{"id":57993,"date":"2006-05-22T01:51:40","date_gmt":"2006-05-22T04:51:40","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=57993"},"modified":"2020-11-17T03:34:54","modified_gmt":"2020-11-17T06:34:54","slug":"faixa-a-faixa-at-war-with-the-mystics-do-flaming-lips-comentado-por-wayne-coyne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/05\/22\/faixa-a-faixa-at-war-with-the-mystics-do-flaming-lips-comentado-por-wayne-coyne\/","title":{"rendered":"Faixa a Faixa: &#8220;At War With The Mystics&#8221;, do Flaming Lips, comentado por Wayne Coyne"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-57991 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Tradu\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/iamrrriot\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mariangela Carvalho<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Entre o lado suntuoso dos teclados espaciais e a op\u00e7\u00e3o guitarreira (que retorna \u00e0 banda, ausente desde o \u00f3timo \u201cClouds Taste Mettalic\u201d de 1995), \u201cAt War With The Mystics\u201d torna-se um \u00e1lbum totalmente relacionado com o tempo claustrof\u00f3bico em que vivemos. Wayne Coyne d\u00e1 um basta nas historinhas japonesas e tenta provar que at\u00e9 um maluco drogado viajand\u00e3o percebe o qu\u00e3o George W. Bush \u00e9 prejudicial para a humanidade. Isso \u00e9 s\u00e9rio<\/em>. (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/05\/22\/musica-at-war-with-the-mystics-o-disco-mais-politico-do-flaming-lips\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">leia a resenha completa aqui<\/a>). Abaixo o faixa a faixa assinado por Wayne Coyne.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Flaming Lips - The Yeah Yeah Yeah Song (Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kjrUOlK2714?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Yeah Yeah Yeah Song<\/strong><br \/>\n&#8220;O Steven (Drozd) estava gravando numa cabine separada com o computador e eu passei e ouvi uns vocais malucos combinados nos yeah yeah yeah e fiquei pasmo. \u00c9 uma dessas m\u00fasicas que apontam o dedo na cara da hipocrisia daqueles no poder, mas tamb\u00e9m apontam o dedo para n\u00f3s mesmos &#8211; o que VOC\u00ca faria? Poder na m\u00e3o de inexperientes (que \u00e9 o que devemos ser) pode ser perigoso&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Free Radicals<\/strong><br \/>\n&#8220;Eu tive um sonho no qual o Devendra Banhart (cantor\/compositor esquisit\u00e3o) implorava para que um homem-bomba (prestes a explodir algo ou algu\u00e9m) mudasse de ideia. E assim que ele muda o ponto de vista deste fan\u00e1tico desmiolado\/insensato, ele (Devendra) imediatamente se compadece com a frustra\u00e7\u00e3o (principalmente focada em George W. Bush) que poderia fazer algu\u00e9m querer uma vingan\u00e7a t\u00e3o exagerada&#8230; (Lembre-se que isso \u00e9 apenas um sonho &#8211; esses homens-bombas s\u00e3o claramente fan\u00e1ticos religiosos que sofreram lavagem cerebral e que ficam malucos por seus compromissos&#8230; Eles est\u00e3o al\u00e9m de qualquer alega\u00e7\u00e3o racional e n\u00e3o valem nem um pouco de condescend\u00eancia).&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Sound of Failure<\/strong><br \/>\n&#8220;Temos uns amigos cujo pai estava morrendo de c\u00e2ncer &#8211; digo que &#8220;estava&#8221; porque isso (o c\u00e2ncer e a morte) causou agonia por mais de um ano &#8211; e eles (nossos amigos), compreensivelmente, foram se cansando de serem for\u00e7ados a continuar confiantes. E me lembro de uma vez ter ouvido um coment\u00e1rio sobre como era chato, para eles, terem que ouvir este grande entusiasmo falso (normalmente salientado pelas bandas pops super hype, tipo Black Eyed Peas, Destiny&#8217;s Child, Ashlee Simpson, Hillary Duff, etc.) tocando muito alto em vers\u00f5es &#8220;muzak&#8221; (sucessos em vers\u00f5es instrumentais como se fossem can\u00e7\u00f5es de elevador) em qualquer lugar que eles queiram. Para eles, este tipo de ataque cheerleader s\u00f3 funcionava caso voc\u00ea n\u00e3o tivesse nenhum stress ps\u00edquico. E surpreendentemente, eles descobriram que aquilo poderia ajud\u00e1-los na tentativa de compreender os medos e tristeza &#8211; em oposi\u00e7\u00e3o a fingir que &#8220;est\u00e1 tudo bem&#8221;. E voc\u00ea v\u00ea, isso \u00e9 verdade&#8230; finalmente sabemos que n\u00e3o h\u00e1 problema em se ter uma cabe\u00e7a problem\u00e1tica e que tudo bem se falharmos&#8230; Ent\u00e3o esta m\u00fasica (que foi escrita no carro no caminho de Oklahoma at\u00e9 Nova York, enquanto eu dirigia e Steven tocava um teclado de pilha junto com o computador) \u00e9 sobre uma garota que perde sua melhor amiga, e pra qualquer lugar que ela v\u00e1 (assim como os amigos que mencionei) precisa aguentar o otimismo vazio daqueles que n\u00e3o t\u00eam experi\u00eancia. Ela quer saber, desde quando perdeu sua amiga, o que \u00e9 o desespero, o que \u00e9 a esperan\u00e7a e o fracasso&#8230; E o que \u00e9 aquilo que est\u00e1 escondido???<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na m\u00fasica, a frase &#8220;So go tell Britney and go tell Gwen&#8221; \u00e9, obviamente, uma refer\u00eancia aos meus amigos e \u00e0quele incidente das vers\u00f5es muzak&#8230; quer dizer, &#8220;Yeah, go tell Britney Spears and Gwen Stefani that their energy and their Prom Queen smiles only go to prove that they don&#8217;t emphatize with my sadness&#8221; (&#8220;Ent\u00e3o v\u00e1 dizer \u00e0 Britney Spears e \u00e0 Gwen Stefani que seus sorrisos de Rainha do Baile n\u00e3o compreendem minha tristeza&#8221;). Acredito que, nesta m\u00fasica, Britney e Gwen podem ser consideradas as amigas mais imaturas daquela menina aflita. Mas ela n\u00e3o quer ser contra as duas, apenas n\u00e3o quer fingir que entende o que na verdade ela n\u00e3o entende &#8211; o que \u00e9 a morte, o desespero&#8230; o que \u00e9 o medo existencial. Ela n\u00e3o sabe, mas est\u00e1 come\u00e7ando a descobrir.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>It&#8217;s Dark\u2026 Is It Always This Dark?<\/strong><br \/>\n&#8220;Um tipo estranho de continua\u00e7\u00e3o da m\u00fasica anterior. A voz e a trilha &#8220;blippy&#8221; (algo com muitos barulhinhos ao mesmo tempo) \u00e9, na verdade, a minha voz num efeito de computador chamado Squirrel Parade. Muito legal\u2026 De qualquer forma, parece que estou dizendo &#8220;It&#8217;s Dark&#8221;, mas eu n\u00e3o digo &#8220;It&#8217;s Dark&#8221;. N\u00e3o me lembro exatamente o que era &#8211; sou somente eu falando antes da m\u00fasica, mas passa a impress\u00e3o de que uma menininha est\u00e1 descobrindo um caminho atrav\u00e9s do mist\u00e9rio&#8230; n\u00e3o?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>My Cosmic Autumn Rebellion<\/strong><br \/>\n&#8220;N\u00f3s ficamos utilizando os elementos mel\u00f3dicos desta m\u00fasica (que n\u00e3o era uma m\u00fasica at\u00e9 ent\u00e3o), como introdu\u00e7\u00e3o para nossos shows ao vivo, enquanto eu rolava em cima do p\u00fablico na, agora famosa, &#8220;Space Bubble&#8221;. A for\u00e7a da estrutura e dos arranjos no refr\u00e3o me inspiraram e eu despedacei este manifesto de provoca\u00e7\u00e3o e otimismo. Esta \u00e9 a minha resposta aos sabe-tudo solucionadores-de-problemas, que enxergam a vida levando apenas \u00e0 morte, e v\u00eaem a natureza como uma piadista cruel feita para derrotar o esp\u00edrito humano. E a verdade (que ap\u00f3io como se estivesse no topo de uma montanha sagrada disparando raios lazer de minhas m\u00e3os &#8211; gra\u00e7as \u00e0 orquestra\u00e7\u00e3o \u00e9pica de Steven) \u00e9 que nenhuma circunst\u00e2ncia pode nos derrotar ao menos que deixemos&#8230; Persist\u00eancia, na cara do fracasso, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o da mente&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vein of Stars<\/strong><br \/>\n&#8220;Peguei um viol\u00e3o que o Steven tinha deixado com um acorde estranho (F 6\/9) e, sem pensar, dedilhei algumas vezes e logo cantei (inesperadamente) a primeira frase no gravador, &#8220;Who knows, maybe there isn&#8217;t a vein of stars calling out my name&#8221;. Minha inten\u00e7\u00e3o era cantar algo c\u00f3smico, sobre como os seres humanos (assim como a ci\u00eancia revela mais e mais sobre a natureza do tempo e espa\u00e7o) foram abandonados pelas estrelas&#8230; Mas eu acredito que, assim que finalizarmos (a m\u00fasica e a produ\u00e7\u00e3o), vai parecer exatamente o contr\u00e1rio&#8230; Que, apesar da ci\u00eancia, n\u00f3s estamos ligados \u00e0s estrelas&#8230; Porque adoramos olhar para elas e esperamos que elas adorem olhar para n\u00f3s.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Wizard Turns On<\/strong><br \/>\n&#8220;Um tipo de &#8220;space jam&#8221; onde na primeira execu\u00e7\u00e3o o Michael (Ivins) tocava um CD com a grava\u00e7\u00e3o da bateria, o Steve tocava um teclado Rhodes e eu tocava um baixo el\u00e9trico. (David) Fridmann (produtor do Flaming Lips &#8211; e tamb\u00e9m do Mercury Rev) tocou a coisa toda numa s\u00e9rie de ecos espaciais, flangers, filtros e distor\u00e7\u00f5es&#8230; A mistura inteira foi feita num programa chamado Metaphysical Function&#8230; Legal, n\u00e9?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>It Overtakes Me<\/strong><br \/>\n&#8220;\u00c0s vezes fa\u00e7o um pequeno truque de compositor: faz de conta que estou escrevendo uma can\u00e7\u00e3o para outra pessoa, e para esta faixa pensei na Gwen Stefani&#8230; Pensei nela cantando e imaginei que tipo de produ\u00e7\u00e3o aquilo teria. Primeiro dei um nome \u00e0 m\u00fasica, que seria da Ms. Stefani: &#8220;I Like to Masturbate and Think of Outer Space&#8221;\u2026 e ainda acho que se ela cantasse esta m\u00fasica seria um \u00f3timo t\u00edtulo. Mas pense em mim, um cara de 45 anos com uma barba grisalha, hmm, se masturbando&#8230; \u00e9&#8230; bem&#8230; (me incomoda s\u00f3 de digitar isso)&#8230; desagrad\u00e1vel&#8230; De qualquer maneira, a m\u00fasica acaba sendo mais sobre meus acessos de p\u00e2nico quando acidentalmente &#8220;vejo que a &#8216;Realidade C\u00f3smica'&#8221; est\u00e1&#8230; estamos (a Terra) perigosamente flutuando por a\u00ed, num mar grande e inacab\u00e1vel de infinidade negra (o espa\u00e7o c\u00f3smico) e isso, quando \u00e9 analisado, \u00e9 um chute na cabe\u00e7a. Sim, eu me sinto horrivelmente insignificante&#8230; De qualquer forma, aquilo que a gente consegue, acredito, ainda se parece com uma mistura de &#8220;Hollaback Girl&#8221; e &#8220;1969&#8221;, dos Stooges&#8230; Tome algumas drogas e ou\u00e7a bem alto&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Stars Are so Big and I Am so Small&#8230; Do I Stand a Chance?<\/strong><br \/>\n&#8220;Esta parte captura, eu acho, a vulnerabilidade e rever\u00eancia deste mesmo cen\u00e1rio (a Realidade C\u00f3smica) com uma nuvem de vozes angelicais.. E no lugar do p\u00e2nico, ela \u00e9 solene e reconfortante.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mr. Ambulance Driver<\/strong><br \/>\n&#8220;Esta m\u00fasica inteira, tom e estrutura de acorde, foram constru\u00eddos a partir de um sample de sirene de ambul\u00e2ncia. Na primeira vez que fizemos isso conseguimos um tom sinistro de morte&#8230; Mas descobrimos, ouvindo repetidamente, que a sirene, de algum modo, desaparecia subliminarmente e, para nossa surpresa, revelou um pouco de Eddie Rabbitt (cantor\/campositor pop\/country dos anos 70) num rinque de patina\u00e7\u00e3o. Balada easy listening de acidente de carro com jovens.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Haven&#8217;t Got a Clue<\/strong><br \/>\n&#8220;Um amigo nosso, Greg Kursten (ele tocou com a gente na turn\u00ea do Beck e foi apelidado por Steven de &#8220;Firefingers&#8221; por seu jeito sublime de tocar teclado), \u00e9 um m\u00fasico perfeito e tem um \u00f3timo ouvido para sons e estrutura pops&#8230; Ele j\u00e1 comp\u00f4s can\u00e7\u00f5es para artistas desde Enrique Iglesias \u00e0 Karen O (do Yeah Yeah Yeahs). Ele, por minha insist\u00eancia, mandou esta faixa ainda n\u00e3o finalizada pra que n\u00f3s a estrutur\u00e1ssemos. Foi muito divertido e novamente (assim como no truque da Gwen Stefani) permitiu que cri\u00e1ssemos uma outra identidade. A m\u00fasica \u00e9 sobre um tipo de pessoa que todo mundo conhece e ag\u00fcenta (n\u00e3o vamos mencionar nomes). Eles culpam a todos, menos a si mesmos, por todos seus problemas e eles parecem t\u00ea-los em quantidade infinita. Se eles sofrem, voc\u00ea sofre mais&#8230; Voc\u00ea sabe de quem estou falando.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The W.A.N.D. (The Will Always Negates Defeat)<\/strong><br \/>\n&#8220;Estava tocando guitarra, Michael tocava baixo fuzzwah e Steven estava na bateria e nos deparamos com este riff de rock progressivo, batida meio funk. Parecia Black Sabbath misturado com Sly and the Family Stone ou Stevie Wonder, o que nos deu uma outra dire\u00e7\u00e3o muito boa. A ideia de uma varinha de cond\u00e3o e poderes m\u00e1gicos surgiu enquanto eu via um mendigo, na cidade de Oklahoma. Acho que ele era vietnamita e tinha uma barba e bigode parecidos com os de um feiticeiro, e ele carregava um longo peda\u00e7o de pau que usava como se fosse uma bengala-arma. E um dia vi que ele lutava com um inimigo &#8220;imagin\u00e1rio&#8221; e a bengala se transformou (na melhor maneira que posso dizer) numa esp\u00e9cie de varinha de cond\u00e3o que o deixou invis\u00edvel para que se protegesse. Quer dizer&#8230; parece que aquilo deu a ele uma confian\u00e7a que o ajudou a vencer suas alucina\u00e7\u00f5es. De primeira pensei: &#8220;que triste, ele acha que sua velha bengala o est\u00e1 salvando&#8221;, e quanto mais eu pensava sobre aquilo, mais eu o invejava. Para aquelas manifesta\u00e7\u00f5es do mal dentro de sua cabe\u00e7a, ele inventou uma varinha de feiti\u00e7o que conseguisse lidar com sua revolu\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica&#8230; Yes!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o nos aprofundamos numa mentalidade radical de protesto&#8230; Cantamos &#8220;We got the power now, motherfuckers, that&#8217;s where it belongs&#8221;. Acho que isso \u00e9 cosmicamente controlado, n\u00e3o apenas controlado. Na m\u00fasica, n\u00f3s nos revoltamos com a gan\u00e2ncia e com as pessoas m\u00e1s e corruptas que est\u00e3o no controle para nos escravizar&#8230; mas nossa parte \u00e9 apenas lutar de volta &#8211; n\u00e3o temos outra solu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pompeii Am G\u00f6tterd\u00e4mmerung<\/strong><br \/>\n&#8220;A melodia entusiasmante de Godhead (do Hino Nacional Alem\u00e3o) contando uma vaga hist\u00f3ria sobre um jovem casal planejando suic\u00eddio. Eles moram num lugar onde tem vulc\u00f5es em erup\u00e7\u00e3o, eles v\u00e3o pegar o trem para subir uma montanha e pular dentro da lava que flui como um sacrif\u00edcio simb\u00f3lico de seu amor restrito. A qualidade triunfante do arranjo sugere que, antes que eles se destruam, percebam que para tomar tal decis\u00e3o, de se matar, \u00e9 uma quest\u00e3o interna de motiva\u00e7\u00e3o que chega \u00e0 a\u00e7\u00e3o exterior. E, se eles podem fazer algo t\u00e3o extremista quanto se matar, por que eles n\u00e3o tentam mudar as circunst\u00e2ncias que os deixam limitados? A\u00e7\u00e3o \u00e9 tudo que temos&#8230; Vale mencionar que esta foi a primeira vez que Steve fez o vocal principal numa m\u00fasica do Flaming Lips&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Goin&#8217; On<\/strong><br \/>\n&#8220;A ess\u00eancia da melodia no refr\u00e3o tem uma resolu\u00e7\u00e3o melanc\u00f3lica evocando, abstratamente, partes da Nona Sinfonia de Mahler&#8230; N\u00f3s fomos, subconscientemente acho, levados &#8220;\u00e0 resposta&#8221;&#8230; talvez por isso as pessoas sintam este impulso de rezar ou cantar ou criar. A gente quer muito esta coisa chamada &#8220;t\u00e9rmino&#8221;, mas acho que &#8220;t\u00e9rmino&#8221; seja, talvez, uma ilus\u00e3o. Esta m\u00fasica d\u00e1 uma boa olhada nas resolu\u00e7\u00f5es e nos poderes secretos da cura por se perder no tempo e espa\u00e7o&#8230; Assim como o sofrimento que, de alguma forma, \u00e9 liberado por uma simples&#8230; aceita\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Flaming Lips - Mr Ambulance Driver [Official Music Video]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/akjl6B-5vPA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O Steven (Drozd) estava gravando numa cabine separada com o computador e eu passei e ouvi uns vocais malucos combinados nos yeah yeah yeah e fiquei pasmo. \u00c9 uma dessas m\u00fasicas que apontam o dedo na cara da hipocrisia daqueles no poder, mas tamb\u00e9m apontam o dedo para n\u00f3s mesmos &#8211; o que VOC\u00ca faria? 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