{"id":55183,"date":"2020-03-30T21:28:07","date_gmt":"2020-03-31T00:28:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=55183"},"modified":"2020-12-22T21:50:46","modified_gmt":"2020-12-23T00:50:46","slug":"entrevista-bruno-schiavo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/30\/entrevista-bruno-schiavo\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bruno Schiavo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/zambi.ananda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ananda Zambi<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea est\u00e1 ligado na nova m\u00fasica experimental brasileira, pode ser que conhe\u00e7a \u201cRevir\u00e1\u201d, can\u00e7\u00e3o gravada por Negro Leo. Se voc\u00ea gosta da Ana Frango El\u00e9trico, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/12\/10\/apca-elege-os-melhores-de-2019-em-10-categorias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">revela\u00e7\u00e3o de 2019 para a APCA<\/a> e presente em diversas listas de Melhores de 2019, certamente deve conhecer o hit \u201cTem Certeza?\u201d. O autor e o co-autor dessas m\u00fasicas, respectivamente, \u00e9 Bruno Schiavo, cantor e compositor de Campinas que lan\u00e7ou, no come\u00e7o de mar\u00e7o, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/artist\/0nosDpNGxE4n2eXAVEhKzZ?fo=\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Vida S\u00f3 Come\u00e7ou<\/a>\u201d (2020), seu primeiro disco solo, que apesar de ser seu primeiro trabalho, j\u00e1 carrega uma certa maturidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arquiteto de forma\u00e7\u00e3o, Schiavo j\u00e1 fez parte das bandas Eueueu, Bruno &amp; Bruno e Dodecafunk, e participou de apresenta\u00e7\u00f5es de improviso livre, brincando com palavras e ru\u00eddos. Al\u00e9m disso, j\u00e1 fez trilhas sonoras, como a do longa-metragem \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/08\/entrevista-gregorio-gananian-fala-sobre-o-filme-inaudito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Inaudito<\/a>\u201d, junto com o lend\u00e1rio guitarrista e compositor Lanny Gordin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cA Vida S\u00f3 Come\u00e7ou\u201d, Bruno debutou em tr\u00e2nsito intenso entre S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, absorvendo o melhor das duas cenas e transmitindo ao ouvinte um resultado bem-sucedido. Ele \u00e9, sim, um disco pop, mas um pop denso e at\u00e9 mesmo complexo \u2013 talvez a defini\u00e7\u00e3o de \u201cmetapop\u201d, que aparece no release, seja a ideal \u2013, com uma grande quantidade de camadas sonoras e melodias improv\u00e1veis, mas agrad\u00e1veis (para Ana Frango El\u00e9trico, por exemplo, ele \u00e9 \u201cAnos 90-delicado-pop-grunge-insano\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado pelo selo Rockit!, de Dado Villa Lobos, o \u00e1lbum contou com participa\u00e7\u00f5es de Ava Rocha, Ana Frango e Marcelo Callado al\u00e9m de contar com uma sele\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos tarimbados (tr\u00eas bateristas, dois baixistas, quatro guitarristas etc) que tem seus nomes envolvidos a Gal Costa, Arto Lindsay e Jards Macal\u00e9. No bate papo abaixo, Bruno conta como as can\u00e7\u00f5es se originaram, fala sobre a quest\u00e3o m\u00fasica pop vs barulho, e elenca o que est\u00e1 ouvindo no momento. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruno Schiavo - Calif\u00f3rnia\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gJZB4VTXMeo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dizem que o primeiro disco \u00e9 uma reuni\u00e3o de m\u00fasicas escritas ao longo da vida. Mas seu disco tem uma coes\u00e3o, uma maturidade. \u201cA Vida S\u00f3 Come\u00e7ou\u201d tem um contexto pr\u00e9-estabelecido ou \u00e9 mesmo uma esp\u00e9cie de colet\u00e2nea inicial?<\/strong><br>Nada pr\u00e9-estabelecido para dar coer\u00eancia, nenhum projeto. Alguns sentidos dessa cole\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas que resultou em &#8220;A Vida S\u00f3 Come\u00e7ou&#8221; ainda continuam a aparecer na medida em que as pessoas dizem o que t\u00eam achado ali. At\u00e9 fico curioso: quando voc\u00ea fala em coes\u00e3o, como \u00e9 o todo que se forma para voc\u00ea? Durante a produ\u00e7\u00e3o, a ideia de varia\u00e7\u00e3o ou multiplicidade era a que parecia mais pr\u00f3xima a uma imagem geral, tendo vindo da\u00ed a imagina\u00e7\u00e3o da capa pela arquiteta Bea Andreotti e por mim: cada composi\u00e7\u00e3o parecia partir de uma abordagem ou constru\u00e7\u00e3o diferente, um desafio outro, como se cada uma exigisse e possibilitasse um come\u00e7o; a gama timbr\u00edstica e certo multicolorido impressionista resultante, ao que corresponde a varia\u00e7\u00e3o de instrumentistas (tr\u00eas bateristas, dois baixistas, quatro guitarristas etc); e a pr\u00f3pria assimila\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o, a dificuldade em aceitar a reg\u00eancia por uma identidade fixa que desse conta de modo integral. Tanto que, em dado momento, a consci\u00eancia dessa variabilidade me fez cogitar maneiras diversas de canto, investigar o quanto a muta\u00e7\u00e3o entre as supostas personas poderia ser expressa atrav\u00e9s da voz. Um amigo fez uma leitura do disco que o aproximou do drama, de cenas em sequ\u00eancia. Assim, esses fios j\u00e1 existem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 foi gravado por Negro Leo e Ana Frango El\u00e9trico. Como \u00e9 pra voc\u00ea o reconhecimento por esses artistas que s\u00e3o refer\u00eancias na atual cena alternativa e experimental?<\/strong><br>Para mim, s\u00e3o refer\u00eancias para a arte e para a vida, Leo e Ana. Me aproximei pela identifica\u00e7\u00e3o extrema e \u00e0 primeira vista com as produ\u00e7\u00f5es, e as amizades vieram junto. Suspeito que exista uma conex\u00e3o geracional entre algumas pessoas que \u00e9 como aquele estudo que fala da senci\u00eancia e interconex\u00e3o subterr\u00e2nea no mundo vegetal, &#8220;A Vida Secreta das Plantas&#8221;. Nada instiga mais o trabalho do que a troca com um contempor\u00e2neo amigo, vale para qualquer \u00e1rea de pesquisa, mas desconfio que aqui ainda mais pelo fato de a composi\u00e7\u00e3o ser um exerc\u00edcio intenso de alteridade, processo de descoberta de um outro a partir de si e de descobrir-se ali no outro, no caso das parcerias. Gravei m\u00fasicas de Tazio Zambi e da dupla Farme e Hixizine, que s\u00e3o Andr\u00e9 Camarero e Felipe Kouznetz, com quem tamb\u00e9m sinto esse tipo de afinidade. S\u00e3o casos espec\u00edficos em que voc\u00ea gosta do corpus, do repert\u00f3rio completo, como se cada passo daquele artista estivesse conectado ou fosse integralmente apreens\u00edvel para voc\u00ea, resumindo, distanciamento zero, afeto e envolvimento totais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea sente a presen\u00e7a da arquitetura no teu processo de composi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br>A \u00fanica m\u00fasica em que um sentido arquitet\u00f4nico se fez mais presente e, ainda assim, inconsciente durante o processo de composi\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u201cRevir\u00e1\u201d. A engenharia s\u00f3 foi percebida depois. Existe uma contraposi\u00e7\u00e3o complementar, uma compensa\u00e7\u00e3o de vetores descendentes e ascendentes e uma relativiza\u00e7\u00e3o ou harmoniza\u00e7\u00e3o dessa din\u00e2mica no eixo horizontal do refr\u00e3o. Isso se d\u00e1 tanto no plano formal do desenho da melodia quanto no sem\u00e2ntico, numa rela\u00e7\u00e3o que a gente pode chamar de cartesiana, pr\u00f3xima da teoria da can\u00e7\u00e3o de Luiz Tatit que, por sua vez, \u00e9 t\u00e3o pr\u00f3xima da arquitetura quanto a FFLCH \u00e9 da FAU USP e o Butant\u00e3 da Vila Madalena. Com a diferen\u00e7a crucial que tudo veio sob o encanto involunt\u00e1rio da T\u00e1bua de Esmeralda de Hermes Trismegisto, j\u00e1 que finalizei a m\u00fasica para entrar no \u201c<a href=\"https:\/\/negroleo.bandcamp.com\/album\/action-lekking\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Action Lekking<\/a>\u201d (2017), de Negro Leo, disco bastante Jorge Ben. Mais precisamente o segundo item: &#8220;O que est\u00e1 embaixo \u00e9 como o que est\u00e1 em cima e o que est\u00e1 em cima \u00e9 como o que est\u00e1 embaixo, para realizar os milagres de uma \u00fanica coisa.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 revelou que o foco desse trabalho \u00e9 o pop. Mas noto que ele tem tamb\u00e9m elementos que n\u00e3o s\u00e3o muito vistos no pop, como, por exemplo, o ru\u00eddo. Como voc\u00ea convive com esses dois universos e como pretendeu trabalh\u00e1-los em conjunto no \u00e1lbum?<\/strong><br>Apesar da presen\u00e7a da no\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de Eduardo Manso para as camadas subjacentes, para os efeitos de sobreposi\u00e7\u00e3o de ru\u00eddos m\u00ednimos, esse trabalho n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o norteado por uma pesquisa do som propriamente, em sua materialidade, reverbera\u00e7\u00e3o etc. Essa dimens\u00e3o integra o referencial dos m\u00fasicos, mas no disco isso aparece como \u00edndice, apenas. Apesar disso, a abertura para essa dimens\u00e3o \u00e9 um caminho sem volta, o ouvido que passa pela eletroac\u00fastica do mundo n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo, arranjos ou sonoridades mais convencionais perdem um pouco a gra\u00e7a. O ru\u00eddo enquanto categoria que suscita uma compreens\u00e3o expandida da m\u00fasica, mais ambiental talvez, vai al\u00e9m da mera caracteriza\u00e7\u00e3o do som como ruidoso e tamb\u00e9m das suas formas aplicadas nos circuitos especializados. Na m\u00fasica pop recente, a busca por soar mais alto atrav\u00e9s da compress\u00e3o gera uma distor\u00e7\u00e3o que virou intr\u00ednseca ao gosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/trabalhosujo.com.br\/bruno-schiavo-vida-so-comecou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Em entrevista ao Alexandre Matias<\/a> voc\u00ea contou quais s\u00e3o suas refer\u00eancias musicais, mas disse que aquela era uma lista daquele dia, meio que fluida, passageira. E hoje, o que voc\u00ea chamaria de influ\u00eancias?<\/strong><br>&#8220;Briga de Fam\u00edlia&#8221;, do Vov\u00f4 Beb\u00ea. A cada audi\u00e7\u00e3o descubro uma coisa, um detalhe novo no arranjo, um novo \u00e2ngulo pra ser fisgado pela melodia, gosto demais. Uma vers\u00e3o pr\u00e9-misturada do &#8220;Desejo de Lacrar&#8221; do Negro Leo, uma musicalidade alt\u00edssima sob produ\u00e7\u00e3o insana, uma bomba H contra-ideol\u00f3gica. Estou na espera ansiosa tamb\u00e9m pelo pr\u00f3ximo de Thiago Nassif, &#8220;Mente&#8221;, que j\u00e1 ouvi algumas vezes com ele mesmo e sempre balan\u00e7a muito. Tamb\u00e9m as bases gravadas no Rio de Janeiro do disco do Farme e Hixizine, que olham pra can\u00e7\u00e3o de um jeito ao mesmo tempo torto e cl\u00e1ssico, geniais. Daquela lista que passei ao Alexandre Matias s\u00f3 Nina Simone permanece, agora junto com Caymmi, Schoenberg, Miles Davis, Jorge Ben.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o seus pr\u00f3ximos planos?<\/strong><br>Aprender piano e arranjar um gravador de fita cassete pra fugir da comodidade das grava\u00e7\u00f5es digitais enquanto componho, o que gera um excesso de material, imposs\u00edvel de ouvir depois. No anal\u00f3gico, voc\u00ea \u00e9 obrigado a errar de primeira, \u00e9 mais parecido com a vida, n\u00e3o tem volta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruno Schiavo - Calif\u00f3rnia\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLYqyzC---ksTrRjpuq0Sx0_y1j0J3a3DM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/zambi.ananda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ananda Zambi<\/a>&nbsp;(@<a href=\"https:\/\/twitter.com\/anandazambi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anandazambi<\/a>) \u00e9 jornalista e editora do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.nonada.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nonada \u2013 jornalismo travessia<\/a>. Nas horas vagas, tamb\u00e9m brinca de fazer m\u00fasica.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Se voc\u00ea est\u00e1 ligado na nova m\u00fasica experimental brasileira, pode ser que conhe\u00e7a \u201cRevir\u00e1\u201d, can\u00e7\u00e3o gravada por Negro Leo. Se voc\u00ea gosta da Ana Frango El\u00e9trico, revela\u00e7\u00e3o de 2019 para a APCA e presente em diversas listas de Melhores de 2019, certamente deve conhecer o hit \u201cTem Certeza?\u201d. O autor e o co-autor dessas m\u00fasicas, respectivamente, \u00e9 Bruno Schiavo, que est\u00e1 lan\u00e7ando agora seu disco de estreia. 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