{"id":57731,"date":"2020-10-07T09:33:12","date_gmt":"2020-10-07T12:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=57731"},"modified":"2020-11-17T03:15:58","modified_gmt":"2020-11-17T06:15:58","slug":"entrevista-benjamim-lanca-seu-terceiro-disco-vias-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/07\/entrevista-benjamim-lanca-seu-terceiro-disco-vias-de-extincao\/","title":{"rendered":"Entrevista: Benjamim lan\u00e7a seu terceiro disco, \u201cVias de Extin\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuero que a minha m\u00fasica me surpreenda, porque se isso acabar eu deixo de ser honesto em rela\u00e7\u00e3o ao meu pr\u00f3prio p\u00fablico\u201d, afirma Benjamim (o nome art\u00edstico de Lu\u00eds Nunes), no in\u00edcio de uma conversa focada no seu percurso e em seu mais recente \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/3YPXBkdU2WsFah92FcVqpR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vias de Extin\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d (2020), que comprova a vontade cont\u00ednua de evolu\u00e7\u00e3o musical. Lu\u00eds come\u00e7ou por editar discos como Walter Benjamin durante um per\u00edodo em que viveu em Londres, originando os trabalhos \u201c<a href=\"https:\/\/walterbenjamin.bandcamp.com\/album\/the-national-crisis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The National Crisis<\/a>\u201d (2008) e \u201c<a href=\"https:\/\/walterbenjamin.bandcamp.com\/album\/the-imaginary-life-of-rosemary-and-me\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The Imaginary Life Of Rosemary And Me<\/a>\u201d (2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto m\u00fasico e escritor de can\u00e7\u00f5es, Benjamim sentiu uma limita\u00e7\u00e3o pelo fato de n\u00e3o compor na l\u00edngua portuguesa e embora gostasse das suas can\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas, achou que esse trabalho era uma fraude porque n\u00e3o era nativo e n\u00e3o conseguia passar algumas imagens comuns \u00e0 l\u00edngua inglesa nos temas. Quando regressou a Portugal, instalou-se na vila do Alvito (regi\u00e3o do Alentejo), onde vive e possui o seu est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o. No ano de 2015 lan\u00e7ou o \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/4UD6zJ14dE43V8SihrkS6u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Auto R\u00e1dio<\/a>\u201d, o primeiro cantado em portugu\u00eas, num registo marcado pela atualiza\u00e7\u00e3o de sonoridades antigas, por via dos sintetizadores, e tematicamente orientado para a sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiu-se \u201c1986\u201d (2017), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/17\/tres-discos-portugueses-eme-benjamim-e-barnaby-keen-pega-monstro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um disco bilingue, em parceria com o m\u00fasico ingl\u00eas Barnaby Keen<\/a>, no qual a boa capacidade mel\u00f3dica e o h\u00e1bil equil\u00edbrio entre momentos de introspe\u00e7\u00e3o e dinamismo obteve uma excelente receptividade e representou um grande salto na carreira de Benjamim. \u201c1986 foi um \u00e1lbum de colabora\u00e7\u00e3o e constitu\u00eda tamb\u00e9m uma forma de aliviar a responsabilidade do meu segundo trabalho fazendo uma parceria s\u00f3 em vinil. Era quase um objeto de cole\u00e7\u00e3o. Quando gravamos, eu e o Barnaby pensamos na maneira das minhas m\u00fasicas em portugu\u00eas dialogarem com as can\u00e7\u00f5es dele em ingl\u00eas e como iriam conviver no disco. Foi assim que nasceu o \u00e1lbum\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo trabalho, \u201cVias de Extin\u00e7\u00e3o\u201d, tem um car\u00e1ter biogr\u00e1fico, refletindo sobre o que Benjamim designa como a sua \u201ccrise prolongada dos 30 anos\u201d, fazendo um ajuste de contas com o passado e exibindo uma multiplicidade de sentimentos. Em termos musicais, o regresso ao instrumento da sua forma\u00e7\u00e3o, o piano, e o aventureirismo sonoro proporcionado pela explora\u00e7\u00e3o das potencialidades do sintetizador s\u00e3o outros elementos marcantes do \u00e1lbum. No conjunto de can\u00e7\u00f5es apresentadas destacam-se o pop oitentista de \u201cUrg\u00eancia Central\u201d, o tom baladeiro da faixa-t\u00edtulo, a divertida \u201cDomingo\u201d e a pegada dan\u00e7ante de \u201cInc\u00f3gnito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m de cantor e compositor, Benjamim \u00e9 igualmente produtor, tendo produzido discos de m\u00fasicos portugueses como Flak, Lena D\u00b4\u00c0gua (dos quais integra as respetivas bandas ao vivo), Joana Espadinha, Cassete Pirata, M\u00e1rcia e Noiserv, entre outros. \u201cA m\u00fasica \u00e9 o meu emprego e eu vejo a produ\u00e7\u00e3o como uma \u00e1rea art\u00edstica em que estou a servir a arte dos outros. Por isso, a possibilidade de estar rodeado de pessoas t\u00e3o criativas, que t\u00eam caracter\u00edsticas especiais, revela-se muito estimulante\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 Dezembro, Benjamim far\u00e1 cinco shows de apresenta\u00e7\u00e3o do novo disco, iniciando o tour em Lisboa (26 e 27 de Outubro no Teatro Maria Matos), passando pelo Porto (28 de Outubro na Casa da M\u00fasica), por Coimbra (6 de Novembro no Teatro Acad\u00e9mico Gil Vicente) e terminando o ciclo de concertos em \u00c1gueda (5 de Dezembro no Centro de Artes de \u00c1gueda). Sobre os espet\u00e1culos que se avizinham o seu estado de esp\u00edrito \u00e9 otimista. \u201cEste \u00e9 o momento em que quero me divertir. Como artista independente tive de lidar com imensas coisas, trabalhei arduamente nos \u00faltimos dois anos e os shows s\u00e3o o momento em que sentimos ter valido a pena o esfor\u00e7o feito para apresentar as can\u00e7\u00f5es \u00e0s pessoas. Tenho uma banda que puxa por mim, gostamos de ensaiar e de soar bem. Estou certo que iremos dar o m\u00e1ximo poss\u00edvel nesses shows\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Benjamim conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Benjamim - Inc\u00f3gnito\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g4ptnw995lQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que procurou alcan\u00e7ar com o seu novo disco?<\/strong><br \/>\nV\u00e1rias coisas. Como \u00e9 o terceiro \u00e1lbum senti alguma press\u00e3o para encontrar um bom sucessor do \u201c1986\u201d. Quando sou quase exclusivamente conhecido por uma can\u00e7\u00e3o (\u201cTerra Firme\u201d) isso poder\u00e1 ser tudo o que algum p\u00fablico sabe de mim. Esse fato coloca diversas quest\u00f5es, porque eu n\u00e3o queria repetir a m\u00fasica ou o \u00e1lbum. O meu objetivo era fazer algo que partisse da\u00ed e levasse o trabalho para outro patamar. Por essa raz\u00e3o, \u201cVias de Extin\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o quebra totalmente com \u201c1986\u201d, mas acaba por cortar com esse disco. No processo de reinven\u00e7\u00e3o da minha m\u00fasica aproximei-me do piano. Quando lancei o \u00e1lbum \u201cAuto R\u00e1dio\u201d (2015) tive uma can\u00e7\u00e3o licenciada por uma telenovela e com o dinheiro resultante comprei um piano. Concretizei o sonho de ter o meu pr\u00f3prio piano em casa, regressei ao instrumento da minha forma\u00e7\u00e3o, e ao longo do tempo fui voltando \u00e0s teclas. Entretanto, mandei concertar um sintetizador velho que n\u00e3o estava muito bom e depois do arranjo programei sons e fiz algumas m\u00fasicas baseadas nesses ritmos e o processo entusiasmou-me para compor novos temas. No ver\u00e3o de 2018 nasceram os primeiros esbo\u00e7os de can\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, este disco surge no momento em que passo para uma nova editora, com outro alcance. Tenho uma banda que toca comigo, um agente e alguns t\u00e9cnicos. Somos uma equipe muito unida e eles fazem parte de todo o processo. Existem decis\u00f5es, que n\u00e3o s\u00e3o art\u00edsticas e est\u00e3o mais ligadas \u00e0 forma de fazer as coisas. Por isso, foi espetacular ter a colabora\u00e7\u00e3o com a Sony Music e fazer um \u00e1lbum em que a editora n\u00e3o interferiu. Pelo contr\u00e1rio, eles incentivaram-me a ser criativo. Era uma das premissas que eu mais ambicionava para este trabalho: ter mais condi\u00e7\u00f5es para fazer m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li num texto promocional que este disco gerou em si uma \u201cprofunda descoberta interior\u201d. Qual foi a maior revela\u00e7\u00e3o que obteve?<\/strong><br \/>\nAcho que foi mais um di\u00e1rio, reflex\u00e3o ou monografia do que uma revela\u00e7\u00e3o. Eu consigo falar dos meus \u00e1lbuns anteriores, distanciar-me deles e perceber onde eu estava e o que esses trabalhos acabam por representar. No disco atual, ainda est\u00e1 a faltar que as can\u00e7\u00f5es sejam vividas pelo p\u00fablico para eu sentir uma revela\u00e7\u00e3o especial. Obviamente que \u201cVias de Extin\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 marcado temporalmente pela pandemia e existem v\u00e1rias coincid\u00eancias significativas neste \u00e1lbum, que come\u00e7am no t\u00edtulo e acabam no timing da pandemia. Durante a quarentena, no meu est\u00fadio, eu consegui colocar o resto das minhas sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio momento do desconfinamento, em que pod\u00edamos fazer a promo\u00e7\u00e3o do disco e os shows de apresenta\u00e7\u00e3o, era algo que em Mar\u00e7o nos causava medo. Todo esse per\u00edodo gerou revela\u00e7\u00f5es for\u00e7adas. O \u00e1lbum, como voc\u00ea disse, assenta muito na inquieta\u00e7\u00e3o. Eu li uma mat\u00e9ria no New York Times sobre a fuga aos impostos do Trump e \u00e9 nesse mundo que n\u00f3s vivemos, no qual o l\u00edder da maior na\u00e7\u00e3o mundial (e supostamente da maior democracia do mundo) \u00e9 fraudulento, racista e n\u00e3o respeita ningu\u00e9m nem os preceitos democr\u00e1ticos. O que me inquieta mais \u00e9 o fim do humanismo ou pelo menos um abanar dessa situa\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos vivido essa dura realidade e a conjuga\u00e7\u00e3o com o aquecimento global poder\u00e1 resultar no exterm\u00ednio da esp\u00e9cie. Isso n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o longe de acontecer e o que se passa agora \u00e9 a prova de que muitas coisas m\u00e1s nos podem suceder. S\u00e3o imagens quase cinematogr\u00e1ficas, no entanto devem ser levadas em conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostei bastante do tema \u201cInc\u00f3gnito\u201d, porque voc\u00ea conseguiu criar um pop festivo e uma ideia de excesso que normalmente n\u00e3o est\u00e1 presente nos seus trabalhos\u2026<\/strong><br \/>\nMuitas vezes, numa can\u00e7\u00e3o, tentamos tornar a realidade mais bonita do que ela poder\u00e1 ser. Eu quis falar da minha vida normal sem filtros e quando comecei a escrever gostei do fato de ser claro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade. Nesse per\u00edodo da minha vida eu era solteiro e aconteceram-me diversas coisas. Nem tudo foi positivo e cometi alguns erros, como \u00e9 normal. Na frase de abertura da m\u00fasica, \u201cEu vendi, promessas por cumprir\u201d, fui bastante direto e julgo que n\u00e3o poderia ser mais frontal. Tentei escrever sobre outros assuntos e n\u00e3o me repetir. Escrevi a can\u00e7\u00e3o no Inc\u00f3gnito. O arranjo foi influenciado pelo som alternativo dessa discoteca lisboeta e gravei o clipe numa altura em que ningu\u00e9m podia dan\u00e7ar l\u00e1. Devido ao confinamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como antev\u00ea o futuro da m\u00fasica portuguesa em fun\u00e7\u00e3o desta pandemia?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 uma altura grave para as bandas que est\u00e3o a come\u00e7ar. Porque ningu\u00e9m vai querer marcar shows de m\u00fasicos que ningu\u00e9m conhece. Uma das coisas que me motivou durante a pandemia foi acabar o disco. Por um lado, gostei de fazer o \u00e1lbum, mas, por outro lado, colidia com o que acontecia l\u00e1 fora e, \u00e0s vezes, sentia-me mal com isso. O fator principal para terminar este trabalho, como instinto de sobreviv\u00eancia, foi a ideia de estarmos mais fortes quando a pandemia acabasse para podermos dar concertos e esta equipe ir para a estrada trabalhar. A m\u00fasica vai continuar e os artistas ir\u00e3o prosseguir o seu caminho, mas, garantidamente, haver\u00e1 um tempo perdido e existir\u00e1 igualmente uma filtragem entre os projetos mais preparados e os menos capacitados. Espero que todos tenham possibilidade de tocar, mas h\u00e1 uma quest\u00e3o muito importante: Que locais estar\u00e3o dispon\u00edveis para fazer shows quando tudo isto acabar? Porque n\u00e3o \u00e9 previs\u00edvel quando ir\u00e3o abrir as discotecas ou os bares e em Mar\u00e7o far\u00e1 um ano que esses espa\u00e7os fecharam. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel que ocorra uma reinven\u00e7\u00e3o e surjam novas salas. Mas, enquanto m\u00fasicos, tamb\u00e9m temos o papel de nos reunirmos, encontrarmos solu\u00e7\u00f5es e outros locais para dar concertos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 conhecida a sua admira\u00e7\u00e3o por Chico Buarque. Existem mais m\u00fasicos ou bandas brasileiras cujo trabalho lhe agrade?<\/strong><br \/>\nTanta coisa. Para mim, o Brasil \u00e9 um caso muito curioso. Como \u00e9 que uma parte da popula\u00e7\u00e3o permite que um presidente daqueles ponha em causa um legado cultural t\u00e3o rico? \u00c9 a mesma coisa que os americanos est\u00e3o fazendo. O Brasil tem nomes como Tom Jobim, Vinicius, Jo\u00e3o Gilberto, Rita Lee, Mutantes, por isso nem sei onde terminar. Eu cresci ouvindo Tom Jobim e a bossa nova \u00e9 uma refer\u00eancia da minha inf\u00e2ncia. O Chico Buarque \u00e9 mais marcante para mim do que o Caetano, mas, ultimamente, tenho escutado bastante o \u201cTransa\u201d. A m\u00fasica brasileira faz parte da cultura mundial. E \u00e9 interessante reparar como o Devendra Banhart vai buscar tantos elementos sonoros ao Brasil. Noutro dia li um artigo interessante do Patrick Dillet, engenheiro de som do David Byrne. Ele e o David faziam muitas grava\u00e7\u00f5es no Brasil com o Tom Z\u00e9. De certa forma concretizaram o renascimento art\u00edstico dele e isso tamb\u00e9m mostra o valor dos m\u00fasicos brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os seus objetivos futuros?<\/strong><br \/>\nPara responder, lembro-me da m\u00fasica \u201cA Gente Vai Continuar\u201d, do Jorge Palma e da estrofe: \u201cReduz as necessidades se queres passar bem\u201d. O sonho da minha vida \u00e9 ser m\u00fasico. Como estou a viver esse sonho o objetivo \u00e9 continuar a viv\u00ea-lo da melhor maneira poss\u00edvel e aperfei\u00e7oar-me enquanto ser humano. \u00c0s vezes \u00e9 dif\u00edcil conjugar esses dois aspectos, quando o trabalho toma conta do artista. \u00c9 uma atividade um pouco egoc\u00eantrica, porque escreves sobre ti, promoves o disco e depois falas a respeito de ti. Por vezes, parece que estou obcecado por mim e tento virar-me para fora. Os meus objetivos passam por fazer boa m\u00fasica, viver e superar-me. Desejo tamb\u00e9m que o meu contributo para a sociedade e para as pessoas que me rodeiam seja igualmente muito positivo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Benjamim - Domingo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1eZu91qtfoQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Benjamim  - Vias de Extinc?a?o\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jx_FfPblME4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Benjamim - Terra Firme | Ao vivo na Antena 3 | Antena 3\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pWo01cf8xys?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>&nbsp;(siga&nbsp;<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Vera Marmelo.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leia no Scream &amp; Yell mais de 100 reportagens sobre a nova m\u00fasica portuguesa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O novo trabalho, \u201cVias de Extin\u00e7\u00e3o\u201d, tem um car\u00e1ter biogr\u00e1fico, refletindo sobre o que Benjamim designa como a sua \u201ccrise prolongada dos 30 anos\u201d, fazendo um ajuste de contas com o passado e exibindo uma multiplicidade de sentimentos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/07\/entrevista-benjamim-lanca-seu-terceiro-disco-vias-de-extincao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":57732,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2111,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57731"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57731"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58480,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57731\/revisions\/58480"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}