{"id":56078,"date":"2020-05-15T00:10:36","date_gmt":"2020-05-15T03:10:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=56078"},"modified":"2020-06-21T00:21:34","modified_gmt":"2020-06-21T03:21:34","slug":"de-portugal-callaz-estreia-com-album-produzido-por-adriano-cintra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/15\/de-portugal-callaz-estreia-com-album-produzido-por-adriano-cintra\/","title":{"rendered":"De Portugal: Callaz estreia com \u00e1lbum produzido por Adriano Cintra"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCresci escutando o Young Marble Giants, a Nico, o Velvet Underground, The Space Lady e o \u2018Sleep It Off\u2019, disco da Cristina (de 1984), que marcou-me bastante. Voc\u00ea pode encontrar essas refer\u00eancias em algumas can\u00e7\u00f5es que fiz\u201d, conta-me a minha entrevistada, no in\u00edcio de uma conversa via skype. E durante v\u00e1rios minutos vai sobressaindo a sua personalidade extrovertida e uma vontade de supera\u00e7\u00e3o profissional, em conson\u00e2ncia com um trajeto singular. O seu nome \u00e9 Maria Soromenho, ela \u00e9 artista visual e designer, e passou do universo da moda para a m\u00fasica, apresentando-se desde 2017 como Callaz, um pseud\u00f4nimo que define a sua carreira art\u00edstica e o lado criativo de Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros trabalhos, os EPs \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2B5uE5RP7bHi5Zd1K38O5F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Beer, Dog Shit &amp; Channel n\u00ba5<\/a>\u201d (2017), produzido por Filipe Paes e \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/0Btn9Iyc8tNeF1Z60LN4BQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gaslight<\/a>\u201d (2018), produzido por Primeira Dama e Chinaskee, prevaleceu a filosofia \u2018Do It Yourself\u2019 e a vis\u00e3o est\u00e9tica peculiar de Maria Soromenho. Em termos sonoros, os discos mostram uma inclina\u00e7\u00e3o para o pop experimental, que alterna com momentos de intimismo melanc\u00f3lico. De \u201cGaslight\u201d recordam-se tamb\u00e9m duas can\u00e7\u00f5es alusivas a mulheres famosas: \u201cMary Landon Baker\u201d (uma socialite americana dos anos 20) e \u201cFlorbela Espanca\u201d (uma poetisa portuguesa). Questionada sobre o seu feminismo, Callaz n\u00e3o hesita: \u201cSim, sem d\u00favida que sou. Vivemos um momento melhor, mas as mulheres ainda s\u00e3o muito descriminadas. \u00c9 importante ser feminista para defender os direitos das mulheres, porque acima de tudo s\u00e3o direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-56079 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/callaz1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/callaz1.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/callaz1-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/callaz1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/26Q0EtOnfpuOnLKEVO7gjA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Seu \u00e1lbum hom\u00f4nimo de estreia<\/a> (produzido por Adriano Cintra) rec\u00e9m lan\u00e7ado revela maior atratividade sonora e uma clarifica\u00e7\u00e3o sentimental que beneficia a proposta musical de Callaz. \u201cSinto que cronologicamente o disco sugere um maior entendimento. Quando fiz o meu primeiro EP n\u00e3o tinha banda e sabia pouco sobre m\u00fasica. Agora sei mais sobre o que fa\u00e7o e pretendo fazer\u201d, explica. A consist\u00eancia e um relativo equil\u00edbrio entre momentos de vulnerabilidade e de pegada dan\u00e7ante dominam o trabalho. Nesse sentido, destacam-se o pop eletr\u00f4nico \u201cWhat Would Rimbaud Do?\u201d, o cruzamento do synthpop com o reggaeton (\u201cDe La Mancha\u201d) e a rom\u00e2ntica \u201cIsadora\u00b4s Dream\u201d. Na sombria \u201cSexo\u201d, quando Maria Soromenho canta: \u201cEu sempre quis saber tudo sobre sexo, mas tive vergonha de perguntar\u201d (uma frase do cr\u00edtico de cinema e ensa\u00edsta portugu\u00eas Jo\u00e3o B\u00e9nard da Costa), o seu objetivo era abordar algo mais profundo. \u201cTrata-se de um assunto pouco falado quando uma pessoa est\u00e1 crescendo ou ent\u00e3o \u00e9 tabu. Nessas palavras tamb\u00e9m se encontra o pudor que resulta de Portugal ser um pa\u00eds cat\u00f3lico. Existe um elemento de vergonha e eu sempre senti isso\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto recorda com satisfa\u00e7\u00e3o os seus dois shows nas salas nova-iorquinas The Bowery Electric e Rockwood Music Hall, em Dezembro de 2019, Callaz revela-me que ir\u00e1 participar em breve do festival portugu\u00eas Where The Music Meets e far\u00e1 outra live numa pequena sala de Nova Iorque onde j\u00e1 atuou (The Tiny Cupboard), cantando duas can\u00e7\u00f5es. \u201cNunca fiz uma live e irei cantar sem microfone. Sinto que deveria investir em equipamento com melhor som\u201d, diz. Relativamente ao futuro, expressa um desejo: \u201cGostaria muito de fazer um novo \u00e1lbum ou outro EP. Espero estar com uma pessoa no est\u00fadio, em Lisboa, para gravar esse disco\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Callaz conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Callaz - Sexo (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BnolPpVWH-g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tendo em conta que voc\u00ea teve um percurso como artista visual e designer, como se deu a sua passagem para o mundo da m\u00fasica e mais concretamente para a Callaz?<\/strong><br \/>\nInicialmente, quando trabalhei como designer de moda e detinha a minha marca, durante pouco tempo, eu j\u00e1 era bastante influenciada pela m\u00fasica. Na \u00e9poca, utilizava m\u00fasicos como modelos e os sons estavam bastante presentes e o mesmo sucedia no trabalho de artista visual. Os meus amigos e o mundo onde eu vivia estavam muito relacionados com a m\u00fasica, s\u00f3 que eu nunca pensei em compor, porque n\u00e3o tive essa aprendizagem. Entretanto, fui viver em Los Angeles em 2016 e fiquei l\u00e1 um ano. Nesse per\u00edodo, um amigo fez uma letra em portugu\u00eas e perguntou-me se eu a queria cantar. Eu nunca tinha cantado, mas aceitei o desafio, gravei num pequeno est\u00fadio e gostei da experi\u00eancia. Lembro-me de um m\u00eas depois estar assistindo a um show do The Pandoras, senti a energia delas e pensei que tamb\u00e9m conseguia fazer aquilo. Eu sou irm\u00e3 de Rodrigo Vaiapraia (da banda portuguesa Vaiapraia) e quando lhe falei em trabalharmos juntos, ele aceitou. No regresso a Portugal, \u00edamos come\u00e7ar os ensaios, mas eu n\u00e3o sabia o que fazer, porque n\u00e3o tocava nenhum instrumento. O Rodrigo disse-me que estava sem tempo e desafiou-me a fazer m\u00fasica sozinha. Pensei que n\u00e3o ia conseguir, mas avancei e foi assim que come\u00e7ou o meu projeto Callaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea conheceu Adriano Cintra e em que medida o trabalho dele no seu disco de estreia a surpreendeu?<\/strong><br \/>\nNa minha adolesc\u00eancia, o Cansei de Ser Sexy era uma das minhas bandas favoritas e eu sabia que o Adriano tinha formado a banda. Em dado momento ele mudou-se para Lisboa e fiquei sabendo que era amigo de um amigo meu. Eu mandei-lhe as minhas demos e perguntei-lhe se queria produzir o meu disco e o pedido foi aceito. Nos EP\u2019s anteriores eu trabalhei com dois produtores e correu tudo bem, mas, desta vez, o Adriano quis saber o que eu pretendia e isso gerou uma din\u00e2mica muito boa. A estrutura das m\u00fasicas est\u00e1 presente e \u00e9 igual \u00e0s demos que eu fiz, por isso sinto que este trabalho \u00e9 muito meu. Essa foi a raz\u00e3o da minha aposta num disco hom\u00f4nimo, que reflete o meu trabalho. Ele surpreendeu-me favoravelmente e lembro-me de lhe mostrar um beat relativamente b\u00e1sico e o Adriano fazer um beat parecido, mas mais intenso (e melhor tecnicamente), no entanto respeitava a minha ideia. Em nenhum momento estivemos separados enquanto faz\u00edamos as m\u00fasicas e gostei imenso de trabalhar com ele. O Adriano \u00e9 um produtor incr\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o do EP \u201cGaslight\u201d (2018), voc\u00ea fez algumas viagens, passou pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica e atuou em v\u00e1rios pa\u00edses europeus. Gostaria de saber o que a marcou mais nessas experi\u00eancias e aplicou-se ao disco?<\/strong><br \/>\nA minha passagem pela Su\u00e9cia e Isl\u00e2ndia no ver\u00e3o de 2019 foi muito importante, porque eu estava fazendo as demos do meu disco de estreia e tive dois coment\u00e1rios decisivos de duas pessoas. Disseram-me: \u201cKeep the strangeness! (\u201cMantenha a estranheza!\u201d) e o outro foi \u201cExaggerate the song! (\u201cExagera a can\u00e7\u00e3o!\u201d). Essas ideias tiveram o m\u00e9rito de me estimular ainda mais e isso aconteceu nos shows l\u00e1. As minhas apresenta\u00e7\u00f5es serviram como testes e aproveitei para falar com as pessoas que assistiram. Tudo decorreu de forma a obter algum \u2018feedback\u2019, sem me limitar a estar sozinha no est\u00fadio com o produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agrada-me a m\u00fasica \u201cFresh Pain\u201d pelo contraste entre a anima\u00e7\u00e3o sonora e uma aparente conten\u00e7\u00e3o l\u00edrica. Em que se inspirou para escrever esta can\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEssa m\u00fasica est\u00e1 relacionada com o que eu estava sentindo sobre uma pessoa (risos). A letra \u00e9 muito simples, mas mostra a frustra\u00e7\u00e3o de sentir algo por algu\u00e9m e o sentimento n\u00e3o ser correspondido. Mas, tamb\u00e9m reflete o fato de eu ter dificuldade em expressar-me e querer gritar. Escrevi a can\u00e7\u00e3o minimalmente, porque tudo o que eu sentia era escasso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCWyWb1O6lt62uwx2GnhkqDA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Grande parte dos v\u00eddeos da Callaz<\/a> parecem sugerir uma dimens\u00e3o on\u00edrica. Isso resulta de um conceito seu ou do pensamento de quem dirige o clipe?<\/strong><br \/>\nOs dois aspectos. Mas sinto que h\u00e1 uma dimens\u00e3o on\u00edrica na m\u00fasica, o chamado \u2018dream pop\u2019, por isso faz algum sentido que se traduza nos v\u00eddeos. Em alguns clipes pode prevalecer a ideia de quem os dirigiu, mas \u00e9 sempre um trabalho feito por duas pessoas. Eu n\u00e3o sabia que causava essa impress\u00e3o, mas tem l\u00f3gica. No clipe de \u201cWhat Would Rimbaud Do?\u201d houve mais gente envolvida, enquanto nos outros fui s\u00f3 eu e uma pessoa dirigindo, portanto a minha vis\u00e3o \u00e9 mais clara nesses trabalhos. Eu prefiro fazer as coisas dessa forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se tivesse de deixar uma mensagem aos leitores do Scream &amp; Yell qual seria?<\/strong><br \/>\nA Tropic\u00e1lia foi muito importante para mim. Estou falando d\u2019Os Mutantes, Rita Lee e Caetano Veloso. Eu escutei bastante a m\u00fasica deles quando estava crescendo. Tenho amigos em S\u00e3o Paulo que trabalham em cinema, uma \u00e1rea que tamb\u00e9m me interessa, e o Brasil agrada-me imenso. Estive algum tempo em Fortaleza, mas gostaria mesmo era de passar uma temporada no Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Callaz - What Would Rimbaud Do? (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jNg-gn1b1aA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Callaz - Romy Schneider (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mb11A-Z-EPw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Callaz - Breakup Funk (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KbDSoqy1zdg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>\u00a0(siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s dois EPs e um single, a  Maria Soromenho decidiu investir em um \u00e1lbum cheio para aprofundar o universo pop eletr\u00f4nico experimental de seu projeto pessoal, o Callaz, e contou com as m\u00e3os de Adriano Cintra na produ\u00e7\u00e3o do disco. Conhe\u00e7a!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/05\/15\/de-portugal-callaz-estreia-com-album-produzido-por-adriano-cintra\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":56080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4417,2298,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56078"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56078"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56078\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56081,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56078\/revisions\/56081"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56080"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}