{"id":54836,"date":"2020-02-18T11:30:06","date_gmt":"2020-02-18T14:30:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=54836"},"modified":"2020-03-29T10:32:53","modified_gmt":"2020-03-29T13:32:53","slug":"entrevista-amaro-freitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/02\/18\/entrevista-amaro-freitas\/","title":{"rendered":"Entrevista: Amaro Freitas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista, fotos e v\u00eddeo por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/onelsonoliveira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nelson Oliveira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teclar os caracteres que formam uma frase ousada \u00e9 como, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, compor ao piano uma linha mel\u00f3dica surpreendente, colorida, soturna ou simplesmente singular \u2013 na falta de adjetivos que venham a preencher o sobressalto causado pela sequ\u00eancia de notas. Tomar tal atitude nas linhas iniciais de um texto \u00e9 como tentar criar uma obra-prima na primeira tentativa, \u2018tout de suite\u2019, mas topamos o risco porque falamos de algu\u00e9m que tamb\u00e9m aceitaria essa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, l\u00e1 vamos n\u00f3s: a m\u00fasica instrumental brasileira vive uma era de popularidade e apuramento poucas vezes vista na hist\u00f3ria do pa\u00eds. Atualmente, temos grupos de diversas vertentes, de Quartab\u00ea e Orkestra Rumpilezz a Hurtmold e Gabriel Thomaz Trio. Entre eles, um dos nomes mais pujantes da cena do jazz: Amaro Freitas, reconhecido pelas apresenta\u00e7\u00f5es vigorosas e carism\u00e1ticas que faz com seu trio, ao qual se juntam Jean Elton (baixo ac\u00fastico) e Hugo Medeiros (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pianista pernambucano ganhou relevo em 2016, quando estreou com \u201c<a href=\"https:\/\/amarofreitas.bandcamp.com\/album\/sangue-negro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sangue Negro<\/a>\u201d. O respaldo da cr\u00edtica e do p\u00fablico cresceu mais ainda depois que gravou \u201c<a href=\"https:\/\/amarofreitas.bandcamp.com\/album\/rasif\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rasif<\/a>\u201d (2018), trabalho em que mistura de forma mais intensa o jazz a ritmos populares em Pernambuco, como frevo, coco e bai\u00e3o. Amaro Freitas circulou pelo Brasil, pelos Estados Unidos e pela Europa com o segundo disco e, no primeiro semestre de 2020, faz a sua turn\u00ea de encerramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As novas viagens de Amaro Freitas tiveram in\u00edcio em Salvador, onde o Scream &amp; Yell falou com o m\u00fasico ap\u00f3s um show vibrante, em que foi aclamado pela Sala do Coro do Teatro Castro Alves \u2013 lotada em plena ter\u00e7a-feira, 12 de fevereiro, pr\u00e9-carnaval. Depois de ser acarinhado pelo p\u00fablico soteropolitano, o pernambucano conversou sobre seu processo de cria\u00e7\u00e3o e nos adiantou que vem trabalho novo no segundo semestre, com influ\u00eancias do folclore maranhense e de mitos africanos. Confira, abaixo, a conversa na \u00edntegra.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-54838\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/amarofreitas1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/amarofreitas1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/amarofreitas1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te levou a misturar o jazz a ritmos do Nordeste, como o coco, o frevo e o bai\u00e3o?<\/strong><br \/>\nMeu primeiro contato com m\u00fasica foi na igreja e com meu pai, que \u00e9 m\u00fasico e me ensinou os primeiros acordes e movimentos. Quando eu tinha 15 anos eu ganhei um DVD de jazz e fiquei de cara com o tipo de m\u00fasica que era feita no jazz, sabe? Era uma outra rela\u00e7\u00e3o, diferente da m\u00fasica da igreja, que era muito consonante e a do jazz, muito dissonante. Eu fui vivenciando isso vindo de uma fam\u00edlia humilde, recebendo discografias de alguns artistas baixadas e gravadas em CDs. Quando fiz 19 anos, comecei a ter mais contato com a m\u00fasica pernambucana&#8230; o forr\u00f3, o bai\u00e3o, o maracatu, Alceu Valen\u00e7a, o movimento manguebeat, Na\u00e7\u00e3o Zumbi, Capiba, Moacir Santos, Lenine&#8230; e tamb\u00e9m fico de cara com aquilo. Ao mesmo tempo, aquilo entra com uma facilidade que eu n\u00e3o imaginava e eu entendo que isso \u00e9 a conex\u00e3o com a ancestralidade. Aquilo j\u00e1 existia em mim e eu n\u00e3o sabia, s\u00f3 fui descobrir quando fiz faculdade de produ\u00e7\u00e3o fonogr\u00e1fica. Foi um portal que me levou para outro lugar. S\u00f3 que o jazz j\u00e1 tinha sido injetado e eu j\u00e1 estava \u201cenvenenado\u201d pelo jazz. Ent\u00e3o quando come\u00e7o a produzir essa m\u00fasica pernambucana, eu j\u00e1 fa\u00e7o pensando no jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Curioso. Meio que um caminho inverso, n\u00e9? Conhecer algo de fora e s\u00f3 depois o que est\u00e1 perto de voc\u00ea.<\/strong><br \/>\nSim, um caminho inverso, mas aconteceu com muita naturalidade. E gerou uma mistura que tem essa naturalidade e que eu poderia dizer que \u00e9 original, sem aquela coisa pl\u00e1stica, for\u00e7ada, tentando fazer uma fus\u00e3o superficial. \u00c9 uma fus\u00e3o que tem certa profundidade, porque \u00e9 a minha verdade e tudo aquilo que me completa, algo que sai de mim de forma natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como esse caminho \u201cdiferente\u201d impactou na forma de produzir o seu trabalho?<\/strong><br \/>\nQuando eu come\u00e7o a compor, eu vejo numa palestra do Maestro Spok que na \u00e9poca que o jazz estava come\u00e7ando a ser desenvolvido com bandas marciais, o frevo tamb\u00e9m estava sendo gestado em Pernambuco, com as pessoas dan\u00e7ando, as agremia\u00e7\u00f5es. No mesmo per\u00edodo, aconteciam coisas muito parecidas, mas que deram em produtos diferentes, por causa do contexto em que elas estavam se desenvolvendo. S\u00e3o duas vertentes que nascem das pessoas mais humildes, dos negros, dos pobres, de pessoas que precisavam de um escape para uma din\u00e2mica de vida que era muito agressiva, de explora\u00e7\u00e3o. Com o tempo, acabou havendo uma apropria\u00e7\u00e3o e um embranquecimento desses g\u00eaneros. Uma vez um professor da Universidade Federal de Pernambuco deu uma entrevista sobre mim e disse de uma forma rom\u00e2ntica: \u201cAmaro \u00e9 um cara que resgata o que nos foi tirado\u201d, tanto falando no sentido mais universal, que \u00e9 o jazz, quanto pensando em algo mais local, que \u00e9 o frevo. Hoje a gente tem o Pa\u00e7o do Frevo, em Recife, que \u00e9 um lugar maravilhoso, aberto, mas que (de forma natural, estabelecido culturalmente) muita gente que faz um frevo mais roots n\u00e3o tem acesso porque se sente ignorante demais para estar naquele lugar. Ent\u00e3o, me d\u00e1 muito prazer esse resgate de fazer shows na rua para esse pessoal, como a gente fez recentemente com o Hamilton de Holanda no anivers\u00e1rio do Pa\u00e7o. Isso \u00e9 altamente importante para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cRasif\u201d \u00e9 uma refer\u00eancia a Recife, de onde voc\u00ea vem, e o \u00e1lbum trabalha com diversos ritmos pernambucanos ou afro-brasileiros fortes no estado. Nos seus pr\u00f3ximos trabalhos, voc\u00ea tem interesse de imergir na cultura r\u00edtmica de outros lugares do Brasil?<\/strong><br \/>\nEngra\u00e7ado voc\u00ea falar sobre isso, porque o terceiro disco, que a gente t\u00e1 produzindo agora, tem algumas outras coisas que n\u00e3o pertencem diretamente a Pernambuco. N\u00e3o pertencem mesmo, sabe? Como o boi do Maranh\u00e3o, por exemplo. Tem o cazumb\u00e1, por exemplo, que eu estudei para uma m\u00fasica que eu j\u00e1 compus, que \u00e9 sobre essa figura meio h\u00edbrida, que n\u00e3o tem sexo e \u00e9 meio curiosa, que assusta as pessoas. Ent\u00e3o esse disco n\u00e3o deve ter nada t\u00e3o diretamente ligado a Pernambuco. Eu ainda estou estudando isso, mas tem coisas que vamos fazer que n\u00e3o tem nem r\u00f3tulo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-54839\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/amarofreitas2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/amarofreitas2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/amarofreitas2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o eu imagino que voc\u00ea esteja escutando coisas bem diferentes. Quais s\u00e3o tuas refer\u00eancias agora?<\/strong><br \/>\nIsso tem a ver com a viv\u00eancia atual. Se voc\u00ea for olhar, \u201cSangue Negro\u201d \u00e9 totalmente diferente do \u201cRasif\u201d. Talvez o primeiro seja mais jazz do que pernambucano e brasileiro, e eu acho que o \u201cRasif\u201d vem mais brasileiro, mais influenciado pelo coco. Mas no terceiro disco&#8230; eu dei a volta no mundo com o \u201cRasif\u201d, ouvi muita coisa na Europa, muita coisa em S\u00e3o Paulo, muita coisa em Nova Iorque. Ent\u00e3o tem muita m\u00fasica sem r\u00f3tulo, que est\u00e1 relacionada com prov\u00e9rbios africanos. \u00c9 um disco em que eu vou trabalhar muito mais essa ancestralidade. Vai ser muito mais relacionado a prov\u00e9rbios, a personagens, a ritmos que lembrem esse africanidade, mas n\u00e3o necessariamente tocando a clave ou o ritmo desse lugar, sabe? Eu tenho essa com a hist\u00f3ria sobre o cazumb\u00e1, que \u00e9 esse personagem do bumba-meu-boi, e eu compus algo que eu sinto sobre a hist\u00f3ria dele. Tem m\u00fasicas que n\u00e3o est\u00e3o relacionadas com a m\u00fasica daquela regi\u00e3o, mas com entender a poesia, sentir algo e come\u00e7ar a criar pensando nisso. Porque isso tamb\u00e9m \u00e9 ancestralidade. \u00c9 voc\u00ea pensar que ela \u00e9 como um fio que tem continuidade e vai sofrendo modifica\u00e7\u00f5es com o tempo. Hoje eu vivo num espa\u00e7o-tempo diferente de quem veio antes, ent\u00e3o quando essas hist\u00f3rias e ritmos chegam para mim, temos uma outra concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 de poesia, pensando de forma liter\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E esse novo disco sai em 2020 ainda?<\/strong><br \/>\nO trabalho vai ser lan\u00e7ado no segundo semestre. A gente j\u00e1 vai come\u00e7ar a gravar e temos confirmadas algumas participa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o posso falar ainda. Posso adiantar que o Hamilton de Holanda vai participar do disco e acho que teremos um baiano tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para encerrar, vou te fazer uma pergunta que voc\u00ea deve escutar muito. Al\u00e9m de bem en\u00e9rgico no piano, voc\u00ea interage bastante com o p\u00fablico e tem uma voz super afinada. Voc\u00ea pensa em inserir elementos vocais nesse pr\u00f3ximo trabalho ou em outro projeto?<\/strong><br \/>\nNunca pensei. Na verdade, a minha onda com a m\u00fasica instrumental \u00e9 at\u00e9 um protesto contra isso de sempre ter que ter voz. De entender a m\u00fasica, falando a grosso modo, como algo com letra. Nosso povo \u00e9 maravilhoso, mas infelizmente n\u00e3o teve acesso a esse tipo de conte\u00fado e \u00e0s vezes rolam uns coment\u00e1rios do tipo \u201cp\u00f4, como \u00e9 que algu\u00e9m gosta disso?\u201d [de m\u00fasica instrumental]. Mas \u00e9 porque a pessoa n\u00e3o teve acesso. E eu sempre tive vontade de mostrar que \u00e9 poss\u00edvel, sim. Vontade de poder conectar o que eu fa\u00e7o com as pessoas. Ent\u00e3o eu n\u00e3o sei se um dia eu vou colocar voz, porque meu protesto \u00e9 real. Porque tem gente at\u00e9 dentro da classe que pensa que artista \u00e9 o cantor, que o restante \u00e9 \u201cs\u00f3\u201d m\u00fasico. Essa \u00e9 uma l\u00f3gica que n\u00e3o bate, para mim t\u00e1 todo mundo no mesmo barco. Em grande parte das vezes, se o m\u00fasico n\u00e3o cria os arranjos e faz o cantor \u201cter sentido\u201d, o pr\u00f3prio cantor n\u00e3o consegue, n\u00e3o tem capacidade de produzir. Acho que ter esse cuidado com a m\u00fasica instrumental e poder impulsion\u00e1-la \u00e9 gratificante. Se um dia eu quiser cantar, eu vou cantar, mas por que n\u00e3o fazer s\u00f3 o instrumental? Se um dia eu quiser me mudar de Recife, beleza, eu vou me mudar. Mas por que n\u00e3o ficar? Por que sempre temos que sair? S\u00e3o coisas que eu sempre penso. E eu quero me ver livre para fazer o que eu quiser.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amaro Freitas  - Pa\u00e7o (Ao vivo na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, Salvador)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HpJqOtQC8e8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/onelsonoliveira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nelson Oliveira<\/a>\u00a0\u00e9 graduado pela Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia, atua como jornalista e fot\u00f3grafo, sobretudo nas \u00e1reas de esporte, cultura e comportamento. \u00c9 diretor e editor-chefe da Calciop\u00e9dia, site especializado em futebol italiano. Foi correspondente de Esportes para o Terra em Salvador e j\u00e1 frilou para Trivela e VICE.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dos grandes nomes da cena jazz brasileira da atualidade, Amaro Freitas adianta curiosidades sobre o vindouro terceiro disco e diz que fazer m\u00fasica instrumental &#8220;\u00e9 at\u00e9 um protesto contra isso de sempre ter que ter voz&#8221;. 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