00e7\u00e3o de um document\u00e1rio sobre um tema t\u00e3o urgente pode servir a esse ou aquele discurso. Nesse ponto, o vi\u00e9s ideol\u00f3gico de \u201cCracol\u00e2ndia\u201d pode soar t\u00e3o pernicioso quanto o de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/25\/cinema-a-nossa-bandeira-jamais-sera-vermelha-de-pablo-guelli\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nossa Bandeira Jamais Ser\u00e1 Vermelha<\/a>\u201d, ainda que seja dif\u00edcil alcan\u00e7ar o panfletarismo de botequim do segundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo nos primeiros minutos de \u201cCracol\u00e2ndia\u201d, num pensamento \u201cem cima do muro\u201d bastante t\u00edpico de pessoas ligadas ao Partido Novo, Heni Ozi Cukier critica tanto as pessoas (de Esquerda) que, quando questionadas sobre a Cracol\u00e2ndia, falam em \u201cassist\u00eancia, assist\u00eancia, assist\u00eancia\u201d quanto as pessoas (de Direita) que acham que \u201ctem que dar porrada, tem que acabar, tem que trancar essas pessoas\u201d. Na sequencia dos 87 minutos do filme, por\u00e9m, o segundo pensamento ser\u00e1 muito mais defendido, e n\u00e3o h\u00e1 quase nenhum espa\u00e7o para as pessoas que gritam \u201cassist\u00eancia\u201d explicar o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa ideia, criando um discurso manipulat\u00f3rio que, eventualmente, cair\u00e1 nos chav\u00f5es tradicionais de \u201cdefesa de bandido\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente de \u201cNossa Bandeira Jamais Ser\u00e1 Vermelha\u201d, em que quase nada se salva, h\u00e1 v\u00e1rios entrevistados em \u201cCracol\u00e2ndia\u201d que conseguem fugir da pregui\u00e7a argumentativa e expor pensamentos que consigam fazer a discuss\u00e3o andar. Um deles, por exemplo, conta que muitos dos \u201cmoradores\u201d da Cracol\u00e2ndia \u201cganham a droga de gra\u00e7a s\u00f3 para estar ali, porque quem interessa aos traficantes s\u00e3o as pessoas de fora que v\u00e3o comprar a droga no lugar\u201d. N\u00fameros s\u00e3o usados: \u201cOs traficantes lucram R$ 15 milh\u00f5es por m\u00eas na Cracol\u00e2ndia. R$ 180 milh\u00f5es por ano\u201d. O \u201csucesso desse empreendimento\u201d, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 aprofundado no filme, que tenta estudar como a droga funciona no corpo da pessoa ao inv\u00e9s de questionar por que o Estado n\u00e3o combate o crime organizado, que lucra uma fortuna de dinheiro debaixo dos seus pr\u00f3prios olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ser mais claro: \u201cCracol\u00e2ndia\u201d, o filme, prefere o conforto de focar o problema nas pessoas (sem rosto) a se indispor com o tr\u00e1fico, que est\u00e1 ali, todos os dias, na figura de pessoas reais (n\u00e3o h\u00e1 relatos de drones entregando drogas na regi\u00e3o&#8230; ainda), e estar\u00e1 durante muito tempo enquanto um trabalho s\u00e9rio n\u00e3o for feito para identificar como a droga chega, de onde vem, e quem manda. Como a \u00e1rea \u00e9 delimitada \u00e9 de se perguntar por que n\u00e3o h\u00e1 um estudo muito mais aprofundado da pol\u00edcia sobre os movimentos dos traficantes, e porque \u00e9 mais f\u00e1cil chegar jogando bomba nos usu\u00e1rios, de maneira violenta e cruel. \u201cCracol\u00e2ndia\u201d n\u00e3o faz isso, e o deputado chega, inclusive, a viajar para outros pa\u00edses e conversar com autoridades locais para entender como cada regi\u00e3o do mundo lidou com seu problema de \u201cparques de drogados\u201d, e no final dizer que as estrat\u00e9gias usadas por eles n\u00e3o funcionariam em S\u00e3o Paulo \u201cpelo tamanho da cidade\u201d e \u201cporque o crack tem um efeito diferente das drogas \u2013 essencialmente hero\u00edna \u2013usadas nesses lugares\u201d. As viagens teriam sido a toa se a maneira como pa\u00edses do primeiro mundo falam \u201csobre pessoas\u201d e n\u00e3o \u201csobre drogados\u201d saltassem os olhos. Humanidade, algo que falta bastante aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso quer dizer que o document\u00e1rio \u00e9 um desservi\u00e7o? De maneira alguma. \u201cCracol\u00e2ndia\u201d, mesmo com muitas ressalvas, merece ser visto. Em meio a muito lenga lenga de personagens defendendo o Estado e a Constitui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 opini\u00f5es bastante interessantes do m\u00e9dico psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da psic\u00f3loga Clarice Madruga e do escritor M\u00e1rcio Am\u00e9rico (ex-residente da Cracol\u00e2ndia), entre outros, sem contar os entrevistados estrangeiros, que conseguem dar ao tema o aprofundamento merecido, e mostrar a dist\u00e2ncia do pensamento brasileiro, simbolizado pelo pr\u00f3prio olhar do roteirista, que ao ver uma pessoa usando droga em um local de uso controlado fornecido pelo Estado na Noruega, pergunta para a assistente social: \u201cComo voc\u00ea se sente vendo isso todos os dias? Isso afeta voc\u00ea?\u201d Ela est\u00e1 ali auxiliando uma pessoa viciada, fazendo algo bom, e o fato do roteirista querer saber se aquilo a incomoda demonstra seu preconceito contra o viciado. Na sequencia, a assistente d\u00e1 uma aula de amor ao pr\u00f3ximo: \u201cEle foi preso com 13 anos, algo aconteceu na vida dele. Ele est\u00e1 tentando reduzir a sua dor\u201d. Boa parte dos brasileiros n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed com a dor do pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O document\u00e1rio \u201cCracol\u00e2ndia\u201d lida com um tema bastante espinhoso, e tanto erra quando coloca o Estado na frente do cidad\u00e3o como acerta quanto tenta entender que h\u00e1, ali, um ser-humano, com pele, ossos, sentimentos e uma hist\u00f3ria de vida. Mesmo Heni Ozi Cukier, em meio a seu emaranhado de certezas guiadas por seu modo pessoal de enxergar o mundo, parece em alguns momentos se contradizer, pois o tema \u00e9 complexo e amplo, repleto de nuances. O que nunca se pode perder de vista \u00e9 o ser-humano. Desta forma, a Cracol\u00e2ndia \u00e9 um local inaceit\u00e1vel em qualquer sociedade, mas se o poder p\u00fablico \u201cpermitiu\u201d que esse espa\u00e7o se proliferasse, precisa agora ser bastante cuidadoso e engenhoso para fazer com essa \u00e1rea desapare\u00e7a sem atos populistas, como as invas\u00f5es comandadas por Jo\u00e3o D\u00f3ria, que n\u00e3o resolveram o problema. \u201cCracol\u00e2ndia\u201d n\u00e3o prop\u00f5e solu\u00e7\u00f5es, falha em contar a hist\u00f3ria do lugar e foca muito mais na droga do que no tr\u00e1fico, mas exibe o desejo de entender a situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito pouco, mas em tempos de pensamentos de extrema direita, j\u00e1 \u00e9 alguma coisa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"CRACKLAND TEASER OFFICIAL\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/362143240?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"747\" height=\"420\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>De 22 de outubro a 4 de novembro de 2020, acontece a tradicional Mostra Internacional de Cinema em S\u00e3o Paulo \u2014em 2020, em vers\u00e3o majoritariamente on-line e dispon\u00edvel para todo Brasil. Durante duas semanas, ser\u00e3o exibidos 198 t\u00edtulos de 71 pa\u00edses em tr\u00eas plataformas (a&nbsp;<a href=\"https:\/\/mostraplay.mostra.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mostra Play<\/a>, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/sesc.digital\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sesc Digital<\/a>&nbsp;e a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.spcineplay.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Spcine Play<\/a>) e em dois cinemas ao ar livre: o Belas Artes Drive-In e o CineSesc Drive-in. O valor para cada sess\u00e3o na plataforma ser\u00e1 de R$ 6 e a maior parte das produ\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, tem um limite de p\u00fablico de at\u00e9 2.000 espectadores. Depois que essa quantidade de ingressos \u00e9 vendida, o filme n\u00e3o fica mais dispon\u00edvel.&nbsp;<\/em><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cCracol\u00e2ndia\u201d n\u00e3o traz solu\u00e7\u00f5es, falha em contar a hist\u00f3ria do lugar e foca muito mais na droga do que no tr\u00e1fico, mas exibe o desejo de entender a situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 pouco, mas em tempos de pensamentos de extrema direita, j\u00e1 \u00e9 alguma coisa.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/29\/44a-mostra-sp-cracolandia-de-edu-felistoque\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":58049,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[4892,226],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58048"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58048"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58048\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58427,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58048\/revisions\/58427"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58049"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}