{"id":55353,"date":"2020-04-07T02:54:11","date_gmt":"2020-04-07T05:54:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=55353"},"modified":"2023-07-09T22:29:26","modified_gmt":"2023-07-10T01:29:26","slug":"entrevista-larissa-conforto-lanca-seu-projeto-solo-aiye","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/07\/entrevista-larissa-conforto-lanca-seu-projeto-solo-aiye\/","title":{"rendered":"Entrevista: Larissa Conforto lan\u00e7a seu projeto solo \u00c0IY\u00c9"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando em algum momento do futuro algu\u00e9m for pesquisar a m\u00fasica que se fazia no Brasil dos anos 2010, o nome de Larissa Conforto ir\u00e1 se repetir muitas vezes e surpreender quem se aprofunde nisso. E n\u00e3o \u00e9 pra menos: durante seis anos, Larissa foi baterista da banda Ventre e tocou com gente como Paulinho Moska, Numa Gama e Ricardo Richaid, sem falar sua participa\u00e7\u00e3o nos cr\u00e9ditos de in\u00fameros discos \u2013 incluso a\u00ed o recente \u201cCosmos\u201d, de C\u00edcero, por exemplo. Ela tamb\u00e9m atuou como produtora art\u00edstica em \u00e1lbuns de Gilberto Gil, Chico Buarque, Alceu Valen\u00e7a e Karol Conk\u00e1. H\u00e1 ainda outros projetos, sua atividade enquanto ativista e muito mais coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, Larissa agora tamb\u00e9m \u00e9 \u00c0IY\u00c9, seu projeto solo, em que explora sua ancestralidade atrav\u00e9s de can\u00e7\u00f5es que perpassam g\u00eaneros, em um som pop e um bocado misterioso. \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/1gNjkQTj0obUazzMry6CZc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gratitrevas<\/a>\u201d (2020, Balaclava Records) \u00e9 seu primeiro lan\u00e7amento, um EP que, segundo ela, re\u00fane \u201cespiritualidade, rituais, ritmos de resist\u00eancia, saudades da av\u00f3, David Lynch e confiss\u00f5es em um universo solit\u00e1rio\u201d. Parece confuso, mas faz completo sentido para quem ouve e se deixa levar pelas trevas curativas de \u00c0IY\u00c9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzido com esmero entre o Brasil e a Europa durante v\u00e1rios meses num processo extremamente independente, \u201cGratitrevas\u201d chegou aos ouvidos do p\u00fablico em tempos obscuros, enquanto todos seguem trancadinhos em suas casas, em quarentena. \u00c9 nesse ritmo que conversamos virtualmente com Larissa para entender sua experi\u00eancia enquanto \u00c0IY\u00c9, que ela explica: \u201cA grosso modo, \u00c0IY\u00c9 significa terra em Yorub\u00e1\u201d. Mas tem mais! Confira o papo na \u00edntegra abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u00c0IY\u00c9 - O Mito E A Caverna (Feat. Vitor Brauer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Scg0AYmpy50?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe um momento chave em que voc\u00ea sentiu que era a hora de investir em uma carreira solo?<\/strong><br \/>\nHoje eu tenho certeza que foi o in\u00edcio do retorno de Saturno (HAHA). Mas claramente teve a ver com o hiato da Ventre, e o fato de eu estar h\u00e1 muitos anos colaborando em projetos de outras pessoas, acumulando id\u00e9ias e coisas pra dizer. Deu vontade de experimentar, sabe. Gosto de aprender coisas novas, e precisava mesmo botar pra fora a minha pesquisa e outros interesses que ficaram na gaveta por tanto tempo. Eu nunca vou parar de tocar e colaborar com artistas, pelo contr\u00e1rio, espero que essa carreira solo me possibilite colaborar ainda mais, de formas novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pode explicar o simbolismo do nome \u00c0IY\u00c9 e como chegou a ele?<\/strong><br \/>\nA grosso modo, \u00c0IY\u00c9 significa terra em Yorub\u00e1. \u00c9 o mundo f\u00edsico, oposto complementar de Orun &#8211; o mundo espiritual. \u00c9 a terra n\u00e3o s\u00f3 como planeta ou elemento, mas como o lugar que abriga a vida, em t\u00e3o diversas formas. \u00c9 a materialidade dentro da espiritualidade, o reflexo daquilo que n\u00e3o se v\u00ea, a consci\u00eancia em forma f\u00edsica. \u00c9 nessa terra que encarnamos pra evoluir, todos os seres vives, enquanto indiv\u00edduos que comp\u00f5em a multiplicidade. O uno no m\u00faltiplo e o m\u00faltiplo que se reflete em uma unidade, parte do todo, que tamb\u00e9m s\u00e3o milhares, milh\u00f5es, trilhares. E tem dor, e tem gozo. Tem medo, raiva, sangue. Sombra e luz, dia e noite. Tudo \u00e9 vida, afinal. Inclusive a morte. Parece contradit\u00f3rio, sem sentido&#8230; O ar que me \u00e9 vital tamb\u00e9m oxida meus \u00f3rg\u00e3os, me matando mais r\u00e1pido. Mas nada \u00e9 por acaso, e tudo \u00e9 mut\u00e1vel, inclusive o acaso. O balan\u00e7o do sim e do n\u00e3o, do sempre e do agora, do fim que revela o come\u00e7o, da doen\u00e7a que apresenta a cura. Eterna inconstante c\u00edclica, sempre se renovando, sempre se curando, sempre se revelando. Posso ficar dias destrinchando todos os conceitos que abrangem esse nome. Demorei muito pra escolher, e contei com a ajuda de muitos seres pra isso. &lt;3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea trabalha muito, tanto com outros artistas, como produtora, como ativista, nisso tudo, como voc\u00ea concilia esses m\u00faltiplos projetos?<\/strong><br \/>\nAcho que essa \u00e9 a ess\u00eancia da pessoa que vive de arte&#8230; A gente precisa estar sempre exercendo m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 pra conseguir pagar as contas, mas tamb\u00e9m pra n\u00e3o enlouquecer, rs. \u00c9 claro que isso tamb\u00e9m mant\u00e9m a mente e o corpo criativos. Tento dividir meu tempo em: semear projetos novos, regar aqueles que precisam de cuidado di\u00e1rio, e colher os frutos dos que reguei no passado. Tem coisas que simplesmente duram uma vida, n\u00e9? Eu to sempre pesquisando, lendo, estudando. Me sinto uma aprendiz e acredito que minha cria\u00e7\u00e3o vem desse fluxo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Gratitrevas&#8221; foi gravado entre o Brasil e Portugal em um processo cuidadoso e que envolveu diversas pessoas. Como foi para voc\u00ea essa constru\u00e7\u00e3o entre mares?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi nada planejado! Eu comecei a compor e produzir as m\u00fasicas no in\u00edcio do ano&#8230; Em mar\u00e7o o Poloni chegou pra produzirmos algumas bases, e ent\u00e3o pintou uma turn\u00ea em Lisboa pra 1\u00ba de abril. Voltei no fim do m\u00eas pra outra turn\u00ea no Brasil; e durante essa turn\u00ea eu vendi todas as coisas que tinha e entreguei a casa de S\u00e3o Paulo para, em meados de maio, embarcar oficialmente pra Lisboa, de mala e cuia. Mudei de casa tr\u00eas vezes l\u00e1, e no meio disso passei um m\u00eas em Paris visitando minha irm\u00e3 gr\u00e1vida de 9 meses. Pra onde eu ia, levava o computador, o phone e minha plaquinha. Com o tempo fui me adaptando \u00e0s salas das casas por onde passei, ao barulho externo, hor\u00e1rios, e tal. Era sempre nos intervalos da madrugada, no trem, no avi\u00e3o. A grava\u00e7\u00e3o de bateria foi uma sorte, por exemplo. O C\u00edcero (Rosa Lins) tava morando no mesmo bairro que eu, enquanto produzia o seu \u00faltimo disco, no est\u00fadio do Marcelo Camelo. Ele tinha umas m\u00fasicas novas e me chamou pra gravar umas baterias nelas. Eu topei e pedi em troca que me desse meia hora de est\u00fadio no final do dia pra gravar umas tracks pro meu disco. Foi perfeito! Eu nem levei as sess\u00f5es&#8230; Gravei direto no click sem base nenhuma&#8230; Deu tudo certo gra\u00e7as ao amigo Bruno Schulz \u2013 o anjo que me salvou em todos os perrengues, t\u00e9cnicos e emocionais em v\u00e1rios momentos do processo. E por a\u00ed fomos&#8230; Chegando no Brasil contei com as anjas Daniela Pastore e Rafa Prestes, tamb\u00e9m na engenharia de som, e com as deusas do Quarteto cAis + Aline Gon\u00e7alves, pra gravar cordas e um piano Rhodes, l\u00e1 no est\u00fadio Carolina em Santa Teresa, tamb\u00e9m de amigos queridos. A gente vai achando maneiras de criar, e contando sempre com a ajuda des amigues! Nada se faz sozinha, e se tem amor e respeito, d\u00e1 pra fazer!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para al\u00e9m do processo de trabalho em si, \u00e9 interessante pensar nos simbolismos desse trabalho. Por isso, \u00e9 interessante entender como voc\u00ea chegou ao conceito de &#8220;Gratitrevas&#8221; e como isso parece fazer ainda mais sentido em tempos tenebrosos como esse, n\u00e3o acha?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9&#8230; vivemos tempos tenebrosos e n\u00e3o \u00e9 de hoje. A ascens\u00e3o do fascismo no mundo, o golpe, a elei\u00e7\u00e3o de um fascista delirante e todas as cat\u00e1strofes [sociais, ecol\u00f3gicas, pol\u00edticas] que sucederam esse dia infeliz, fatalmente compuseram o cen\u00e1rio (de trevas) que existe em torno do disco \u2013 e de n\u00f3s, n\u00e3o \u00e0 toa. Mas \u00e9 claro que esse t\u00edtulo carrega uma provoca\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m. Eu gosto de deixar livre pra cada um interpretar, mas posso dizer que foi o mais perto que consegui chegar de, do meu jeitinho, resumir o sentimento que me permeou durante todo o processo: Gratitrevas \u00e9 um jeito de dizer \u201cAMOR FATI\u201d \u2013 s\u00f3 que n\u00e3o, por exemplo, rs. Pode significar o contr\u00e1rio de \u201cGratiluz\u201d \u2013 termo que passei a adotar por acreditar no poder que carregam as palavras \u2013 e ao mesmo tempo carrega uma mensagem de esperan\u00e7a. No fundo esse t\u00edtulo ecoa em mim como um ode ao equil\u00edbrio que prov\u00e9m do caos. Uma vontade grande de enxergar luz nesse contexto sombrio, com o entendimento da pot\u00eancia da luta e o tamanho da batalha. (Ufa, fez sentido?)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea vive entre Brasil e Portugal, n\u00e3o \u00e9? Como est\u00e1 para voc\u00ea nesse momento de quarentena, o que tem feito?<\/strong><br \/>\nMinha casa oficial \u00e9 em Lisboa, ou pelo menos \u00e9 l\u00e1 onde est\u00e3o minhas coisas, mas nesse momento eu estou em S\u00e3o Paulo. Vim pra c\u00e1 pra algumas grava\u00e7\u00f5es e shows de lan\u00e7amento, daqui embarcaria pro Jap\u00e3o, e ent\u00e3o de volta a Portugal&#8230; Mas tudo acabou cancelado, e desde ent\u00e3o t\u00f4 isolada no ap\u00ea de amigos em Santa Cec\u00edlia. Somos 5 pessoas, artistas de \u00e1reas variadas, e tem sido bem interessante&#8230; Eu estou tentando me manter mais presente nas rotinas di\u00e1rias, evitando entrar no alto fluxo das redes sociais&#8230; Passei a escrever mais em papel, acompanhar as luna\u00e7\u00f5es e preencher mandalas, estudar uma vertente nova de Tarot. Mantenho reuni\u00f5es semanais com os grupos de ativismo, t\u00f4 fazendo um curso de astrologia, editando dois clipes, e arranhando m\u00fasicas novas baseadas nas limita\u00e7\u00f5es de equipamento e espa\u00e7o que eu tenho agora. Fim de semana tem karaok\u00ea e comidas tem\u00e1ticas, e todo dia \u00e0s 20h tem panela\u00e7o anti-fascista! Hahaha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/10\/15\/balanco-10o-balaclava-fest-aposta-em-diversidade-e-mostra-nao-ter-medo-de-ousar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vimos o seu show solo no Balaclava Fest<\/a> e voc\u00ea se apresenta realmente solo, como \u00e9 para voc\u00ea esse momento de subir ao palco sozinha, apenas com suas programa\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9&#8230; eu desde o in\u00edcio pensei o projeto pra ser port\u00e1til, caber em uma mochila e n\u00e3o depender de ningu\u00e9m. Dessa forma eu consigo circular bastante e seguir desenvolvendo id\u00e9ias e habilidades que n\u00e3o exploro como instrumentista contratada. A parte mais legal \u00e9 poder improvisar livremente durante o show, e ensaiar em qualquer lugar! \u2013 Isso pra uma baterista \u00e9 OURO \u2013 mas sem d\u00favidas subir ao palco sozinha, cantando e montando loops com samples \u00e9 um desafio enorme. Eu ainda me sinto verde, mas estou me propondo a me desenvolver na estrada, e tem sido muito massa. No mundo ideal o show teria muitos recursos visuais, mais performance corporal&#8230; e com certeza teria uma banda. Mas essa \u00e9 uma realidade a ser constru\u00edda. Por enquanto me sinto muito feliz em poder experimentar coisas n\u00e3o in\u00e9ditas, e me reinventar enquanto artista. P\u00e9 no ch\u00e3o, cabe\u00e7a no c\u00e9u. Esse show do Balaclava foi o primeiro que fiz sozinha em SP, depois de seis meses fora, entre muitos processos pesad\u00edssimos. Eu chorei horrores de ver todas aquelas carinhas de pessoas que amo e admiro me olhando. Cantei &#8220;Mulher&#8221;, da Ventre, ao prantos. Foi um dia especial&#8230; e muito dif\u00edcil! Haha espero que tenham gostado ?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No texto de lan\u00e7amento do EP, voc\u00eas falam em &#8220;encarar o presente, por mais hostil que parece, e despertar para novas possibilidades de futuro, ancoradas em saberes ancestrais&#8221;. Nesse sentido, como voc\u00ea enxerga o nosso futuro enquanto planeta e enquanto sociedade?<\/strong><br \/>\nNesse momento eu tendo a pensar que essa \u00e9 uma transi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, embora muito dolorosa. A doen\u00e7a nos ensina que a sa\u00fade \u00e9 o bem maior da vida, que dinheiro nenhum compra. O orix\u00e1 da doen\u00e7a traz com ele a capacidade de regenera\u00e7\u00e3o e a transforma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se pede sa\u00fade ao senhor da terra. A ele pedimos que leve a doen\u00e7a embora, e que ela nos ensine o que \u00e9 preciso pra essa transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9 sobre cura, afinal. N\u00e3o s\u00f3 para o planeta, mas para todos os seres que habitam nele. Arde, machuca, d\u00e1 raiva, d\u00e1 medo&#8230; E ent\u00e3o algo muda, pra sempre. Espero que a gente construa um paradigma completamente novo a partir disso, porque o que est\u00e1vamos vivendo era cr\u00edtico, invi\u00e1vel e insustent\u00e1vel. Nada \u00e9 por acaso. ATOT\u00d4!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u00c0IY\u00c9 - Terreiro\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JqG_r8MN_M0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Tamb\u00e9m colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Monkeybuzz.<\/a> A foto que abre o texto \u00e9 de Rodrigo Tinoco \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Produzido com esmero entre o Brasil e a Europa durante v\u00e1rios meses num processo extremamente independente, \u201cGratitrevas\u201d chegou aos ouvidos do p\u00fablico em tempos obscuros, enquanto todos seguem trancadinhos em suas casas, em quarentena. \u00c9 nesse ritmo que conversamos virtualmente com Larissa.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/07\/entrevista-larissa-conforto-lanca-seu-projeto-solo-aiye\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":55354,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4083,3909],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55353"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55353"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55353\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75863,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55353\/revisions\/75863"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}