{"id":56082,"date":"2020-05-14T20:37:38","date_gmt":"2020-05-14T23:37:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=56082"},"modified":"2020-07-08T01:03:44","modified_gmt":"2020-07-08T04:03:44","slug":"faixa-a-faixa-soulsambarock-por-hyldon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/14\/faixa-a-faixa-soulsambarock-por-hyldon\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: \u201cSoulSambaRock\u201d, por Hyldon"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conta do imenso e eterno sucesso do seu primeiro disco, \u201cNa Rua, na Chuva, na Fazenda\u201d (1975), um cl\u00e1ssico da m\u00fasica brasileira, Hyldon acabou se tornando conhecido como um compositor de doces e tranquilas melodias soul. Mas uma r\u00e1pida pesquisa em sua discografia mostra que sua guitarra tamb\u00e9m pode tocar alto quando necess\u00e1rio. Essa \u00e9 uma das tantas caracter\u00edsticas de \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/06wLo5vU4m93SsTozod9ox\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">SoulSambaRock<\/a>\u201d, 16\u00ba disco da carreira do cantor e compositor, que chega \u00e0s plataformas de streaming nessa sexta-feira (15), com distribui\u00e7\u00e3o ONErpm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um disco bem conectado aos tempos atuais tanto na forma em que foi produzido \u2013 com os m\u00fasicos, cada um em seu home studio, sendo dirigidos por Hyldon \u2013 quanto nas variantes dos temas das composi\u00e7\u00f5es. Da cr\u00edtica \u00e0 pol\u00edtica e a certas ditaduras praticadas na Am\u00e9rica Latina numa levada com tons caribenhos (em \u201cRep\u00fablica das Bananas\u201d), passando por \u201cBoletos\u201d, quase uma atualiza\u00e7\u00e3o de \u201cTaxman\u201d, dos Beatles, para esses tempos de pandemia, inclusive no formato, um rock cl\u00e1ssico com participa\u00e7\u00e3o dos cariocas do Trio Frito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O rap, g\u00eanero diretamente influenciado por Hyldon e sua m\u00fasica, aparece com bastante relev\u00e2ncia no disco. Enquanto \u201cUm Luau Pra Voc\u00ea\u201d tem produ\u00e7\u00e3o pop e parceria com Rappin\u2019 Hood, \u201cA Lenda do Clube dos 27\u201d surge mostrando um Hyldon cronista, antenado aos problemas e quest\u00f5es sociais das nossas periferias \u2013 e tudo isso com beats do produtor Papatinho. Em outra m\u00fasica bastante forte em sua mensagem, Hyldon apela para suas pr\u00f3prias origens baianas no batuque-soul \u201c50 Tons de Preto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, claro, baladas no disco. \u201cVida Que Segue\u201d (feita num fim de semana para o disco da Gal Costa, \u201cA Pele do Futuro\u201d, de 2018, e com guitarras e viol\u00f5es de Romero Lubambo, brasileiro que mora em New Jersey, que j\u00e1 gravou com Leny Andrade, C\u00e9sar Camargo Mariano e Dizzy Gillespie, entre tantos outros) e pelas blueseiras \u201cNingu\u00e9m Merece Viver S\u00f3\u201d e \u201cCada Um Na Sua Casa\u201d, parceria com Arnaldo Antunes, que acabam criando um di\u00e1logo involunt\u00e1rio com seus t\u00edtulos e letras quando o distanciamento social \u00e9 o mais respons\u00e1vel a se fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No faixa a faixa abaixo, Hyldon mergulha no \u00e1lbum contando detalhes da produ\u00e7\u00e3o: \u201cTodo \u00e1lbum meu tem um conceito\u201d, avisa logo de cara. E o conceito de \u201cSoulSambaRock\u201d foi gravar tudo separado, cada um no seu canto (isso antes da pandemia!). \u201cE isso n\u00e3o tirou o conjunro da coisa\u201d, opina Hyldon, que cita como influ\u00eancia artistas visuais (como Van Gogh, Basquiat, Rembrandt, Maxwell Alexandre e Kandinsky), cidades (S\u00e3o Paulo, Nova York, Niter\u00f3i, Salvador e Amsterdam) e, claro, m\u00fasicos. Abaixo ele conta tudo sobre \u201cSoulSambaRock\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-56083 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Capa-SoulSambaRock-Hyldon-ok.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Capa-SoulSambaRock-Hyldon-ok.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Capa-SoulSambaRock-Hyldon-ok-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Capa-SoulSambaRock-Hyldon-ok-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Faixa a faixa: &#8220;SoulSambaRock&#8221;, por Hyldon Souza<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Todo \u00e1lbum meu tem um conceito. Eu vejo o \u00e1lbum como se fosse um livro e cada m\u00fasica \u00e9 um cap\u00edtulo. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m tenho influ\u00eancias visuais muito fortes de nomes como Van Gogh, Basquiat, Rembrandt, Maxwell Alexandre e Kandinsky. Aproveitando toda essa onda do digital, a minha inten\u00e7\u00e3o foi fazer o disco em separado \u2013 baterista num lugar, baixista no outro. Mas acho que isso n\u00e3o tirou o conjunto da coisa. Isso se deve ao fato de eu ser produtor, arranjador e trabalhar com as pessoas certas \u2013 fora o trabalho final, feito pelo M\u00e1rcio Pombo na masteriza\u00e7\u00e3o e mixagem. Eu demoro muito pra mixar, sou perfeccionista&#8230; cada m\u00fasica tem v\u00e1rias vers\u00f5es, seis, sete, at\u00e9 atingir o ponto desejado. Aqui, falo um pouco sobre cada faixa:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01. Rep\u00fablica das Bananas (Hyldon)<\/strong><br \/>\nMorei dois anos com o Chacal, um dos maiores percussionistas do Brasil, que tocou com Paul Simon, Elis Regina, Tim Maia, Wilson Simonal, e ele me introduziu a salsa, m\u00fasica cubana, reggae. Essa m\u00fasica \u00e9 uma mistura r\u00edtmica dessas influ\u00eancias todas. Quis fazer uma cr\u00edtica a certos governos ditatoriais que ainda \u2013 infelizmente \u2013 existem no nosso continente. Musicalmente, ficou uma mistura de bai\u00e3o, salsa, reggae&#8230; enfim, essa \u00e9 a minha Rep\u00fablica das Bananas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Lenda do Clube dos 27\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PqqpY0hIFxM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02. A Lenda do Clube dos 27 (Hyldon)<\/strong><br \/>\nEssa m\u00fasica tem influ\u00eancia direta de \u201c<a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80217315\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sintonia<\/a>\u201d (s\u00e9rie do KondZilla), \u201cIrmandade\u201d (estrelada por Seu Jorge), \u201cCidade de Deus\u201d (que tinha \u201cNa Rua, Na Chuva, Na Fazenda na trilha), a Brasil\u00e2ndia (onde gravei um clipe usando o cen\u00e1rio do filme \u201cAnt\u00f4nia\u201d, de Tata Amaral, com Tha\u00edde e Negra Li, em S\u00e3o Paulo), e Cap\u00e3o Redondo (pra onde fui levado por Mano Brown para cantar num sarau de poesia). Esse \u00e9 o ambiente em que se passa a hist\u00f3ria. O personagem principal est\u00e1 prestes a completar 27 anos e, num dos versos, fala com a namorada sobre a paranoia de morrer com a idade do \u201cclube\u201d \u2013 e eu mesmo cheguei a ter essa cisma de que ia morrer aos 27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03. SoulSambaRock, Sou (Hyldon e Marlon Sette)<\/strong><br \/>\nEvitei usar instrumentos de sopro (que marcaram o disco anterior), mas, nessa faixa, foi necess\u00e1rio, pois \u00e9 uma das caracter\u00edsticas do samba rock. Estava botando pilha no Marlon Sette, trombonista, pra lan\u00e7ar um disco solo dele e come\u00e7amos com essa m\u00fasica \u2013 assim nasceu seu lindo \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/6uuckGGeliwLPlMKGj5Oyd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fogo na Caldeira<\/a>\u201d (2019). O resultado ficou t\u00e3o bom que peguei o arranjo original e botei uma letra para homenagear os amigos que s\u00e3o do samba rock \u2013 Branca Di Neve, Jorge Ben Jor, Luiz Vagner, Bebeto, Trio Mocot\u00f3, Originais do Samba. O samba rock de S\u00e3o Paulo tem sua dan\u00e7a, quase como a gafieira do Rio. Acho que essa m\u00fasica vai agradar em cheio a galera do samba rock de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Um Luau pra Voc\u00ea - Hyldon feat. Rappin&#039; Hood (Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6yKVZT-Wv_g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04. Um Luau Pra Voc\u00ea (com Rappin\u2019 Hood) (Hyldon, Rappin\u2019 Hood e DJ Camar\u00e3oSP)<\/strong><br \/>\nEu gosto muito dessa turma que \u00e9 do comecinho do hip hop de S\u00e3o Paulo. Rappin\u2019 Hood \u00e9 um deles. Eu estava em S\u00e3o Paulo e marcamos um est\u00fadio. Coloquei voz em uma base que ele tinha, ele entrou com o rap e eu com o refr\u00e3o. Aqui no Rio, coloquei a galera que toca comigo pra trabalhar e esse \u00e9 o resultado. Ficou linda!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05. Vida Que Segue (Hyldon)<\/strong><br \/>\nEu sou f\u00e3 da Gal Costa desde o tempo da Tropic\u00e1lia. Quando eu tinha uns 22 anos, ela foi ver um show da Wanderleia e eu estava tocando guitarra. Depois do show, recebi um convite da Gal pra tocar com ela. Como eu estava focado no meu primeiro disco, declinei do convite. Mas sempre quis gravar com ela. Ano retrasado, me ligou Marcus Preto, diretor art\u00edstico da Gal, dizendo que estava fazendo um disco com Pupillo, produtor, ex-Na\u00e7\u00e3o Zumbi, e que precisava de uma m\u00fasica. Eu n\u00e3o tinha nenhuma m\u00fasica nova, in\u00e9dita, na m\u00e3o, mas ele meu deu uns dias. Precisei de um final de semana sozinho, sem minha esposa (mas com total apoio dela, claro) e consegui fazer essa m\u00fasica com o eu-l\u00edrico feminino. Assisti tudo o que tinha da Gal na internet e fui entrando na mente dela, imaginando o que ela escreveria, falaria etc. Segunda de manh\u00e3, mandei a m\u00fasica. Todo mundo amou, gravaram no mesmo dia e ela est\u00e1 no disco \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/1K9kdxE8GhOHuOnFYxoBco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Pele do Futuro<\/a>\u201d (2018). Nessa minha regrava\u00e7\u00e3o, tem a participa\u00e7\u00e3o de Romero Lubambo (Leny Andrade, C\u00e9sar Camargo Mariano, Dizzy Gillespie), que participou via internet da sua casa em New Jersey.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Boletos - Hyldon e Trio Frito (V\u00eddeo Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j9-LAKixT7I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06. Boletos (com Trio Frito) (Hyldon)<\/strong><br \/>\nSempre toquei rock and roll. Nos bailes, tocava Rolling Stones, as mais pesadas dos Beatles (tipo \u201cDay Tripper\u201d), Eric Clapton e meu guitarrista preferido \u00e9 Jimi Hendrix. Fui ver um show num pub aqui no Rio, perto de casa, a convite da minha filha, e os caras tocavam bem, gostei muito. Era o Trio Frito. Tocaram muito Led Zeppelin e Hendrix, \u201cVoodoo Child\u201d ficou na minha cabe\u00e7a. Voltei pra casa e fui ouvir Hendrix no meu home studio, tranquilo. No dia seguinte, minha esposa me aparece cheia de boleto na m\u00e3o. Segurei os boletos e tive a ideia de fazer uma m\u00fasica sobre eles. Chamei essa galera pra gravar \u2013 acabamos ganhando um clipe da produtora do Marcos Frota, que est\u00e1 no ar. \u00c9 a \u00fanica faixa do disco que tem todo mundo no est\u00fadio tocando junto. Ela tamb\u00e9m \u00e9 uma homenagem ao velho vinil e cita Mutantes, Jimi Hendrix e Elis Regina.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"50 TONS DE PRETO - Hyldon(Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hWey0G30WYg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07. 50 Tons de Preto (Hyldon)<\/strong><br \/>\nA pior coisa do mundo \u00e9 o preconceito, por qualquer motiva\u00e7\u00e3o. Eu sofro preconceito, ainda hoje. Sou uma mistura de portugu\u00eas, \u00edndios patax\u00f3s e negros. J\u00e1 vi gente segurando bolsa e cord\u00e3o perto de mim no shopping. Mesmo comigo aparecendo na m\u00eddia de vez em quando, fazendo um programa ou outro. Se eu saio \u00e0 vontade, do jeito que eu gosto, de bermuda, chinelo de dedo&#8230; se eu estiver com uma barbinha, ent\u00e3o, rolam os olhares. Fiz essa m\u00fasica pensando nisso. Fui ver uma exposi\u00e7\u00e3o esses dias em que o artista fez todas as obras em papel pardo, pra fazer esse questionamento de cor. \u201cDe que cor eu sou?\u201d. J\u00e1 sofri preconceito por parte de negros tamb\u00e9m, por ser \u201cmulato\u201d. Enfim, foi um jeito de contar um pouco da hist\u00f3ria dos negros no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08. Ningu\u00e9m Merece Viver S\u00f3 (Hyldon e Jo\u00e3o Viana)<\/strong><br \/>\nEssa eu fiz com o Jo\u00e3o Viana, que foi muito respons\u00e1vel por eu ter come\u00e7ado esse disco. A gente joga futebol juntos no campo do Politheama e ele me convidou pra ir ao est\u00fadio dele fazer uma m\u00fasica. E eu n\u00e3o posso ver est\u00fadio que j\u00e1 quero fazer mil coisas. Dali ia sair uma demo, mas j\u00e1 saiu como a primeira m\u00fasica desse disco. Depois chamei o Arthur de Palla pro baixo, que tocava comigo, mas foi agora pra banda do Djavan, e o Luiz Ot\u00e1vio, pianista que \u00e9 deficiente visual \u2013 at\u00e9 brinco dizendo que gosto dele porque ele n\u00e3o l\u00ea m\u00fasica, assim como eu. \u00c9 um dos maiores m\u00fasicos que eu j\u00e1 conheci.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cada Um Na Sua Casa - Hyldon\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vdxGEyG8olc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09. Cada Um Na Sua Casa (Hyldon e Arnaldo Antunes)<\/strong><br \/>\nArnaldo Antunes \u00e9 um cap\u00edtulo especial na minha vida. Ficamos amigos ainda na \u00e9poca da MTV. J\u00e1 fizemos algumas parcerias (com a C\u00e9u como trinca, at\u00e9). A afinidade \u00e9 muito grande com o Arnaldo e, quando comecei a fazer esse disco, n\u00e3o tinha nada de Coronav\u00edrus ainda. Em casa, com a minha esposa, dormimos em quartos separados porque nossos hor\u00e1rios s\u00e3o malucos \u2013 eu gosto de trabalhar de madrugada, ela dorme cedo etc. E a\u00ed mandei essa ideia pro Arnaldo, de fazer uma m\u00fasica que fala sobre essa independ\u00eancia que voc\u00ea tem quando mora em casas separadas. Acabou que a m\u00fasica tem tudo a ver com os tempos atuais tamb\u00e9m, com o lance da pandemia. E muito a ver com o disco, que foi feito todo solto, cada um no seu est\u00fadio. O guitarrista dessa faixa \u00e9 o Andr\u00e9 Neto, que gravou de Nova York \u2013 e, por acaso, o apelido dele \u00e9 \u201cJimi Hendrix\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Zondag in Amsterdam (Domingo em Amsterdam)  Hyldon | VideoClipe Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iE7M1xOOwpc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10. Zondag In Amsterdam (Hyldon)<\/strong><br \/>\n\u201cZondag\u201d \u00e9 \u201cdomingo\u201d em holand\u00eas. Apesar de ser a \u00faltima faixa, foi a primeira m\u00fasica que eu fiz nessa safra. Estava querendo comprar um viol\u00e3o de a\u00e7o e achei um Fender azul em Amsterdam, numa loja do sub\u00farbio. Pus na cabe\u00e7a que ia buscar. Minha esposa \u00e9 artista pl\u00e1stica e ama a cena cultural de l\u00e1. N\u00f3s dois somos f\u00e3s do Van Gogh e do Rembrandt. Falei pra ela e armamos essa viagem. No segundo dia, fui at\u00e9 essa loja e comprei o viol\u00e3o. Cada cidade tem seu jeito, seu cheiro, sua arquitetura e amei Amsterdam. Andamos muito por l\u00e1, ficamos 10 dias. Comecei o refr\u00e3o dessa m\u00fasica l\u00e1, mas, na volta, a m\u00fasica n\u00e3o andava. Botei na cabe\u00e7a que tinha que voltar \u00e0 Amsterdam pra terminar. Voltei um ano depois j\u00e1 pra fazer o clipe tamb\u00e9m, com uma brasileira fot\u00f3grafa que conheci l\u00e1 \u2013 Luciana Sposito. Enfim&#8230; S\u00e3o Paulo, Nova York, Niter\u00f3i, Salvador e Amsterdam s\u00e3o protagonistas desse \u00e1lbum.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-56084\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Contra-capa-DiscMidia.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Contra-capa-DiscMidia.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Contra-capa-DiscMidia-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Contra-capa-DiscMidia-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hyldon est\u00e1 lan\u00e7ando seu 16\u00ba disco de est\u00fadio, \u201cSoulSambaRock\u201d, que conta com parcerias com Arnaldo Antunes e Marlon Sette, participa\u00e7\u00f5es de Rappin\u2019 Hood e a banda Trio Frito e beats do produtor Papatinho. Aqui ele comenta faixa a faixa as 10 m\u00fasicas do disco.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/14\/faixa-a-faixa-soulsambarock-por-hyldon\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":56085,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4418],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56082"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56082"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56093,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56082\/revisions\/56093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}