{"id":56637,"date":"2020-07-05T22:20:49","date_gmt":"2020-07-06T01:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=56637"},"modified":"2020-08-31T00:09:40","modified_gmt":"2020-08-31T03:09:40","slug":"tres-perguntas-alles-club-lanca-disco-ao-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/07\/05\/tres-perguntas-alles-club-lanca-disco-ao-vivo\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Alles Club lan\u00e7a disco ao vivo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo mineiro Alles Club faz um som que passeia entre o post-rock, o shoegaze e outras vertentes da m\u00fasica experimental. Seu disco de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/0rKRdQ2xh8qxdYyu4Y7fBa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">D\u00e9collage<\/a>\u201d, foi lan\u00e7ado em 2018, e agora, em 2020, esse trabalho ganhou uma encorpada vers\u00e3o ao vivo \u2013 o disco foi captado ao longo dos anos de 2018 e 2019 na cidade natal dos integrantes, Juiz de Fora (MG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/1vaZiFa8moIGOHSl2Uq1FK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">D\u00e9collage (Ao Vivo)<\/a>\u201d (2020) consegue captar com for\u00e7a o encontro da banda e como a troca entre os m\u00fasicos modifica os processos musicais. Isso \u00e9 interessante de se pensar quando o \u00e1lbum original foi essencialmente composto por Mr. Lopes, o cabe\u00e7a do grupo, de forma solit\u00e1ria. Quando o m\u00fasico morou na Su\u00ed\u00e7a entre os anos de 2013 e 2015, ele teve tempo para desenvolver suas ideias de forma completa, por\u00e9m o disco ganhou forma final com a ajuda dos companheiros de banda no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos de confinamento e saudade dos shows, a experi\u00eancia de troca musical de um \u00e1lbum ao vivo \u00e9 sempre uma sensa\u00e7\u00e3o especial, especialmente com can\u00e7\u00f5es que propiciam outras viagens ao ouvinte. Para entender um pouco mais sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o de \u201cD\u00e9collage\u201d, Mr. Lopes respondeu as nossas tr\u00eas perguntas. Confira abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Alles Club - Canc?a?o da Volta (ao vivo com Rafael Ski)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4FbAvEfJtKQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho que resultou no disco &#8220;D\u00e9collage&#8221; (2018) foi produzido de forma solit\u00e1ria entre 2013 e 2015, por isso queria entender como foi esse processo s\u00f3 e a posterior transforma\u00e7\u00e3o disso dentro de um contexto de banda.<\/strong><br \/>\nO disco \u201cD\u00e9collage\u201d foi sendo composto por mim quando mudei de cidade por causa do meu filho mais velho. Minha mulher \u00e9 de Berna, na Su\u00ed\u00e7a, e o Nuno nasceu aqui. Quando eu cheguei, apesar do Nuno pequeno e demandando muita aten\u00e7\u00e3o, eu n\u00e3o conhecia quase ningu\u00e9m aqui e tive bastante tempo para finalmente escrever boa parte do que se tornou o disco \u201cD\u00e9collage\u201d. Nessa \u00e9poca viajei bastante e o tema das viagens estava me fascinando. O \u201cD\u00e9collage\u201d narra uma viagem, desde a ida, cheia de expectativas, at\u00e9 o retorno para casa. Tamb\u00e9m consegui gravar algumas coisas do disco por aqui, na Su\u00ed\u00e7a. Quando Nina e eu nos mudamos para o Brasil, alguns amigos se interessaram em fazer parte e levar essas m\u00fasicas para os palcos. O disco \u201cD\u00e9collage\u201d de est\u00fadio teve contribui\u00e7\u00e3o desses novos parceiros como: Fred Mendes (todas as baterias), Isabel Oliveira (vocais em \u201cVoando\u201d e \u201cCan\u00e7\u00e3o da Volta\u201d), Nina H\u00fcbscher (vocais em \u201cQuanto Tempo\u201d), Pedro Baapz (baixo em \u201cLib\u00e9lula\u201d, \u201cMadrugada\u201d e \u201cCan\u00e7\u00e3o da Volta\u201d) e Ruan Lustosa (guitarras em \u201cD\u00e9collage\u201d, \u201cLib\u00e9lula\u201d, \u201cVoando\u201d e \u201cMadrugada\u201d e baixo em \u201cQuanto Tempo\u201d e \u201cVoando\u201d), mas ainda seguiu um pouco o que eu havia idealizado anteriormente. Acho que ao vivo foi quando realmente amadurecemos as m\u00fasicas enquanto banda, ficou com mais a cara de todo mundo. A estrada fez com que as m\u00fasicas ficassem mais coesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O som da Alles Club passeia entre o post-rock e o shoegaze, mas \u00e9 not\u00e1vel nas m\u00fasicas uma complexidade maior de refer\u00eancias. Como se deu a sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica instrumental e tamb\u00e9m com a m\u00fasica experimental? Al\u00e9m disso, quais s\u00e3o as suas grandes influ\u00eancias?<\/strong><br \/>\nDesde adolescente gosto de m\u00fasica instrumental e fico fascinado com o lugar emocional que a m\u00fasica consegue nos levar, principalmente sem letras, pois deixa mais aberto para o ouvinte o que fazer daquele som. Antes eu escutava muito jazz e rock progressivo e isso me parecia muito distante musicalmente. Depois, jovem adulto, comecei a ouvir o tal &#8220;indie rock\/lo-fi&#8221; (Pavement, Weezer, Yo La Tengo). Mas descobri o que eu queria fazer quando conheci Mogwai em 1997. Foi aleatoriamente em um festival e eu n\u00e3o fazia ideia de quem eles eram, mas mudou a minha percep\u00e7\u00e3o de m\u00fasica. Vi que n\u00e3o \u00e9 preciso virtuosismo para se fazer m\u00fasica instrumental. O desafio \u00e9 conseguir criar ambi\u00eancias e diferentes emo\u00e7\u00f5es. Logo a seguir veio o Sigur R\u00f3s que ou canta em uma l\u00edngua falada por pouqu\u00edssimas pessoas (island\u00eas) ou em uma outra que eles inventaram (hopelandic). Isso me refor\u00e7ou a ideia de que palavras podem ser um detalhe nas m\u00fasicas. E, claro: sinto que n\u00e3o tenho muito a dizer em palavras, por isso o fa\u00e7o em m\u00fasica. Depois ainda me envolvi com alguns outros projetos musicais que eram focados em can\u00e7\u00f5es e isso fez com que demorasse para que eu realmente me dedicasse a criar m\u00fasica mais focada nesse conceito de ambi\u00eancia. O \u201cD\u00e9collage\u201d ainda tem essa vertente de can\u00e7\u00f5es, com algumas m\u00fasicas com vocais, que tamb\u00e9m gostamos, mas nenhuma letra escrita por nenhum de n\u00f3s da banda. A gente ainda tem outras influ\u00eancias em comum, a mais fora da curva talvez seja os nossos conterr\u00e2neos do Clube da Esquina. Fizemos uma playlist com essas refer\u00eancias todas, ela pode ser ouvida aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar um disco ao vivo num momento em que estamos afastados e que shows parecem cada dia uma lembran\u00e7a mais distante? H\u00e1 uma energia diferente?<\/strong><br \/>\nO lan\u00e7amento do disco j\u00e1 estava planejado, mas em algum momento nos demos conta da import\u00e2ncia de lan\u00e7ar nesse momento de pandemia: ele \u00e9 o retrato de algo que nos d\u00e1 muita saudade, que \u00e9 tocarmos juntos e viajarmos juntos para mostrar o nosso trabalho. \u00c9 uma nostalgia, que eu acho que o disco expressa em alguns momentos, mas que agora fica ainda mais forte. A gente estava planejando algumas turn\u00eas neste ano, que obviamente n\u00e3o ir\u00e3o acontecer.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Alles Club - Quanto Tempo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AfkMuUkCpis?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Alles Club - Madrugada (A Homage to Kubrick&#039;s 2001 Space Odissey)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Se3MsfahPbA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Alles Club - D\u00e9collage (live @ Museu Ferrovi\u00e1rio de Juiz de Fora)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q_1jrXigU0I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>&nbsp;\u00e9 jornalista e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Tamb\u00e9m colabora com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Monkeybuzz.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O grupo mineiro Alles Club faz um som que passeia entre o post-rock, o shoegaze e outras vertentes da m\u00fasica experimental. Seu disco de estreia, \u201cD\u00e9collage\u201d, foi lan\u00e7ado em 2018, e agora, em 2020, esse trabalho ganhou uma encorpada vers\u00e3o ao vivo. Conhe\u00e7a!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/07\/05\/tres-perguntas-alles-club-lanca-disco-ao-vivo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":56638,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2901],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56637"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56637"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56637\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56643,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56637\/revisions\/56643"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}