{"id":55177,"date":"2020-03-29T18:52:42","date_gmt":"2020-03-29T21:52:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=55177"},"modified":"2020-04-27T01:42:26","modified_gmt":"2020-04-27T04:42:26","slug":"entrevista-buzzcocks-scream20anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/29\/entrevista-buzzcocks-scream20anos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Buzzcocks (2003 #Scream20anos)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/bimahead\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dago Donato<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Entrevista publicada na vers\u00e3o 1.0 do Scream &amp; Yell em 08 de agosto de 2003<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junto com o Sex Pistols e o Clash, eles ajudaram a fundar o punk rock brit\u00e2nico. Vinte e cinco anos depois e com dois membros originais na forma\u00e7\u00e3o \u2013 Pete Shelley e Steve Diggle, que dividem as guitarras e vocais -, o Buzzcocks acaba de lan\u00e7ar um disco que mostra que a banda continua em forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intitulado com o nome do grupo, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/06\/03\/cds-buzzcocks-beach-boys-minus-5\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o novo \u00e1lbum mostra um retorno \u00e0 crueza punk rock do in\u00edcio da carreira<\/a> sem perder a infecciosa propens\u00e3o ao pop demonstrada pela banda ao longo dos anos. Direto de sua casa em Londres, Diggle falou por telefone sobre o novo disco, Kurt Cobain e o in\u00edcio do punk, al\u00e9m de ensinar como se quebra uma TV no palco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Buzzcocks - Jerk\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eBH2CMZaWvk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas acabaram de chegar de uma tour pelos EUA. Como foi?<\/strong><br \/>\nChegamos h\u00e1 dois dias ap\u00f3s 54 dias na Am\u00e9rica. A tour foi muito boa. Foi rock. Fant\u00e1stica. Primeiro fizemos nossos shows e por duas semanas n\u00f3s abrimos para o Pearl Jam. Antes, passamos dois meses excursionando pela Europa. Foram quatro meses sem parar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 bom voltar para casa?<\/strong><br \/>\n\u00c9. Mas s\u00f3 vamos ficar por aqui umas tr\u00eas semanas. A\u00ed vamos para a Espanha e It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 planos de vir ao Brasil?<\/strong><br \/>\nEspero que sim. O disco novo acabou de sair por a\u00ed. Estivemos a\u00ed h\u00e1 alguns anos. Adoramos tocar a\u00ed. Os f\u00e3s brasileiros s\u00e3o muito legais. Eu quero voltar \u00e0quele lugar, a Vila Mimosa. Conhece? Eu estive l\u00e1 por uma noite e foi muito bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fale um pouco sobre o novo disco.<\/strong><br \/>\n\u00c9 meio que uma volta ao b\u00e1sico. \u00c9 mais pesado que o anterior, mas tem todas as caracter\u00edsticas cl\u00e1ssicas do Buzzcocks: as melodias, os grandes riffs. \u00c9 um disco bem direto, cru. \u00c9 como uma volta \u00e0s ra\u00edzes do punk rock. \u00c9 por isso que decidimos nome\u00e1-lo apenas Buzzcocks. Porque \u00e9 como um novo come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas foram parar na Merge Records?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s gravamos o \u00e1lbum e algu\u00e9m da Merge escutou. Eles sabiam que est\u00e1vamos sem gravadora e foram muito legais em lan\u00e7\u00e1-lo. Eles t\u00eam sido muito bons nisso. S\u00e3o muito f\u00e3s da banda. N\u00e3o s\u00e3o uma gravadora muito grande, mas s\u00e3o apaixonados pela m\u00fasica que eles lan\u00e7am. Nos sentimos muito pr\u00f3ximos a eles. N\u00e3o \u00e9 como uma grande corpora\u00e7\u00e3o que s\u00f3 quer que voc\u00ea fa\u00e7a dinheiro. A Merge gosta do Buzzcocks e da m\u00fasica dos Buzzcocks, e \u00e9 isso que faz a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vinte e cinco anos atr\u00e1s, voc\u00ea imaginava que em 2003 voc\u00ea ainda estaria tocando punk rock com os Buzzcocks?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Eu n\u00e3o sabia se a gente ia durar tr\u00eas semanas, tr\u00eas anos ou tr\u00eas s\u00e9culos. A gente s\u00f3 queria fazer m\u00fasica para aquele momento. N\u00e3o sab\u00edamos o que ia acontecer com nossas vidas. Faz\u00edamos o tipo m\u00fasica que ach\u00e1vamos interessante. Voc\u00ea pode morrer a qualquer momento. Ent\u00e3o nossa filosofia era \u2018viva sua vida aqui agora\u2019. Nunca imaginei que f\u00f4ssemos durar 25 anos, mas acho que somos mais rock hoje em dia do que naquela \u00e9poca. Nunca achei que fosse ser assim porque, teoricamente, voc\u00ea tem que ficar velho e cansado. Isso nos mant\u00e9m vivos. Ainda pulo no palco como no come\u00e7o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-55179 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buzzcocks20032.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buzzcocks20032.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buzzcocks20032-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buzzcocks20032-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas participaram do in\u00edcio do punk rock brit\u00e2nico. Como o estilo surgiu para voc\u00eas? O que voc\u00eas ouviam na \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nA cena musical estava meio morta quando a gente come\u00e7ou. Haviam bandas progressivas como Yes e Emerson, Lake &amp; Palmer que pareciam que iriam ficar por a\u00ed para sempre. A minha gera\u00e7\u00e3o, que tinha 20 anos, precisava de algo empolgante, r\u00e1pido, furioso. N\u00e3o havia nada assim. Eu lembrava do Who fazendo grandes discos e quebrando as guitarras dez anos antes. Gost\u00e1vamos tamb\u00e9m do Velvet Underground. Mas n\u00e3o havia mais nada disso. Quer\u00edamos criar algo direto, nervoso e intelectualmente interessante. As letras do Buzzcocks foram influenciadas pelo existencialismo. Sab\u00edamos escrever letras e sab\u00edamos escrever m\u00fasicas. N\u00e3o \u00e9ramos idiotas. Quer\u00edamos fazer as pessoas pensarem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 76, voc\u00eas convidaram os Sex Pistols para as duas primeiras apresenta\u00e7\u00f5es em Manchester. Havia algum senso de cena, camaradagem ou algo do tipo?<\/strong><br \/>\nOs Sex Pistols estavam ainda come\u00e7ando e s\u00f3 haviam feito dois shows em Londres. Eles queriam ir para Manchester e n\u00f3s dissemos que ajudar\u00edamos no que fosse poss\u00edvel. Eles fizeram o primeiro show e n\u00e3o havia muita gente l\u00e1. Eles voltaram a Manchester tr\u00eas semanas depois e n\u00f3s abrimos para eles. Todos os jornalistas apareceram para ver o Sex Pistols e viram tamb\u00e9m uma banda de Manchester. Acabaram escrevendo sobre a gente tamb\u00e9m. O jornal local n\u00e3o acreditava que havia uma banda assim na cidade. Logo est\u00e1vamos nos jornais e nas revistas: havia o Sex Pistols, o Buzzcocks, o Clash e o Damned e isso era tudo. Nos primeiros meses de 76 \u00e9ramos as \u00fanicas bandas punk da Gr\u00e3 Bretanha. Mais tarde, apareceu um monte de bandas. O engra\u00e7ado \u00e9 que as melhores bandas foram as primeiras a aparecer. As que surgiram depois n\u00e3o eram t\u00e3o boas. E, como algu\u00e9m disse, somos a \u00fanica banda que sobrou. O Joe Strummer morreu, o Joey Ramone morreu, nunca pensei que fosse ser assim&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas lan\u00e7aram &#8220;Spiral Scratch&#8221;, o primeiro single punk independente da hist\u00f3ria. Como foi?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s mor\u00e1vamos em Manchester, que fica a 200 milhas de Londres. Faz\u00edamos o tipo de m\u00fasica mais anticomercial do mundo. Se cheg\u00e1ssemos nas gravadoras em Londres eles ririam da nossa cara. Diriam que n\u00e3o iriam lan\u00e7ar esse lixo. Descobrimos que era poss\u00edvel lan\u00e7ar um disco com apenas 400 libras. Parece simples, mas naquela \u00e9poca era dif\u00edcil imaginar que poder\u00edamos fazer nossos pr\u00f3prios discos. Fizemos mil c\u00f3pias que venderam muito r\u00e1pido, e tivemos que fazer mais. Isso inspirou um monte de gente a fazer seu pr\u00f3prio disco. Abriu muitas portas para pessoas que nunca teriam gravado um disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi fant\u00e1stica. Normalmente, h\u00e1 a mesa de grava\u00e7\u00e3o e a sala de grava\u00e7\u00e3o, separadas por uma janela. Gravamos o disco no corredor, no meio das latas de lixo. Preferimos gravar l\u00e1 do que na \u00e1rea apropriada. E toda vez que o engenheiro de som acertava o som, o nosso produtor Martin Hannet ia l\u00e1 e bagun\u00e7ava tudo. Foi assim que o disco ficou com esse som esquisito, meio bem produzido, meio mal produzido. \u00c9 um som bastante \u00fanico. N\u00f3s poder\u00edamos ter ido para uma major, ter polido nosso som e no transformado numa banda no estilo da Costa Oeste americana, como Crosby, Stills, Nash &amp; Young, mas n\u00e3o quer\u00edamos. E quando o disco saiu, ele detonou a cabe\u00e7a das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma mat\u00e9ria da revista inglesa Uncut, voc\u00ea diz que quando leu &#8220;Hammer of Gods&#8221;, a biografia do Led Zeppelin, achou o estilo de vida deles &#8220;leve&#8221;&#8230;<\/strong><br \/>\nIsso mesmo! Eu e o Pete Shelley pod\u00edamos beber mais que qualquer um que sentasse com a gente. Pod\u00edamos usar toneladas de drogas e sair com milhares de garotas. A mesma coisa que em &#8220;Hammer of Gods&#8221;. S\u00f3 que n\u00e3o sa\u00edamos falando para todo mundo porque para a gente eram coisas naturais. N\u00e3o v\u00edamos como algo importante para nossa imagem ou algo do tipo. Eram coisas que faziam parte da nossa rotina. E quer\u00edamos que prestassem mais aten\u00e7\u00e3o nas nossas m\u00fasicas do que nas bebidas e drogas e coisa e tal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Pete Shelley disse que o Allan McGee (ex-dono da gravadora Creation e atual dono da Poptones) o ofereceu um drinque pelo milh\u00e3o de libras que ele ganhou por causa da influ\u00eancia do Buzzcocks nas bandas da Creation. De Nirvana a Green Day, passando at\u00e9 por Oasis e Smiths, voc\u00eas influenciaram muita gente na hist\u00f3ria do rock. Como se sentem a respeito disso?<\/strong><br \/>\n\u00c9 incr\u00edvel como tantas pessoas foram influenciadas pelo Buzzcocks. N\u00f3s fizemos os discos que quer\u00edamos fazer e isso foi tudo. N\u00e3o percebemos que est\u00e1vamos influenciando as pessoas. Nos \u00faltimos anos, passei a pensar a respeito disso e perceber o qu\u00e3o \u00fanico \u00e9 nosso som. As pessoas utilizam algo disso no som deles, mas s\u00f3 h\u00e1 um Buzzcocks. \u00c9 um elogio saber que o Kurt Cobain, o U2 ou o Pearl Jam foram influenciados por n\u00f3s. O Eddie Vedder era um f\u00e3 que ia atr\u00e1s de n\u00f3s nos hot\u00e9is e ficava l\u00e1 com a gente, anos antes de ter o Pearl Jam. \u00c9 esquisito encontra-lo agora em circunst\u00e2ncias diferentes, com o Pearl Jam sendo t\u00e3o grande. Foi muito legal fazer esta turn\u00ea com eles. Eu subi no palco com eles no Madison Square Garden e n\u00f3s tocamos &#8220;Baba O\u2019Riley&#8221;, do Who. Em New Jersey, n\u00f3s tocamos &#8220;Rockin\u2019 in the Free World&#8221;, do Neil Young. N\u00f3s agora temos novos f\u00e3s. Sabe a Meg Ryan? Agora ela gosta da banda. Ela falou com a gente depois do show. O Bruce Springsteen tamb\u00e9m apareceu. Ele tem nossos discos. Foi uma surpresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 94, voc\u00eas abriram a \u00faltima turn\u00ea do Nirvana. Como foi?<\/strong><br \/>\nFoi fant\u00e1stico. O Nirvana era brilhante. Eram muito legais conosco. Eu estava com Kurt tr\u00eas dias antes de ele se matar. Foi muito triste. Mas a turn\u00ea foi \u00f3tima. O Kurt disse o quanto o Buzzcocks o influenciou. A m\u00fasica favorita dele era \u201cHarmony in my Head\u201d. Ainda fico triste quando penso nisso. \u00c9 dif\u00edcil acreditar que ele n\u00e3o est\u00e1 mais aqui. N\u00f3s nos despedimos em Paris e voltamos para casa. Quando fiquei sabendo da not\u00edcia, pensei &#8220;eu estava com ele tr\u00eas dias atr\u00e1s, eu podia ter falado para ele n\u00e3o ter feito isso&#8221;. Acho que n\u00e3o ia impedi-lo, mas nunca se sabe. Um dia ele me perguntou como n\u00f3s sobrevivemos por todo esse tempo. Eu disse que voc\u00ea tem que ter senso de humor para sobreviver. Somos s\u00e9rios no que fazemos, mas tem que rir tamb\u00e9m, sen\u00e3o voc\u00ea fica louco. Eu escrevi um livro que vai sair logo e vai se chamar &#8220;Harmony in my Head&#8221; que vai falar sobre as mortes de Ian Curtis (eu estava com ele alguns dias antes), Kurt Cobain, Marc Bolan&#8230; V\u00e1rias mortes no nosso caminho. \u00c9 incr\u00edvel ainda estarmos vivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 verdade que voc\u00ea ensinou o Kurt Cobain como quebrar uma televis\u00e3o no palco?<\/strong><br \/>\n\u00c9 verdade! Quando eles foram nos ver em Boston, eu quebrei seis televis\u00f5es no palco. Ele gostou. E eu o ensinei como fazer. Quando voc\u00ea acerta a tela, ela implode, e sai fuma\u00e7a. Se voc\u00ea n\u00e3o acerta direito, voc\u00ea vai quebrar a TV e n\u00e3o vai sair fuma\u00e7a. O neg\u00f3cio \u00e9 acertar bem no meio da tela e deixar a fuma\u00e7a sair. \u00c9 uma arte. Quebrei muitas televis\u00f5es at\u00e9 aprender. Achava que era s\u00f3 acertar a TV e pronto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Buzzcocks - Wake Up Call (DVD -- &#039;The Buzzcocks: Live At Shepherds Bush Empire&#039;)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/viDWtImYLBE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Buzzcocks - Driving Me Insane\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Gm7XYtdlRCk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Buzzcocks &quot;Sick City Sometimes&quot;\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Lhz-ecCFEp8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Junto com o Sex Pistols e o Clash, eles ajudaram a fundar o punk rock brit\u00e2nico. Em 2003, conversaram sobre &#8220;Buzzcocks&#8221;, o potente disco que acabar\u00e1 de sair no Brasil. Na conversa, Steve Diggle contou como ensinou Kurt Cobain a quebrar uma televis\u00e3o no palco, lembrou dos tempos em que Eddie Vedder seguia a banda (isso logo ap\u00f3s eles terem aberto shows do Pearl Jam nos EUA) e como \u00e9 ter influenciado tanta gente no rock. Papo bom!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/29\/entrevista-buzzcocks-scream20anos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":55178,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4308,4307,4292,4293],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55177"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55177"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55380,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55177\/revisions\/55380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55178"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}