{"id":56978,"date":"2020-08-11T01:35:36","date_gmt":"2020-08-11T04:35:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=56978"},"modified":"2020-10-05T17:22:33","modified_gmt":"2020-10-05T20:22:33","slug":"taylor-swift-e-o-caleidoscopio-da-juventude-em-folklore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/08\/11\/taylor-swift-e-o-caleidoscopio-da-juventude-em-folklore\/","title":{"rendered":"Taylor Swift e o caleidosc\u00f3pio da juventude em &#8220;folklore&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/_ana_c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ana Clara Matta<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;I knew you<\/em><br \/><em>Tried to change the ending<\/em><br \/><em>Peter losing Wendy, I<\/em><br \/><em>I knew you<\/em><br \/><em>Leavin&#8217; like a father<\/em><br \/><em>Running like water, I<\/em><br \/><em>And when you are young, they assume you know nothing&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acreditar que existem apenas, de maneira absoluta, o certo e o errado \u00e9 t\u00edpico da mente do jovem. Afinal, durante a sua inf\u00e2ncia, todo o esfor\u00e7o educacional aponta para esses absolutos, que ainda possuem uma fun\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria. Estabelecer limites. Absorver no\u00e7\u00f5es morais. Tudo \u00e9 ensinado por hist\u00f3rias de pr\u00edncipes galantes, princesas puras e bruxas m\u00e1s. Contos de fada. Mitos. Lendas. Folclore. Antes de passar por essa educa\u00e7\u00e3o toda, a crian\u00e7a pode at\u00e9 pensar al\u00e9m das dicotomias. Um pensamento mais capaz de perceber nuances.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;folklore&#8221;(2020), Taylor Swift pede a n\u00f3s que imaginemos ela aos 7 anos, no meio do mato, antes de ser &#8220;civilizada&#8221;. Ela nos convida a isso pois foi exatamente esse exerc\u00edcio que, durante seu \u00faltimo ciclo criativo bem representado no document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sBeqHHcvA5Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Miss Americana<\/a>\u201d (2020, de Lana Wilson, a libertou das amarras da opini\u00e3o p\u00fablica e a permitiu superar alguns v\u00edcios de sua escrita e de sua vida, os v\u00edcios da vingan\u00e7a, da busca por aprova\u00e7\u00e3o, e do medo de opinar ou deixar transparecer sua ess\u00eancia. Em seu novo disco, a compositora de 30 anos segue nos passos que ela trilhava aos 7 e \u00e9 capaz de ver novamente o mundo em tons diferentes de cinza, n\u00e3o dividido entre haters e lovers, inimigos mortais e trai\u00e7\u00f5es imperdo\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando voc\u00ea \u00e9 jovem voc\u00ea pode at\u00e9 saber bastante, sobre t\u00e9cnicas de escrita, produ\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o, arranjo, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. E em todos esses campos, Taylor Swift foi a melhor aluna da classe por anos. Mas falta ao jovem, e faltava \u00e0 precoce compositora da Pennsylvania, talvez a pe\u00e7a mais importante para a sabedoria: o autoconhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;I&#8217;ve never been a natural, all I do is try, try, try<\/em><br \/><em>I&#8217;m still on that trapeze<\/em><br \/><em>I&#8217;m still trying everything to keep you looking at me&#8221;<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Taylor Swift \u2013 mirrorball (Official Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KaM1bCuG4xo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos maiores encantos de \u201cfolklore\u201d \u00e9 a virada de chave de uma Taylor que vendia em \u201cShake It Off\u201d (do \u00e1lbum \u201c1989\u201d, de 2014) a ideia de que perante seus haters ela era capaz de ignorar e superar, para a admiss\u00e3o de uma personalidade bem mais complexa, forte por\u00e9m quebradi\u00e7a, no cora\u00e7\u00e3o do novo disco \u2013 a balada dream pop \u201cMirrorball\u201d. Ouvir essas duas can\u00e7\u00f5es em sequ\u00eancia \u00e9 fascinante \u2013 uma janela para o efeito que 6 anos podem ter na autoconsci\u00eancia, e at\u00e9 mesmo na autocr\u00edtica, de uma compositora. A sinceridade que vem com a maturidade em \u201cMirrorball\u201d torna gritante o verniz de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas calculadas que cobria at\u00e9 mesmo alguns dos melhores trabalhos de Taylor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas enquanto Taylor Swift abandona essa vis\u00e3o absoluta e atinge um novo n\u00edvel de crescimento, seu disco se torna uma armadilha para revelar o manique\u00edsmo do f\u00e3 imaturo. \u201cfolklore\u201d \u00e9 mais que um disco que prova amadurecimento \u2013 \u00e9 um disco em que o amadurecimento \u00e9 o tema central. Quando se evolui para al\u00e9m dos absolutos, uma das varia\u00e7\u00f5es que se abre entre certo e errado \u00e9 o &#8220;certo, por\u00e9m com a justificativa errada&#8221;. Assim que \u201cfolklore\u201d saiu, em 24 de junho, muitos f\u00e3s e cr\u00edticos apontaram imediatamente o disco como uma &#8220;evolu\u00e7\u00e3o&#8221; relativa aos trabalhos anteriores, o que est\u00e1 correto, mas parte da justificativa para isso era a mudan\u00e7a de um g\u00eanero &#8220;massificado&#8221; como o pop para as veredas mais &#8220;refinadas&#8221; do indie. Mas o cat\u00e1logo pop de Taylor, em um ponto de vista mel\u00f3dico, \u00e9 extremamente complexo e rico \u2013 por vezes, mais vibrante e intrigante do que as cores mutadas e vibra\u00e7\u00f5es amortecidas de sua incurs\u00e3o no mundo indie. Tal vis\u00e3o s\u00f3 mostra como o pop ainda \u00e9 tratado como um g\u00eanero inferior, aqu\u00e9m \u00e0s habilidades de um compositor experiente \u2013 e a presen\u00e7a dessa dicotomia na hist\u00f3ria de Taylor apenas refor\u00e7a a proximidade da compositora com seu paralelo hist\u00f3rico mais \u00f3bvio, Carole King, que n\u00e3o ganhou riqueza mel\u00f3dica ao passar de hits como \u201cThe Loco-Motion\u201d e \u201cI&#8217;m Into Something Good\u201d para sua obra prima \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/09\/10\/500-toques-carla-bruni-aimee-mann-e-carole-king\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tapestry<\/a>\u201d (1971). O que Carole ganhou (e Taylor ganha agora) \u00e9 refinamento como letrista e autoralidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Taylor Swift - cardigan (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K-a8s8OLBSE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mudan\u00e7a de g\u00eaneros musicais nunca foi, no universo de Taylor Swift, apenas uma escolha. Como ela diz em \u201cMy Tears Ricochet\u201d, ela pode ir para qualquer lugar, menos para casa. A casa em quest\u00e3o \u00e9 Nashville, o Country, e, mais especificamente, a Big Machine Records, gravadora de seus primeiros discos com a qual rompeu la\u00e7os e trava uma batalha jur\u00eddica pelos seus direitos autorais. A compositora pula de g\u00eanero em g\u00eanero desde \u201c1989\u201d, cada vez explorando uma nova faceta musical de seu globo de espelhos \u2013 dessa vez, buscando uma abordagem que se aproxima mais do alt-country do Wilco em \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/04\/26\/sky-blue-sky-um-disco-setentao-para-2007\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sky Blue Sky<\/a>\u201d e dos momentos mais pop de Ryan Adams em \u201cGold\u201d. Aaron \u201cThe National\u201d Dessner (combinado com um surpreendentemente sutil Jack Antonoff, que soltou um pouco o gated reverb) despe as baladas de Taylor da explos\u00e3o bomb\u00e1stica de instrumentos gravados em hi-fi que Nashville imprimia nos tr\u00eas primeiros discos, mas as duas produ\u00e7\u00f5es eram apropriadas aos momentos musicais e ao conte\u00fado que a compositora tra\u00e7ava em diferentes discos. A produ\u00e7\u00e3o de Dessner \u00e9 t\u00e3o em &#8220;caixa baixa&#8221; como o t\u00edtulo \u201cfolklore\u201d \u2013 enquanto o grito de um disco chamado \u201cSpeak Now\u201d pedia pela instrumenta\u00e7\u00e3o parruda que ele recebeu nas m\u00e3os de Nathan Chapman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira metade do \u00e1lbum supera a subsequente em todos os quesitos, mas tanto o lado A quanto o lado B possuem um destaque bem delimitado. Curiosamente, esses dois destaques est\u00e3o em di\u00e1logo direto \u2013 dois pontos de vista sobre a mesma hist\u00f3ria. \u201cCardigan\u201d \u00e9 um dos melhores trabalhos da carreira de Swift, uma melodia redonda e irresist\u00edvel pontuada por acordes pesados de piano. \u201cBetty\u201d \u00e9 sua \u201cThunder Road\u201d, um conto de garotos em cidades pequenas dos EUA sa\u00eddo do cora\u00e7\u00e3o do songbook Springsteeniano. A mesma experi\u00eancia traum\u00e1tica do passado, digerida pela v\u00edtima e pelo vil\u00e3o. Enquanto \u201cCardigan\u201d \u00e9 nostalgia em preto e branco, solene, angustiada, \u201cBetty\u201d \u00e9 nostalgia em s\u00e9pia, dourada, saudosa. A capacidade de Taylor de, enfim, escrever um disco de maneira quase liter\u00e1ria, criando personagens que v\u00e3o al\u00e9m de sua experi\u00eancia pr\u00f3pria (ou a expandem), torna a sensa\u00e7\u00e3o de analisar o tecido narrativo de \u201cfolklore\u201d mais agrad\u00e1vel do que a busca constante por dicas, pistas e indiretas de seu cat\u00e1logo. O momento em que o rancor do passado \u00e9 requentado e refer\u00eancias abundam, \u201cMad Woman\u201d se destaca negativamente como can\u00e7\u00e3o mais fraca do disco. \u00c9 como se \u201cAll Too Well\u201d, a obra prima narrativa Swiftiana, tivesse finalmente deixado na gaveta o cachecol vermelho e novos signos foram inventados ao inv\u00e9s de replicados de vida real.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Taylor Swift \u2013 betty (Official Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6TAPqXkZW_I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a maior declara\u00e7\u00e3o de maturidade de Taylor Swift em \u201cfolklore\u201d seja a sua aceita\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o que a imaturidade exerceu em alguns momentos de sua vida. Olhar para a sua juventude com amor ao inv\u00e9s de vergonha \u00e9 um marco, e ela refor\u00e7a isso, em versos desde &#8220;I had a marvelous time ruining everything&#8221; de \u201cThe Last Great American Dynasty\u201d at\u00e9 o &#8220;I didn&#8217;t have it in myself to go with grace&#8221; de \u201cMy Tears Ricochet\u201d. Crescer \u00e9 construir e destruir mil mitos, e Taylor Swift o fez diante de uma cobertura midi\u00e1tica gigantesca e com o retrato claro de uma discografia inteira. Peter Pan teve que perder Wendy, pois Wendy precisava sair da terra do nunca e explorar novos territ\u00f3rios musicais. Este \u00e9 um disco que celebra o processo e n\u00e3o o resultado, a somat\u00f3ria de mem\u00f3rias que constroem um folclore pessoal sem her\u00f3is e vil\u00f5es, o caminho que n\u00e3o nos leva para a indiferen\u00e7a que esper\u00e1vamos da vida adulta, e sim de volta para a floresta em que gritamos aos 7 anos \u2013 com o rec\u00e9m adquirido poder de ver por tr\u00e1s das \u00e1rvores e n\u00e3o esperar monstros.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-56981\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/folklore.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/folklore.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/folklore-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/folklore-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/strong><\/h2>\n<p>\u2013 Ana Clara Matta (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/_ana_c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@_ana_c<\/a>) \u00e9 editora do \u00a0<a href=\"http:\/\/ovodefantasma.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ovo de Fantasma<\/a> e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2016<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/23\/pensata-qual-a-graca-da-taylor-swift\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Taylor Swift segue amadurecendo em frente ao p\u00fablico, e merece ser acompanhada (2015)<\/a><br \/>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/07\/cds-vaccines-thunderbitch-ryan-adams\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ryan Adams n\u00e3o fez milagre em &#8220;1989&#8221;: as vers\u00f5es ficaram boas porque as can\u00e7\u00f5es originais s\u00e3o boas. Aceite.<\/a><br \/><br \/><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em seu novo disco, a compositora de 30 anos segue nos passos que ela trilhava aos 7 e \u00e9 capaz de ver novamente o mundo em tons diferentes de cinza, n\u00e3o dividido entre haters e lovers, inimigos mortais e trai\u00e7\u00f5es imperdo\u00e1veis.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/08\/11\/taylor-swift-e-o-caleidoscopio-da-juventude-em-folklore\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":17,"featured_media":56982,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[451],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56978"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56978"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56984,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56978\/revisions\/56984"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}