{"id":55932,"date":"2006-11-01T01:43:00","date_gmt":"2006-11-01T04:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=55932"},"modified":"2022-04-27T16:11:32","modified_gmt":"2022-04-27T19:11:32","slug":"beastie-boys-sao-aclamados-no-tim-festival-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/01\/beastie-boys-sao-aclamados-no-tim-festival-em-curitiba\/","title":{"rendered":"Beastie Boys s\u00e3o aclamados no Tim Festival em Curitiba"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No local em que a edi\u00e7\u00e3o do Tim Festival celebrou a melhor rela\u00e7\u00e3o &#8220;custo x beneficio&#8221;, o p\u00fablico curitibano p\u00f4de assistir <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/03\/tim-festival-2006\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a cinco atra\u00e7\u00f5es da edi\u00e7\u00e3o carioca<\/a> (que, completa, recebeu 26) pagando R$ 80 (enquanto em S\u00e3o Paulo tudo ficou por R$ 180 e a m\u00e9dia no Rio foi de R$ 100 para cada tr\u00eas shows). Na \u00faltima hora era poss\u00edvel comprar convites na porta por R$ 35, capas de chuva por R$ 10 (mas se voc\u00ea chorasse um desconto ela saia at\u00e9 por R$ 5), um bom saco de pipoca por R$ 3 e, acreditem, cerveja por R$ 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00fablico fez a sua parte: marcou presen\u00e7a, lotou a Pedreira Paulo Leminski e aplaudiu todas as atra\u00e7\u00f5es. A Na\u00e7\u00e3o Zumbi voltou a repetir a grande atua\u00e7\u00e3o que fez no Tim Festival 2003. DJ Shadow mixou can\u00e7\u00f5es de seus tr\u00eas discos e trouxe a voz de Thom Yorke para as caixas de som. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/03\/tim-festival-2006\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Patti Smith repetiu o show perfeito de s\u00e1bado na Marina da Gl\u00f3ria<\/a>. O Yeah Yeah Yeahs fez um show menos barulhento, e muito melhor do que o da edi\u00e7\u00e3o carioca. E o trio de MCs do Beastie Boys \u2013 escudados pelo DJ Mike \u2013 viu o p\u00fablico curitibano chacoalhar os bra\u00e7os, requebrar o corpo e cantar todas as m\u00fasicas como se fossem hinos at\u00e9 pouco depois da 1h da manh\u00e3. Um festival para lavar a alma, j\u00e1 que a chuva lavou o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na\u00e7\u00e3o Zumbi<\/strong><br \/>\nO vocalista Jorge Du Peixe chegando dando o recado: &#8220;Show cedo demais, n\u00e9. N\u00e3o d\u00e1 nem para chapar&#8221;, brincou. A banda, que abria a perna curitibana do festival pontualmente \u00e0s 19h, mostrou todos seus maracatus de uma tonelada. Can\u00e7\u00f5es &#8220;velhas&#8221; do tempo de Chico Science (&#8220;Amor de Muito&#8221;, &#8220;Coco Dub&#8221;, &#8220;Rios, Pontes e Overdrives&#8221;) brilharam lado a lado com a excelente safra recente (representada pelas matadoras &#8220;Memorando&#8221; e &#8220;Hoje, Amanh\u00e3 e Depois&#8221;). Momento da noite: Du Peixe anuncia &#8220;uma can\u00e7\u00e3o nova&#8221;: &#8220;Maracatu At\u00f4mico&#8221;. Foi uma festa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DJ Shadow<\/strong><br \/>\nCom o p\u00fablico tomando apenas metade do espa\u00e7o da Pedreira Paulo Leminski, e a chuva come\u00e7ando a molhar para valer os presentes, DJ Shadow chegou misturando can\u00e7\u00f5es de seus tr\u00eas \u00e1lbuns solo sem acelerar a batida. O som cadenciado \u2013 acompanhado pelas belas imagens sincronizadas em um tel\u00e3o atr\u00e1s das pick-ups \u2013 ajudou a criar um clima lis\u00e9rgico. Na segunda metade do show, MC Lateef subiu ao palco para cantar as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum mais recente do DJ, &#8220;Outsiders&#8221;. E para o final, Shadow mixou can\u00e7\u00f5es do projeto Unkle, e agora os curitibanos podem at\u00e9 dizer: as vozes de Thom Yorke (do Radiohead, na m\u00fasica &#8220;Rabbit in Your Headlights&#8221;) e Ian Brown (Stone Roses, na m\u00fasica &#8220;Be There&#8221;) j\u00e1 foram ouvidas em um show na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Patti Smith<\/strong><br \/>\nA chuva aumentou, assim como o p\u00fablico. Quando Patti Smith entrou no palco, com o mesmo figurino com que se apresentou no Rio de Janeiro, tr\u00eas dias antes, a hist\u00f3ria do rock escrevia suas linhas \u2013 com charme, poesia e estilo \u2013 mais uma vez. Patti abriu o show com uma can\u00e7\u00e3o de sua safra &#8220;recente&#8221;, &#8220;Beneath the Southern Cross&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;Gone Again&#8221;, de 1996 (faixa que \u2013 em est\u00fadio \u2013 contou com a presen\u00e7a de Tom Verlaine do Television na guitarra; o ex-Velvet Underground John Cale no \u00f3rg\u00e3o; e o falecido Jeff Buckley nos vocais). Em seguida, duas p\u00e9rolas do cl\u00e1ssico \u00e1lbum &#8220;Horses&#8221; dividiram o p\u00fablico. Enquanto &#8220;Free Money&#8221; serviu para agitar a audi\u00eancia, a excelente &#8220;Redondo Beach&#8221; (que Morrissey recuperou recentemente) dispersou a aten\u00e7\u00e3o. Na seq\u00fc\u00eancia, um repeteco do show carioca, com &#8220;Because The Night&#8221; sendo cantada em coro, e &#8220;Pissing In a River&#8221; emocionando a todos. Em &#8220;People Have the Power&#8221;, Patti voltou a discursar como no Rio explicando que &#8220;o povo n\u00e3o deve servir ao governo: o governo \u00e9 que deve servir ao povo&#8221; (em &#8220;Gloria&#8221;, lembrou que a &#8220;Igreja tamb\u00e9m deve servir ao povo&#8221;). Na parte final da can\u00e7\u00e3o, desceu para o fosso que separa o palco do p\u00fablico, e \u2013 assim como fez seu s\u00fadito Michael Stipe no Rock In Rio 3 \u2013 cumprimentou os f\u00e3s. &#8220;Gloria&#8221; fechou a apresenta\u00e7\u00e3o de forma magistral.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Yeah Yeah Yeahs - Maps (Tim Festival, Curitiba, 31\/10)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aKzdlVPTBlI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Yeah Yeah Yeahs<\/strong><br \/>\nKaren O \u00e9 uma garota estranha. Nos momentos calmos do show de sua banda, que s\u00e3o raros, muito raros, ela fecha o rosto, faz pose de s\u00e9ria, e at\u00e9 consegue balbuciar palavras com alguma melodia. No entanto, basta seus dois parceiros detonarem a m\u00e1quina de barulho que a menina come\u00e7a a saltitar feliz pelo palco, distribuindo sorrisos e gritos ensandecidos. Em compara\u00e7\u00e3o com o Rio, o show de Curitiba foi melhor: mais aud\u00edvel, um tiquinho menos barulhento e muito mais divertido. &#8220;Pin&#8221; e &#8220;Miles Away&#8221; fizeram a festa dos f\u00e3s. Mas o grande momento do show voltou a ser &#8220;Maps&#8221;, que pode ser considerada um cl\u00e1ssico do rock anos 00. Ao anunciar a can\u00e7\u00e3o, a psicopata Karen O, com olhar fixo em lugar nenhum e sorriso maquiav\u00e9lico, ainda explicou: &#8220;This song about&#8230; LOOOOOOOOOOOOOOOOOOVE&#8221;. At\u00e9 torcedores do N\u00e1utico e do Coritiba, que deviam estar saindo do est\u00e1dio Couto Pereira \u2013 quase no centro da cidade \u2013 naquele momento, devem ter ouvido o berro da menina. Ela se despediu dizendo que amava todos n\u00f3s. E &#8220;n\u00f3s&#8221;, naquela hora, \u00e9ramos muitos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beastie Boys - Curitiba, Pedreira Paulo Leminski - Tim Festival (10-31-2006)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KhBGp8gbbQs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Beastie Boys<\/strong><br \/>\nVestidos de terno e gravata, os MCs Ad Rock, MCA e Mike D desfilaram pelo palco da Pedreira Paulo Leminski e foram ovacionados pelo p\u00fablico, que cantou praticamente todas as m\u00fasicas, de &#8220;Skills to Pay the Bills&#8221; a &#8220;Body Movin\u2019&#8221;, de &#8216;Three MC\u2019s and One DJ&#8221; a &#8220;Shake Your Rump&#8221;, entre v\u00e1rias outras. Ad Rock, que estava fazendo anivers\u00e1rio, ganhou um bolo de presente, e apagou velinhas no palco. O p\u00fablico cantou timidamente um &#8220;happy birthday&#8221; enquanto os tr\u00eas MCs entornavam champagne. DJ Mike deu um baile no scratch, e Ad Rock at\u00e9 brincou: &#8220;Mike fala com o p\u00fablico atrav\u00e9s das pick-ups&#8221;. Para o bis, o trio voltou munido de baixo, guitarra e bateria (e claro, DJ Mike) finalizando o show com a sensacional &#8220;Sabotage&#8221;, t\u00e9rmino mais do que perfeito para a edi\u00e7\u00e3o 2006 do Tim Festival.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beastie Boys interviewed in Brazil (subtitles in Portuguese)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2FDFefzE_0o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na\u00e7\u00e3o Zumbi voltou a repetir a grande atua\u00e7\u00e3o que fez no Tim Festival 2003. 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