{"id":57989,"date":"2006-05-22T01:30:55","date_gmt":"2006-05-22T04:30:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=57989"},"modified":"2020-11-17T03:35:16","modified_gmt":"2020-11-17T06:35:16","slug":"musica-at-war-with-the-mystics-o-disco-mais-politico-do-flaming-lips","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/05\/22\/musica-at-war-with-the-mystics-o-disco-mais-politico-do-flaming-lips\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: &#8220;At War With The Mystics&#8221;, o disco mais pol\u00edtico do Flaming Lips"},"content":{"rendered":"<h2>&nbsp;<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-57991 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/flaminglips2008-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;De tudo que circula aqui e ali nesse enorme amontoado de terra e \u00e1gua vagando na via-l\u00e1ctea, quatro bandas merecem a caracteriza\u00e7\u00e3o de &#8220;geniais&#8221;, das que est\u00e3o em atividade. Usando o passado como trampolim para o futuro, Radiohead, Flaming Lips, Mercury Rev e Wilco s\u00e3o o que de melhor o rock anda produzindo em um per\u00edodo de franca decad\u00eancia art\u00edstica.&#8221; <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/macsete.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Costa, Janeiro de 2003<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de mil dias se passaram desde que escrevi a observa\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo de abertura, e muita coisa mudou desde ent\u00e3o. A primeira, e bastante significante, \u00e9 de que aquele per\u00edodo de franca decad\u00eancia art\u00edstica era apenas uma entressafra, e que simbolizados pelo nascente Novo Rock, a m\u00fasica pop mundial tendia a autoc\u00f3pia. O Novo Rock envelheceu (piada besta, mas necess\u00e1ria), e bandas que eram apenas promessas lan\u00e7aram discos beirando \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o (notadamente, <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/franzferdinand_better.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Franz Ferdinand<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/brmc_howl.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Black Rebel Motorcycle Club<\/a>). Mas o que aconteceu com o quarteto vision\u00e1rio do par\u00e1grafo de abertura? Muita coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Radiohead voltou \u00e0 m\u00eddia com um \u00e1lbum que misturava o lado guitarreiro de sua estr\u00e9ia com &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pablo Honey<\/a>&#8221; aos climas et\u00e9reos p\u00f3s &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ok Computer<\/a>&#8220;. Sintomaticamente, &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hail To The Thief<\/a>&#8221; era o Radiohead voltando ao tempo presente. Do outro lado, o Wilco tornava-se mais alternativo (e menos country) ao abandonar o passado de vez e rechear de riffs guitarreiros can\u00e7\u00f5es inacabadas. O resultado foi o bom, por\u00e9m dif\u00edcil, &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/musicadois\/wilcoghost.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Ghost Is Born<\/a>&#8220;, que s\u00f3 encontrou tradu\u00e7\u00e3o no \u00f3timo disco ao vivo &#8220;Kicking Television&#8221;. E o Mercury Rev, ap\u00f3s o ultra-produzido &#8220;All Is Dream&#8221;, voltava a centrar foco em can\u00e7\u00f5es, no tamb\u00e9m \u00f3timo &#8220;The Secret Migration&#8217;. Enquanto isso, o Flaming Lips passeava pelo mundo com seu circo animado chegando at\u00e9 ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trio Wayne Coyne, Steve Drozd e Michael Ivins havia parido, em 2002, o sensacional &#8220;Yoshimi Battles The Pink Robots&#8221;, que recebeu da excelente revista brit\u00e2nica Uncut, o t\u00edtulo de melhor disco dos cinco anos de vida da publica\u00e7\u00e3o. Mais: o \u00e1lbum ganhou cinco estrelas e meia de cota\u00e7\u00e3o, sendo que a nota m\u00e1xima \u00e9 cinco. &#8220;Yoshimi Battles The Pink Robots&#8221; levava o Flaming Lips para um passeio pelo mundo maluco do vocalista Wayne Coyne, que discorria sobre rob\u00f4s que quase podiam amar, e debatia l\u00f3gica, futuro, amor e \u00f3dio, tudo isso embalado no que se convencionou chamar de rock espacial, algo que Syd Barret estaria fazendo nos anos 2000 se tivesse nascido em 1985. Ou ent\u00e3o, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/05\/10\/cds-luna-trail-of-dead-e-flaming-lips\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pop exc\u00eantrico<\/a>, uma corruptela particular deste que vos escreve para definir m\u00fasicas que s\u00e3o dif\u00edceis demais para a massa de hoje em dia, mas que n\u00e3o seriam para o p\u00fablico de 1966\/1967 (vide o sucesso de &#8220;Sgt. Peppers&#8221; e &#8220;Pet Sounds&#8217;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas d\u00favidas at\u00e9 aqui: 01) O que uma banda faz ap\u00f3s uma obra-prima? 02) O futuro \u00e9 futuro at\u00e9 quando, j\u00e1 que n\u00e3o d\u00e1 para ficar usando o passado como trampolim eternamente. Ou d\u00e1? 03) A grande massa n\u00e3o est\u00e1 pronta para bandas de pop exc\u00eantrico? 04) A Britney parece t\u00e3oooo exc\u00eantrica (brincadeirinha, brincadeirinha). Uma coisa de cada vez. H\u00e1 vida ap\u00f3s uma obra-prima, e &#8220;At War With The Mystics&#8221;, d\u00e9cimo segundo \u00e1lbum do Flaming Lips (e terceiro da fase mais viajandona do trio), que acaba de ganhar edi\u00e7\u00e3o nacional, comprova isso. O futuro continua l\u00e1, no futuro, mas a rela\u00e7\u00e3o com o presente se faz necess\u00e1ria: &#8220;At War With The Mystics&#8221; \u00e9 o disco mais pol\u00edtico dos Lips, influenciado por tudo que anda acontecendo de estranho nessa bolotinha azul chamada Terra. \u00c9 tamb\u00e9m o \u00e1lbum de maior \u00eaxito comercial do grupo de Oklahoma, j\u00e1 que &#8220;Transmissions From the Satellite Heart&#8221; (1995) &#8211; dos hits &#8220;Turn It On&#8221; e &#8220;She Don&#8217;t Use Jelly&#8221; &#8211; n\u00e3o entrou nem no Top 100 da Billboard, e &#8220;Yoshimi&#8221; bateu no n\u00famero 50 vendendo 508 mil c\u00f3pias. &#8220;At War With The Mystics&#8221; estreou na 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o do Top 200 da Billboard, um marco em se tratando de um \u00e1lbum t\u00e3o esquisito, esquizofr\u00eanico e genial quanto poderia ser um disco do Flaming Lips.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o sucesso sempre traz a d\u00favida: o Flaming Lips amaciou seu som para as massas? A resposta \u00e9 n\u00e3o. &#8220;At War With The Mystics&#8221; amplia o territ\u00f3rio espacial aberto pelos geniais &#8220;Soft Bulletin&#8221; (1999) e &#8220;Yoshimi&#8221; (2002), e os arranjos malucos continuam a comandar a banda, por\u00e9m, o space rock do trio ganha tons politizados. Em entrevistas, Coyne garante que ir\u00e1 jogar confete em seu p\u00fablico sempre, no entanto, viver sobre o comando de George W. Bush n\u00e3o \u00e9 de animar um cidad\u00e3o norte-americano, nem dos outros pa\u00edses do globo terrestre. Para o vocalista, n\u00e3o d\u00e1 para fazer uma can\u00e7\u00e3o bonitinha, orquestrada e tal, tendo \u00e0 frente do governo de seu pa\u00eds (a principal for\u00e7a do mundo capitalista) um fulano t\u00e3o execr\u00e1vel. \u00c9 o mundo externo influenciando de forma decisiva a arte em seu momento m\u00e1ximo: o da cria\u00e7\u00e3o. Esse sentimento, exorcizado na turn\u00ea passada com uma cover de &#8220;War Pigs&#8221; do Black Sabbath, permeia &#8220;At War With The Mystics&#8221;, e faz desde \u00e1lbum dos Lips o disco mais &#8220;tempo presente&#8221; da banda em anos e anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de inten\u00e7\u00f5es j\u00e1 havia sido lan\u00e7ada de forma romantizada no single &#8220;Do You Realize?&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;Yoshimi&#8221;, e ganha uma pseudo-seq\u00fc\u00eancia tem\u00e1tica com &#8220;Yeah Yeah Yeah Song&#8221;, que abre &#8220;At War With The Mystics&#8221; questionando: &#8220;Se voc\u00ea pudesse fazer com que todos fossem pobres s\u00f3 para voc\u00ea ser rico, voc\u00ea faria? Yeah Yeah Yeah. Se voc\u00ea soubesse todas as respostas e pudesse entrega-las \u00e0s massas, voc\u00ea faria? Yeah Yeah Yeah. Voc\u00ea \u00e9 louco? \u00c9 muito perigoso fazer o que se quer, porque n\u00e3o nos conhecemos e n\u00e3o sabemos o que far\u00edamos&#8221;. Batida de bateria acelerada e vocais sobrepostos marcam a can\u00e7\u00e3o, que ca\u00ed sobre &#8220;Free Radicals&#8221;, a pr\u00f3xima, cujo riff de guitarra e uma bateria m\u00ednima introduzem a can\u00e7\u00e3o enquanto Coyne aponta o dedo na cara e manda seu recado: &#8220;Voc\u00ea acha que \u00e9 um radical, mas voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o radical. Na verdade voc\u00ea \u00e9 um fan\u00e1tico&#8221;. A can\u00e7\u00e3o cresce e os backings passeiam nas sa\u00eddas de som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;The Sound of Failure\/It&#8217;s Dark\u2026 Is It Always This Dark?&#8221; tem a morte como tema, e cita Britney Spears e Gwen Steffani na letra. Para o personagem (e para o pr\u00f3prio Wayne Coyne), as musas teen nunca v\u00e3o poder acalmar uma alma atormentada com a morte, nem transformando seus hits em vers\u00f5es musak, aquelas famosas can\u00e7\u00f5es de elevador comandadas por teclados. Aqui, o arranjo \u00e9 de um lirismo enorme e os dedilhados se destacam. A grandiosidade ainda passeia por &#8220;My Cosmic Autumn Rebellion&#8221; (com boas guitarras na parte final) e &#8220;Vein of Stars&#8221; (que abre com viol\u00e3o e vai crescendo), mas fora a leveza de &#8220;Mr. Ambulance Driver&#8221; (uma das grandes can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum), o final do disco \u00e9 guitarreiro e funk, come\u00e7ando com as \u00f3timas &#8220;It Overtakes Me\/The Stars Are so Big and I Am so Small&#8230; Do I Stand a Chance?&#8221; e seguindo com &#8220;Haven&#8217;t Got a Clue&#8221; e &#8220;The W.A.N.D. (The Will Always Negates Defeat)&#8221;, sendo que esta \u00faltima volta a questionar o poder e o ato de conseguir respostas atrav\u00e9s do uso de armas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre o lado suntuoso dos teclados espaciais e a op\u00e7\u00e3o guitarreira (que retorna \u00e0 banda, ausente desde o \u00f3timo &#8220;Clouds Taste Mettalic&#8221; de 1995), &#8220;At War With The Mystics&#8221; torna-se um \u00e1lbum totalmente relacionado com o tempo claustrof\u00f3bico em que vivemos. Wayne Coyne d\u00e1 um basta nas historinhas japonesas e tenta provar que at\u00e9 um maluco drogado viajand\u00e3o percebe o qu\u00e3o George W. Bush \u00e9 prejudicial para a humanidade. Isso \u00e9 s\u00e9rio. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio de outros, Coyne (assessorado com maestria por Steve Drozd e Michael Ivins) n\u00e3o deixa a parte mel\u00f3dica de lado, e o resultado \u00e9 um \u00e1lbum musicalmente inteligente e textualmente importante. \u00c9, ainda, pop exc\u00eantrico, pois por mais que a bela estr\u00e9ia na Billboard mostre que o mundo est\u00e1 come\u00e7ando a aceitar os Lips ap\u00f3s 23 anos, &#8220;At War With The Mystics&#8221; \u00e9, ainda, um \u00e1lbum dif\u00edcil para a empregada que fica escutando no radinho de pilha o programa de seu locutor de voz aveludada. E provavelmente n\u00e3o t\u00eam ideia da periculosidade de um homem como George W. Bush. Voc\u00ea tem, caro leitor?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Flaming Lips - The Yeah Yeah Yeah Song (Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kjrUOlK2714?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Flaming Lips - Mr Ambulance Driver [Official Music Video]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/akjl6B-5vPA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entre o lado suntuoso dos teclados espaciais e a op\u00e7\u00e3o guitarreira (que retorna \u00e0 banda, ausente desde o \u00f3timo &#8220;Clouds Taste Mettalic&#8221; de 1995), &#8220;At War With The Mystics&#8221; torna-se um \u00e1lbum totalmente relacionado com o tempo claustrof\u00f3bico em que vivemos. 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