{"id":55300,"date":"2020-04-05T01:05:00","date_gmt":"2020-04-05T04:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=55300"},"modified":"2020-04-28T00:56:04","modified_gmt":"2020-04-28T03:56:04","slug":"entrevista-daniel-kessler-interpol-scream20anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/05\/entrevista-daniel-kessler-interpol-scream20anos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Daniel Kessler, Interpol (2003 #Scream20anos)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>&nbsp;<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>entrevista publicada em 16 de maio de 2003 na <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/menu.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">vers\u00e3o 1.0<\/a>&nbsp;do Scream &amp; Yell<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em toda a cena do \u201cnovo rock americano\u201d, o nome Interpol destoa de seus concidad\u00e3os nova-iorquinos White Stripes e Strokes por uma raz\u00e3o muito simples: enquanto essas duas bandas (e mais um monte de imitadores) buscam inspira\u00e7\u00e3o nas frescuras glitter e hard, o quarteto que emprestou seu nome do \u00f3rg\u00e3o policial internacional prefere as frescuras do p\u00f3s-punk ingl\u00eas, notadamente Joy Division (no som) e nos new romantics (no cuidado com a imagens, ainda que com ternos escuros substituindo as plumas rosadas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel Kessler (guitarra), Carlos Dengler (baixo), Paul Banks (bateria) e Sam Fogarino (bateria) j\u00e1 est\u00e3o de saco um pouco cheio dessas associa\u00e7\u00f5es, mas o fato \u00e9 que a audi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum de estreia \u201cTurn On The Bright Lights\u201d (2002, Matador\/Trama) e uma espiada nas fotos de divulga\u00e7\u00e3o confirmam essas id\u00e9ias. Claro, o espectro sonoro engloba outras influ\u00eancias (Television e Echo and The Bunnymen, por exemplo), mas \u00e9 inevit\u00e1vel a associa\u00e7\u00e3o com as sonoridades soturnas do fim dos anos 70 e come\u00e7o dos 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vocalista Daniel Kessler atendeu ao Scream &amp; Yell por telefone e insistiu, de forma um tanto repetitiva, que a personalidade da banda \u00e9 mais forte que as compara\u00e7\u00f5es. Bastante articulado e falante, o discurso e a postura de Kessler fazem jus \u00e0 imagem que a banda veicula. Ou\u00e7a voc\u00ea \u201cTurn On The Bright Lights\u201d para conferir se o mesmo se aplica ao seu som\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Interpol - Obstacle 1\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OC5zHACynR4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Daniel, que tal estar na Matador?<\/strong><br \/>\n\u00d3timo, bom mesmo, estamos muito felizes aqui, \u00e9 uma boa gravadora que conta com boas bandas e nos trata com aten\u00e7\u00e3o e cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma entrevista recente para o Brasil, o baterista Sam Fogarino declarou estar cansado da superficialidade com que jornalistas tratam a banda, enfocando exclusivamente a semelhan\u00e7a de seu som com o do Joy Division e seu cuidado com a apar\u00eancia. Isso realmente incomoda voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o que seja esse o \u00fanico foco, mas acaba sendo o mais recorrente. O problema n\u00e3o \u00e9 tocar nesses assuntos, mas sim a maneira como eles s\u00e3o abordados. Voc\u00ea sabe, jornalistas t\u00eam que manter seus leitores para continuarem com seus empregos, e por isso eles insistem em assuntos f\u00e1ceis e de interesse geral. E \u00e9 por isso que ficam insistindo em quest\u00f5es de apar\u00eancia, em como n\u00f3s nos vestimos e como encaramos isso. Nos perguntam as mesmas coisas 3.000 vezes, e tentamos sempre responder da maneira mais diplom\u00e1tica poss\u00edvel, mas quando voc\u00ea faz perguntas que n\u00e3o s\u00e3o muito interessantes, acaba obtendo respostas n\u00e3o muito interessantes. Se voc\u00ea faz perguntas mais elaboradas, n\u00e3o vai ter as respostas mais comuns, e seria bom que explorassem melhor essas quest\u00f5es com perguntas mais profundas e mais interessantes. N\u00e3o \u00e9 um inc\u00f4modo, portanto, mas \u00e9 repetitivo e \u00e0s vezes cansativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sam tamb\u00e9m disse que a turn\u00ea que voc\u00eas est\u00e3o fazendo parece intermin\u00e1vel. Isso chega a desanimar?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea preferiria estar falando com o Sam, pelo visto, ent\u00e3o deveria perguntar isso a ele para saber (risos \u2013 s\u00f3 por parte dele\u2026). Brincadeira. A turn\u00ea realmente \u00e9 extensa e vai levar muito tempo. Se voc\u00ea olhar nosso planejamento, vai ver que daqui a muitos meses ainda estaremos excursionando e viajando para lugares diferentes. Claro que isso cansa em alguns momentos, e at\u00e9 podemos dar uma certa desanimada por pouco tempo, mas isso n\u00e3o quer dizer que ser\u00e1 algo permanente. Os garotos t\u00eam sido os melhores poss\u00edveis, t\u00eam aproveitado muito nossas apresenta\u00e7\u00f5es, e realmente gostamos do que fazemos no palco. Estaremos ainda excursionando por muito tempo, mas como gostamos muito do que fazemos e temos boa resposta do p\u00fablico, n\u00e3o acho que estaremos desmotivados para tocar ao vivo, onde quer que seja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 alguma banda nova de quem voc\u00eas possam se considerar pr\u00f3ximos, bandas que voc\u00eas possam colocar junto ao Interpol?&nbsp;<\/strong><br \/>\nBandas com quem excursionamos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o, bandas em geral, cujo trabalho voc\u00eas julguem pr\u00f3ximo do seu. Imagino que n\u00e3o seja nada do tipo White Stripes, Strokes ou outras bandas de Nova Iorque, que a cr\u00edtica insiste em \u201cagrupar\u201d\u2026<\/strong><br \/>\nOra\u2026 pelo som, creio que nenhuma. Fazemos o que gostamos, o que sabemos fazer, e m\u00fasica \u00e9 uma coisa t\u00e3o pessoal que esse tipo de semelhan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 algo que procuremos. Nossa m\u00fasica \u00e9 verdadeiramente pessoal, e n\u00e3o escutamos outras bandas procurando proximidade ou pontos comuns ao que fazemos. Fazemos o que sabemos, e acho que isso nos torna muito pessoais e diferentes de outras bandas. Claro que h\u00e1 bandas novas muito boas, como uma banda de Nova Iorque chamada Colla, uma banda nova muito boa, e outros grupos novos de Nova Iorque, que s\u00e3o muito bons e criativos. Mas o nosso som \u00e9 algo que fazemos por n\u00f3s e para n\u00f3s mesmos, n\u00e3o estamos interessados em semelhan\u00e7as. (Nota: o entrevistador achou melhor nem dizer que Sam julga a banda pr\u00f3xima aos Delgados\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que voc\u00ea tem ouvido ultimamente?<\/strong><br \/>\nDiscos? Hmm, algumas coisas antigas de dub, como um grupo obscuro chamado Gappa, Spacemen 3, Wilco (Nota: \u2026 e uma sequ\u00eancia intermin\u00e1vel de bandas independentes obscuras que fariam a alegria dos ca\u00e7adores de estranhezas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E de m\u00fasica brasileira, h\u00e1 algo que o atraia?<\/strong><br \/>\n(Entusiasmado) Sim, sim! \u00c9 uma das raz\u00f5es de eu querer ir a\u00ed (Brasil) um dia! H\u00e1 muitas coisas boas que foram produzidas nos \u00faltimos anos, a m\u00fasica eletr\u00f4nica brasileira \u00e9 muito boa, algo que realmente gosto de ouvir. H\u00e1 \u00f3timos DJs, como Patife (pronunciado de uma intrasncrit\u00edvel maneira), e \u00f3timos artistas como Bebel Gilberto, M4J e Suba, um trabalho muito interessante e rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 o terceiro ou quarto artista americano que me menciona Suba. Parece que ele est\u00e1 ficando meio popular por a\u00ed? (risos \u2013 dessa vez, s\u00f3 do entrevistador)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, longe disso, esse tipo de m\u00fasica \u00e9 bem pouco conhecida e divulgada por aqui. \u00c9 que artistas tendem a manter contato entre si, trocando informa\u00e7\u00f5es sobre discos e artistas interessantes que venham de outros lugares, por isso acabamos conhecendo m\u00fasicas como a desses brasileiros gra\u00e7as \u00e0s trocas que fazemos um com o outro. E \u00e9 algo que n\u00f3s quatro do Interpol gostamos, ent\u00e3o o que um consegue, acaba divulgando aos outros. Suba \u00e9 um que habitualmente agrada a todos que o ouvem por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, ele tinha um trabalho interessante, mas infelizmente faleceu em 2001 antes que pudesse seguir em frente.<\/strong><br \/>\nMesmo? Lament\u00e1vel, eu n\u00e3o sabia disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aqui no Brasil, voc\u00eas est\u00e3o sendo apresentados ao p\u00fablico com os clich\u00eas que voc\u00eas j\u00e1 se cansaram: uma banda de forte influ\u00eancia p\u00f3s-punk, principalmente do Joy Division, e muito preocupada com o visual. Voc\u00eas acham que isso pode prejudicar o entendimento de sua m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. \u00c9 como eu disse: fazemos o que gostamos e o que sabemos, sabemos que nosso som \u00e9 pessoal e muito particular, e que os jornalistas tendem a ter a mesma apresenta\u00e7\u00e3o superficial para nosso trabalho porque \u00e9 mais f\u00e1cil. N\u00f3s somos quem somos, e isso inclui a preocupa\u00e7\u00e3o com o visual, n\u00e3o s\u00f3 no modo como nos vestimos, mas tamb\u00e9m nos v\u00eddeos, no nosso web site, no projeto gr\u00e1fico do disco. Mas, pelos jornalistas, \u00e9 como se disco em si n\u00e3o merecesse tanta discuss\u00e3o como isso. \u00c9 certo que realmente damos mais aten\u00e7\u00e3o ao visual e \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o porque nossa m\u00fasica \u00e9 uma coisa muito pura e muito espont\u00e2nea, que n\u00e3o precisa de tanta aten\u00e7\u00e3o de nossa parte. Fizemos nosso \u00e1lbum como quisemos, ele n\u00e3o \u00e9 muito produzido porque assim o quisemos, mas ele mostra muito claramente nossa identidade e o que gostamos de fazer, e tamb\u00e9m nos dedicamos muito aos nossos shows. Por isso nos preocupamos mais com nossa cria\u00e7\u00e3o e com nossa apresenta\u00e7\u00e3o do que com o que escrevem sobre a gente. Podem escrever o que quiserem, podem insistir nas mesmas abordagens, o fato \u00e9 que nossa m\u00fasica \u00e9 muito aut\u00eantica e pura e quem nos ouve pode ter sensa\u00e7\u00f5es proporcionadas pela m\u00fasica, sensa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o ser\u00e3o afetadas pelo que as pessoas escrevem sobre n\u00f3s. Se a gravadora quer nos vender assim no Brasil, n\u00e3o nos importamos. Quem nos ouve pode sentir nossa m\u00fasica e senti-la independente de conceitos prontos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sei que \u00e9 cedo para falar sobre isso, mas voc\u00ea pode adiantar o que seria diferente do \u201cTurn On The Bright Lights\u201d no pr\u00f3ximo disco?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o d\u00e1 para dizer, \u00e9 dif\u00edcil explicar nossa abordagem, a forma como criamos nossas m\u00fasicas. N\u00f3s predizemos ou antecipamos o que vamos fazer, tocamos a m\u00fasica que gostamos e que que temos vontade, de uma forma pura e natural que acaba expondo como somos. Ent\u00e3o n\u00e3o estamos preocupados com isso agora, nem estaremos quando formos compor para o pr\u00f3ximo \u00e1lbum. As can\u00e7\u00f5es saem naturalmente, e sempre nos agradam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, Daniel, \u00e9 s\u00f3. Muito obrigado pelo seu tempo e aten\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nDe nada. Ei, tenha certeza que queremos muito tocar a\u00ed. E certifique-se de que nosso som ser\u00e1 entendido pelos brasileiros, n\u00e3o importa como nos apresentem. Mas lembre-se que n\u00f3s n\u00e3o somos uma banda vazia, temos uma m\u00fasica que pode ser sentida pelo p\u00fablico brasileiro e queremos muito que esse p\u00fablico nos veja ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem sido dif\u00edcil para artistas estrangeiros virem ao Brasil. Alguns est\u00e3o com medo de voar por causa do conflito entre Iraque e Estados Unidos, outros s\u00e3o economicamente invi\u00e1veis, j\u00e1 que a taxa de c\u00e2mbio entre o d\u00f3lar e nossa moeda est\u00e1 muito alta. Mas \u00e9 claro que h\u00e1 um interesse por parte dos brasileiros em v\u00ea-los ao vivo.<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma pena haver esses problemas. Mas se conseguirem contorn\u00e1-los, estaremos a\u00ed.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">********<\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-55260 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/interpol_turn.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/interpol_turn.jpg 640w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/interpol_turn-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/interpol_turn-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u201cTurn On The Bright Lights\u201d (Matador\/Trama)<br \/>\nresenha por Marcelo Costa<br \/>\n16\/05\/03<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, ok. Eu vou fazer o poss\u00edvel para ser o menos chato poss\u00edvel nesta resenha. \u201cTurn On The Bright Lights\u201d n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma bela capa e os caras n\u00e3o s\u00f3 se vestem bem. O som que sai pelas caixas ac\u00fasticas faz o ouvinte retornar no tempo, buscando tristezas perdidas ou, muitas vezes, a pr\u00f3pria adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o vou ser outro a enfileirar o n\u00famero de bandas a quem o Interpol paga tributo em \u201cTurn On The Bright Lights\u201d. \u00c9 s\u00f3 ouvir a linha de baixo e lembrar de uma. Pegar can\u00e7\u00f5es indistintas como \u201cObstacle 1\u201d ou \u201cNYC\u201d e reconhecer a voz de outro. \u00c9 olhar as fotos \u00e9 reconhecer a influ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, se em termos de originalidade a banda deva um bocado no cart\u00f3rio pop, a quest\u00e3o que fica \u00e9: eles fazem isso bem ou n\u00e3o? Sim. O quarteto estudou direitinho seus objetivos. O instrumental \u00e9 pesado, g\u00e9lido, rock. O vocal emociona. Os arranjos matam a pau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que saiu no Brasil, \u201cTurn On The Bright Lights\u201d tem feito uma boa carreira nas lojas indies paulistanas. Chegou a esgotar uma primeira tiragem e continua sendo um dos destaques de 2003, isso sem tocar nenhuma can\u00e7\u00e3o em r\u00e1dio. At\u00e9 isso o Interpol conseguiu ressuscitar: a divulga\u00e7\u00e3o boca a boca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico detalhe que incomoda nessa releitura toda \u00e9, um-dois-tr\u00eas: hist\u00f3ria. Sabe todas as tais bandas que muita gente associa ao Interpol? Ent\u00e3o, elas s\u00e3o beeeemmmm melhores. Se tivesse surgido na virada da d\u00e9cada de 70 para os 80, o Interpol com certeza figuraria entre as grandes bandas da hist\u00f3ria da m\u00fasica pop. Com 20 anos de atraso, o grupo consegue uma boa sacudidela na mem\u00f3ria. Voc\u00ea lembra? N\u00e3o? Nem tinha nascido?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desculpa ai, eu estou velho demais\u2026 e chato.<\/p>\n<p>Mas que fique dito que \u00e9 um bom disco\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Interpol - NYC\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5GRNCNZ_TL4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Interpol - PDA\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3oL5QQ-6sQ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Interpol - Say Hello To The Angels (Live Studio 2002)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GXRx-mtReso?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<br \/>\n\u2013 \u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Calmantes com Champagne<\/a>..<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O vocalista Daniel Kessler atendeu ao Scream &#038; Yell por telefone em 2003 para falar sobre &#8220;Turn On The Bright Lights&#8221; e insistiu, de forma um tanto repetitiva, que a personalidade da banda \u00e9 mais forte que as compara\u00e7\u00f5es. 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