{"id":57918,"date":"2020-10-19T09:01:18","date_gmt":"2020-10-19T12:01:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=57918"},"modified":"2020-12-04T00:52:11","modified_gmt":"2020-12-04T03:52:11","slug":"entrevista-em-nome-do-pai-do-filho-e-da-musica-que-toca-o-espirito-amenra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/19\/entrevista-em-nome-do-pai-do-filho-e-da-musica-que-toca-o-espirito-amenra\/","title":{"rendered":"Entrevista &#8211; Em nome do pai, do filho e da m\u00fasica que toca o esp\u00edrito: Amenra!"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 quem acredite em figuras divinas de poder onipresente e onisciente. E existem, tamb\u00e9m, aqueles que creem na m\u00fasica como ref\u00fagio sagrado em meio ao inferno no qual padecemos. \u00c9 entre seguidores desse segundo grupo que o <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/0N1jE1EIrhZjvQSfuLupUu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Amenra<\/a> costuma angariar fieis. A mensagem do quinteto belga de sludge\/post-metal n\u00e3o demanda templo para ser propagada. Faz mais sentido quando toca consci\u00eancias alheias independentemente de onde estiverem. Ou quando reverbera ao vivo em espa\u00e7os de pequeno ou m\u00e9dio porte onde se pode comungar do peso e da visceralidade musical ao lado pessoas, supostamente, com afinidades em comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som do Amenra promove estranheza e incredulidade em alguns, t\u00e3o intensa \u00e9 a for\u00e7a da massa sonora que emana. Em outros, opera autorreflex\u00e3o guiada n\u00e3o por ora\u00e7\u00f5es, mas por composi\u00e7\u00f5es que soam como exorcismos de dramas pessoais com capacidade para se tornarem coletivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta do conjunto, desde o come\u00e7o, em 1999, sempre foi criar essa aura de congrega\u00e7\u00e3o, de entrega e conex\u00e3o com o pr\u00f3ximo. Como se v\u00ea em igrejas. N\u00e3o por acaso todos os seis \u00e1lbuns da discografia oficial de est\u00fadio foram batizados como \u201cMass\u201d (missa, em tradu\u00e7\u00e3o livre) mais a numera\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica de cada registro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 frente do ritual est\u00e1 o vocalista Colin H. van Eeckhout. Diferentemente dos pregadores tradicionais, ele n\u00e3o faz serm\u00f5es miraculosos ou de salva\u00e7\u00e3o com base na m\u00e1-f\u00e9. O que a voz de CHVE evoca cantando, ou na maioria das vezes gritando como quem \u00e9 crucificado pelas prova\u00e7\u00f5es mundanas, \u00e9 a exist\u00eancia da dor. S\u00f3 que de uma forma abstratamente reparadora, como um depoimento de supera\u00e7\u00e3o narrado a plenos pulm\u00f5es no altar da vida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao lado dele no of\u00edcio est\u00e3o Mathieu J. Vandekerckhove (guitarra), Bjorn J. Lebon (bateria), Lennart Bossu (guitarra) e Levy Seynaeve (baixo). S\u00e3o eles que d\u00e3o suporte ao \u201critual de limpeza\u201d, seguindo o pr\u00f3prio CHVE, que prega o Amenra. Consultamos o vocalista por e-mail para compreender melhor a liturgia da banda, a dor como for\u00e7a criativa, a paternidade em meio \u00e0 treva e sobre o coletivo Church of Ra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho mais recente do grupo, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/03tCpZ9EP6CWO62yWKBTve\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mass VI<\/a>\u201d (2017), foi lan\u00e7ado no Brasil recentemente pela <a href=\"http:\/\/www.xaninho.iluria.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Xaninho Discos<\/a>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amenra &quot;Children Of The Eye&quot; (official videoclip)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZjHOLtudKpQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Embora j\u00e1 existisse uma identidade nos dois primeiros discos, a impress\u00e3o \u00e9 de que foi a partir do &#8220;Mass III&#8221; que o Amenra realmente come\u00e7ou a mostrar sua pr\u00f3pria musicalidade. Poderia nos contar sobre como a banda transitou de um estilo mais puxado para o metal com toques de hardcore (lembrando nomes como Converge dos anos 1990, talvez) para esse intenso sludge \/ p\u00f3s-metal tipo <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/10\/entrevista-neurosis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Neurosis<\/a>?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o fa\u00e7o ideia. O Converge foi uma das primeiras influ\u00eancias, obviamente, ao lado de bandas como Botch, Disembodies, Breach etc. Ent\u00e3o, nomes como Crowbar, Neurosis e Isis chamaram nossa aten\u00e7\u00e3o um pouco mais e, lentamente, se tornaram uma grande parte do que faz\u00edamos e ainda estamos fazendo. H\u00e1 momentos em que as bandas se inspiram ou d\u00e3o uma reviravolta. Acho que ver o Neurosis tocar ao vivo nos anos 1990 foi uma situa\u00e7\u00e3o dessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi o background do Amenra na m\u00fasica? Voc\u00eas vieram do hardcore ou do metal? Ou ambos?<\/strong><br \/>\nViemos de uma cena mais orientada ao hardcore chamada de <a href=\"https:\/\/thrownintothefire.wixsite.com\/music\/single-post\/2019\/10\/07\/How-Belgium-Changed-Hardcore-and-Metal-A-Look-into-H8000\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">H8000<\/a>, de Flandres (B\u00e9lgica). Boa parte era hardcore puro e lentamente o metal come\u00e7ou a entrar, com bandas como Integrity e Ringworm influenciando quem fazia parte da cena local. Lennart (guitarra) sempre demonstrou maior apre\u00e7o pelo metal do que o resto de n\u00f3s. Enquanto eu, Mathieu (guitarra) e Kristof (ex-baixista) gost\u00e1vamos do velho screamo do in\u00edcio dos anos 90. Bjorn, nosso baterista, era mais chegado em punk do que n\u00f3s. Ent\u00e3o creio que somos um produto entre quaisquer que sejam os tipos de hardcore \/ punk e metal, se eu tivesse que limitar nosso som assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que chamar quase todos os \u00e1lbuns de &#8220;Mass&#8221; (missa) mais o n\u00famero do trabalho na discografia do Amenra? Sempre houve a inten\u00e7\u00e3o de que sua m\u00fasica funcionasse como um ritual ou encontro de congrega\u00e7\u00e3o \u2014 no sentido de entrega e comunh\u00e3o entre a banda e o ouvinte?<\/strong><br \/>\nSim, havia a inten\u00e7\u00e3o de os \u00e1lbuns e os shows serem uma esp\u00e9cie de momento de autorreflex\u00e3o, como se fossem missas na igreja. Parecia apenas uma compara\u00e7\u00e3o l\u00f3gica para n\u00f3s. M\u00fasicas como ora\u00e7\u00f5es enviadas aos c\u00e9us ou ao mundo. Voc\u00ea encontra pessoas com a mesma mentalidade em um show tamb\u00e9m. Rituais de limpeza, talvez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nisso: n\u00e3o diria religioso, mas sua m\u00fasica parece transmitir algum tipo de inquieta\u00e7\u00e3o espiritual. Isso faz sentido?<\/strong><br \/>\nNossa m\u00fasica e eu, como ser humano, poderiam ser descritos como sendo espirituais sim. \u00c0s vezes, algo intang\u00edvel, indescrit\u00edvel \u00e9 sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea descreveria o processo de composi\u00e7\u00e3o do Amenra? E as letras: costuma escrev\u00ea-las depois de ouvir o instrumental e meio que sente as palavras fluindo ou as coloca no papel e passa para a banda come\u00e7ar a compor algo que possa traduzir seus pensamentos em m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nAs m\u00fasicas nunca s\u00e3o escritas com palavras como ponto de partida. A m\u00fasica \u00e9 escrita, ou partes dela, principalmente pelas guitarras. Ent\u00e3o, lentamente s\u00e3o montadas no ensaio, com muito pensamento e conversa at\u00e9 terminarmos algo em que todos acreditam, ou pelo menos a maioria de n\u00f3s. Escrevo continuamente em meus livros, e os mantenho e os carrego comigo. Ou\u00e7o um zilh\u00e3o de vezes os trechos j\u00e1 escritos, ou as can\u00e7\u00f5es, para ver se a estrutura est\u00e1 l\u00e1. Ent\u00e3o, espero at\u00e9 que minha voz interna comece a cantar. Logo, as palavras v\u00eam at\u00e9 mim e, em seguida, pego minhas anota\u00e7\u00f5es e procuro quais dessas palavras s\u00e3o as mais adequadas e onde coloc\u00e1-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os \u00e1lbuns do Amenra s\u00e3o cheios de m\u00fasicas intensas e pesadas (de uma forma abstrata), mas as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo parecem ainda mais cat\u00e1rticas. Por quanto tempo voc\u00ea acha que ser\u00e1 poss\u00edvel manter essa performance f\u00edsica e, por que n\u00e3o, teatral? Essa presen\u00e7a v\u00edvida e de entrega cobra algum pre\u00e7o no seu corpo?<\/strong><br \/>\nVamos subir at\u00e9 cair. Simples. L\u00f3gica da vida. Continuaremos at\u00e9 o fim. Em qualquer forma poss\u00edvel. E isso cobra seu pre\u00e7o em mim, sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pelo menos para mim, ouvir Amenra \u00e9 uma esp\u00e9cie de libera\u00e7\u00e3o de raiva ou exorcismo de desespero. Como \u00e9 para voc\u00ea? Como se conectar com suas pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es ao ouvi-las e ao toc\u00e1-las ao vivo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 sobre como lidar com a frustra\u00e7\u00e3o ou desesperan\u00e7a, desespero. Encontrar esperan\u00e7a e lutar contra esses sentimentos, superando-os. Quase n\u00e3o penso em raiva quando performo. Simplesmente volto ao per\u00edodo em que escrevi as palavras e quando elas significaram mais para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Amenra funciona bem n\u00e3o apenas como uma banda eletrificada, mas tamb\u00e9m ac\u00fastica. O que acreditam que os fazem transitar t\u00e3o bem entre esses dois formatos?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s apenas fazemos, \u00e9 natural para n\u00f3s. \u00c9 tudo sobre como contar nossa hist\u00f3ria completa, em seu espectro emocional como um todo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AMENRA \u2022 Diaken \u2022 AB Ancienne Belgique, Brussels \u2022 October 31st, 2017\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zZlbaaM14KQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fa\u00e7o uma s\u00e9rie de entrevistas na qual converso com m\u00fasicos sobre paternidade e som. Chama-se <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/OBenparatodomal\/videos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben para todo mal<\/a> (uma homenagem ao meu filho Benjamin) e espero poder falar com voc\u00ea um dia mais sobre este t\u00f3pico para o projeto. Por ora, gostaria de saber como o diagn\u00f3stico de um tumor cerebral em um de seus dois filhos teve impacto na &#8220;Mass VI&#8221;. \u201cDiaken\u201d, a faixa de encerramento do \u00e1lbum, tem a ver com isso?<\/strong><br \/>\nIsso teve um impacto muito grande em mim e na minha escrita. Eu quase n\u00e3o escrevo sobre uma situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Escrevo sobre uma certa esfera, um sentimento em geral. Escrevo sobre como me sinto em um determinado per\u00edodo, sobre alguma determinada situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o costuma haver uma hist\u00f3ria espec\u00edfica associada a uma m\u00fasica, na maioria dos casos. Obviamente o diagn\u00f3stico do meu filho colocou uma treva sobre tudo o que eu fazia naquela \u00e9poca, ent\u00e3o todo o meu ser e fazer foram influenciados pelo meu desamparo. Mas h\u00e1 mais situa\u00e7\u00f5es que pesaram. Nosso baterista, por exemplo, a maior parte da vida do cara naquele per\u00edodo girou em torno do falecimento da m\u00e3e. Nosso ent\u00e3o baixista estava em uma crise existencial, e assim por diante. Todo mundo tem um fardo para carregar. Tento abstrair \/ deduzir para uma imagem universal, ou met\u00e1fora, para que cada ouvinte possa se conectar com a ess\u00eancia do meu apelo. Cada can\u00e7\u00e3o tem seu significado indefinido. \u201cDiaken\u201d \u00e9 sobre estar perdido, por exemplo, estar sozinho e desejar ser abra\u00e7ado. \u00c9 sobre buscar ref\u00fagio. \u00c9 sobre cuidado. A necessidade de ser cuidado, amparado. Sobre a responsabilidade de ter que cuidar. Tem muito sobre o v\u00ednculo pai e filho, seja eu como um pai em rela\u00e7\u00e3o ao meu filho, ou eu como uma crian\u00e7a perante meu pai ou m\u00e3e. \u201cA Solitary Reign\u201d \u00e9 mais sobre a situa\u00e7\u00e3o de Bjorn naquela \u00e9poca, a perda de sua m\u00e3e. \u201cChildren of the Eye\u201d tem um trecho, por exemplo, que aborda a quest\u00e3o do c\u00e2ncer. Perdi parte da fam\u00edlia para a doen\u00e7a, e a\u00ed meu filho teve o mesmo diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;One tear at a time<\/em><br \/>\n<em>You are a threat to mine<\/em><br \/>\n<em>Flood trenches<\/em><br \/>\n<em>Dredge remnants of my past<\/em><br \/>\n<em>Wash away my longing for me to be the last\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(em tradu\u00e7\u00e3o livre:<\/em><br \/>\n<em>&#8220;Uma l\u00e1grima de cada vez<\/em><br \/>\n<em>Voc\u00ea \u00e9 uma amea\u00e7a para mim<\/em><br \/>\n<em>Valas de inunda\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Draga resqu\u00edcios do meu passado<\/em><br \/>\n<em>Limpe minha \u00e2nsia de ser o \u00faltimo\u201d).<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AMENRA \u2022 A Solitary Reign \u2022 Festsaal Kreuzberg, Berlin \u2022 February 16th 2019\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9nlA9UCt47Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que existem paralelos entre ser pai e cantor?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o acho que ser pai tenha algo a ver com ser vocalista. Acho que \u00e9 uma caracter\u00edstica minha como ser humano ser respons\u00e1vel em qualquer fun\u00e7\u00e3o que eu tenha, seja ela de pai, de cantor, de amigo ou o que for. Sei que para algumas pessoas tenho uma fun\u00e7\u00e3o exemplar. Ent\u00e3o, h\u00e1 quem possa levar minhas palavras a s\u00e9rio, l\u00ea-las e analis\u00e1-las. Quero que as m\u00fasicas em que participo inspirem e elevem, quero que elas sejam capazes de curar as pessoas. \u00c9 tudo uma quest\u00e3o de cuidado. \u00c9 sobre o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a decis\u00e3o de tirar os mamilos tem a ver com tornar-se pai, j\u00e1 que esta parte do corpo \u00e9 um s\u00edmbolo de nutri\u00e7\u00e3o? \u00c9 sua inten\u00e7\u00e3o d\u00e1-los a seus filhos como heran\u00e7a?<\/strong><br \/>\nSim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nota do autor: Sobre a quest\u00e3o de tirar uma parte do corpo, <a href=\"https:\/\/toiletovhell.com\/healing-living-and-sharing-an-interview-with-colin-from-amenra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Colin revelou, em 2017, ao site The Toilet ov Hell<\/a>, em 2017: \u201c(&#8230;) Sou pai h\u00e1 seis anos e n\u00e3o sou o tipo de cara que pensa em masculino ou feminino, temos ambos os sexos ao nascer, mas os mamilos s\u00e3o algo que os homens levam com eles, mas n\u00e3o t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o. Para mim, faz sentido me concentrar na quest\u00e3o de ser pai, na coisa do alfa. Fa\u00e7o uma constru\u00e7\u00e3o na minha cabe\u00e7a de que devo fazer isso. \u00c9 como fazer uma escultura \u2014 por que voc\u00ea faz assim? Voc\u00ea n\u00e3o pode explicar, \u00e9 uma coisa abstrata\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para finalizar: voc\u00ea pode nos situar sobre a Church of Ra? Como surgiu o coletivo, quais bandas fazem parte e o que voc\u00eas, como reuni\u00e3o de pessoas, est\u00e3o fazendo atualmente?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o me referiria ao nosso coletivo como uma assembleia de bandas. Outras pessoas de fora j\u00e1 fazem isso h\u00e1 muito tempo. COR \u00e9 uma reuni\u00e3o de amigos e pessoas com ideias semelhantes que se ajudam mutuamente na cria\u00e7\u00e3o do que existe hoje e que passou a levar uma vida por conta pr\u00f3pria. Estou falando sobre nossa equipe, por exemplo, que nunca costuma ser mencionada. Entre eles, Hein Devos, que na verdade \u00e9 um membro da banda, precisamos de suas habilidades incr\u00edveis para som ao vivo, para ser a banda que somos hoje. Stefaan Temmerman, que est\u00e1 na estrada conosco h\u00e1 anos, apagando inc\u00eandios quando necess\u00e1rio, nos ajudando de todas as maneiras poss\u00edveis. Ele, entre outros, foi respons\u00e1vel por ajudar a criar o mundo monocrom\u00e1tico do Amenra que as pessoas conhecem hoje. Jens Vranckx, que faz nossa parte visual ao vivo, movimenta projetores midiboards e computadores. Philip, cujo compromisso incondicional \u00e9 de outro mundo. Enfim\u2026 Amigos acima de tudo. Designers gr\u00e1ficos, videoartistas, ilustradores, escultores e assim por diante. A lista n\u00e3o para.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amenra - Live 2018 [Post Metal] [Full Set] [Live Performance] [Concert] [Complete Show]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AJoPxBlYy5k?start=1&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nowena | 9.10 - Amenra Live at AB Ancienne Belgique\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O6xiqODkjl8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amenra Live at AB - Ancienne Belgique\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uZrFKD0553g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amenra (Full acoustic performance on 2 Meter Sessions)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vQcWn_DePb4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>&nbsp;\u00e9 jornalista, vocalista da&nbsp;<a href=\"https:\/\/diokane.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diokane<\/a>&nbsp;e respons\u00e1vel pelo videocast&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A proposta do Amenra, desde 1999, sempre foi criar essa aura de congrega\u00e7\u00e3o, de entrega e conex\u00e3o com o pr\u00f3ximo. Como se v\u00ea em igrejas. N\u00e3o por acaso todos os \u00e1lbuns da banda foram batizados como \u201cMass\u201d (missa, em tradu\u00e7\u00e3o livre) mais a numera\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica de cada registro.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/19\/entrevista-em-nome-do-pai-do-filho-e-da-musica-que-toca-o-espirito-amenra\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":57919,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4903,4793],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57918"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57918"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57924,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57918\/revisions\/57924"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}