{"id":5725,"date":"2010-08-24T20:25:18","date_gmt":"2010-08-24T23:25:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=5725"},"modified":"2023-03-29T01:04:45","modified_gmt":"2023-03-29T04:04:45","slug":"cd-the-final-frontier-iron-maiden","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/24\/cd-the-final-frontier-iron-maiden\/","title":{"rendered":"CD: The Final Frontier, Iron Maiden"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5726\" title=\"2010_grant_finalfrontier\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/2010_grant_finalfrontier.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/Renato_Moikano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renato Beolchi<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cExistem tr\u00eas que bandas nunca v\u00e3o mudar seu estilo musical: Ramones, Slayer e Mot\u00f6rhead.\u201d Quem disse isso? Talvez Lemmy Kilmister, talvez algum an\u00f4nimo. O autor da frase na verdade n\u00e3o importa muito, mas daria pra incluir mais algumas bandas nessa lista, a come\u00e7ar pelo Iron Maiden: 15 discos de est\u00fadio e pouqu\u00edssimas inova\u00e7\u00f5es musicais. Foi com esse pensamento que o novo registro do Maiden, \u201cThe Final Frontier\u201d, chegou aos ouvidos. Resenhar o disco para o Scream &amp; Yell n\u00e3o parecia tarefa muito complexa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A emp\u00e1fia pessoal levou uma rasteira logo nos primeiros segundos de \u201cSatellite 15&#8230;\u201d, a faixa de abertura do CD. A primeira impress\u00e3o foi: \u201cQue p&#8230; \u00e9 essa?\u201d. Indigna\u00e7\u00e3o totalmente positiva. Acusados de velhos, acabados, decr\u00e9pitos, o Maiden abre o CD de forma surpreendente: pesado, psicod\u00e9lico, tenso. Uma mistura de viagens de Jeff Beck com guitarradas do thrash metal oitentista. Uma m\u00fasica sem o RG que a Donzela costuma colocar em toda composi\u00e7\u00e3o. Nem o vocal inconfund\u00edvel de Bruce Dickinson muda isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00e3os come\u00e7aram a suar. Seria esse disco um retumbante e \u00e1cido \u201ccala a boca\u201d a todos os cr\u00edticos mais c\u00ednicos e cru\u00e9is da banda? E faixa evolui, fica cada vez mais crua. O baterista Nicko McBrain surra a parte grave de seu kit. E ent\u00e3o, com pouco mais de 4 minutos, faz-se o sil\u00eancio. E o sonho acaba: o Maiden volta a ser simplesmente o Maiden.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O complemento \u00e9 a faixa-t\u00edtulo do disco e primeira m\u00fasica de trabalho do lan\u00e7amento. Toda a surpresa conquistada \u00e9 desperdi\u00e7ada. Em linhas gerais, \u201cThe Final Frontier\u201d n\u00e3o \u00e9 um disco ruim, e est\u00e1 longe de figurar entre os piores lan\u00e7amentos do Maiden.\u00a0 Mas, um CD que come\u00e7a de forma t\u00e3o arrebatadora, acaba fazendo o resto parecer bem pior do que de fato \u00e9. Ainda que, tecnicamente, seja apenas mais do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A broxada musical contamina ainda as duas faixas seguintes: \u201cEl Dorado\u201d (que j\u00e1 virou single) e \u201cMother Of Mercy\u201d. Nada novo aqui: as guitarras galopantes do trio Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers soam iguais. O destaque fica por conta do desempenho de Dickinson. Mas na m\u00fasica seguinte, o jogo vira. \u201cComing Home\u201d \u00e9 a primeira baladinha do disco. Daquelas com refr\u00e3o que grudam. Obra prima do \u00e1lbum e can\u00e7\u00e3o digna dos anos dourados do Iron.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez por isso, o vocal nessa faixa deixe mais aparente a idade de Dickinson. Sem o mesmo vigor de 15 anos atr\u00e1s, o vocalista apela ao falsete para alcan\u00e7ar certas notas. O resultado \u00e9 for\u00e7ado e frustrante. \u201cN\u00e3o \u00e9 vergonha n\u00e3o cantar como antes\u201d, algu\u00e9m pode dizer. Certamente n\u00e3o, mas a performance de Dickinson em outras m\u00fasicas n\u00e3o estica tanto as notas e nem por isso deixa de ser marcante. Diferente, n\u00e3o limitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesma coisa acontece na faixa seguinte, \u201cThe Alchemist\u201d. Essa \u00e9 mais uma daquelas m\u00fasicas que o Maiden usa para contar alguma historinha. No caso, a de John Dee, astr\u00f4nomo e alquimista que viveu no s\u00e9culo XVI e foi conselheiro da rainha Elizabeth. Musicalmente impec\u00e1vel para os (altos) padr\u00f5es do chef\u00e3o e baixista Steve Harris, \u00e9 o vocal que novamente volta a denunciar a idade dos roqueiros, todos cinq\u00fcent\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 t\u00e9cnica. Tem tamb\u00e9m feeling. E parece que \u00e9 exatamente isso que falta na seq\u00fc\u00eancia musical a seguir. \u201cIsle Of Avalon\u201d, \u201cStarblind\u201d, \u201cThe Talisman\u201d e \u201cThe Man Who Would Be King\u201d seguem uma f\u00f3rmula batida: come\u00e7o lento com vocal suave; miolo acelerado com vocais mais altos; solos de guitarra; e arremate com peso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encerramento, com \u201cWhen The Wild Wind Blows\u201d, quebra essa seq\u00fc\u00eancia. N\u00e3o que ela desobede\u00e7a totalmente o modelo anterior, mas o riff marcante na primeira parte e uma quebra atraente no meio da can\u00e7\u00e3o faz da faixa \u2013 a mais longa do disco diga-se de passagem (11 minutos) \u2013 um dos melhores momentos do repert\u00f3rio. Pena que apenas na \u00faltima faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo n\u00e3o foge muito de mais uma cr\u00edtica c\u00ednica e cruel: o novo disco do Iron Maiden tem apenas 4 minutos de novidade. O resto, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, \u00e9 apenas uma par\u00f3dia do que a banda j\u00e1 fez nesses 30 anos de vida. \u00c0s vezes, parece que o Iron Maiden \u00e9 uma banda que anda \u2013 h\u00e1 alguns anos \u2013 fazendo n\u00e3o muito al\u00e9m de covers de sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria. Nada mais justo do que ela entrar no rol das bandas citadas no primeiro par\u00e1grafo, n\u00e3o \u00e9 mesmo. \u201cPoderiam ao menos coverizar os melhores momentos\u201d, algu\u00e9m vai falar, corretamente. Ramones, Slayer e Mot\u00f6rhead conseguiram isso. Quem sabe no pr\u00f3ximo, Donzela.<\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; As muitas faces de Eddie p\u00f3s-Derek Riggs, por Renato Beolchi (leia <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/24\/as-muitas-faces-de-eddie-pos-derek-riggs\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p>Renato Beolchi e jornalista e voc\u00ea pode conversar sobre amenidades com ele no <a href=\"http:\/\/twitter.com\/Renato_Moikano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5745 aligncenter\" title=\"iron_foto\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/iron_foto.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/iron_foto.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/iron_foto-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Renato Beolchi\nN\u00e3o espere revolu\u00e7\u00f5es: o novo disco do Iron Maiden tem apenas 4 minutos de novidade. 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