{"id":57001,"date":"2020-08-13T00:32:11","date_gmt":"2020-08-13T03:32:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=57001"},"modified":"2020-09-19T23:55:56","modified_gmt":"2020-09-20T02:55:56","slug":"entrevista-giovani-cidreira-fala-de-seus-projetos-com-josyara-e-mahal-pita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/08\/13\/entrevista-giovani-cidreira-fala-de-seus-projetos-com-josyara-e-mahal-pita\/","title":{"rendered":"Entrevista: Giovani Cidreira fala dos projetos com Josyara e Mahal Pita"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giovani Cidreira \u00e9 um artista em constante movimento, que parece ser transformado a cada nova experi\u00eancia. Seu disco de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/20\/entrevista-giovani-cidreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Japanese Food<\/a>\u201d, de 2017, era como uma fus\u00e3o entre Clube da Esquina, indie rock e outras psicodelias. J\u00e1 sua \u201cMix$Take\u201d, de 2019, flu\u00eda entre o R&amp;B, o pop e outras eletronices. Agora em 2020 ele apareceu em dois trabalhos bem distintos: o disco \u201cEstreite\u201d, ao lado de Josyara, e o EP \u201c<a href=\"https:\/\/smarturl.it\/manomago\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mano*Mago<\/a>\u201d, ao lado de Mahal Pita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstreite\u201d foi constru\u00eddo em parceria com a baiana Josyara e foi lan\u00e7ado atrav\u00e9s do projeto Joia Ao Vivo, bra\u00e7o da gravadora Joia Moderna, que conta com curadoria de Marcio Debelian e DJ Z\u00e9 Pedro, e que busca reunir jovens nomes da MPB em encontros autorais. Essa parceria traz \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/23\/musica-estreite-reune-giovani-cidreira-e-josyara-em-excelente-disco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ecos da MPB anos 70 e tensionamentos que levam para o lado do rock<\/a>\u201d e foi lan\u00e7ada logo no in\u00edcio do per\u00edodo de isolamento social.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/BAIXA_GiovaniCidreiraJosyara_porJuliaRodrigues02.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 \u201cMano*Mago\u201d foi lan\u00e7ado algum tempo depois, atrav\u00e9s do Selo Risco, e marca o encontro de Cidreira com outro conterr\u00e2neo, Mahal Pita, produtor musical ex-integrante da BaianaSystem e que agora se dedica a projetos pr\u00f3prios. Esse encontro parte de um cancioneiro popular brasileiro fundindo isso ao universo da m\u00fasica negra feita eletronicamente, como o hip hop e o trap, incorporando ainda ritmos baianos como o arrocha e o pagod\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giovani Cidreira est\u00e1 passando essa fase de isolamento social em Salvador e foi via Whatsapp que conversamos com o m\u00fasico em um papo sobre cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, encontros criativos e est\u00e9ticos. Confira a entrevista na \u00edntegra abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MANO*MAGO | Giovani Cidreira e Mahal Pita - Full Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8ezYAKqL24E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para come\u00e7ar, queria saber como voc\u00ea est\u00e1 nessa fase de quarentena? Onde voc\u00ea est\u00e1 passando, o que tem feito?<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 fui e j\u00e1 voltei, acho que todo mundo est\u00e1 passando por esses altos e baixos, na verdade, em que voc\u00ea est\u00e1 afastado das pessoas numa imin\u00eancia de morte, vivendo num pa\u00eds com um governo completamente irrespons\u00e1vel. Voc\u00ea realmente se sente mal e eu j\u00e1 me senti mal v\u00e1rias vezes. Estou me exigindo muita for\u00e7a para continuar fazendo as coisas, acho que pra todo mundo. E nesse momento voc\u00ea tamb\u00e9m come\u00e7a a pensar em se voltar para quest\u00f5es suas, se olhar no espelho, h\u00e1 mais tempo para isso, portanto agora estou trabalhando em algumas coisas que, de repente, com shows e as coisas de todo dia, talvez eu n\u00e3o prestasse tanta aten\u00e7\u00e3o. Estou aproveitando pra estudar bastante, tocar bastante, criar coisas. Estou fazendo aulas de dan\u00e7a, de performance, coisas assim. Trabalhando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E nesse tempo de isolamento voc\u00ea acabou tendo dois lan\u00e7amentos \u2013 \u201cMano*Mago\u201d e \u201cEstreite\u201d \u2013, coisas que j\u00e1 estavam preparadas anteriormente.<\/strong><br \/>\nSim, primeiro foi o \u201cEstreite\u201d, que lancei com Josyara. A gente estava com show marcado para o lan\u00e7amento e bem na hora a coisa virou. E esse EP com Mahal eu j\u00e1 tinha preparado h\u00e1 algum tempo, s\u00f3 que a gente achava que a situa\u00e7\u00e3o ia melhorar de alguma maneira, mas acabou n\u00e3o rolando. De todo modo, foram dois trabalhos que me deram tamb\u00e9m essa for\u00e7a, pois a resposta das pessoas foi bem legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi para voc\u00ea essa produ\u00e7\u00e3o junto da Josyara, pois voc\u00eas s\u00e3o conterr\u00e2neos e s\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima, por\u00e9m sonoramente voc\u00eas possuem universos bem distintos, digamos assim, ainda mais nesse momento em que voc\u00ea est\u00e1 indo para um lado mais eletr\u00f4nico?<\/strong><br \/>\nAcho que essa distin\u00e7\u00e3o se faz exatamente por uma busca minha de me arriscar, de estar sempre colocando a minha m\u00fasica em formatos que n\u00e3o tenho tanta experi\u00eancia. Mas acho que minha m\u00fasica e a de Josy s\u00e3o bem parecidas no quesito de estrutura musical e de influ\u00eancias que a gente tem. E foi f\u00e1cil gravar esse neg\u00f3cio com Josy, porque a gente se conhece h\u00e1 muito, muito tempo, v\u00e1rias coisas que escrevi e que fiz foram influenciadas por ela, tiveram participa\u00e7\u00f5es dela e aposto tamb\u00e9m que as coisas que a gente viveu juntos influenciaram ela, ent\u00e3o foi mais um reencontro. A gente sempre brincava que um dia ir\u00edamos fazer um disco um dia juntos, e fiquei muito feliz quando o Z\u00e9 Pedro colocou meu nome na roda e deu essa oportunidade para a gente se encontrar de novo, colocar em pr\u00e1tica at\u00e9 algumas coisas que a gente j\u00e1 vinha fazendo. O repert\u00f3rio foi escolhido assim: Josy tinha grava\u00e7\u00f5es, pois eu ia muito \u00e0 casa dela e ela na minha e a gente ficava brincando de fazer m\u00fasica, e ela gravava tudo isso, ent\u00e3o quando a gente foi fazer o repert\u00f3rio ela pegou essas grava\u00e7\u00f5es e j\u00e1 tinham algumas m\u00fasicas ali praticamente prontas, precisavam s\u00f3 trabalhar um arranjo, algo com os instrumentos. E a\u00ed foi que Junix [11] entrou, ele foi o cara que trabalhou com Josy no primeiro disco dela, produziu e trabalhou no meu primeiro disco tamb\u00e9m, o \u201cJapanese Food\u201d, ele tocou baixo, todas as guitarras, enfim, me deu muita for\u00e7a naquele momento. E ele \u00e9 um cara que consegue entender isso que voc\u00ea falou, essas distin\u00e7\u00f5es, mas ele tamb\u00e9m aproxima a gente, envolve, como um ponto de liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quando a gente fala da sua parceria com o Mahal e todos esses nomes que voc\u00ea citou antes, h\u00e1 uma conflu\u00eancia de uma nova gera\u00e7\u00e3o da Bahia, de pessoas que \u2013 \u00e9 algo que voc\u00ea j\u00e1 falou algumas vezes \u2013 est\u00e3o produzindo uma m\u00fasica nova da Bahia, um novo olhar do estado. Como se deu esse seu encontro com o Mahal?<\/strong><br \/>\nEnt\u00e3o, sempre fui f\u00e3 do Mahal, sempre fiquei ligado nos sons que ele fazia, no Baiana e tudo, mesmo antes do A.MA.SSA, o movimento que ele come\u00e7ou aqui. A gente sempre se encontrava nos est\u00fadios, sempre se batia e toda vez que eu ia conversar com ele batia uma empatia muito forte, a gente falava pouco, mas isso reverberava no meu trabalho e sempre pensava nele, sentia de alguma maneira que a gente tinha essa liga\u00e7\u00e3o \u2013 que depois foi provada. O convidei assim como convido v\u00e1rias pessoas para fazer as coisas comigo, para pensar a m\u00fasica. Ele n\u00e3o quis mixar, falou que n\u00e3o era DJ e n\u00e3o sei o que, parece at\u00e9 que ele ficou chateado, mas ele pediu para eu mandar outra m\u00fasica, fiz uma coisa em casa, no teclado e enviei pra ele e fiquei muito surpreso com a dire\u00e7\u00e3o que ele deu numa m\u00fasica que tinha um teclado e a voz. Ele trouxe Silvano Salles, que \u00e9 um cantor de arrocha aqui de Salvador, me trouxe coisas que me fizeram pensar aqui em Salvador, Santo Amaro, nesses ritmos que ele traz, com tudo que est\u00e1 rolando, como pagotrap, enfim. E a conversa foi boa, a gente se identifica mesmo com uma coisa ancestral, uma coisa de outros tempos. Acho que o que me liga mesmo a essas parcerias que fiz recentemente \u00e9 isso: esse encontro, um lance meio espiritual, a gente se sente muito confort\u00e1vel juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesse novo EP fica bem clara essa mistura complexa de muitos ritmos, como voc\u00ea falou. Como foi produzir isso e fazer funcionar em um universo que \u00e9 muito a cara de voc\u00eas dois, pois a gente ouve o EP e consegue perceber uma unidade, mesmo tendo esses caminhos abertos?<\/strong><br \/>\nEssa falta de decidir necessariamente uma dire\u00e7\u00e3o do que o som teria, sabe? O Mahal colocou as influ\u00eancias dele ali, isso est\u00e1 muito claro, e a gente trouxe Benke [Ferraz, co-produtor do EP] que tem uma caracter\u00edstica bem marcante, um registro muito forte nas coisas que ele faz. E a minha viagem era exatamente essa: trazer esse neg\u00f3cio, mas n\u00e3o diametralmente colocar ele num lugar do som que as pessoas esperam, do som grave. A gente ficou mais ligado em fazer a m\u00fasica juntos assim, que \u00e9 um neg\u00f3cio que eu aprendi muito com o Benke, a gente n\u00e3o estava realmente fazendo o EP, a gente estava se encontrando e gravando coisas, nesses processos bem caseiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas estavam com a ideia de fazer shows tamb\u00e9m, eu imagino, e com tudo isso.<\/strong><br \/>\n\u00c9, esse projeto com o Mahal, Mano*Mago, tem essa caracter\u00edstica de que no come\u00e7o a gente n\u00e3o pensou muito em algo, a gente pensou em single e tal, mas o principal a gente se encontrou, ensaiou junto, pensando nessa troca e o EP fazia parte desse material que a gente ia lan\u00e7ar depois dos shows, mas as coisas mudaram muito e acabamos aumentando o EP, trouxemos outras m\u00fasicas, trabalhamos ele um pouquinho mais e lan\u00e7amos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como voc\u00ea falou, nessa fase agora que voc\u00ea est\u00e1 parado, voc\u00ea tem trabalhado, mas ainda assim voc\u00ea \u00e9 um artista independente, como voc\u00ea tem sentido o impacto disso, de n\u00e3o poder fazer shows, de n\u00e3o poder circular.<\/strong><br \/>\n\u00c9 bem ca\u00f3tico, porque \u00e9 o que geralmente paga as minhas contas, nesse n\u00edvel, pra mim \u00e9 muito importante, e \u00e9 um baque. Est\u00e1 sendo bem complicado, mas por outro lado, tamb\u00e9m acho que a gente est\u00e1 come\u00e7ando a se arrumar, t\u00eam rolado festivais, lives cada vez mais organizadas, ent\u00e3o d\u00e1 pra gente se virar ainda e fazer o show, produzir. Tem toda essa quest\u00e3o financeira, mas tamb\u00e9m tem de se pensar em estar fazendo o que voc\u00ea realmente gosta, eu estou sentindo muita falta do palco, mas a gente come\u00e7a a construir outros palcos tamb\u00e9m, em casa, e vai \u00e0 luta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu acredito que voc\u00ea deve sentir uma falta por que, querendo ou n\u00e3o, a sua m\u00fasica se desenvolve e cresce de uma outra forma no palco.<\/strong><br \/>\nSim, isso \u00e9 foda. Isso \u00e9 pra al\u00e9m da gente estar no palco, o show tamb\u00e9m faz as pessoas ouvirem o disco. No show \u00e0s vezes tem umas pessoas que nunca ouviram ou que ouviram pouco e passam a conhecer. Eu sinto isso nesse momento apenas de distribui\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando das suas mudan\u00e7as, voc\u00ea fez um caminho de mudar para SP, onde voc\u00ea fez outras parcerias, outros encontros e agora retornou para Salvador, como voc\u00ea se enxerga nessas andan\u00e7as?<\/strong><br \/>\nPessoalmente hoje sinto que tenho mais orgulho de mim, hoje tenho muito mais orgulho da minha cor, de onde eu vim, acho que voc\u00ea vai crescendo e vai descobrindo que existe uma for\u00e7a do lugar de onde voc\u00ea veio. Existe um valor que ningu\u00e9m vai dizer pra voc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que ent\u00e3o muda muito a sua rela\u00e7\u00e3o com Salvador, do que voc\u00ea trouxe de l\u00e1 pra c\u00e1 e o que trocou?<\/strong><br \/>\nDepende, muita coisa muda. A m\u00fasica independente aqui de Salvador mudou muito, antes eu via v\u00e1rios artistas e \u00e9 um pessoal que dependia muito da imprensa. E hoje a galera faz a coisa muito solta, muito livre, tem p\u00fablico, tem shows aqui em bairro da periferia que s\u00e3o lotados, eu sinto a cidade muito mais pulsante hoje na m\u00fasica. E isso me faz mais feliz do que h\u00e1 cinco anos atr\u00e1s. E \u00e9 legal saber que de repente algumas dessas pessoas que agora fazem m\u00fasica se influenciam pelo meu trabalho, assim como ainda existe essa troca com a galera que est\u00e1 come\u00e7ando a fazer m\u00fasica. E tudo muda n\u00e9, o ano passa e quantas coisas n\u00e3o acontecem num ano, eu mudei duas vezes, v\u00e1rias mudan\u00e7as familiares, \u00e9 uma percep\u00e7\u00e3o de que as coisas v\u00e3o mudando a todo momento.<br \/>\nVoc\u00ea falou tamb\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o do disco, uma das coisas que ficaram empacadas, foram as imagens de divulga\u00e7\u00e3o. E a sua imagem, a sua est\u00e9tica, tamb\u00e9m \u00e9 uma coisa muito importante para voc\u00ea, ela est\u00e1 muito casada com a sua m\u00fasica, voc\u00ea percebe essa import\u00e2ncia, como \u00e9 isso pra voc\u00ea?<br \/>\nNa verdade acho que isso \u00e9 tudo, tudo \u00e9 bem visual, \u00e0s vezes eu nem sei dizer explicar direito, mas a sensa\u00e7\u00e3o da imagem diz muito pra mim, \u00e9 como voc\u00ea colocar uma roupa. Colocar roupa pra mim n\u00e3o \u00e9 exatamente voc\u00ea estar bonito, \u00e9 voc\u00ea passar alguma mensagem, \u00e9 voc\u00ea se posicionar, e quando eu vou fazer um disco, quando eu entro numa onda, est\u00e1 tudo relacionado, o personagem muda, eu acho. Existem m\u00e9todos mesmo que a gente faz sem querer, eu acho que o meu lance \u00e9 bem visual. Quando voc\u00ea muda o cabelo as pessoas falam, quer dizer, externamente existe uma mudan\u00e7a, s\u00f3 que pra existir isso voc\u00ea mudou muito internamente tamb\u00e9m. E isso faz parte pra mim tanto quanto explorar novos instrumentos, procurar novos timbres. Eu acho que \u00e9 sempre esse sair de si, do que voc\u00ea est\u00e1 acostumado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Josyara e Giovani Cidreira - Estreite Full Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4B-vNBq3818?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Tamb\u00e9m colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Monkeybuzz.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Giovani Cidreira \u00e9 um artista em constante movimento, que parece ser transformado a cada nova experi\u00eancia. 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